domingo, 21 de novembro de 2010

Empresa santista monta bonde para Belém

07/07/2004 - A Tribuna de Santos


TIPO EXPORTAÇÃO - Sairá de Santos a réplica do bonde (modelo de 1910) que irá percorrer os pontos turísticos de Belém do Pará
Foto: Anésio Borges, publicada com a matéria

RÉPLICA
 
Depois de participar da restauração dos bondes elétricos que circulam no Centro Histórico de Santos, uma empresa da Cidade fabricou uma réplica de um modelo de 1910 que irá percorrer, dentro de algumas semanas, os pontos turísticos de Belém do Pará. Antes de ser transportado, o veículo ficará exposto até amanhã na frente da antiga Estação Ferroviária do Valongo.

O meio de transporte tem o esqueleto de um bonde que trafegou até 1968 em Campinas e havia sido adquirido por um colecionador de Sorocaba.

"O truck (carcaça) dele estava encostado por 15 anos. Nós o compramos e montamos todo o bonde", contou Celso Aparecido Bizerra, proprietário da Clinimaq, que confeccionou o veículo.

A encomenda, feita pela prefeitura de Belém, levou seis meses para ficar pronta e demandou o trabalho de 12 funcionários.

Antes de iniciar a montagem, Bizerra teve o cuidado de fazer uma pesquisa histórica para saber como eram os bondes que circulavam em Belém, a fim de preservar todos os detalhes. "Temos peças originais, com mais de 100 anos, e outras que foram feitas nos mesmos moldes das autênticas".



A parte estrutural é idêntica à de um bonde de 1910
Foto: Carlos Marques, publicada com a matéria

Entre os detalhes, chamam a atenção o encosto dos nove bancos, feito com palha, as luminárias típicas, a chave geral, que interrompe o funcionamento caso ocorra um curto, e as peças de bronze.

Outras curiosidades são o relógio contador, que marca quantos passageiros subiram no bonde, e o tímpano, a buzina acionada pelo pé do condutor. "Precisamos de um projetista para desenhar as peças que faltavam, mas agora tenho as plantas da carroceria, do truck e da parte elétrica".

Embora tenha a parte estrutural idêntica à de um bonde de 1910, o veículo conta com um moderno sistema elétrico e eletrônico. Além do aparelho de CD e amplificador para dois microfones sem fio, foram instaladas oito caixas de som, embutidas na iluminação, e um dispositivo automático para o freio. "Pensamos na segurança, mas mantivemos o freio tradicional do bonde, que é manual, mas funciona perfeitamente".



O veículo conta com moderno sistema elétrico e eletrônico
Foto: Carlos Marques, publicada com a matéria

Nem as letras estampadas nos vidros jateados fogem ao padrão do início do século passado. O engenheiro admitiu ter tido um gasto "muito grande", mas preferiu não revelar o valor final, e nem por quanto o bonde foi vendido.

Antes mesmo de ser entregue, a réplica já rendeu um retorno positivo par Bizerra. "Já fomos procurados por Manaus, Araponga, Curitiba, Estados Unidos e Portugal".

Depois de dois dias exposta na frente da Estação Ferroviária do Valongo, a réplica será transportada por uma carreta até Belém do Pará, percurso que deve levar de 13 a 14 dias.
 

Bondinho de Belém faz a primeira viagem pelo centro histórico

12/10/2010 - Portal Amazônia - Assessoria-GC
 
Belém - A capital paraense ganhou, nesta sexta-feira (12), mais uma atração turística, que mistura a magia do antigo com a paisagem da modernidade: o Bondinho de Belém, inaugurado pelo prefeito municipal, Duciomar Costa.

Fogos de artifício, coral com funcionários da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) e a Banda da Guarda Municipal de Belém completaram a festa de inauguração do Bondinho, que saiu da Estação Gumercindo Rodrigues, em frente à Praça Dom Pedro II, no centro de Belém. É mais um diferencial turístico que traz o conceito de preservação ambiental, pois é movido a biodiesel.

Com a presença de autoridades e do público, o prefeito cortou a fita de inauguração e oficializou a primeira viagem do Bondinho. 'Precisamos e temos que resgatar a história de Belém. Sinto a obrigação de oferecer isso para a população belenense que agora terá mais uma opção turística', disse. O poeta paraense Alonso Rocha fez uma declamação sobre o bonde e a sua época áurea - no século passado - e convidou o prefeito para dar a partida no transporte. O Bondinho saiu ao som da banda da Guarda Municipal e fogos de artifício.

'Isso resgata a cultura e o passado de Belém. Aproveitei para passear com meu neto', disse Antônio Fernando, 46 anos. O trajeto do bondinho tem aproximadamente dois quilômetros, segundo Janari Almeida, coordenador do bonde. 'A viagem é realizada em 30 minutos, a uma velocidade média de 10 a 15 km/h, a mesma do antigo sistema elétrico. A princípio, o bonde vai fazer o percurso aos domingos e feriados, mas a CTBel estuda a regulamentação do transporte para fazê-lo funcionar também aos sábados.

