segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Goiânia: Metrô de superfície é opção de Vanderlan

23/08/2010 - O Hoje

A coligação Goiás no Rumo Certo, encabeçada por Vanderlan Cardoso (PR), definiu em seu plano de governo o modelo de Metrô Leve Sobre Trilhos (VLT), conhecido por metrô de superfície. A opção descartada foi o Monotrilho Suspenso, que, apesar de se encaixar melhor na engenharia de trânsito, não apresentou viabilidade financeira, em virtude do alto custo para a construção.

O coordenador do plano de governo, Jeovalter Correia (PSB), disse que, apesar do VLT possuir a viabilidade econômica, a melhor opção para resolver o problema de transporte coletivo e trânsito da capital e Região Metropolitana seria o Monotrilho Suspenso. Cada quilômetro do modelo, porém, custa em média R$ 150 milhões, enquanto que o custo total do VLT nos cerca de 15 quilômetros do Eixo Anhanguera ficaria em torno de R$ 600 milhões.

Segundo ele, a diferença entre o metrô de superfície e o ônibus que faz o trajeto será o aumento na quantidade de passageiros – saltaria de 12 mil a 20 mil pessoas por hora. A proposta prevê duas linhas de metrô, para o eixo Leste-Oeste, com possibilidade de chegar a Senador Canedo e Trindade, e o eixo Norte-Sul, de Aparecida ao final da Avenida Goiás.

Financiamento
Jeovalter prevê duas fontes de financiamento do metrô: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e financiamentos públicos e privados, como investidores do segmento que deverão explorar o serviço.

O VLT poderá ser concluído num mandato de quatro anos, conforme o coordenador do plano de governo, porque a obra se dá na superfície e porque os corredores do Eixo Anhanguera e Norte-Sul, passando pelas avenidas 90 e a Goiás, estão praticamente prontos e não haverá necessidade de desapropriação. No caso do metrô subterrâneo, ele informou que levaria cerca de 15 anos para ficar pronto.

O prazo para as negociações com o governo federal e investidores, porém, poderá adiar o início da construção, mas ele acredita que a experiência de Vanderlan como empresário será fundamental para viabilizar as duas obras. Já sobre o anel viário, ele disse que já consta no PAC e que para sair do papel será necessário colocar em jogo o peso político de Goiás.

Para melhorar o trânsito da capital, a proposta se completará com a construção do anel viário, que, segundo o coordenador do plano de governo, retiraria o trânsito de veículos pesados nas regiões de maior tráfego em Goiânia. Apesar das duas grandes obras de intervenção, Jeovalter disse que apenas contribuirá para resolver o problema, pois outras intervenções de competência do prefeito deverão ser realizadas.

Ele citou a melhoria do transporte coletivo da capital como a priorização desse tipo de transporte em detrimento do transporte individual. Para Jeovalter, as medidas de competência do Estado são o metrô e o anel viário. Os dois projetos são fruto dos estudos realizados na campanha de candidatura de Goiânia a sede da Copa de 2014 e foram imcorporados no plano de Vanderlan.



Fonte: O Hoje (http://www.ohoje.com.br/politica/23-08-2010-metro-de-superficie-e-opcao-de-vanderlan/)