quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VLT de Sobral tem tarifa reduzida para R$ 1,00

18/09/2017 - Blog do Edilson

Author Francisco Edilson Silva

Convênio da Prefeitura de Sobral e Seinfra garante tarifa a R$ 1,00.Foto-Arquivo

O valor da tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Sobral cairá dos atuais R$ 3,00 para R$ 1,00. A novidade entra em vigor a partir das 5h30 de terça-feira, 19 de setembro. O convênio entre a Prefeitura Municipal de Sobral e a Secretaria da Infraestrutura do Governo do Estado (Seinfra) foi assinado pelo prefeito Ivo Gomes na manhã desta segunda-feira, 19.

Atualmente o VLT é administrado pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Com o convênio, a prefeitura de Sobral vai repassar até R$ 300 mil mensais ao Estado para garantir a redução da tarifa e ampliar o acesso a todos os sobralenses ao serviço.

Com o convênio, o município dá o primeiro passo no compromisso firmado com a população sobralense em implantar melhorias no transporte público urbano, estendendo, sobretudo, a possibilidade de locomoção com baixo custo aos cidadãos que necessitam chegar cedo às fábricas, comércio, hospitais, escolas e universidades, bem como aos cidadãos que precisam se deslocar para suas residências após o fim do expediente nas repartições.

Fonte:Blog de Sobral

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Após governo encerrar negociações sobre o VLT, Justiça mantém contrato suspenso

11/09/2017 - RD News

Airton Marques

Gilberto Leite/Rdnews
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Contrato entre governo e Consórcio VLT é suspenso por mais 30 dias

O contrato entre o Governo do Estado e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi suspenso por mais 30 dias. A decisão foi proferida na sexta (8) pelo juiz Ciro José de Arapiraca, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, que atendeu ao pedido do Executivo.

O contrato está suspenso desde abril de 2015. O governo justifica que a continuidade da suspensão é necessária para que providências contratuais e administrativas sejam tomadas e o interesse público seja protegido.

O pedido do Executivo leva em consideração a deflagração da Operação Descarrilho, que apura crimes de fraude na licitação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Após a operação, o Executivo rompeu com o Consórcio, impossibilitando o acordo que estava sendo tratado entre as partes.

Diante do pedido do governo, o Consórcio ressalta que já havia reafirmado o propósito de “superar” qualquer obstáculo para a implantação do VLT. Ele ainda se coloca à disposição para “contribuir com as tratativas”.

Sem efeito

Em sua decisão, Ciro Arapiraca determina que a minuta do acordo apresentada pelo Executivo antes da deflagração da Operação Descarrilho continue no processo, mas sem efeito jurídico.

Além disso, o magistrado obriga o Consórcio VLT a apresentar relatório que demonstre a realização de medidas de correção de eventuais falhas, defeitos ou faltas nos vagões.

“Ou seja, que comprove as perfeitas condições de uso dos equipamentos necessários à regular e ideal utilização destes em eventual implantação do modal, obrigação que deve perdurar até o encerramento do prazo contratual”, diz.

Descarrilho

A operação da Polícia Federal foi deflagrada em 9 de agosto e visa apura crimes de fraude em procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal VLT e a execução.

No bojo da investigação foram colhidos elementos de prova pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, que apontam fundados indícios de acertos de propina com representantes de sociedades empresárias integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de sociedades empresárias subcontratadas pelo Consórcio.

sábado, 26 de agosto de 2017

Estado rompe negociações com consórcio para retomar VLT

25/08/2017 - Folha Max

Da Redação

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O Governo do Estado comunicou oficialmente ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, a decisão de romper  definitivamente as negociações com o  Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande.  O documento com 12 páginas foi protocolado na 1ª Vara Federal em Mato Grosso no final da tarde desta sexta-feira (25.08).

No dia 28 de julho passado, o juiz federal havia concedido o prazo de 20 dias úteis para que fossem dadas respostas às dúvidas sobre o acordo para retomada das obras do VLT Cuiabá-Várzea Grande. O prazo venceria neste sábado.

