segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ministro diz que VLT chegará a Goiânia

02/12/2011 - Jornal o Hoje

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, anunciou ontem a pré-aprovação da proposta do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para Goiânia

O anúncio foi feito diretamente ao governador Marconi Perillo, em solenidade ocorrida pela manhã, no Salão Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico, quando também os governos do Estado e da União firmaram termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida 2.

O ministro anunciou ainda o aumento do número de habitações a serem construídas em 42 municípios goianos contemplados. A expectativa era menor, mas de acordo com o ministro serão 63 mil moradias. “Abrimos um leque maior, anunciamos, agora, 63 mil casas neste programa. Tenho certeza de que, pela competência da equipe do governador, ele pode galgar mais. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff anunciou a construção de dois milhões de casas aos Estados. “É possível diminuir a criminalidade, porque quando você tem um lar e pode educar os filhos é mais fácil desviá-los da criminalidade. As casas se tornarão, então, mais humanizadas”, afirmou.

Das 63 mil moradias goianas, 41 mil estão destinadas a pessoas que têm renda de até R$ 1,6 mil. Dos 42 municípios, 20 são da Região Metropolitana de Goiânia.

Ao se referir a Marconi, o ministro falou sobre a amizade que construiu com o governador e exaltou sua administração. “Construímos uma amizade no governo federal e tenho admiração por ele, que é um grande político. O Brasil inteiro sabe da sua competência. Todo congressista sabe da vida de Marconi pelo gestor moderno que é. Tenho muita honra de ser seu amigo. O senhor foi muito ágil na construção de casas no Minha Casa, Minha Vida 1”, disse.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pelotas

Cartão Postal

Juiz de Fora

CIDADE DE JUIZ DE FORA
Cronologia do Sistema de Bondes
(em construção/atualização)

1880
No dia 26 de outubro, é assinado contrato entre o governo da província de Minas e a Companhia Ferrocarril Bondes de Juiz de Fora.

Texto - Contrato de 1880


1881
Início das obras de assentamento dos trilhos.

No dia 15 de novembro, é inaugurado a primeira linha de bonde de tração animal, com frota de 2 bondes, ligando a ponte do Queiroz, no bairro Manuel Hon'roio, à estação de trens, passando pelas ruas Direita (atual Rio Branco), Imperatriz, Halfeld, Commercio e Espírito Santo.


1882
No dia 9 de janeiro a linha é estendida da ponte do Queiroz até o Alto dos Passos.

No dia 19 de fevereiro, inauguração de linha entre o Largo Municipal e Gratidão.


1887
A linha é estendida por novas rua do centro, totalizando o sistema 7,5 km de extensão.


1889
No dia 6 de abril, inauguração da iluminação pública elétrica.


1890
No início do ano havia apenas a linha Alto dos Passos - Fábrica Weiss, quando a cidade possuía cerca de 18 mil habitantes.

No dia 22 de junho é inaugurada nova linha para a Tapera, para atender principalmente ao Hipódromo Ferreira Laje. A linha terminava na "Cervejaria de Assis Belo e Cia." A linha não durou muito tempo e foi logo desativada por falta de passageiros, após o fechamento da fábrica de cerveja.


1891
O sistem contava com 3 linhas em operação.


1897
A Companhia Ferrocarril Bondes de Juiz de Fora foi transferida à firma Fritz Wintz.


1905
No dia 27 de maio o Governo do Estado aprova a transferência da concessão do serviço de bonde pela Companhia Ferro Carril Bondes de Juiz de Fora à Companhia Mineira de Eletricidade, que passa a ser resposável pela exploração do serviço de bondes na cidade.


1906
No dia 6 de junho, inauguração da primeira linha de bonde elétrico, com 6 carros e bitola de 0,914 metros

Foto - Rua Direita, atual avenida Rio Branco, em 1907


1910
É mplantado 1,500 km de linha na rua São Matheus.


1911
A cidade conta com 28.553 habitantes.


1912
O sistema contava com 10 km de linhas, 7 bondes elétricos, 7 reboques e um bonde de carga. No estado de Minas Gerais, além de Juiz de Fora, somente as cidades de Belo Horizonte e São José d'Além Parahyba possuíam bondes elétricos.


1913
No dia 14 de maio, inauguração de linha de bonde elétrico para Tapera.

Em novembro, inauguração de nova linha, entre a Rua Espírito Santo e o Cemitério Municipal, com 576 metros de extensão.

Recebimento dos trilhos para prolongamento da linha do Alto dos Passos até o Asylo
João Emilio.


Foto - Mariano Procópio
Foto - Rua Imperatriz


1920
São estabelecidos os pontos de bonde, que até então paravam em qualquer lugar.


1921
No dia 9 de julho, é inaugurada a primeira linha de auto-ônibus da cidade, pela empresa Auto-Ônibus Poça Rico, ligando o Parque Halfeld ao Asilo de Mendigos, passando pela estação ferroviária, Cemitério, Fábrica de Banha e Matadouro,


1923
No dia primeiro de agosto é iniciada a operação do trem de subúrbio entre Matias Barbosa e Benfica, com tarifas mais baixas que os trens mistos e expressos.


1927
No dia primeiro de abril é inaugurada a primeira linha de ônibus intermunicipal, ligando Juiz de Fora a Entre Rios, operado pela empresa Auto Viação de Entre Rios.

As linhas de bondes são estendidas até Costa Carvalho e Vitorino Braga (Botanágua), atual avenida 7 de setembro.

No final da década é inaugurada linha até Manoel Honório.


1928
No dia 22 de junho é inaugurada linha de bonde elétrico para Poço Rico.


1929
Inauguração da linha Moraes e Castro


1930
O sistema possuía 17 km de linhas, 18 bondes elétricos, 2 reboques e transportou nesse ano 8.273.000 passageiros.

Nos anos 30 a Companhia Mineira já construía os seus próprios bondes. Também na década de 1930 a cidade perde para Belo Horizonte a posição de prinicipal pólo econômico de Minas Gerais.

Foto - Rua Halfeld, esquina com avenida Rio Branco


1931
O sistema possuía 25 bondes elétricos e 6 linhas em operação.


1934
No dia primeiro de janeiro, em região não atendida pelo sistema de bondes, surge a primeira linha de ônibus operada pela Companhia Mineira de Eletricidade, ligando a Glória à rua Princesa Izabel.


1935
No dia 24 de dezembro é inaugurada a linha para o Bonfim, junto com novo pontilhão da avenida Manoel Honório.


1938
O sistema contava com 29 bondes elétricos e 4 reboques


1939
Foram transportados 11.726.208 pasageiros

Quadro - Linhas de Bonde em 1939


1940
População de 118 mil habitantes.



Evolução do Sistema (1945-1950)

Ano
1945
1948
1950
Extensão
16
16
16
Passageiros Transportados
17.160.000
15.597.000
14.802.000
Frota
Motor
30
30
30
Reboques
4
4
4



Na década de 1940 é implantada linha de bonde elétrico na Rua Moraes e Castro.

Foto - Avenida Rio Branco em 1944
Foto - Avenida Rio Branco


1950
População do município com cerca de 129 mil habitantes.

No estado de Minas Gerais, apenas as cidades de Belo Horiozonte e Lavras operavam bondes elétricos.


1954
Após o fim do contrato de concessão, é criado o Departamento Autônomo de Bondes - DAB, através da Lei nr. 669 de 7 de outubro de 1954. O muniícpio passa a ser responsável pela operação dos bondes.

Quadro - Linhas em 1954


1957
O sistema possuía 30 bondes elétricos e 8 linhas em operação, transportando nesse ano 8.688.632 passageiros.

Quadro - Linhas em 1959


1963
Restam 5 linhas em operação: São Mateus, Passos, Santa Terezinha,Costa Carvalho e Bonfim


1969

No dia 9 de abril é erradicado o sistema de bondes pelo Prefeito Itamar Franco. Circula o último bonde na linha linha São Mateus -Parque Halfeld.


1970
População do município atinge 238.510 habitantes


1983
Criação o Museu do Bonde na rua Monsenhor Otavio Freire, em São Mateus, com dois bondes e acervo fotográfico.


1988
Os dois bondes expostos no Parque da Lajinha são declarados de interesse cultural para o município.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

VLT terá 33 estações e 3 terminais de integração

05/12/2011 - Circuito Mato Grosso

A equipe técnica da Secopa finaliza os últimos preparativos para publicação do Termo de Referência necessário para publicação do edital para contratação dos projetos básico, executivo, licenças ambientais e obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Todo o processo será feito por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), no qual empresa ganhadora do certame realizará todos os serviços relacionados ao modal, permitindo mais agilidade na implantação do metrô de superfície.

