domingo, 24 de outubro de 2010

Metrô faz cinco anos... só no projeto

26/09/2009 - A Gazeta

foto: PMV
metrô de superfície vitória
Metrô de superfície de Vitória: projeto

A proposta surgiu a todo vapor apresentada em uma animação gráfica como promessa de campanha nas eleições para a Prefeitura de Vitória, ainda em 2004. Mas hoje, após cinco anos, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), mais conhecido como metrô de superfície, projeto do prefeito João Coser (PT), encontra dificuldades para sair do ponto morto e seguir os trilhos. 

Alvo de polêmica durante a campanha, a ideia ocupou grande parte da propaganda política do então candidato petista durante o segundo turno das eleições daquele ano e sofreu com os ataques do tucano César Colnago (PSDB), rival na disputa, que considerava "falacioso" o projeto apresentado do metrô. 

"Nosso foco central é o cidadão. Não a realização de grandes obras, como a do metrô. Nossa prioridade é o combate à pobreza. Nesse segundo momento, vamos mostrar as contradições do outro projeto", chegou a dizer o deputado estadual. 

Defendendo a necessidade de uma administração moderna para a Capital, João Coser apareceu no horário político entregando uma síntese do plano ao presidente Lula. O candidato chegou a citar o projeto na TV, porém, como mostrou A GAZETA, o metrô de superfície não aparecia no documento. 

"A síntese que foi entregue pode até não ter essa proposta, mas Coser falou disso com o presidente, e o fato apareceu na TV", argumentou o então coordenador da campanha petista, Sílvio Ramos, hoje diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória, responsável pelo PDTMU - Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Vitória. 

Sem apoio 

Na fala do presidente Lula apresentada durante a propaganda eleitoral do candidato João Coser, não ficou claro nenhuma confirmação, por parte do Governo federal, de construção do metrô de superfície. A proposta, aliás, nunca teve o apoio do governador Paulo Hartung e o próprio prefeito admitiu, em entrevista, que precisaria de investimentos estrangeiros e do Estado para colocar a ideia em prática. 

"Precisamos desse apoio. Até porque, como o próprio nome diz, é um transporte metropolitano. Então o gasto não pode ser de apenas uma prefeitura", destacou em 2007. 

Esbarrando na falta de apoio político, o projeto também encontrou barreiras nos empresários do setor de transportes. Com a redução da frota de ônibus prevista no projeto do VLT, houve uma ameaça de que trabalhadores do setor se posicionassem contra a ideia, temendo o desemprego. 

Sem novidades 

Agora, cinco anos depois, o prefeito João Coser tem dito que continua apostando na ideia do metrô, embora reconheça a dificuldade de colocar o projeto em prática - em função da falta de parcerias e também da crise financeira. Mas, diferentemente do período de campanha, na semana passada Coser preferiu não atender a reportagem para falar sobre o projeto. 

A prefeitura de Vitória, por meio da secretaria de Comunicação, informou que o plano de metrô de superfície ainda é apontado como a melhor alternativa para solucionar os problemas de trânsito na região metropolitana e que, mesmo seguindo em discussão por técnicos do município, não apresenta nenhuma novidade sobre a proposta. 

Discursos de Coser

"O que nós falamos no debate é que é necessário um sistema de transporte mais eficiente, mais seguro e ambientalmente mais justo". No final de 2007, rebatendo críticas sobre sua campanha 

"Vamos atrás de financiamento e parcerias para que a ideia saia. Quanto mais gente apoiando, melhor para conseguir o financiamento". Em fevereiro de 2008, ao comentar pesquisa sobre transporte público. 

"Os grandes projetos naturalmente vão ocorrer, mas não vão ser iniciados antes de 2010". Em outubro de 2008, após ser reeleito prefeito da Capital 

O metrô em números 
R$ 920 milhões 

É o custo total da obra, segundo a Prefeitura de Vitória. O metrô, movido a energia elétrica, vai ligar os municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica, percorrendo 31,1 quilômetros e 30 estações. 

35,7% apoiam

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Futura, em abril deste ano, na Grande Vitória, esse era o percentual que apontava o metrô de superfície como a melhor proposta para melhorar o trânsito da região.

Governo prefere corredor exclusivo 

Considerado mais barato, o projeto de corredor exclusivo para ônibus acabou seduzindo mais o governo estadual, que hoje junta esforços com as prefeituras de Vitória, Serra, Vila Velha e Cariacica para colocar a ideia em prática. 