Segundo o procurador geral do Estado, Rogério Gallo, durante vários meses representantes do governo e do consórcio se reuniram para buscar um acordo que permitisse a retomada das obras, ajustando o contrato firmado em 2012, corrigindo eventuais vícios e ilegalidade, bem como revendo valores. “Na petição encaminhada à Justiça Federal mostramos que, até aquele momento, não havia notícias ou indícios de dolo ou intento deliberado  para romper o contrato ou da prática de atos ilícitos na licitação ou na execução do contrato, até surgirem os fatos apontados na Operação Descarrilho"  explicou Rogério Gallo.  

Depois da Operação Descarrilho, deflagrada no dia 09 deste mês pela da Polícia Federal, apontando fraudes na licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes que teriam ocorridos durante a escolha do modal VLT, o governador Pedro Taques determinou a suspensão do diálogo com o Consórcio VLT para a retomada das obras.  Essa decisão foi comunicada pelo secretário de Cidades, Wilson Santos, à direção do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande.

“Nós peticionamos na ação encerrando definitivamente as negociações. Não haverá mais a retomada do VLT com o Consórcio”, informou Rogério Gallo.

No entanto, o procurador geral fez questão de esclarecer que isso não significa que o governo tenha deixado de lado o plano de retomar as obras do modal. “É importante deixar claro. Não estou falando que não haverá VLT. Não haverá retomada por meio deste contrato com o Consórcio VLT, em razão dos fatos que vieram à tona com a Operação Descarrilho”, destacou Rogério Gallo.

No final da petição, é requerida ao juiz a continuidade da suspensão da vigência do contrato pelo prazo adicional de 30 dias a fim de assegurar o direito do Estado de Mato Grosso a possibilidade de adotar providências contratuais e administrativas necessárias à proteção do interesse público.

O procurador-geral adiantou que nas próximas semanas o governador Pedro Taques vai anunciar o futuro das obras do VLT, seja por uma nova licitação para retomada das obras ou através de uma parceria público privada.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Avaliação inicial aponta viabilidade para implantação do VLT

24/08/2017 - O Diário.com

O traçado liga a Praça Ivaí ao aeroporto velho, deslocando-se em duas mãos por trilhos instalados no canteiro central da avenida Brasil

Executivos da Egis, empresa francesa de engenharia e estruturação de projetos, considerada uma das maiores do mundo em sua área, estiveram em Maringá semana passada, percorreram o traçado proposto para instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e concluíram pela viabilidade inicial do projeto. O traçado liga a Praça Ivaí, no Fim da Picada, ao aeroporto velho, deslocando-se em duas mãos por trilhos instalados no canteiro central da avenida Brasil. Ainda não há custo estimado para obra. 

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Gilberto Purpur, defende o projeto como indispensável para modernizar o transporte coletivo Urbano. Argumenta que o VLT não apenas reforça a capacidade de deslocar pessoas com conforto e segurança, mas também representa importante intervenção que valoriza o espaço urbano. "Não se trata apenas de um meio de transporte, mas também de instrumento de reorganização do espaço urbano, promovendo a modernização do entorno", afirma. 

Phillipe Grizses, diretor de Engenharia de Ferrovias e Transporte Urbano, e Alexandre Seixas, gerente de Consultoria, executivos da Egis no Brasil, entendem que as condições topográficas da cidade, em particular da avenida Brasil, reúnem as características adequadas para implantação do projeto. O traçado não exige grandes obras, como viadutos, e desapropriações, o que reduz o custo do empreendimento. Diferente do que ocorreu com as obras do VLT no Rio de Janeiro e Cuiabá.

A estimativa da Secretaria de Mobilidade é movimentar 30 mil pessoas/dia no trecho de 8 km entre a Praça ivaí e o antigo aeroporto. O projeto prevê expansão de ramais para Sarandi e Paiçandu, além da ligação norte/sul, passando pela UEM. O VLT se integraria ao transporte coletivo feito por ônibus, o que demandaria reorganização logística de toda a rede. O empreendimento começaria com um estudo de viabilidade, avançaria para validação do projeto e finalmente licitação. Essas etapas durariam cerca de 10 meses.