A implantação do VLT redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande (VG) e proporcionará melhor qualidade e segurança no trânsito das duas maiores cidades mato-grossenses.

O VLT será implantado no canteiro central nos itinerários CPA - Aeroporto e Coxipó - Centro, percorrendo 22,2 km.

O volume de ônibus que circulam pelas avenidas será reduzido quando o novo modal entrar em operação.

Os veículos alimentarão o sistema de VLT, trazendo os passageiros dos bairros até uma das estações do metrô de superfície, que ficarão ao lado dos trilhos no canteiro central.
Com 15 Km de extensão, o trajeto CPA - Aeroporto contará com dois terminais de integração (CPA1 e André Maggi, que terá um elevado ferroviário no aeroporto Marechal Rondon), 22 estações de transbordo, dois viadutos, três trincheiras e uma ponte. Nesse trecho será feito também a reestruturação do canal da prainha, na região central de Cuiabá.

Os terminais terão estacionamento para veículos e bicicletário, ampliando o potencial de mobilidade urbana na Capital e em Várzea Grande.

O anteprojeto do VLT prevê que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados na elaboração dos projetos básico, executivo e, consequentemente, na execução das obras.
O modal está orçado em R$ 1,2 bilhão, recursos que serão obtidos por meio de empréstimo junto à Caixa Econômica Federal.

O montante está estruturado da seguinte forma: os R$ 423 milhões que já haviam sidos aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) serão redirecionados para o VLT e os outros R$ 740 milhões serão viabilizados por meio de novo empréstimo com a Caixa Econômica Federal (com recursos do BNDES). O início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2012.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Governo prevê construção do VLT para antes de 2014

02/12/2011 - Midia News

Marcos Negrini/Secom-MT

Silval, Eder e deputados, na divulgação do termo de referência: VLT sai antes da Copa de 2014
RAFAEL COSTA
DA REDAÇÃO

A empresa que sagrar-se vencedora na licitação que será lançada pelo Estado para executar a obra do VLT (Veículo Leve Sobre Trilho) deverá cumprir à risca um cronograma do projeto, que será determinado pela Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo).

O Governo trabalha com a previsão de que as obras do VLT ficarão prontas de seis a oito meses antes da realização da Copa do Mundo de 2014.

Trata-se do termo de referência que está sendo formulado, em parceria com órgãos fiscalizadores como Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Na tarde desta sexta-feira (2), o governador Silval Barbosa (PMDB) liderou uma reunião, na sede da Secopa, com representantes de todos os órgãos fiscalizadores, para a finalização dos trabalhos. O diálogo, segundo ele, foi necessário, diante da iminência de o Estado firmar o convênio com a CEF (Caixa Econômica Federal) para conseguir a liberação de R$ 740 milhões.

"Estamos acertando os últimos detalhes porque espero ter uma reunião, na próxima semana, com o presidente da Caixa Econômica Federal. Não depende de nenhuma outra autorização. A Assembleia Legislativa já permitiu contrair este empréstimo, diante da capacidade de endividamento do Estado, avaliada em R$ 2,5 bilhões", explicou o governador.

O edital de licitação poderá ser divulgado na primeira quinzena deste mês. "Se houver a assinatura do convênio nos próximos dias, cumpriremos este prazo", declarou Silval.

O secretário Extraordinário da Copa do Mundo, Eder Moraes, ressaltou que o termo de referência deverá ser cumprido fielmente pela empresa vencedora da licitação e citou detalhes do projeto do VLT.

"Esse documento vai ter metas a cumprir, pois envolve o cronograma de realização das obras, instalação do sistema, inserção no sistema viário e integração com outros modais de transporte. Tenho certeza que o modelo de contratação feito em Mato Grosso será referência para o Brasil. Estamos atuando numa forte parceria com órgãos fiscalizadores para evitar transtornos", afirmou.

Na lista de prioridades da empresa vencedora também está a responsabilidade pela formulação do projeto executivo e empregar a mão de obra necessária para a obra ter andamento.

O VLT vai funcionar em dois trechos, que são CPA/Aeroporto e Coxipó/Centro. Após a execução da obra, a proposta do Estado é abrir uma concessão, na qual uma empresa privada vai administrar o sistema de transporte, após o período da Copa do Mundo, no período de 30 anos com possibilidade de prorrogação por igual período.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Deputado diz que estudo do VLT para Cuiabá inclui custos de mobilidade

02/12/2011 - Só Notícias

A discussão sobre o sistema de transporte iniciou em 2008, sendo que o deputado Riva já realizou três audiências públicas para debater o Veículo Leve Sobre Trilhos.


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), afirmou que os custos para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão sendo divulgados de forma errônea por veículos de comunicação. A afirmação foi feita pelo parlamentar durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, juntamente, com o primeiro-secretário da Casa e presidente Comissão de Acompanhamento das Obras da Copa, Sérgio Ricardo.

"Falam que o custo do VLT é R$ 700 milhões a mais que o BRT (ônibus rápido), mas esquecem de divulgar que o projeto já inclui os custos de infraestrutura e mobilidade urbana. Além do valor dos carros do VLT estar agregado no preço. Já com relação aos valores do BRT, que não ter um projeto pronto, só está incluso o gasto com a construção da pista", declarou o deputado.

De acordo com Riva, em comparação ao BRT que já é um sistema de transporte saturado, o VLT possui inúmeras vantagens, como ser ecologicamente mais correto, limpo, ágil, seguro, demandar menos desapropriações, com uma durabilidade de 30 anos. "Se Rio Branco no Acre e Mato Grosso do Sul estão fazendo a discussão sobre o VLT, porque não podemos fazer? Queremos o melhor para Cuiabá e estamos pensando na modernidade. Ou vamos querer um sistema que em sete anos estará ultrapassado?", indagou o parlamentar.

Ainda conforme o deputado, o VLT tem um caráter estruturante e não elimina o ônibus, pois integrar os dois sistemas. "Com o VLT não vamos errar. Que lobby pode ter um sistema moderno? É verdade que grande parte das pessoas não sabe o que é VLT, mas quando distinguem que se trata de um metrô, trançam um diferencial entre um modelo e outro. Por isso, liderei o movimento para reabrir a discussão", explicou Riva, salientando que, com o metrô de superfície, haverá ainda uma redução de números de carros no trânsito. "Agora, quem vai querer deixar de andar de carro para utilizar ônibus?".

A discussão sobre o sistema de transporte iniciou em 2008, sendo que o deputado Riva já realizou três audiências públicas para debater o Veículo Leve Sobre Trilhos. "Agora, me mostre o projeto do BRT ou a ata de alguma audiência feita sobre BRT", apontou Riva, colocando a disposição todas as atas e registros de audiências e discussões feitas no Legislativo com relação ao VLT. "Somente em Plenário, discutimos o assunto em 18 sessões", concluiu.

Governo federal aprova pré-projeto de VLT em Goiânia

02/12/2011 - ANTP Trilhos

O governo federal aprovou a pré-proposta do governo estadual do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para Goiânia nesta quinta-feira (1/12). A obra será executada em parceria com os governo de Goiás, União e Parceias Público-Privadas.

Ministro de Cidades, Mário Negromonte afirmou, em solenidade no Palácio das Esmeraldas que, além da demanda, o projeto de Goiânia foi aprovado pela agilidade com que o governo do Estado apresentou a proposta. Outras 23 cidades receberão R$ 30 bilhões da União para o programa de mobilidade urbana.

As obras do VLT custarão R$ 1,215 bilhão. O governo estadual investirá R$ 450 milhões, R$ 550 milhões serão por meio de PPP, com contrapartida da União de R$ 215 milhões, sendo que a metade será incluída no Orçamento Geral da União e o restante por financiamentos.

O governador Marconi Perillo (PSDB) disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que o auxílio do governo federal é vital para a implementação do projeto. (Fonte: A Redação)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Governador do MT convida entidades para mostrar VLT

01/12/2011 - Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos

A expectativa do governador é que a partir da apresentação, o termo de referência para licitação seja lançado em 10 ou 15 dias.

Apesar das denúncias de suposta fraude na Matriz de Responsabilidade da Fifa no que diz respeito à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como novo sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, o governador Silval Barbosa (PMDB) anunciou ontem que o projeto e o termo de referência para licitação do modal serão apresentados amanhã.

Para provar não haver irregularidades, o peemedebista convidou representantes dos ministérios públicos Estadual e Federal, Advocacia Geral da União (AGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) para participarem da solenidade, prevista para ocorrer às 15h. “Todas essas autoridades vão ajudar a verificar se existem falhas e até fazer sugestões”, afirma.