O novo sistema a biodiesel vai fazer o bonde circular com capacidade para 45 passageiros. 'É um atrativo a mais para a cidade, complementando a beleza do centro histórico', destacou o prefeito.

Para Heitor Pinheiro, presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), o Bondinho serve como uma interação entre a população e a história de Belém através de seus prédios antigos. 'O Bondinho é uma grande contribuição para o processo de educação patrimonial permanente'.

Um trabalho de trânsito será realizado pela CTBel para que os veículos que circulam pelo centro se acostumem com a passagem do bondinho. 'A princípio ele vai funcionar aos domingos e feriados, mas precisamos fazer estas orientações aos motoristas', ressaltou Heitor.

'Creio que no percurso do Bondinho o turismo aumente. É um local com bonitos prédios históricos', disse Enílsa Lago, de 72 anos, que prestigiou a primeira viagem do Bondinho.

A gerência e administração do Bondinho de Belém será compartilhada pela Fumbel, CTBel e Coordenadoria de Turismo de Belém (Belemtur).

O Bondinho terá um guia turístico e um educador de trânsito, que se dividirão nas tarefas de destacar os pontos turísticos do trajeto e a educação no trânsito. O preço da passagem foi fixado em R$ 1,00, mas são aceitos a meia-passagem estudantil e o passe fácil dos idosos.
 

domingo, 24 de outubro de 2010

Metrô faz cinco anos... só no projeto

26/09/2009 - A Gazeta

foto: PMV
metrô de superfície vitória
Metrô de superfície de Vitória: projeto

A proposta surgiu a todo vapor apresentada em uma animação gráfica como promessa de campanha nas eleições para a Prefeitura de Vitória, ainda em 2004. Mas hoje, após cinco anos, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), mais conhecido como metrô de superfície, projeto do prefeito João Coser (PT), encontra dificuldades para sair do ponto morto e seguir os trilhos. 

Alvo de polêmica durante a campanha, a ideia ocupou grande parte da propaganda política do então candidato petista durante o segundo turno das eleições daquele ano e sofreu com os ataques do tucano César Colnago (PSDB), rival na disputa, que considerava "falacioso" o projeto apresentado do metrô. 

"Nosso foco central é o cidadão. Não a realização de grandes obras, como a do metrô. Nossa prioridade é o combate à pobreza. Nesse segundo momento, vamos mostrar as contradições do outro projeto", chegou a dizer o deputado estadual. 

Defendendo a necessidade de uma administração moderna para a Capital, João Coser apareceu no horário político entregando uma síntese do plano ao presidente Lula. O candidato chegou a citar o projeto na TV, porém, como mostrou A GAZETA, o metrô de superfície não aparecia no documento. 

"A síntese que foi entregue pode até não ter essa proposta, mas Coser falou disso com o presidente, e o fato apareceu na TV", argumentou o então coordenador da campanha petista, Sílvio Ramos, hoje diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória, responsável pelo PDTMU - Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Vitória. 

Sem apoio 

Na fala do presidente Lula apresentada durante a propaganda eleitoral do candidato João Coser, não ficou claro nenhuma confirmação, por parte do Governo federal, de construção do metrô de superfície. A proposta, aliás, nunca teve o apoio do governador Paulo Hartung e o próprio prefeito admitiu, em entrevista, que precisaria de investimentos estrangeiros e do Estado para colocar a ideia em prática. 

"Precisamos desse apoio. Até porque, como o próprio nome diz, é um transporte metropolitano. Então o gasto não pode ser de apenas uma prefeitura", destacou em 2007. 

Esbarrando na falta de apoio político, o projeto também encontrou barreiras nos empresários do setor de transportes. Com a redução da frota de ônibus prevista no projeto do VLT, houve uma ameaça de que trabalhadores do setor se posicionassem contra a ideia, temendo o desemprego. 

Sem novidades 

Agora, cinco anos depois, o prefeito João Coser tem dito que continua apostando na ideia do metrô, embora reconheça a dificuldade de colocar o projeto em prática - em função da falta de parcerias e também da crise financeira. Mas, diferentemente do período de campanha, na semana passada Coser preferiu não atender a reportagem para falar sobre o projeto. 

A prefeitura de Vitória, por meio da secretaria de Comunicação, informou que o plano de metrô de superfície ainda é apontado como a melhor alternativa para solucionar os problemas de trânsito na região metropolitana e que, mesmo seguindo em discussão por técnicos do município, não apresenta nenhuma novidade sobre a proposta. 