A consultoria, cujo trabalho inicial não implica em custo algum para o município, desaconselha o investimento no projeto no formato Parceria Público-Privada (PPP), com o argumento de que o modelo depende da saúde das empresas participantes. Eventuais problemas financeiros com os investidores privados repercutem negativamente no cronograma de execução da obra. A saída recomendada é a captação de recursos internacionais para financiar o projeto.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Maringá quer VLT em lugar de BRT, e convida empresa francesa para analisar viabilidade

12/08/2017 - Diário do Transporte

A cidade de Maringá, localizada na região noroeste do Paraná, quer um VLT. Com mais de 400 mil habitantes, a terceira maior cidade do estado recebe nos próximos dias a visita de consultores de uma empresa francesa especializada em transporte ferroviário de carga e de passageiros.

A visita, ainda mantida em certo suspense, terá como objetivo uma análise prévia da viabilidade de implantação de um veículo leve sobre trilhos (VLT). A notícia da visita foi feita pelo secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, que não dá mais detalhes, nem o nome da empresa.

Na imprensa local o secretário apenas diz que a empresa “tem a maior expertise no mundo em projetos de engenharia nessa área”.

Purpur, que esteve em junho no Rio de Janeiro para conhecer o VLT Carioca, dá três motivos para justificar a opção pelo modal sobre trilhos em lugar de um BRT: ele é mais silencioso e não poluente (elétrico), mais amigável ao passageiro (circula ao nível da rua) e não interfere na paisagem urbana, o que pode estimular o uso do transporte coletivo.

O modelo carioca inspira as pretensões da cidade de se tornar a primeira do Sul do País a contar com essa modalidade de transporte.

De acordo com a secretaria, a primeira linha do VLT a ser construído em Maringá teria cerca de 8,5 km entre a Praça Geoffrey Wilde Diment e o antigo aeroporto. O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), imagina VLT implantado em três anos.

Os motivos para tanta confiança são dados pelo secretário Gilberto Purpur: “temos todas as condições físicas para ter o VLT leste-oeste, topografia favorável, número de passageiros compatível com o projeto e sem precisar fazer desapropriações”, explica ele para o jornal da cidade.

O objetivo do estudo de viabilidade econômica será comprovar que o fluxo estimado de passageiros comporta o investimento. O secretário afirma que para o traçado pretendido a demanda de passageiros é muito parecida com o que se transporta no Rio, cujo VLT circula com 35 mil pessoas/dia. Maringá, garante Gilberto Purpur, transporta 27 mil passageiros/dia na linha leste-oeste, via Brasil, com um sistema deficiente.

O convite para a empresa francesa visitar a cidade – sem custos para os cofres públicos – não é ocasional. O fato de a França ser um país avançado no transporte de passageiros por VLT é uma aposta que inclui já a possibilidade de futuros investimentos. Caso o parecer dos consultores seja positivo aos estudos preliminares da prefeitura, esse seria um passo importante para captar recursos para o modal.

De acordo com a secretaria, a primeira linha do VLT teria cerca de 8,5 km entre a Praça Geoffrey Wilde Diment e o antigo aeroporto. “Estamos bem confiantes, porque temos todas as condições físicas para ter o VLT leste-oeste, topografia favorável, número de passageiros compatível com o projeto e sem precisar fazer desapropriações”, explica o secretário.

 VISITA AO VLT DO RIO DE JANEIRO FOI PROMOVIDA PELA ANPTRILHOS:

O Vice-Prefeito de Maringá, Edson Scabora, e o Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur visitaram o VLT do Rio de Janeiro em 22 de junho deste ano. Eles participaram de uma visita técnica organizada pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Além de Maringá, representantes das prefeituras de Sorocaba e Cubatão também participaram da visita ao VLT.

Segundo a ANPTrilhos, associação que trabalha pelo desenvolvimento do transporte de passageiros sobre trilhos, a visita teve como objetivo apresentar os principais benefícios e desafios para a implantação desse sistema nas cidades brasileiras.