Sobre as denúncias de que o parecer contrário à implantação do VLT teria sido substituído por um falso - atestando a compatibilidade do modal com a estrutura urbana de Cuiabá - por uma funcionária do Ministério das Cidades, o governador afirmou tratar-se de uma tentativa de desestabilizar o governo. “Uma conspiração para prejudicar a presidente (Dilma Rousseff) ou o ministro (Mário Negromonte). Eu não sei”, ponderou.

Silval argumenta não existirem motivos para a suposta manobra. Segundo ele, a mudança entre os modais não vai ter impacto sobre o governo federal. “É um financiamento oneroso. Os recursos são 100% do Estado. A única mudança é no objeto”, afirma.

Questionado sobre a diferença entre os valores do BRT, orçado em aproximadamente R$ 480 mil, e o VLT, com custo estimado em R$ 1,1 bilhão, o governador argumentou que o projeto para implantação do primeiro modal era mais simples. “Para o ônibus era só construir uma linha exclusiva. O VLT terá sistema de bilheteria, estações, sinalização”, comparou.

O governador ainda afirmou já ter encaminhado ofícios esclarecendo o posicionamento do seu governo ao Congresso Nacional e a todas as comissões do Senado e da Câmara que atuam na fiscalização dos preparativos para a Copa de 2014.

O prazo para a conclusão das obras do VLT é de 24 meses. O mesmo anunciado para o BRT. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Denúncias contra o VLT podem ter partido de empresários de ônibus

29/11/2011 - O Documento

A mesma denuncia foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD)

A Coluna do jornalista Cláudio Humberto, um dos mais conceituados e respeitados de Brasília apontou em seu site www.claudiohumberto.com.br, que: "há quem diga em Brasília que vêm dos donos de empresas de ônibus as denúncias contra o ministro Mário Negromonte (Cidades). As máfias que controlam o setor não aceitariam o avanço dos Veículos Leve sobre Trilhos - VLT em capitais do país, como transportes mais econômicos e menos poluente".
 
A mesma denuncia foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD) na semana passada assim que foi divulgada uma suposta fraude em processos para que o sistema de trânsito de Cuiabá fosse alterado de BRT - Bus Rapid Transit, ou ônibus de Trânsito Rápido para o VLT que é hoje o sistema mais adotado em todos os países do Mundo.
 
Num rápido comparativo, o parlamentar lembrou que de cada 10 sistemas instalados no mundo, nove são VLT e um BRT e na maioria das vezes o BRT é instalado em países ainda em desenvolvimento, o que não seria o caso do Brasil onde nas principais cidades já existiria o Metrô. "O ideal é que fosse instalado em Cuiabá o Metrô, um sistema mais moderno, eficiente, limpo e duradouro do que o próprio VLT, mas por questões de custos não foi possível adotar este sistema que acabou substituído por um similar o VLT que indiscutivelmente é melhor e mais eficiente que qualquer ônibus", disse José Riva.
 
O governador Silval Barbosa (PMDB), tem reafirmado inclusive em Brasília para os técnicos do Governo Federal de que não recuará na opção do VLT e frisou que o custo maior representa muito pouco em relação ao benefício de atender a população com um sistema de primeiro mundo e que terá uma duração mínima de 30 anos contra cinco anos de duração de ônibus.
 
O Estado de Mato Grosso publicou recentemente a lei que autoriza a contratação de empréstimos da ordem de R$ 740 milhões para o VLT junto a Caixa Econômica Federal, sendo que neste montante estariam incluídos obras de mobilidade urbana para atender os principais corredores de avenidas de Cuiabá e Várzea Grande.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Governo reafirma opção pelo VLT e aponta parecer técnico

28/11/2011 - Diário de Cuiabá

Da Reportagem

O governo do Estado, por meio de nota, reafirmou a escolha pelo VLT por considerá-lo um transporte mais eficaz para Cuiabá. Afirmou ainda competir ao Ministério das Cidades a responsabilidade sobre os esclarecimentos “em acatar um pleito formal de Mato Grosso” para a mudança de modal de transporte e o aumento do custo da obra em R$ 700 milhões.

Ainda de acordo com a nota, o governo informou que aconteceram audiências públicas idealizadas pela Assembleia Legislativa para discutir o assunto.

“Com relação aos valores dos projetos, o governo esclarece que obteve autorização do Poder Legislativo para contrair dois empréstimos, totalizando R$ 1,2 bilhão para investimentos que compreendem o financiamento do VLT e um sistema ferroviário completo. Os valores de cada um destes itens, no entanto, só serão conhecidos após o devido processo licitatório”, declarou o governo, reafirmando que é “incorreto comparar uma via exclusiva para ônibus, que é o caso do BRT, com um sistema completo ferroviário, cuja durabilidade dos equipamentos de transporte é de 30 anos, o que reduz imensamente os investimentos de substituição, sem contar que o custo das desapropriações urbanas será muito menor nesse modal”.

Em entrevista ao ‘Estadão’, o governador Silval Barbosa disse que “não fez nada” para convencer o Ministério sobre a mudança e que houve a contratação de um estudo para a viabilidade da instalação do VLT. “Eu venho trabalhando o projeto do VLT há mais de seis meses. Eu fiz um trabalho na Miriam Belchior e no Ministério das Cidades. Eu fiz esse trabalho para alterar a Matriz de Responsabilidade da Copa, porque a decisão de fazer outro sistema de transporte eu já havia tomado”, declarou o governador. (FD)

sábado, 26 de novembro de 2011

Ministro das Cidades admite alteração em nota para obra da Copa

26/11/2011 - O Estado da Bahia

Após as denúncias de irregularidades, o Ministerio Público em Mato Grosso e no Distrito Federal decidiu investigar se houve improbidade administrativa dos gestores do Ministério das Cidades.

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, admitiu ter havido mudança no projeto de mobilidade urbana de Mato Grosso para implementar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, cuja execução foi reprovada pela COntroladoria-Geral da União (CGU), conforme revelou reportagem do Estado desta sexta-feira, 25. Em entrevista à Rádio Estadão ESPN, nesta manhã, Negromonte negou que a alteração do projeto foi feita de forma fraudulenta. Na entrevista, Negromonte negou fraude no caso, chamou o repórter do Estado de mentiroso e desligou o telefone durante a conversa.
 
"O que houve foi divergência de opiniões dos técnicos. Não tem fraude", afirmou o ministro. Segundo ele, o chefe de gabinete do mistério, Cássio Peixoto, pediu que o projeto fosse reavaliado. "Ele não pediu ao meu mandado, não. Ele disse que solicitou a reanálise", disse. Cássio Peixoto integra o Grupo Especial de Acompanhamento da Copa 2014 (Gecopa) e, de acordo com o ministro, a troca do modal, linha rápida de ônibus para VLT, foi uma decisão do grupo, feita a pedido do governo de Mato Grosso. "Se houve comportamento errado, a sindicância vai apurar. Não vou botar mão na cabeça de ninguém. Se houve erro, vai ser analisado", afirmou.
 
Negromonte disse ainda desconhecer o relatório da CGU, que alertou que o VLT não deve ficar pronto até a Copa do Mundo de 2014. De acordo com o documento, o governo de Mato Grosso omitiu informaçõe sobre o gasto com a obra, orçada em pelo menos R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que a proposta original, da linha rápida de ônibus. "Apenas foi uma proposta do governo do Estado [do Matro Grosso], que tem autonomia federativa, para sugerir uma alteração do modal", argumentou o ministro.
 
Nessa quinta-feira, 24, o estadão.com.br mostrou gravações em que funcionários do ministério falam sobre os estudos técnicos feitos sobre a obra e a opção que favorece o governador do Mato Grosso, Sinval Barbosa (PDMB). O segundo estudo, que deu parecer favorável à obra, ficou com identificação igual a do primeiro, contrário ao projeto. Para Negromonte, entrentanto, não há indício de irregularidades. "Havia a opinião de um técnico dando um parecer e a opinião de outro técnico, da diretora Luiza Gomide Vianna, que é mais bem preparada, que reavaliou o parecer", disse. "Não houve fraude. Estão querendo colocar chifre em cabeça de jumento." O analista técnico Higor Guerra, que anteriormente deu parecer contrário à obra, negou-se a assinar o novo documento e há duas semanas pediu desligamento da pasta.
 
Irritado, Mário Negromonte afirmou que o relatório da CGU, que aponta falhas no novo projeto, será analisado. "Você está agoniado [disse ao repórter Leandro Colon]. Temos responsabilidade e vamos primeiro apurar [o que houve]." O ministro repetiu várias vezes durante a entrevista que mandou abrir sindicância para avaliar o caso e que se nega a demitir funcionários na pasta para não "prejulgar" os envolvidos.
 