"Hoje a questão não é ser contra o projeto, mas pensar numa solução imediata, e não em algo para daqui a dez anos. Hoje o VLT pode não ser viável, mas talvez daqui a alguns anos", explicou o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato 

O metrô de superfície sempre encontrou resistência do governo estadual. Ainda em 2004, o então secretário estadual de Planejamento, Guilherme Dias, já garantia não existir "a menor possibilidade de o governo colocar dinheiro num projeto como esse". 

Após a vitória de João Coser no pleito, o governador Paulo Hartung classificou a proposta como inviável financeiramente, mas não se considerava contra sua realização. "Trabalho com realismo. O metrô não é viável para uma prefeitura administrar, nem para o governo do Estado financiar", disse.

VLT está no Plano de Mobilidade da prefeitura 

De acordo com o Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Vitória (PDTMU), o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) poderá ter integração com as linhas de ônibus municipais e do Transcol, com capacidade para transportar entre 250 e 400 passageiros em até três veículos pela região metropolitana da Capital. Dentro de Vitória, o traçado proposto para o metrô seguirá por corredores no canteiro central de avenidas como Fernando Ferrari, Nossa Senhora da Penha e Vitória, além da região do centro, que terá também passagens subterrâneas para o VLT. Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), o novo sistema de transporte público traria uma redução de 30% na extensão dos congestionamentos na Capital. 

Como ele nasceu 

Promessa de campanha 

No seu programa eleitoral de TV, na campanha de 2004, o então candidato João Coser (PT) exibiu uma animação gráfica do metrô em movimento. A implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi apontada como uma das soluções para os problemas de mobilidade urbana de Vitória. 

Nos planos do governo federal 

Publicado no Diário do Poder Legislativo em outubro de 2004, o Plano Plurianual de Aplicações (PPA) 2004-2007 previa a destinação de R$ 3,1 milhões para a elaboração do projeto, o que foi negado na época pelo então secretário de Estado do Planejamento, Guilherme Dias. 

Lançamento do projeto 

Descartado pelo governo estadual, o prefeito apresentou no final de 2007 o projeto do metrô, com estudo de viabilidade técnico-operacional e econômico-financeiro para sua implantação. O projeto integrava o Plano de Mobilidade Urbana de Vitória. 

Pedido de apoio 

Em visita do presidente Lula ao Estado em fevereiro de 2008, Coser aproveitou para pedir apoio do governo federal para a implantação do projeto. Lula afirmou que a ideia seria estudada por sua equipe em Brasília. O prefeito entregou uma cópia do projeto básico, com custo de R$ 915 milhões, e pediu que Lula analisasse com "seriedade e carinho". A bancada federal capixaba chegou a apresentar emendas ao Orçamento da União prevendo recursos para o projeto do metrô. 

Prefeito admite adiar proposta 

Após ser reeleito, João Coser, atento ao cenário de crise, admitiu adiar o início da implantação de grandes projetos apresentados, como o metrô de superfície.

A GAZETA acompanhou as várias fases 

Desde o início do lançamento da ideia do VLT, A GAZETA acompanhou o andamento do projeto e as conversas entre prefeitura de Vitória e governo do Estado. Em 20 de outubro de 2004, o jornal mostrava a divergência entre o governador Paulo Hartung e o prefeito João Coser, que tinha o apoio de outros prefeitos. No ano passado, no dia 20 de fevereiro, Coser aproveitou a visita do presidente Lula para pedir apoio ao projeto.

Prefeito busca recursos para 3ª fase da Via Morena e VLT

17/06/2009 - Campo Grande News - Edivaldo Bitencourt

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), vai a Brasília em busca de recursos para os 11 projetos de mobilidade urbana, que somam R$ 697,9 milhões. Na próxima semana, segundo a assessoria, ele participará de reuniões nos ministérios de Turismo, da Integração Nacional, das Cidades e dos Transportes.