Cubatão pleiteia a extensão do VLT da Baixada, operado pela EMTU, e Sorocaba já trabalha num modelo de projeto de implantação do modal através de uma PPP – Parceria Público Privada.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

VLT pretende mudar a rotina da UFV, de Viçosa e da Zona da Mata

13/07/2017 - Opção News

Anos de 1950, impulsionado pelo projeto de fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”, o presidente Juscelino Kubitschek anunciava a privatização das rodovias. Segundo Fabiano Pompermayer, técnico de planejamento e pesquisas do Ipea “Em seis meses, você faz 500 quilômetros de estrada de terra. Isso em ferrovia leva três anos”, e os planos de JK não podiam esperar todo esse tempo.

A partir desta decisão, as ferrovias no Brasil foram sendo deixadas de lado e esquecidas. Atitude que, até hoje, custa caro para o bolso do país. Segundo o jornal Estado de Minas, o Brasil poderia economizar 113 bilhões de dólares por ano com fretes. Mas tem gente querendo reverter essa situação.

O ano agora é 2017, a Universidade Federal de Viçosa está finalizando a construção do seu novo restaurante universitário. Mas como locomover os alunos até o novo restaurante, que fica à 2,5 km de distância das 4 pilastras? É aí que entra o projeto de revitalização das linhas férreas da UFV e a construção de Veículos Leve Sobre Trilhos (VLT). O projeto pretende ligar as 4 pilastras ao novo RU, divido em três estações, a primeira na Vila Gianetti, a segunda no ginásio e a estação final próxima ao departamento de zootecnia, totalizando 2,5 km.

O projeto já tem a aprovação da reitora Professora Nilda de Fátima Ferreira Soares, e foi encaminhado para Brasília, aonde se espera conseguir o recurso necessário de R$ 1,4 milhões. O VLT terá a capacidade de carregar 50 pessoas sentadas e 60 em pé, e deverá ser cobrada de R$0,50 à R$1,00 no valor da passagem. O VLT, reutilizará trilhos que foram abandonados e a linha de trem da própria UFV, o que barateia o custo inicial da implantação. Já o custo operacional ainda não foi calculado, mas, segundo os mentores do projeto, cobrando R$o,50, por passageiro, já é possível manter o VLT.

Jershon Ayres de Morais, idealizador do projeto e membro do Circuito Turístico Serra de Minas, tem uma previsão otimista sobre a aprovação em Brasília. Ele afirma que “A Universidade não tem outra saída, a não ser investir na recuperação das linhas férreas para o transporte dos estudantes”.

Linha Silvestre x UFV:

E a construção de VLT’s não deve se limitar à UFV. A partir do novo Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa (PLAMMOB VIÇOSA), que tem o objetivo de propor inúmeras alternativas para a diminuição dos graves problemas de mobilidade urbana na cidade, a Prefeitura Municipal de Viçosa pretende revitalizar linhas de trens na cidade para possibilitar a construção de um VLT, nos mesmos moldes do da UFV.

No curto prazo, o Plano propõe retirar estabelecimentos comerciais que ocupam a faixa de domínio e promover a reintegração de posse de trechos da linha que foram invadidos.

Ao mesmo tempo, serão elaborados os projetos de construção de uma ciclovia ao lado da ferrovia, ligando o CENTEV, no Silvestre, até a UFV, o que deve provocar uma grande transformação nos hábitos dos viçosenses com relação ao uso de automóveis.

É importante frisar que a Linha férrea, pela constituição, pertence à União e tem uma faixa de domínio de 15 metros de cada lado, a contar do eixo da linha. Hoje, o município de Viçosa tem a concessão das linhas e dos imóveis da rede Ferroviária, concedido pelo DNIT.

Linha turística Viçosa x Cajuri:

Ainda existe a possibilidade de incentivar o turismo na Zona da Mata com os VLT’s. A primeira linha deve ser a de Viçosa x Cajuri, com cerca de 12 km. Porém, como o principal objetivo dessa linha é estimular o turismo na região, o VLT só rodará nas sextas, sábados e domingos.

No último dia 11, em Belo Horizonte, O deputado Roberto Andrade participou de uma reunião com o secretário de turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, e representantes de entidades ligadas ao setor para discutir a revitalização da linha férrea que liga Viçosa a Cajuri. E, segundo a assessoria do deputado, os resultados da conversa foram positivos.