Discursos de Coser

"O que nós falamos no debate é que é necessário um sistema de transporte mais eficiente, mais seguro e ambientalmente mais justo". No final de 2007, rebatendo críticas sobre sua campanha 

"Vamos atrás de financiamento e parcerias para que a ideia saia. Quanto mais gente apoiando, melhor para conseguir o financiamento". Em fevereiro de 2008, ao comentar pesquisa sobre transporte público. 

"Os grandes projetos naturalmente vão ocorrer, mas não vão ser iniciados antes de 2010". Em outubro de 2008, após ser reeleito prefeito da Capital 

O metrô em números 
R$ 920 milhões 

É o custo total da obra, segundo a Prefeitura de Vitória. O metrô, movido a energia elétrica, vai ligar os municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica, percorrendo 31,1 quilômetros e 30 estações. 

35,7% apoiam

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Futura, em abril deste ano, na Grande Vitória, esse era o percentual que apontava o metrô de superfície como a melhor proposta para melhorar o trânsito da região.

Governo prefere corredor exclusivo 

Considerado mais barato, o projeto de corredor exclusivo para ônibus acabou seduzindo mais o governo estadual, que hoje junta esforços com as prefeituras de Vitória, Serra, Vila Velha e Cariacica para colocar a ideia em prática. 

"Hoje a questão não é ser contra o projeto, mas pensar numa solução imediata, e não em algo para daqui a dez anos. Hoje o VLT pode não ser viável, mas talvez daqui a alguns anos", explicou o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato 

O metrô de superfície sempre encontrou resistência do governo estadual. Ainda em 2004, o então secretário estadual de Planejamento, Guilherme Dias, já garantia não existir "a menor possibilidade de o governo colocar dinheiro num projeto como esse". 

Após a vitória de João Coser no pleito, o governador Paulo Hartung classificou a proposta como inviável financeiramente, mas não se considerava contra sua realização. "Trabalho com realismo. O metrô não é viável para uma prefeitura administrar, nem para o governo do Estado financiar", disse.

VLT está no Plano de Mobilidade da prefeitura 

De acordo com o Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Vitória (PDTMU), o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) poderá ter integração com as linhas de ônibus municipais e do Transcol, com capacidade para transportar entre 250 e 400 passageiros em até três veículos pela região metropolitana da Capital. Dentro de Vitória, o traçado proposto para o metrô seguirá por corredores no canteiro central de avenidas como Fernando Ferrari, Nossa Senhora da Penha e Vitória, além da região do centro, que terá também passagens subterrâneas para o VLT. Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), o novo sistema de transporte público traria uma redução de 30% na extensão dos congestionamentos na Capital. 

Como ele nasceu 

Promessa de campanha 

No seu programa eleitoral de TV, na campanha de 2004, o então candidato João Coser (PT) exibiu uma animação gráfica do metrô em movimento. A implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi apontada como uma das soluções para os problemas de mobilidade urbana de Vitória. 

Nos planos do governo federal 

Publicado no Diário do Poder Legislativo em outubro de 2004, o Plano Plurianual de Aplicações (PPA) 2004-2007 previa a destinação de R$ 3,1 milhões para a elaboração do projeto, o que foi negado na época pelo então secretário de Estado do Planejamento, Guilherme Dias. 

Lançamento do projeto 

Descartado pelo governo estadual, o prefeito apresentou no final de 2007 o projeto do metrô, com estudo de viabilidade técnico-operacional e econômico-financeiro para sua implantação. O projeto integrava o Plano de Mobilidade Urbana de Vitória. 

Pedido de apoio 

Em visita do presidente Lula ao Estado em fevereiro de 2008, Coser aproveitou para pedir apoio do governo federal para a implantação do projeto. Lula afirmou que a ideia seria estudada por sua equipe em Brasília. O prefeito entregou uma cópia do projeto básico, com custo de R$ 915 milhões, e pediu que Lula analisasse com "seriedade e carinho". A bancada federal capixaba chegou a apresentar emendas ao Orçamento da União prevendo recursos para o projeto do metrô. 

Prefeito admite adiar proposta 

Após ser reeleito, João Coser, atento ao cenário de crise, admitiu adiar o início da implantação de grandes projetos apresentados, como o metrô de superfície.

A GAZETA acompanhou as várias fases 

Desde o início do lançamento da ideia do VLT, A GAZETA acompanhou o andamento do projeto e as conversas entre prefeitura de Vitória e governo do Estado. Em 20 de outubro de 2004, o jornal mostrava a divergência entre o governador Paulo Hartung e o prefeito João Coser, que tinha o apoio de outros prefeitos. No ano passado, no dia 20 de fevereiro, Coser aproveitou a visita do presidente Lula para pedir apoio ao projeto.