A prioridade é buscar R$ 33,4 milhões para a terceira fase da Via Morena, entre a Avenida Costa e Silva e a Estação Manoel Brandão, no Conjunto Coopharádio. Ele também busca a garantia de verba para a obra do corredor auxiliar com a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Esta obra está orçada em R$ 203,2 milhões.

http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/impressao.php?canal=8&id=256932

Sem Copa, Campo Grande troca VLT por corredor de ônibus

31/01/2010 - Campo Grande News - Edivaldo Bitencourt

Após não ser escolhida para ser uma das 12 sub sedes da Copa do Mundo no Brasil, Campo Grande desistiu do projeto de VLT (Veículo Leves sobre Trilhos). A prefeitura da Capital optou pelos corredores de ônibus, conhecidos em Curitiba (PR) e Bogotá, Colômbia, como BRT (Bus Rapid Transit).

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo deste domingo, o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade Espíndola Júnior, afirmou que a demanda da Capital “é baixa para a utilização de um VLT”.

O projeto de VLT era de 12 quilômetros de trilhos e interligaria a região das Moreninhas, na saída para São Paulo, ao centro de Campo Grande. O investimento previsto era de R$ 203,2 milhões. 

Já os corredores de ônibus exigirão investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões. Serão 32 quilômetros de corredores pelas principais vias da cidade, como as avenidas Afonso Pena, Bandeirantes, Gury Marques, Costa e Silva, Calógeras, entre outras. 

O custo para a implantação de um VLT é de R$ 37 milhões por quilômetro, o dobro do exigido pelo sistema de ônibus, que é de R$ 18,8 milhões. 

domingo, 17 de outubro de 2010

Bondes podem voltar a circular em Curitiba

02/07/2009 - Agência Curitiba


Bondes elétricos que circularam em Curitiba na primeira metade do século 20 podem voltar a transportar passageiros no centro da cidade. Projeto da Prefeitura prevê a instalação de uma nova linha de bondes entre o Passeio Público e a Praça Eufrásio Correia, passando pelas ruas Riachuelo, Barão do Rio Branco, Conselheiro Laurindo e XV de Novembro.
O projeto de atrativo turístico, cultural e de resgate da memória da cidade foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e faz parte das ações de revitalização da área central da cidade, iniciadas em 2005.
A volta dos bondes às ruas do Centro será feita em parceria com a iniciativa privada. "A exemplo do que ocorreu na revitalização do Paço Municipal, a Prefeitura não vai aplicar recursos do tesouro municipal, que têm prioridade de investimento na área social", informa o assessor de Projetos Especiais da Prefeitura, Maurício Sá de Ferrante.
"A proposta tem grande apelo turístico e é ambientalmente correta, já que o bonde é elétrico. Neste momento, estamos em contato com potenciais patrocinadores do projeto."
O serviço a ser oferecido pelo Bonde Turístico não concorrerá com o sistema regular de transporte coletivo. permitirá o embarque e desembarque ao longo do caminho e terá uma tarifa diferenciada. A expectativa do Ippuc é de que o bonde seja mais um indutor do crescimento econômico na região, a partir do eixo formado pelas ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo.


Em 2007, o Ippuc fez uma pesquisa com turistas que visitavam a cidade. Foram entrevistadas 1.785 pessoas, das quais 95,6% disseram que usariam o bonde turístico. Perguntados quanto às razões pelas quais fariam o passeio, 52,7% dos entrevistados usariam o bonde para conhecer a cidade e por curiosidade.Turistas aprovam idéia

Outros 24,7% disseram que fariam o passeio para conhecer o Centro, conhecer a cidade e para ver os pontos turísticos, e 14,1% escolheriam o Bonde Turístico pela oportunidade de relembrar o passado e por nostalgia. As entrevistas foram feitas em nove locais, como aeroporto, rodoviária, parques da cidade e com passageiros da Linha Turismo.
Veja abaixo o mapa com o trajeto do bonde:

sábado, 16 de outubro de 2010

Qual o destino da ponte?

30/09/2010 - Diário Catarinense

HERCÍLIO LUZ
Qual o destino da ponte?
Até agora, não há projeto sobre o que vai passar sobre a senhora de ferro após fim da restauração

O uso da Ponte Hercílio Luz ainda é incerto. Até agora, não há definição sobre o que vai passar sobre a senhora de ferro após o fim da restauração. Com o impasse, a população corre o risco de ver a ponte recuperada, mas sem poder utilizá-la.

A responsabilidade em definir o uso é do Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf) da prefeitura de Florianópolis. A informação é do superintendente do órgão, Átila Rocha dos Santos. Mas, segundo ele, até o momento, não há estudos a respeito disso. Rocha diz que a intenção é debater o assunto com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), responsável pela recuperação.