Investigações. Após as denúncias de irregularidades, o Ministério Público em Mato Grosso e no Distrito Federal decidiu investigar se houve improbidade administrativa dos gestores do Ministério das Cidades. Se ficar constatada a adulteração do documento, a obra em Cuiabá pode ser embargada.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MP abre investigações em Brasília e Cuiabá; obra pode ser embargada

25/11/2011 - O Estado de São Paulo

Uma investigação foi aberta ontem em Brasília pelo procurador da República Paulo Roberto Galvão, integrante do grupo de trabalho do MP que acompanha a Copa do Mundo.

A revelação de que o Ministério das Cidades fraudou um processo para alterar o projeto de transporte público de Cuiabá (MT) para a Copa do Mundo de 2014 provocou a reação do Ministério Público em Mato Grosso e no Distrito Federal.

Uma investigação foi aberta ontem em Brasília pelo procurador da República Paulo Roberto Galvão, integrante do grupo de trabalho do MP que acompanha a Copa do Mundo. Galvão vai apurar se houve improbidade administrativa, podendo responsabilizar gestores do ministério pela fraude revelada ontem pelo Estado.

Em Mato Grosso, o procurador Thiago Lemos e o promotor estadual Clóvis de Almeida Júnior anunciaram que, se a adulteração for confirmada, poderão pedir o embargo da obra do Veículo Leve sobre os Trilhos (VLT) em Cuiabá.

"Vamos investigar a responsabilização das pessoas, improbidade, possíveis crimes de responsabilidade, inclusive crimes comuns, como subtração de documentos", disse ao Estado o procurador Thiago Lemos.

Por ser do MP Federal, Thiago Lemos tem a prerrogativa de investigar a atuação do Ministério das Cidades no episódio. Seu colega Clóvis de Almeida Júnior, do MP Estadual, pode agir em relação ao governo local.

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), é o autor do pedido para aumentar o projeto de mobilidade urbana em R$ 700 milhões. "Se confirmamos a denúncia, vamos pedir a paralisação das obras aqui no Estado", disse o promotor.

Os dois já tinham aberto em Cuiabá investigações para apurar o projeto do governo de Mato Grosso. Cada um na sua esfera, estadual e federal, investiga os motivos que levaram o governo local a trocar a proposta original, uma linha rápida de ônibus (BRT), estimada em R$ 489 milhões, por uma construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos, orçado em R$ 1,2 bilhão.

O Ministério Público de Mato Grosso se ampara, entre outras coisas, num estudo técnico feito por uma empresa de consultoria, a pedido do próprio governo local, que deu parecer favorável ao BRT, o projeto original.

Agora, o procurador e o promotor pretendem atuar em conjunto para apurar se a fraude do Ministério das Cidades beneficiou a mudança para o VLT. "A informação noticiada é extremamente relevante porque mostra que a alteração foi feita de forma fraudulenta. E se for isso mesmo, vamos utilizar essa informação para questionar essa escolha", disse Thiago Lemos. Para Clóvis de Almeida Júnior, Cuiabá não precisa, neste momento, gastar dinheiro com nenhum dos dois modelos de transporte. "A cidade tem outras necessidades, na educação, saúde, não precisa disso agora". / L.C.

CGU reprovou obra de R$ 1,2 bi que teve aval de pasta das Cidades após fraude

24/11/2011 - O Estado de São Paulo

Órgão de controle interno da União enviou no dia 8 de setembro relatório para ministério em que questiona viabilidade financeira e conclusão do VLT, em Cuiabá, antes da Copa de

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Operada de maneira fraudulenta no Ministério das Cidades, conforme revelou o Estado na quinta-feira, 24, a mudança do projeto de mobilidade urbana de Mato Grosso para implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi reprovada pela Controladoria-Geral da União em relatório datado de 8 de setembro deste ano, mesmo dia em que a pasta produziu uma nota técnica forjada para respaldar a proposta. A CGU alerta que o VLT não deve ficar pronto até a Copa do Mundo de 2014 e que o governo de Mato Grosso omitiu informações sobre os gastos com a obra do VLT, orçada em pelo menos R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que a proposta original, um linha rápida de ônibus (BRT). A controladoria avalia ainda que a troca do BRT pelo VLT é "intempestiva".

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Pasta das Cidades adultera documento e eleva em R$ 700 milhões projeto da Copa

Dida Sampaio/AE-10/8/2011
Mário Negromonte foi quem deu o aval para diretora modificar o documento
A análise da CGU tem pontos coincidentes com a primeira nota técnica do ministério que era contrária ao VLT, mas que foi adulterada pela equipe do ministro, Mário Negromonte, para favorecer o projeto de interesse do governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), em Cuiabá.

Um estudo incluído no relatório da CGU mostra também que o VLT de Cuiabá pode ser um dos mais caros do mundo, superando obras iguais na França e nos Estados Unidos.

A análise da CGU - relatório de número 2344 - foi feita a pedido do Ministério das Cidades e consta do processo da pasta que culminou na mudança do projeto de Cuiabá, cidade-sede da Copa, por meio de um documento forjado pelo chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, e pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Vianna. Ou seja, o ministério deu aval a uma obra na qual o órgão de controle do governo federal apontou sérios problemas de avaliação, planejamento, preço e execução.

O parecer da CGU foi enviado ao secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima, pela diretoria de auditoria de Infraestrutura do órgão de controle.

No texto, a controladoria afirma: "Quanto ao cronograma previsto para implantação e início de operação do VLT, esta controladoria o considera por demais otimista, haja vista que algumas fases que podem ter grande impacto nos prazos de implantação não foram devidamente consideradas. Dessa forma (...), constata-se que o cronograma já se encontraria inviabilizado com vistas ao evento da Copa".

A CGU ressalta que a proposta original do BRT é mais "madura" porque já havia sido aprovada pelo governo federal, além de os contratos de financiamento com a Caixa Econômica Federal terem sido assinados.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

VLT do MT sob suspeita de fraude

24/11/2011 - Agência Estado

O Ministério das Cidades, com aval do ministro Mário Negromonte, aprovou uma fraude para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.

Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.

O novo projeto de Cuiabá foi acertado pelo governo de Mato Grosso com o Palácio do Planalto. A estratégia para cumpri-lo foi inserir no processo documento a favor da proposta de R$ 1,2 bilhão. Numa tentativa de esconder a manobra, o parecer técnico favorável ficou com o mesmo número de páginas do parecer contrário e a mesma numeração oficial (nota 123/2011), e foi inserido a partir da folha 139 do processo, a página em que começava a primeira análise.

Resposta

Em nota enviada ontem à reportagem, o Ministério das Cidades não respondeu por que existem duas notas técnicas de número 123/2011 sobre o projeto de Cuiabá para a Copa do Mundo. Afirmou apenas que há um parecer com esse número, assinado pela diretoria e gerência de Mobilidade Urbana da pasta, concordando com a defesa técnica do Estado e aprovando a mudança na matriz de responsabilidade apresentada pelo governo do Estado.

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Gravação revela pressão da cúpula do ministério

Ministério forja documento para liberar o VLT para Cuiabá

24/11/2011 - Redação 24 Horas News

Assessores do Ministério das Cidades reconhecem a fraude e culpam a pressão do governo de Mato Grosso e uma ordem emitida pelo braço direito do ministro Negromento

BRT ou VLT. Por esta briga, Mato Grosso pode estar se envolvendo em um escândalo nacional, que pode culminar com a demissão do ministro das Cidades, Mário Negromonte, de vários de seus assessores e problemas para o Estado na construção de sua mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. É que segundo a Agência Estado, do grupo Estadão, o ministério conseguiu, “adulterar” o parecer técnico que vetava a troca de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

Com a mudança o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.
 
Segundo a Agência Estado, que diz ter tido acesso a documentos que mostram a fraude, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.
 
O  Ministério das Cidades para ganhar tempo e aprovar a mudança acabou se utilizando de uma técnica bisonha e frágil. É que a estratégia foi inserir no processo documento a favor da proposta de R$ 1,2 bilhão. A fragilidade está no fato de que numa tentativa de esconder a manobra, o "parecer técnico" favorável ficou com o mesmo número de páginas do parecer contrário e a mesma numeração oficial (nota 123/2011), e foi inserido a partir da folha 139 do processo, a página em que começava a primeira análise.
 