Prefeito busca recursos para 3ª fase da Via Morena e VLT

17/06/2009 - Campo Grande News - Edivaldo Bitencourt

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), vai a Brasília em busca de recursos para os 11 projetos de mobilidade urbana, que somam R$ 697,9 milhões. Na próxima semana, segundo a assessoria, ele participará de reuniões nos ministérios de Turismo, da Integração Nacional, das Cidades e dos Transportes.

A prioridade é buscar R$ 33,4 milhões para a terceira fase da Via Morena, entre a Avenida Costa e Silva e a Estação Manoel Brandão, no Conjunto Coopharádio. Ele também busca a garantia de verba para a obra do corredor auxiliar com a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Esta obra está orçada em R$ 203,2 milhões.

http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/impressao.php?canal=8&id=256932

Sem Copa, Campo Grande troca VLT por corredor de ônibus

31/01/2010 - Campo Grande News - Edivaldo Bitencourt

Após não ser escolhida para ser uma das 12 sub sedes da Copa do Mundo no Brasil, Campo Grande desistiu do projeto de VLT (Veículo Leves sobre Trilhos). A prefeitura da Capital optou pelos corredores de ônibus, conhecidos em Curitiba (PR) e Bogotá, Colômbia, como BRT (Bus Rapid Transit).

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo deste domingo, o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade Espíndola Júnior, afirmou que a demanda da Capital “é baixa para a utilização de um VLT”.

O projeto de VLT era de 12 quilômetros de trilhos e interligaria a região das Moreninhas, na saída para São Paulo, ao centro de Campo Grande. O investimento previsto era de R$ 203,2 milhões. 

Já os corredores de ônibus exigirão investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões. Serão 32 quilômetros de corredores pelas principais vias da cidade, como as avenidas Afonso Pena, Bandeirantes, Gury Marques, Costa e Silva, Calógeras, entre outras. 

O custo para a implantação de um VLT é de R$ 37 milhões por quilômetro, o dobro do exigido pelo sistema de ônibus, que é de R$ 18,8 milhões. 

domingo, 17 de outubro de 2010

Bondes podem voltar a circular em Curitiba

02/07/2009 - Agência Curitiba


Bondes elétricos que circularam em Curitiba na primeira metade do século 20 podem voltar a transportar passageiros no centro da cidade. Projeto da Prefeitura prevê a instalação de uma nova linha de bondes entre o Passeio Público e a Praça Eufrásio Correia, passando pelas ruas Riachuelo, Barão do Rio Branco, Conselheiro Laurindo e XV de Novembro.
O projeto de atrativo turístico, cultural e de resgate da memória da cidade foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e faz parte das ações de revitalização da área central da cidade, iniciadas em 2005.
A volta dos bondes às ruas do Centro será feita em parceria com a iniciativa privada. "A exemplo do que ocorreu na revitalização do Paço Municipal, a Prefeitura não vai aplicar recursos do tesouro municipal, que têm prioridade de investimento na área social", informa o assessor de Projetos Especiais da Prefeitura, Maurício Sá de Ferrante.
"A proposta tem grande apelo turístico e é ambientalmente correta, já que o bonde é elétrico. Neste momento, estamos em contato com potenciais patrocinadores do projeto."
O serviço a ser oferecido pelo Bonde Turístico não concorrerá com o sistema regular de transporte coletivo. permitirá o embarque e desembarque ao longo do caminho e terá uma tarifa diferenciada. A expectativa do Ippuc é de que o bonde seja mais um indutor do crescimento econômico na região, a partir do eixo formado pelas ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo.


Em 2007, o Ippuc fez uma pesquisa com turistas que visitavam a cidade. Foram entrevistadas 1.785 pessoas, das quais 95,6% disseram que usariam o bonde turístico. Perguntados quanto às razões pelas quais fariam o passeio, 52,7% dos entrevistados usariam o bonde para conhecer a cidade e por curiosidade.Turistas aprovam idéia

Outros 24,7% disseram que fariam o passeio para conhecer o Centro, conhecer a cidade e para ver os pontos turísticos, e 14,1% escolheriam o Bonde Turístico pela oportunidade de relembrar o passado e por nostalgia. As entrevistas foram feitas em nove locais, como aeroporto, rodoviária, parques da cidade e com passageiros da Linha Turismo.
Veja abaixo o mapa com o trajeto do bonde:

sábado, 16 de outubro de 2010

Qual o destino da ponte?

30/09/2010 - Diário Catarinense

HERCÍLIO LUZ
Qual o destino da ponte?
Até agora, não há projeto sobre o que vai passar sobre a senhora de ferro após fim da restauração

O uso da Ponte Hercílio Luz ainda é incerto. Até agora, não há definição sobre o que vai passar sobre a senhora de ferro após o fim da restauração. Com o impasse, a população corre o risco de ver a ponte recuperada, mas sem poder utilizá-la.