A linha Viçosa x Teixeiras deve ser a segunda a ser implantada. Mas a ideia dos projetos Caminho do Campo e Trem das Serras de Minas é de expandir para toda a região, passando por cidades como Coimbra, São Geraldo, Visconde do Rio Branco e Ubá.

Onde tudo começou:

Hoje o projeto dos VLT’s está indo para frente devido ao baixo custo para implantação do meio de transporte. Isso só é possível devido ao Engenheiro Mecânico Marcos Cravo. Marcos, que mora na cidade de Cataguases, é considerado um inventor e abraçou o projeto do Circuito Turístico Serras de Minas.

Agora, os veículos já estão prontos e devem ser testados nos próximos dias.

O resultado ainda não sabemos, mas as previsões para uma nova realidade no transporte na UFV, em Viçosa e na Zona da Mata são de grandes mudanças para o futuro próximo.

Reportagem: Daniel Reis.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

CEF garante empréstimo de R$ 800 milhões após fim de impasse em MT

12/07/2017 - FolhaMax

O vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê de Sant'Anna, afirmou que o empréstimo de R$ 800 milhões para concluir as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) está garantido para o Estado. Os procedimentos para a autorização do empréstimo, porém, seguem suspensos, em razão de os Ministérios Públicos Estadual e Federal terem emitido parecer contrário ao acordo que foi firmado entre o Governo e o Consórcio VLT para retomar as obras.

O empréstimo de R$ 800 milhões para a conclusão do VLT foi encaminhado pelo Governo ao Legislativo estadual em meados de maio. O item, porém, foi duramente criticado pela oposição, que classificou a proposta como “absurda”, em razão das dívidas na saúde estadual que dificultam os atendimentos em Hospitais Regionais.

Em 31 de maio, os Ministérios Públicos Federal e Estadual emitiram parecer contrário ao acordo firmado entre o Governo Estado e o Consórcio VLT para a retomada da obra. Conforme o contrato, o Estado terá de pagar mais de R$ 922 milhões para a conclusão do modal em 24 meses.

A procuradora da República Bianca Britto de Araújo apontou que o valor não bate com o montante apontado pela perícia realizada pelo MPE. Desta forma, a retomada das obras foi suspensa e todos os trâmites referentes a ela, incluindo o pedido de empréstimo encaminhado ao Legislativo.

Para o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê de Sant'Anna, logo que os imbróglios referentes ao VLT forem sanados, o empréstimo, que deve ser feito por meio da Caixa Econômica, está assegurado. “O governo de Mato Grosso vem se empenhando em fazer com que as obras sejam retomadas e procurou a Caixa Econômica, que tem todo interesse em fazer esse apoio financeiro. É uma obra muito importante para a população de Cuiabá e para o Brasil inteiro, porque é um legado que fica para a história. A gente está, sim, trabalhando com o propósito fazer essa operação”, declarou, em entrevista ao programa Resumo do Dia, da TBO, na terça-feira (11).

Ele elogiou a postura do Estado em relação ao VLT e comentou que a Caixa Econômica irá aguardar o fim dos imbróglios referentes ao tema. “O Estado está fazendo seu papel, desentranhando toda a questão junto à parte judiciária, de procuradoria. Em seguida vai sair uma Lei estadual e vamos submeter à Caixa. A gente, com certeza, vai ter um bom encaminhamento”, disse.

Sant'Anna mencionou que manteve diálogos com o governador Pedro Taques (PSDB) sobre o empréstimo. “Foram demandados R$ 800 milhões, que seria uma linha de crédito aberta à disposição do Governo de Mato Grosso. Tenho conversado com o governador Pedro Taques, que tem se colocado à disposição para auxiliar na construção de todas as variáveis de garantia, para que a operação seja concretizada com sucesso”, pontuou.

O representante da Caixa Econômica Federal ainda afirmou que não deve haver entraves na instituição bancária para que Mato Grosso obtenha o empréstimo. "O Estado tem uma capacidade de pagamento bem sólida e garantias constituídas. Com o fundo de participação do Estado, acredito que tudo transcorrerá bem. Basta a gente ter uma boa avaliação, na capacidade de pagamento e avaliação positiva do risco de crédito”, relatou.