Acontece que Mato Grosso já tinha recebido um parecer contrário a implantação do VLT, assinado pelo analista técnico Higor Guerra, que era o representante do ministério nas reuniões em Cuiabá para tratar das obras de mobilidade urbana da Copa. Ele cita claramente que os prazos para a execução da obra eram exíguos. Em seu parecer datado de 8 de agosto, mostrava que os estudos do governo de Mato Grosso "não contemplaram uma exaustiva e profunda análise comparativa". Os prazos estipulados, alertou, "são extremamente exíguos". Além do mais, o BRT já estava com o financiamento equacionado.
 
Assessores do Ministério das Cidades reconhecem a fraude e culpam a pressão do governo de Mato Grosso e uma ordem emitida pelo braço direito do ministro Negromento, Cássico Peixoto e de Guilherme Ramalho, coordenador-geral de Infraestrutura da Copa de 2014 do Ministério do Planejamento. Segundo Luiza Viana, diretora de mobilidade urbana a ordem foi direta: "Ambos me telefonaram", disse. A Agência Estado garante que teve acesso a uma gravação da reunião.
 
Luiza Vianna disse ainda que para atender as ordens “superiores” se viu na obrigação de pedir para Higor Guerra alterar seu parecer. Acontece que o funcionário, extremamente ético negou-se a assinar o outro documento e pediu desligamento do cargo há duas semanas por escrito ao secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima.
 
Sem o apoio de Higor Guerra, contrário a implantação do VLT, o Ministério das Cidades indicou para o seu posto, a gerência de Projetos, Cristina Soja, que com Luiza Viana assinaram o documento. Só que elas não realizaram uma nova documentação. Resolveram aproveitar as primeiras páginas do documento anterior, alterando a conclusão. "Nós fizemos outra nota técnica, com o mesmo número sim, e mudamos o conteúdo", confessou Luiza Vianna na última segunda-feira.
 
Ao analisar um documento e outro é fácil perceber que houve uma alteração infantil e apenas na conclusão. Onde havia a expressão "não contemplaram", uma referência do primeiro documento, de 8 de agosto, à falta de estudos para mudar o projeto, no parecer técnico forjado ficou apenas com a palavra "contemplaram". "O estudo indica fatores mais favoráveis à implantação do VLT", diz o segundo documento, que mostra a farça.
 
Para conseguir a troca do BRT (Bus Rapid Transit), orçado em R$ 489 milhões e com financiamento contratado, pelo VLT, de R$ 1,2 bilhão, o governador Silval Barbosa (PMDB), ao lado do secretário da Secopa, Eder Moraes passaram por intensa negociação com o ministro Mário Negromonte, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que é um dos caciques do PMDB, partido do governador. Só depois desta intensa decisão política em Brasília é que o Ministério das Cidades desencadeou a operação da fraude.

 

Autorizado empréstimo de R$ 740 milhões para o VLT em Cuiabá

24/11/2011 - Globo Esporte

O VTL é o modelo de transporte coletivo escolhido pelo governo para ser construído nas duas cidades para atender a demanda da Copa do Mundo de 2014

Silval Barbosa
créditos: tvtaquari.com.br

O governo de Mato Grosso está autorizado a contrair empréstimo no valor de R$ 740 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para investimento na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital do estado. A Lei nº 9.647, que autorizou a operação de crédito, foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e publicada no Diário Oficial que circula nesta terça-feira.
 
 A capital do estado é uma das 12 cidades-sedes do mundial da Fifa. O metrô vai interligar a capital à segunda maior cidade do estado.
 
De acordo com informações repassadas pela Secretaria Extraordinária da Copa em Mato Grosso (Secopa), a licitação da obra do VTL, que consta na matriz de responsabilidade do governo, será publicada no mês de dezembro. A licitação será realizada em Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que consiste em um processo licitatório mais simplificado.
 
Ainda segundo a Secopa, o novo meio de transporte terá dois trajetos. Um vai sair do final da Avenida Historiador Rubens de Mendonça na capital – próximo à sede do Comando Geral da Polícia Militar – e seguirá até as proximidades do Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande. O outro trajeto do VLT será totalmente dentro da capital: começará na Avenida Fernando Corrêa da Costa, perto do trevo do bairro Tijucal, e terminará no centro da cidade.
 
A obra do trem de superfície deve começar no primeiro trimestre de 2012 e a previsão de término será em dezembro de 2013, conforme informou a Secopa.  Ao todo, conforme a Secopa, o trem de superfície deve custar R$ 1,1 bilhão. O valor total será composto pelo atual empréstimo de R$ 740 milhões e da assimilação do antigo valor que foi autorizado para a construção do Bus Rapid Transit (BRT), linha de ônibus exclusiva. O valor do BRT, que custaria mais de R$ 440 milhões, foi transferido para o VLT. O governo havia escolhido o BRT, mas voltou atrás da decisão e optou pelo VTL.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VLT agora só depende de projeto

23/11/2011 - Diário de Cuiabá

O governo de Mato Grosso divulgou a contratação dos R$ 740 milhões junto à Caixa Econômica Federal para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)

VLT

créditos: meutransporte.blogspot.com
 Os recursos foram apresentados no Diário Oficial do Estado (DOE) e anteriormente já tinham sido aprovados pelo Legislativo.
 
Segundo o Diário Oficial, os recursos são baseados no Programa de Financiamento das Contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento (CPAC), disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar dos recursos já terem sido alocados, ainda é muito aguardado o projeto básico do VLT.
 
A Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral (Seplan) será responsável por “tomar medidas pertinentes para cumprimento do disposto nesta lei, criando programas, projetos e créditos orçamentários que julgar necessários”.
 
“Para garantia do principal e encargos da operação de crédito a ser contratada junto à Caixa Econômica Federal, a União ficará como garantidora da respectiva operação e o Poder Executivo ficará autorizado a ceder ou vincular em contragarantia, em caráter irrevogável e irretratável”, aponta o Artigo 2º do documento.
 
Esses recursos da operação de crédito, segundo o governo do Estado, será consignada como “receita no orçamento ou em créditos adicionais”.
 
Locação - O governo também divulgou em decreto a autorização para a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014 (Secopa) fazer a “aquisição de bens e serviços, locação de bens móveis e imóveis” conforme as normas de licitação e contrato da administração pública, baseado na legislação federal.
 
Assim, a secretaria poderá executar contratações de bens “em qualquer das modalidades, sem exceção, através de procedimento próprio”.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Câmara de Cuiabá vai debater custo do VLT para o usuário com Secopa e Prefeitura

22/11/2011 - O Documento

Quanto vai custar a tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá para Várzea Grande e vice-versa?

O valor da tarifa é suficiente para cobrir o custo do investimento e a manutenção do sistema ou há necessidade de subsídio? A gratuidade, principalmente no passe para estudantes e idosos, será mantida? Esses e outros questionamentos estão sendo elencados pela Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização da Copa no Pantanal na Câmara de Cuiabá para a Prefeitura de Cuiabá e ao governo de Mato Grosso, através da Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 (Secopa).

“Essas dúvidas são da sociedade cuiabana, como um todo, e não apenas dos parlamentares”, argumenta o vereador Edivá Pereira Alves (PSD), presidente da Comissão Especial de Fiscalização.

A expectativa dos vereadores cuiabanos é de que o VLT, quando estiver funcionando, tenha custo, para o usuário, inferior ao ônibus convencional. “O trabalho da Câmara Municipal é para que o trabalhador e demais usuários sejam respeitados como clientes e que não sofram prejuízos com o novo formato do transporte coletivo”, justifica Edivá Alves.

O vice-presidente da Comissão Especial da Copa no Pantanal, vereador Pastor Washington Barbosa (PRB), assegura que confia no bom senso da Secopa e da Prefeitura para acelerar as informações a serem repassadas para a Câmara de Cuiabá.

Pastor Washington disse que a Comissão Especial da Copa na Câmara deve realizar, provavelmente em dezembro, audiência pública para discutir o custo do VLT para o usuário e outras variações do projeto.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Projeto executivo do VLT será apresentado até dia 15 deste mês

03/11/2011 - Só Notícias

A Secretaria Extraordinária para a Copa de 2014 (Secopa) deve concluir até o próximo dia 15 o projeto executivo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com isso, a expectativa do governo é que em dezembro seja lançado o edital de licitação para concessão da administração do serviço à iniciativa privada.

Os prazos vêm sendo cogitados dentro da Secopa depois de muita cobrança em relação ao assunto. Isso porque o sistema de transporte foi escolhido para substituir o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) depois das exigências para escolha desse modal estarem mais adiantadas. Os questionamentos partiram inclusive de representantes do Ministério Público Estadual, que ainda aguardam a apresentação do prometido projeto.