A responsabilidade em definir o uso é do Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf) da prefeitura de Florianópolis. A informação é do superintendente do órgão, Átila Rocha dos Santos. Mas, segundo ele, até o momento, não há estudos a respeito disso. Rocha diz que a intenção é debater o assunto com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), responsável pela recuperação.

– Não recebemos nenhum questionamento do Deinfra a respeito do uso da ponte. Essa é uma discussão que ainda precisa acontecer. Sabemos que o primordial da Hercílio Luz é a utilização para o transporte coletivo – disse o superintendente.

Por meio da assessoria de imprensa, o Deinfra informou que a decisão cabe à prefeitura e que a incerteza sobre a futura utilidade da ponte não interfere nos trabalhos de reforma. O projeto de reforço da estrutura contempla qualquer tipo de uso posterior, desde a passagem de pedestres até metrô, inclusive prevendo a possibilidade de uso simultâneo de metrô, carro e ônibus. As pistas serão asfaltadas mas, dependendo do uso escolhido, será necessária uma adaptação no piso. Assim, mesmo que a reforma seja concluída no prazo – 7 de junho de 2012 –, essas intervenções, que não fazem parte da restauração vão demandar ainda mais tempo de obra.

Estudo de viabilidade do metrô segue suspenso

Enquanto isso, continua suspenso o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do metrô de superfície, solicitado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis. O edital de licitação para escolher uma empresa para fazer o projeto foi lançado em 30 de novembro de 2009. A concorrência foi finalizada em março, só que a segunda colocada recorreu ao Tribunal de Justiça. A alegação foi que o preço ganhador é inexequível, ou seja, que o estudo não pode ser executado pelo valor proposto pela empresa vencedora.

Após analisar o assunto, o TJ concedeu liminar e suspendeu a licitação. Depois de receber parecer do Ministério Público Estadual e todas as partes envolvidas serem ouvidas, o processo voltou para o gabinete do desembargador Cid Goulart no último dia 15. Agora, o grupo de câmaras de direito público vai dar a decisão final. A previsão é de que o assunto entre na pauta da próxima reunião, no dia 13 de outubro. Questionado a respeito do estudo de viabilidade do metrô, o superintendente do Ipuf, Átila Rocha, disse desconhecer o andamento e os detalhes do processo.

Políticos apostam no metrô em Florianópolis

19/5/2008 - Diário Catarinense

O projeto para implantação do metrô de superfície da Grande Florianópolis, que pretende ligar São José ao Centro da Capital, passando pela Ponte Hercílio Luz, vai ser elaborado, licenciado, licitado e executado até julho de 2010.

Quem garante é o engenheiro Romualdo França, presidente do Departamento de Infra-Estrutura do Estado (Deinfra), órgão responsável pelo projeto avaliado em cerca de R$ 250 milhões. 

De acordo com França, a primeira etapa, que é o estudo de demanda, já foi concluída. Pelos cálculos do governo do Estado, quando estiver operando, dentro dos 22 meses anunciados pelo Deinfra, o metrô de superfície terá capacidade de transportar entre 1,6 mil a 1,9 mil passageiros por hora. 

Segundo o presidente do Deinfra, após os trabalhos de recuperação da estrutura, erguida na década de 1920, a ponte terá plena capacidade de suportar o peso do metrô e dos demais usuários.

Em reunião com o prefeito Dário Berger (PMDB), Luiz Henrique disse que "o trânsito de Florianópolis e da região metropolitana não tem solução sem a implantação de um sistema de transporte de massa eficiente". 

- Estamos conscientes que podemos, queremos e vamos implantar o metrô de superfície - ressaltou. 

Especialista em trânsito diz que projeto é uma ilusão 

Engenheiro civil especializado na área de transportes e trânsito urbano, Severino Soares Silva critica duramente a proposta de construção de um metrô de superfície na Grande Florianópolis.

- Isso (o metrô) não existe, é uma ficção, uma ilusão pensando tecnicamente no desenho da cidade - afirmou. 

Para Silva, "é absolutamente impossível" executar o projeto de transporte ferroviário proposto pelo governo do Estado. O engenheiro, que em 1998 elaborou estudo indicando que a Via Expressa, que liga a BR-101 às pontes, teria sua capacidade esgotada em 2004, critica a falta de "planejamento a longo prazo". 

- Nos próximos oito a 10 anos, as pontes estarão esgotadas. Hoje são 160 mil veículos chegando todos os dias à Ilha. Vamos ter algo aí em torno de 240/250 mil veículos chegando e saindo de Florianópolis. O metrô é impossível - avaliou.

domingo, 3 de outubro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Retirada de trilhos é suspensa pelo Dnit



10/9/2010
Estado de Minas (MG)

A retirada dos trilhos do Ramal Ferroviário de Águas Claras, que liga o Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul, até o Barreiro, em Belo Horizonte, está suspensa pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). A linha férrea começou a ser removida no fim do último mês, a pedido da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), para que o terreno fosse leiloado. A medida foi interrompida depois que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) encaminhou um ofício ao Dnit e à Casa Civil, informando que a remoção da estrutura causaria prejuízos ao projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que tem o objetivo de aproveitar a malha ferroviária para o transporte em massa de passageiros.