– Não recebemos nenhum questionamento do Deinfra a respeito do uso da ponte. Essa é uma discussão que ainda precisa acontecer. Sabemos que o primordial da Hercílio Luz é a utilização para o transporte coletivo – disse o superintendente.

Por meio da assessoria de imprensa, o Deinfra informou que a decisão cabe à prefeitura e que a incerteza sobre a futura utilidade da ponte não interfere nos trabalhos de reforma. O projeto de reforço da estrutura contempla qualquer tipo de uso posterior, desde a passagem de pedestres até metrô, inclusive prevendo a possibilidade de uso simultâneo de metrô, carro e ônibus. As pistas serão asfaltadas mas, dependendo do uso escolhido, será necessária uma adaptação no piso. Assim, mesmo que a reforma seja concluída no prazo – 7 de junho de 2012 –, essas intervenções, que não fazem parte da restauração vão demandar ainda mais tempo de obra.

Estudo de viabilidade do metrô segue suspenso

Enquanto isso, continua suspenso o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do metrô de superfície, solicitado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis. O edital de licitação para escolher uma empresa para fazer o projeto foi lançado em 30 de novembro de 2009. A concorrência foi finalizada em março, só que a segunda colocada recorreu ao Tribunal de Justiça. A alegação foi que o preço ganhador é inexequível, ou seja, que o estudo não pode ser executado pelo valor proposto pela empresa vencedora.

Após analisar o assunto, o TJ concedeu liminar e suspendeu a licitação. Depois de receber parecer do Ministério Público Estadual e todas as partes envolvidas serem ouvidas, o processo voltou para o gabinete do desembargador Cid Goulart no último dia 15. Agora, o grupo de câmaras de direito público vai dar a decisão final. A previsão é de que o assunto entre na pauta da próxima reunião, no dia 13 de outubro. Questionado a respeito do estudo de viabilidade do metrô, o superintendente do Ipuf, Átila Rocha, disse desconhecer o andamento e os detalhes do processo.

Políticos apostam no metrô em Florianópolis

19/5/2008 - Diário Catarinense

O projeto para implantação do metrô de superfície da Grande Florianópolis, que pretende ligar São José ao Centro da Capital, passando pela Ponte Hercílio Luz, vai ser elaborado, licenciado, licitado e executado até julho de 2010.

Quem garante é o engenheiro Romualdo França, presidente do Departamento de Infra-Estrutura do Estado (Deinfra), órgão responsável pelo projeto avaliado em cerca de R$ 250 milhões. 

De acordo com França, a primeira etapa, que é o estudo de demanda, já foi concluída. Pelos cálculos do governo do Estado, quando estiver operando, dentro dos 22 meses anunciados pelo Deinfra, o metrô de superfície terá capacidade de transportar entre 1,6 mil a 1,9 mil passageiros por hora. 

Segundo o presidente do Deinfra, após os trabalhos de recuperação da estrutura, erguida na década de 1920, a ponte terá plena capacidade de suportar o peso do metrô e dos demais usuários.

Em reunião com o prefeito Dário Berger (PMDB), Luiz Henrique disse que "o trânsito de Florianópolis e da região metropolitana não tem solução sem a implantação de um sistema de transporte de massa eficiente". 

- Estamos conscientes que podemos, queremos e vamos implantar o metrô de superfície - ressaltou. 

Especialista em trânsito diz que projeto é uma ilusão 

Engenheiro civil especializado na área de transportes e trânsito urbano, Severino Soares Silva critica duramente a proposta de construção de um metrô de superfície na Grande Florianópolis.

- Isso (o metrô) não existe, é uma ficção, uma ilusão pensando tecnicamente no desenho da cidade - afirmou. 

Para Silva, "é absolutamente impossível" executar o projeto de transporte ferroviário proposto pelo governo do Estado. O engenheiro, que em 1998 elaborou estudo indicando que a Via Expressa, que liga a BR-101 às pontes, teria sua capacidade esgotada em 2004, critica a falta de "planejamento a longo prazo". 

- Nos próximos oito a 10 anos, as pontes estarão esgotadas. Hoje são 160 mil veículos chegando todos os dias à Ilha. Vamos ter algo aí em torno de 240/250 mil veículos chegando e saindo de Florianópolis. O metrô é impossível - avaliou.

domingo, 3 de outubro de 2010