Com o lançamento do edital, a expectativa do governo é que as obras sejam iniciadas por volta do mês de maio. O VLT é considerado uma das principais obras visando a Copa de 2014. O sistema deve atender cerca de 6 mil usuários nos horários de pico.

De acordo com o governo, o chamado metrô de superfície vai sair do bairro Novo Paraíso, nas proximidades do Comando Geral da Polícia Militar, e seguir pela avenida do CPA, passando pela Prainha, Avenida 15 de Novembro e pela ponte Júlio Muller, sobre o Rio Cuiabá. Uma linha ligará o Tijucal e a Prainha, através do Coxipó. Em Várzea Grande, seguirá pela Avenida da FEB rumo ao terminal rodoviário André Maggi e Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

O projeto executivo do Veículo Leve sobre Trilhos será anunciado ao mesmo tempo em que o governo avança na formação de Parcerias Público Privadas (PPPs), mas o sistema deve ser concedido à iniciativa privada diante da necessidade da obra ter que ser subsidiada para que o preço das passagens esteja dentro da realidade local.

www.sonoticias.com.br/noticias/10/138664/projeto-executivo-do-vlt-sera-apresentado-ate-dia-15-deste-mes/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VLT de Cuiabá-VG terá 30 estações de embarque e 23 quilômetros

20/10/2011 - O Documento

O traçado do modal e as principais interferências no tráfego da região metropolitana foram apresentados na sede da Secopa

Simulação
créditos: O Documento

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará uma nova dinâmica na segurança de pedestres em travessias nas áreas de grande circulação nas duas maiores cidades mato-grossenses.

O projeto está na fase de ajustes finais das intervenções nas vias públicas e virou tema de reunião entre a equipe técnica da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo FIFA 2014 e os secretários municipais de Trânsito, Josemar de Araújo Sobrinho (Cuiabá) e Anderson Vieira (VG) nesta quarta-feira (18.10). O traçado do modal e as principais interferências no tráfego da região metropolitana foram apresentados na sede da Secopa.

As duas linhas que se estenderão por 23 quilômetros trazem no projeto conceitos modernos de interação entre o modal e o espaço urbano, e estimulam a priorização do transporte público coletivo nas vias e a necessidade da adoção de novos hábitos no trânsito.

“Há uma série de iniciativas que todos os condutores terão que adotar. Os motoristas terão que ser conscientes e não poderão, por exemplo, parar na pista para o passageiro descer ou caminhões para entregar mercadorias em horários restritos, porque prejudicarão a todos”, exemplificou o secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa, Marcelo de Oliveira.

Para evitar desapropriações, o VLT será implantado no espaço de canteiro central nos itinerários CPA- Aeroporto e Coxipó- Centro. As intervenções exigirão a adequação no tamanho de calçadas, que terão largura máxima de cinco metros e mínima de três.

“Em alguns trechos do percurso do VLT encontramos calçadas de até 10 metros de largura e em outros elas praticamente inexistem. São padronizações que com o decorrer dos anos propiciarão a uniformização dos espaços públicos”, apontou o assessor da Secopa e engenheiro especialista em Mobilidade Urbana, Rafael Detoni.

Enquanto será permitido estacionar em alguns trechos da avenida do CPA, na avenida Fernando Corrêa todas as vagas públicas para estacionamento ao lado da pista deixarão de existir para conversão do espaço em via de tráfego. “A avenida terá três faixas em cada mão e isso permitirá uma grande fluidez no tráfego. Para essa melhoria que leva em conta o bem coletivo, teremos que abrir mão da comodidade de estacionar carros privados na rua naquela área, o que já é um padrão em grandes cidades onde há corredores de transporte”, apontou Detoni.

O volume de ônibus que circulam pelas avenidas será reduzido quando o novo modal entrar em operação, prevista para o início de 2014. Os veículos alimentarão o sistema de VLT, trazendo os passageiros dos bairros até uma das 30 estações do metrô de superfície, que ficarão ao lado dos trilhos no canteiro central.

“A estação padrão terá 82 metros de comprimento. A plataforma terá 45 metros de extensão e cinco de largura, com área de bilhetagem e capacidade de atender 450 pessoas hora/pico, comportando até seis pessoas por metro quadrado. Como os trens passarão em média a cada três ou quatro minutos, não haverá superlotação”, explicou o secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa.

Marcelo de Oliveira destacou que as estações da Praça Bispo Dom José e a do Morro da Luz terão capacidade superior as demais, devido a demanda de passageiros, com capacidade para receber até 800 passageiros sem ocasionar superlotação.

Ao desembarcar nas estações, os passageiros realizarão as travessias em áreas de acomodação de pedestres sinalizadas com semáforos. “A sustentabilidade ambiental, a acessibilidade e a segurança dos que utilizarão o sistema são diretrizes dos nossos trabalhos de desenvolvimento do projeto do VLT”, falou Oliveira.

Já nos quatro terminais de integração, que serão implantados em Várzea Grande, CPA, Coxipó e Centro, os engenheiros da Secopa estudam com as prefeituras a possibilidade de implantar túneis para que as saídas sejam subterrâneas e permitam o acesso as calçadas por meio de elevadores ou escadas. Nas próximas semanas serão realizadas novas reuniões para fechamento do projeto.
 
 
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14/11/2011 - Mato Grosso Notícias

VLT

As obras do novo modal, que percorrerá 23 quilômetros ligando a Avenida Historiador Rubens de Mendonça ao Aeroporto, passando pela Avenida da FEB, e o bairro Coxipó, através da Avenida Fernando Corrêa ao Centro, estão orçadas em R$ 1,152 bilhão e devem ter seu ponta pé inicial em maio de 2012.
 
Após a entrega do projeto, o próximo passo da Secopa será a abertura do processo licitatório, que deverá escolher até dezembro deste ano a empresa que responderá pela execução da obra.

As obras de desbloqueio - que servirão para desafogar o trânsito enquanto as obras de mobilidade são realizadas nas principais avenidas de Cuiabá - deverão ocorrer simultâneas as obras do VLT.

De acordo como secretário-adjunto da Secopa, Djalma Sabo, responsável pelas desapropriações, das cinco obras de desbloqueio – Avenidas Jurumirim (Três Lagoas), Juliano Costa Marques (Bela Vista), Senegal (Bosque da Saúde), Mangueira (Coxipó) e a Rua Barão de Melgaço (Porto) - até o momento, apenas a Jurumirim já finalizou as negociações com os proprietários dos imóveis.

Sabo acredita que as obras da Barão de Melgaço estarão sendo finalizadas quando as obras do VLT começarem. O prazo de execução destas obras varia entre seis a oito meses, sendo seis meses o período exato em que as obras do VLT terão início.
 
Projeto
 
Com a necessidade de menos desapropriações, uma das novidades que serão vistas na cidade é a padronização do tamanho das calçadas. Ao longo das vias que receberão o modal atualmente podem ser vistas calçadas de até 10 metros e em outros lugares a sua inexistência.

Com a proposta do projeto, todas as calçadas terão cinco metros de extensão, com exceção da Avenida Fernando Corrêa da Costa. A avenida possuirá três faixas em cada mão, o que possibilitará uma maior fluidez no tráfego, e para isso as vagas de estacionamento serão sacrificadas.
 
O número de ônibus que circulam pelas avenidas será reduzido e terá a função de alimentar as linhas do VLT. Para isso, os ônibus serão responsáveis por trazer os passageiros dos bairros até uma das 30 estações do metrô da cidade.
 
Os trens passarão, em média, a cada três ou quatro minutos e terão capacidade de atender 450 pessoas por hora. Nas estações da Praça Bispo Dom José e a do Morro da Luz terão capacidade para receber até 800 passageiros.
 
Obras da Copa
 
No contrato assinado entre a extinta Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo de 2014 (Agecopa) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA), consta a obrigatoriedade da execução de seis obras para que o evento seja realizado na capital mato-grossense.

São elas: Arena Pantanal, entorno do estádio, mobilidade urbana, centros de treinamento, fan park e o aeroporto. Destas estão em andamento as obras do estádio, 30% concluídas; as de mobilidade urbana, timidamente com as obras de desbloqueio, e a do Aeroporto Marechal Rondon, Módulo Operacional (Mop), prevista para ser finalizada no próximo mês.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alemães negociam compra de fabricante cearense de trens

10/11/2011 - Ig

Companhia brasileira projetou e construiu as composições do Metrô do Cariri, que ligam Juazeiro do Norte ao Crato

Por Dubes Sônego

A alemã Vossloh está negociando a compra do controle da Bom Sinal, fabricante cearense de VLTs (nome dado aos bondes modernos). A informação foi confirmada por Olivier Dereudre, diretor dos escritórios da Vossloh no Brasil e na Argentina.