A suspensão foi anunciada na manhã de ontem pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB), durante a inauguração da central de atendimento BH Resolve, que reúne 600 dos 800 serviços prestados à população pela administração municipal. De acordo com o prefeito, não se pode prescindir do uso desses trilhos para o VLT. "Não se pode retirar algo que, no futuro, possa ser usado novamente", disse. Um aproveitamento futuro da malha ferroviária da Região Metropolitana de Belo Horizonte para o transporte de passageiros, em uma parceria com o governo federal, foi discutido na tarde de ontem, na sede do Dnit, em Brasília.

De acordo com Lacerda, em outra reunião foram debatidas adaptações ao projeto do Anel Rodoviário. "Também pedimos áreas de escape para caminhões que tenham problemas de freio, na descida do Anel", acrescentou o prefeito, ressaltando a expectativa de que, até o fim do ano, a capital seja contemplada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 para a expansão do metrô.


CENTRAL

Com a inauguração da central de atendimento BH Resolve , a via sacra dos cidadãos da capital que perdem tempo em longas filas de repartições da prefeitura para obter informações ou resolver alguma pendência pode estar com os dias contados. Desde ontem, mais de 80% das demandas junto à PBH podem ser resolvidas na BH Resolve, que fica na Avenida Santos Dumont, 363, com entrada também pela Rua dosCaetés, 342, no Centro. Em três andares, 430 funcionários atenderão uma média de 5 mil pessoas por dia. Segundo Lacerda, a integração de serviços em um só local facilitará a vida dos belo-horizontinos. "O atendimento presencial é um avanço no processo de desburocratização no atendimento", frisou.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Informação, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, disse que serviços ligados a finanças, regulação urbana, alvarás, manutenção, Procon e BHTrans devem corresponder a 60% dos atendimentos na BH Resolve. "Firmamos várias parcerias e, em breve, será possível tirar carteira de trabalho e até título de eleitor nesta unidade".

Para o advogado Clésio da Silva, de 31, o espaço é confortável, bem sinalizado e de fácil acesso. "Haverá economia de tempo. Certamente o atendimento ficará menos burocrático", comenta.

sábado, 18 de setembro de 2010

Metrô até o Aeroporto de Confins


2010-06-29 14:06

governador Aécio Neves e o embaixador espanhol Carlos Alonso Zaldivar

O governador Aécio Neves assinou na quarta-feira, 20, no Palácio da Liberdade, contrato com o Governo da Espanha para o estudo preliminar de um ramal ferroviário que ligará o metrô ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Esta extensão partirá da estação Vilarinho (que está localizada na região norte de BH) e terá 30 km.
Na oportunidade mais dois importantes projetos – que fomentarão ainda mais o aeroporto – foram lançados. São eles: o estudo de viabilidade da plataforma logística multimodal de transportes e o programa para implantação do centro de capacitação aeroespacial de Minas Gerais.
A Infraero se fez presente pelos executivos, Mario Jorge Fernandes de Oliveira, Silvério Gonçalves e Socorro Pinheiro, superintendentes da Regional Sudeste, aeroportos Tancredo Neves e Pampulha, respectivamente.

Fonte: Site Infraero.
 Belo Horizonte avalia implantar monotrilho

A construção de ramal ligando  Venda Nova a Confins  está sendo analisada

Nem prolongamento do metrô, nem Veículo Leve sobre Trilho (VLT). A estação Vilarinho, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, deverá ser ligada ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana, por uma linha de monotrilho. Meio de transporte ferroviário sobre trilhos suspensos por pilares, a aproximadamente 15 metros de altura, o monotrilho é muito comum nos Estados Unidos, Japão, China e alguns países europeus, como a Alemanha. Mas o ramal que terá de 22 a 30 quilômetros de extensão, passando pela Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, poderá ser o único a funcionar no Brasil. O pioneiro, de seis quilômetros, foi criado em Poços de Caldas, no Sul de Minas, mas está desativado.

A construção do ramal está sendo analisada pelo consórcio espanhol Iberinsa-Spim, que assinou um convênio com o governador Aécio Neves (PSDB) em 20 de janeiro e vai investir 310 mil euros cerca de R$ 1 milhão no estudo de viabilidade social, econômica e ambiental do planejamento do Vetor Norte da capital, onde foi erguida a Cidade Administrativa, nova sede do governo. De acordo com o secretário de estado de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde, tudo indica que o monotrilho seja a opção mais viável para o trecho, por causa do custo, bem menor do que o de metrô e VLT. Achamos que o metrô, de superfície ou subterrâneo, é uma opção muito cara. Portanto, faz mais sentido, e de fato começou a ser feito um estudo nessa linha, a criação do monotrilho.”

Previsto para ser concluído em nove meses, contados a partir da data em que o convênio foi assinado, o estudo dos espanhóis vai apontar qual o recurso financeiro necessário para a construção do trecho ferroviário, o traçado e onde ficarão as plataformas de embarque e desembarque, que serão no memo nível do trilho. De acordo com Paulo Tarso Resende, especialista em transporte e coordenador do Departamento de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, um quilômetro de monotrilho custa pouco mais de R$ 8 milhões, quatro vezes menos que o mesmo trecho de VLT, orçado em R$ 33 milhões. Já um quilômetro de metrô sai por R$ 99 milhões.

“O monotrilho nada mais é do que uma adaptação do VLT, porém, menos complexo, pois exige uma estrutura menor, semelhante ao antigo sistema de bondes, o que barateia seu custo. Ele tem uma cara futurista, com jeitão de trem bala, mas é apenas a evolução do antigo sistema de trens urbanos”, explicou o especialista. Ele ressalta que, por ser suspenso, os pilares podem ser colocados em rodovias e largas avenidas, com o trilho seguindo o mesmo traçado do sistema de transporte rodoviário, sem causar problemas ao trânsito. “Isso é um indicativo de que o ramal para Confins poderá passar pela MG-010, sem a necessidade de desapropriações, baixando ainda mais o custo.”

Resende afirma que o monotrilho tem a mesma capacidade do metrô para transportar passageiros: 250 pessoas por carro da composição. A velocidade média, no entanto, é de 45 quilômetros por hora, enquanto o metrô anda a 65 quilômetros por hora. “Os Estados Unidos usam muito o monorial, como em Las Vegas e Miami, assim como na Ásia e Europa. Está sendo uma escolha acertada criarem o ramal para atender essa parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, disse Resende.

Enquanto o monotrilho não sai, sete linhas de ônibus criadas para atender as 20 mil pessoas – sendo 16 mil servidores – que passarão diariamente pela Cidade Administrativa começam a rodar da capital para a nova sede do governo no dia 18.


Fonte: Site da BH TRANS.

VLT vai ligar Belo Horizonte ao Aeroporto Confins


16/09/2010 - Hoje em Dia


Um ramal de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai ligar o Aeroporto de Confins a Belo Horizonte,
possivelmente chegando até a Estação de Metrô Vilarinho, em Venda Nova.

A linha será feita pela iniciativa privada em parceria com o Governo do Estado, e vai passar pelo Centro Administrativo no Bairro Serra Verde. A intenção é acelerar o desenvolvimento das cidades do Vetor Norte, principalmente Confins, Vespasiano e São José da Lapa, mas também dos bairros de Belo Horizonte nas regiões Norte e Venda Nova.

O projeto de viabilidade técnica está em fase final, e deve ser concluído em dezembro. Caso o próximo governador opte por aproveitar o estudo, o implementação das obras deverão ser concluídas antes de 2013, ou seja, devem estar pronta para a Copa das Confederações. As informações são do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Luiz Antônio Athayde, que participou na manhã desta quinta-feira (16) do seminário Soluções para Cidades Rumo à Copa de 2014, realizado no Expominas.

“A vantagem deste modelo é que não dependeremos de recursos federais, mas apenas do Estado. O estudo de viabilidade foi um presente do Governo da Espanha para Minas Gerais, e está sendo realizado por empresas espanholas e brasileiras, lideradas pela espanhola Iberinsa, especializada em transportes”, afirmou Athayde.

O modelo seria multimodal – ou seja, interligado a outros tipos de transporte, como os ônibus, via estações parecidas a pequenas BHBus ou à própria estação Vilarinho – e os “carros”, de capacidade de carga maior que a dos ônibus, poderiam circular a baixa velocidade nos trechos urbanos e a velocidades mais altas nas áreas rurais.

Ainda segundo ele, não é possível determinar o valor das obras, já que as paradas e estações ainda não estão definidas, mas o custo de implantação deverá ser dividido com a iniciativa privada. “Ainda não sabemos se o modelo será de concessão total, parcial ou PPP. Mas isso tudo será detalhado no Estudo”, destacou o secretário.

A ligação via trilhos entre a cidade e o Aeroporto faz parte do plano diretor do Aeroporto. O projeto de expansão, outro desafio para antes da Copa do Mundo, já conta com uma estação integrada, que dará acesso ao saguão. O secretário também frisou, durante o seminário, que a licitação para a construção da segunda etapa do aeroporto deve ter prioridade total.