Sediada em Barbalha (CE), no sertão cearense, a Bom Sinal é a fornecedora dos trens usados no Metrô do Cariri, que liga Juazeiro do Norte ao Crato, e de Maceió, que cobre o trecho entre a capital alagoana a Lourenço de Albuquerque, na vizinha Rio Largo.

A empresa tem ainda em carteira trens para o ramal Parangaba-Mucuripe, do Metrô de Fortaleza, que deverão circular até a Copa de 2014; para o Metrô de Sobral (CE), com previsão de conclusão no ano que vem, e para Arapiraca (AL), Macaé (RJ) e Recife (PE).

Na avaliação de Dereudre, a venda seria a oportunidade de a empresa brasileira ter acesso a novas tecnologias de forma rápida e ganhar musculatura financeira para investir e brigar por projetos maiores no país. Para a Vossloh, significaria a entrada no Brasil com produção local e contratos em andamento, em um momento em que enfrenta queda no volume de vendas em nível global. Dereudre, porém, não fala em prazos e valores para a concretização do negócio.

Nova frente

O desembarque no Brasil soa como um bom negócio para os alemães, que além de trens para passageiros e locomotivas de carga, fabricam ônibus elétricos e equipamentos de infraestrutura ferroviária, como sistemas de sinalização. Mundialmente, no acumulado de janeiro a setembro, a companhia vendeu € 860 milhões de euros, 15% abaixo do mesmo período de 2010.

Em seu último balanço trimestral, a Vossloh atribui a queda no desempenho principalmente a quebra de expectativa em mercados do Sul da Europa, como Espanha e Itália, e na China. Em toda a Europa, as vendas tiveram queda de 12,8% no período, para € 614 milhões.

Neste cenário, as Américas surgem como promessa. No ano, a região representou apenas 8,3% das vendas da Vossloh, em uma conta que inclui principalmente vendas nos EUA. Países como o Brasil são terreno virgem, com perspectivas bastante positivas. Dirigentes de entidades e executivos do setor estimam que só o mercado de trens regionais, em fase de retomada de projetos, poderá significar contratos de R$ 1,5 bilhão em trens, sem contar obras civis e sinalização.

Integração

Mas outros fatores animam Dereudre. Além de interesses complementares, as duas empresas adotam e desenvolvem tecnologias similares. Ambas fabricam VLTs movidos a diesel ou diesel-elétricos, para bitola métrica, o que poderia contribuir para uma eventual integração.

A bitola é a distancia entre a parte interna dos trilhos das estradas de trem. No Brasil, há dois tipos comuns. A irlandesa (larga), de 1,6 metros, usada nas em linhas de transporte de carga, e a métrica, de um metro, que predomina na malha brasileira e em um conjunto de 14 trechos que o governo federal pretende reativar nos próximos anos para incentivar o transporte ferroviário regional.

Por isso, a escolha do padrão métrico pode se tornar um trunfo, caso os projetos sejam licitados prevendo a manutenção da distância entre os trilhos. Alstom, Bombardier e Siemens, líderes do setor, não o utilizam. Preocupadas em desenvolver projetos de trens que possam ser vendidos ao maior número de mercados possíveis sem adaptações estruturais significativas, as três grandes fabricantes adotam prioritariamente a bitola internacional, de 1,435 metros, a mais comum na Europa e no restante do mundo. A briga pelos projetos, nesse caso, se restringiria a concorrentes um pouco menores, como a espanhola CAF e os italianos da Talgo. Bem mais ao gosto dos alemães e cearenses.

Procurada, a Bom Sinal não retornou a solicitação de entrevista.

Fonte: iG São Paulo
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Licitação do VLT de Cuiabá deve sair este ano

02/11/2011 - A Gazeta Esportiva

O edital de licitação para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá pode sair ainda este ano. A Secretaria Extraordinária para a Copa de 2014 (Secopa) deve concluir até o próximo dia 15 o projeto executivo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com isso, a expectativa do governo é que em dezembro seja lançado o edital de licitação para concessão da administração do serviço à iniciativa privada.

O VLT terá duas rotas, sendo uma ligando o CPA ao Aeroporto e outro ligando o Coxipó ao centro de Cuiabá. O projeto prevê a instalação de 33 estações em um modal que promete velocidade a passageiros nos dois principais eixos da cidade. A um custo de R$ 1,1 bilhão, o novo sistema será o principal legado da capital mato-grossense como sede de jogos da Copa do Mundo de 2014.

Comissão acompanha - A Comissão de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 da Assembleia Legislativa começa na próxima semana uma fiscalização "in loco" das obras e ações da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Sérgio Ricardo (PR), a comissão irá acompanhar mais de perto as ações, exigir um calendário de prestação de contas e datas de início e término das obras. "Queremos ajudar o governador Silval Barbosa (PMDB) a consolidar sua missão de fazer da Copa do Mundo em Mato Grosso um evento para entrar na história", disse o presidente, apontando que os deputados serão exigentes na prestação de contas para evitar a crise gerada nos últimos dias, muito mais por falta de informação do que propriamente por erro ou falha.

sábado, 29 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cuiabá e Várzea Grande avaliam projeto de VLT

25/10/2011 - Mato Grosso On Line

Secretários municipais e técnicos da prefeitura de Cuiabá conheceram, nesta quarta-feira (19/10), o projeto funcional do transporte coletivo a ser implantando na capital, visando a Copa do Mundo de 2014. O projeto foi apresentado pelos técnicos da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo FIFA 2014 (SECOPA). Também participaram da reunião, realizada na sede da SECOPA, representantes da prefeitura de Várzea Grande.

Representando Cuiabá, estavam presentes os secretários municipais, Josemar de Araújo Sobrinho (Trânsito e Transporte Urbano), Marcio Puga (Desenvolvimento Urbano), Eldo Orro (Meio Ambiente e Assuntos Fundiários) e Carlos Haddad (assessor Especial de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Cuiabá).

A SECOPA apresentou o pré-projeto do traçado do VLT (Veículo Leve Sobre Trilho) - modal de transporte escolhido pelo Governo do Estado para atender a demanda do Mundial de Futebol. O VLT fará o percurso CPA – Aeroporto e Coxipó – Centro. O novo modelo de transporte público percorrerá toda a Avenida Rubens de Mendonça, do CPA até a ponte Júlio Muller, continuando na Avenida da FEB, em Várzea Grande, e também a Avenida Fernando Corrêa.

O VLT será implantado na área central das avenidas, com estações de embarque e desembarque ao longo do percurso. Também fará a integração com os ônibus que fazem o transporte dos bairros, além de promover a integração total do sistema entre Cuiabá e Várzea Grande. Nas avenidas onde o VLT será implantado não será mais permitido a tráfego de ônibus ou veículos grandes.

A implantação do modal exigirá uma série de obras e interferências no trânsito e no transporte nas duas cidades, nos próximos dois anos. A implantação do VLT também necessitará de alterações nas Legislações Municipais. Um exemplo será a modificação da largura das calçadas, especificada em Lei.

As maiores obras e intervenções acontecerão na Avenida Rubens de Mendonça, na altura de Prainha. Em alguns trechos será necessário fazer desapropriações. A ponte Júlio Muller, por exemplo, será duplicada para que os trilhos sejam implantados.

Os representantes dos dois municípios pediram que a SECOPA repasse o pré-projeto do VLT, para ser apresentado aos prefeitos Francisco Galindo e Sebastião dos Reis Gonçalves e passarem por análise das equipes técnicas de Cuiabá e Várzea Grande.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Governo do MT descarta PPP para implantar VLT

24/10/2011 - Diário de Cuiabá

O governador Silval Barbosa (PMDB) descartou a possibilidade de firmar Parceria Público-privada (PPP) para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A hipótese chegou a ser cogitada pelo Estado como forma de aliviar sua participação financeira nos investimentos para a implantação do modal de transporte, orçado R$ 1, 152 bilhão.

Silval afirma que não há tempo hábil para a concretização do projeto, pois, segundo ele, o tempo para estruturar uma PPP é de cinco a seis meses, o que inviabilizaria a implantação do modal de transporte escolhido para a Copa do Mundo de 2014.

“Não temos mais tempo para isso. Vamos construir o VLT se acharmos um parceiro que se interesse na concessão do sistema de transporte e que tenha retorno de todo ou de parte dos investimentos”, ressaltou.