Isso porque, de acordo com estimativas da Anac, Confins receberia, até 2014, cerca de 8 milhões de passageiros por ano. Dados deste ano, no entanto, apontam que o aeroporto terá, em 2010, mais de 7,2 milhões de passageiros, um aumento de 34% em relação à estimativa inicial. Até 2014 a expectativa é que este movimento chegue a 10 milhões de passageiros por ano. “Se não começarmos agora a ampliação da ala 2 do Aeroporto, vamos passar vergonha na Copa. Teremos gente fazendo chek-in até nos jardins de Confins”, disse.

VLT é opção para outros trechos
Antes de ligar BH a Confins, o modelo de VLT também pode se tornar realidade em outras áreas da RMBH. A possibilidade mais concreta é que o modelo ligue a Estação Eldorado da linha 1 do metrô de Belo Horizonte, em Contagem, ao Centro de Betim. No primeiro semestre, o projeto de aproveitar trilhos do antigo trem suburbano para ampliar a Linha do metrô ganharam as manchetes, mas as verbas prometidas para as obras ainda não saíram.

Outra possibilidade de VLT seria a ligação via trem entre a Praça Diogo de Vasconcelos (Praça da Savassi) e o BH Shopping, no Belvedere. O modelo seria usado para melhorar o fluxo de veículos na região Centro-Sul da capital, aliviando o trânsito principalmente nas avenidas do Contorno, Cristóvão Colombo e Nossa Senhora do Carmo. O modelo seria ligado ao BRT, que já começou a ser implementado na capital.
O estudo de viabilidade técnica para decidir se a Savassi e o Shopping receberão linhas de BRT, VLT ou monorail (uma espécie de metrô sobre trilhos elevados), está sendo levantada pela BHTrans. O resultado do estudo, com o modelo mais viável econômica e ambientalmente, também será divulgado em outubro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Goiânia: Metrô de superfície é opção de Vanderlan

23/08/2010 - O Hoje

A coligação Goiás no Rumo Certo, encabeçada por Vanderlan Cardoso (PR), definiu em seu plano de governo o modelo de Metrô Leve Sobre Trilhos (VLT), conhecido por metrô de superfície. A opção descartada foi o Monotrilho Suspenso, que, apesar de se encaixar melhor na engenharia de trânsito, não apresentou viabilidade financeira, em virtude do alto custo para a construção.

O coordenador do plano de governo, Jeovalter Correia (PSB), disse que, apesar do VLT possuir a viabilidade econômica, a melhor opção para resolver o problema de transporte coletivo e trânsito da capital e Região Metropolitana seria o Monotrilho Suspenso. Cada quilômetro do modelo, porém, custa em média R$ 150 milhões, enquanto que o custo total do VLT nos cerca de 15 quilômetros do Eixo Anhanguera ficaria em torno de R$ 600 milhões.

Segundo ele, a diferença entre o metrô de superfície e o ônibus que faz o trajeto será o aumento na quantidade de passageiros – saltaria de 12 mil a 20 mil pessoas por hora. A proposta prevê duas linhas de metrô, para o eixo Leste-Oeste, com possibilidade de chegar a Senador Canedo e Trindade, e o eixo Norte-Sul, de Aparecida ao final da Avenida Goiás.

Financiamento
Jeovalter prevê duas fontes de financiamento do metrô: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e financiamentos públicos e privados, como investidores do segmento que deverão explorar o serviço.

O VLT poderá ser concluído num mandato de quatro anos, conforme o coordenador do plano de governo, porque a obra se dá na superfície e porque os corredores do Eixo Anhanguera e Norte-Sul, passando pelas avenidas 90 e a Goiás, estão praticamente prontos e não haverá necessidade de desapropriação. No caso do metrô subterrâneo, ele informou que levaria cerca de 15 anos para ficar pronto.

O prazo para as negociações com o governo federal e investidores, porém, poderá adiar o início da construção, mas ele acredita que a experiência de Vanderlan como empresário será fundamental para viabilizar as duas obras. Já sobre o anel viário, ele disse que já consta no PAC e que para sair do papel será necessário colocar em jogo o peso político de Goiás.

Para melhorar o trânsito da capital, a proposta se completará com a construção do anel viário, que, segundo o coordenador do plano de governo, retiraria o trânsito de veículos pesados nas regiões de maior tráfego em Goiânia. Apesar das duas grandes obras de intervenção, Jeovalter disse que apenas contribuirá para resolver o problema, pois outras intervenções de competência do prefeito deverão ser realizadas.

Ele citou a melhoria do transporte coletivo da capital como a priorização desse tipo de transporte em detrimento do transporte individual. Para Jeovalter, as medidas de competência do Estado são o metrô e o anel viário. Os dois projetos são fruto dos estudos realizados na campanha de candidatura de Goiânia a sede da Copa de 2014 e foram imcorporados no plano de Vanderlan.



Fonte: O Hoje (http://www.ohoje.com.br/politica/23-08-2010-metro-de-superficie-e-opcao-de-vanderlan/)