A Assembleia Legislativa aprovou em primeira votação nesta semana projeto de lei encaminhado pelo Executivo que institui o Programa Estadual de Parcerias Público-privadas no Estado de Mato Grosso.

O projeto prevê autorização para execução, através de PPP, de obras relacionadas à educação, cultura, saúde, assistência social, transportes públicos, ferrovias, rodovias, pontes, viadutos e túneis, portos, aeroportos, terminais de passageiros, plataformas logísticas, saneamento básico, energia e habitação, entre outras. Uma das intenções do governo do Estado é promover a interligação 44 municípios mato-grossenses que ainda enfrentam problemas com a dificuldade de transporte.

Também consta na lista de prioridades a reforma do Hospital Central de Cuiabá, cujas obras foram iniciadas em 1985 e paralisadas após irregularidades apontadas em superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União.

A Parceria Público-privada estabelece acordo entre a administração pública e entidade privada, visando à implantação, expansão, melhoria ou gestão, total ou parcial, de obras, serviços, empreendimentos e atividades de interesse público, sob o controle e fiscalização do Poder Público, em que haja investimento pelo parceiro privado.

Neste caso, fica sob responsabilidade do setor privado projeção, financiamento, execução e operação de uma determinada obra ou serviço, com o objetivo de garantir melhor atendimento de uma determinada demanda social. Em contrapartida, o setor público contribui financeiramente no decorrer do contrato com os serviços já prestados à população.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Reunião ampliada define traçado do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande

20/10/2011 - O Documento

Durante a reunião o arquiteto especialista em Mobilidade Urbana, Rafael Detoni, apresentou o Plano de Mobilidade com as obras de adequação do sistema coletivo do transporte urbano da Capital e de Várzea Grande

Os secretários municipais de Várzea Grande e Cuiabá participaram nesta quarta-feira de uma reunião na Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo – Secopa. O posicionamento dos trilhos nas vias públicas, localização, arquitetura e dimensionamento dos terminais de integração, plano de circulação e padrão geométrico das avenidas que irão receber as linhas do traçado do Veiculo Leve Sobre Trilhos (VLT), foram algumas das questões tratadas durante o encontro.

Durante a reunião o arquiteto especialista em Mobilidade Urbana, Rafael Detoni, apresentou o Plano de Mobilidade com as obras de adequação do sistema coletivo do transporte urbano da Capital e de Várzea Grande e o percurso das linhas do VLT Coxipó-Centro e CPA-Aeroporto. “Tudo está sendo calculado minuciosamente para que o VLT seja implantado nas duas cidades e, que a população seja beneficiada com esse transporte rápido e eficaz”, pontuou.

O secretário da Secopa, Éder Moraes, ressaltou que o governo do Estado está tomando todas as medidas necessárias para viabilizar o VLT, mas pediu a colaboração das duas prefeituras. “A participação dos municípios nas decisões referentes a desapropriações, infraestruturas e consientização da população será de vital importância para que esse projeto seja concluído”, pediu.

Já o secretário de Infraestrutura de Várzea Grande, Luiz Sampaio, disse que a prefeitura municipal tem participado ativamente nas discussões referente ao VLT e que o prefeito Sebastião Gonçalves determinou que todas as medidas necessárias para execução do projeto sejam realizadas de acordo com o plano executado pela Secopa.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Santo Antônio do Rio Madeira


1909/1910
Transporte de Borracha entre a estaçāo da E.F.Madeira-Mamoré e o pequeno porto da vila de Santo Antônio. Na mesma linha, com cerca de 1km de extensão, ciculava um carro, com traçāo animal, para o transporte de passageiros.

Acervo Biblioteca Nacional

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Governador do Mato Grosso assina contrato de transporte

29/09/2011 - Diário de Cuiabá

A matriz de responsabilidade é um documento assinado pelas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo, com o compromisso de obras e serviços que cada uma tem que fazer para a realização do Mundial na cidade

O governador Silval Barbosa (PMDB) assinou ontem a nova matriz de responsabilidade das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, alterando o sistema de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea. Oficialmente agora o governo de Mato Grosso tem o compromisso de implantar o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e não mais o BRT (Bus Rapid Transit).

A alteração foi feita ontem, em Brasília, no Ministério dos Esportes, junto com o presidente da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa (Agecopa), Eder Moraes. A mudança dependia do ministro dos Esportes, Orlando Silva, presidente do Gecopa (Grupo Executivo da Copa) do governo federal.

Hoje Silval continua em Brasília para, com a alteração da matriz, ir à Caixa Econômica Federal quebrar o contrato de financiamento para do BRT e fazer o novo contrato, com valor maior, para as obras do VLT. A obra do primeiro modal escolhido foi prevista em quase R$ 500 milhões, já para o VLT o Estado precisa de R$ 1 bilhão.

Conforme o governador, depois da conclusão dessa etapa burocrática, rapidamente ele quer colocar na praça o processo de licitação para o início das obras. “Resolvido o problema da matriz, vou agora na Caixa cancelar o BRT e passar para o VLT. Já mandei preparar o edital para fazer o processo de licitação”, disse Silval.

A matriz de responsabilidade é um documento assinado pelas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo, com o compromisso de obras e serviços que cada uma tem que fazer para a realização do Mundial na cidade. O documento foi assinado ainda no governo do hoje senador Blairo Maggi (PR), e para o sistema de transporte da capital e Várzea Grande, estava previsto o BRT, uma espécie de corredor exclusivo para ônibus.

Embora a mudança de BRT para VLT tenha sido anunciada em junho pela Agecopa, o Estado enfrentou dificuldades junto ao governo federal para fazer a alteração. A mudança na matriz de responsabilidade era indispensável para conseguir o financiamento junto à Caixa Econômica Federal e também porque o processo de licitação irá se encaixar no Regime Diferenciado de Contratação (RDC) das obras da Copa e Olimpíadas, uma espécie de “flexibilização” das licitações aprovada pelo Congresso Nacional para o processo andar mais rápido.

Uma verdadeira via crucis foi feita pelo governador e sua equipe em Brasília no mês passado pleiteando essa mudança. Na semana passada ele já havia conseguido o acordo com a Caixa, que será a única instituição financeira a fazer o empréstimo para o governo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Empréstimo de R$ 740 mi para VLT do MT

23/09/2011 - Diário de Cuiabá

O governo do Estado encaminhou ontem à Assembleia Legislativa, além do projeto de criação da Secretaria da Copa do Mundo (Secopa), outras duas mensagens importantes para a realização do Mundial em Cuiabá. A mensagem 67 autoriza o governo do Estado a realizar empréstimo junto a Caixa Econômica Federal na ordem de R$ 740 milhões para construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). E a mensagem 68 autoriza o governo do Estado a fazer parcerias público-privadas, as chamadas PPPs.

A Caixa Econômica Federal será a única instituição financeira a fazer o empréstimo ao governo para construção do VLT. O acordo foi firmado na semana passada, em Brasília, pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Agecopa, Eder Moraes.

O líder do governo da Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB) disse que o valor de R$ 740 milhões é montante total que será empregado para a construção do VLT. O valor contrapõe a informação do presidente da Agecopa, que anunciou custo total de R$ 1,1 bilhão, mas com outras intervenções além da própria instalação do modal de transporte.

O governador já tem falado em adotar o modelo de PPP para a retomada da construção do hospital central, abandonado há mais de 25 anos. Embora exista lei federal permitindo esse tipo de contrato, cada Estado tem que regulamentar o modelo na legislação estadual. No caso de empréstimo, a Assembleia Legislativa também precisa autorizar o Executivo a fazer a operação.

Presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), disse que a matéria das parcerias público-privadas foi encaminhada pelo governo, mas o próprio legislativo já contribuiu muito para esse assunto e considera o modelo um avanço nas relações público e privada. Ele vislumbra que a construção do VLT pode ser feita por esse modelo, o que economizaria os cofres do Estado.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Projeto do VLT de Cuiabá fica pronto até dia 20

13/09/2011 - Diário de Cuiabá

O governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou ontem que o projeto do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) está “praticamente pronto” e espera que até o dia 20 totalmente concluso para que seja lançado o edital de licitação para a obra que vai contemplar Cuiabá e Várzea Grande.

Depois da solenidade de assinatura de convênio entre governo do Estado e UFMT para a construção de um novo hospital universitário, Silval aproveitou a coletiva de imprensa para ressaltar que o VLT já está escolhido como novo modal de transporte a ser implantado para a Copa do Mundo e cessar com as especulações.

“Quero acabar com especulações, já está definido que será o VLT, já temos a autorização da presidência da República. Se eu quisesse o BRT, ele já estaria em obras, mas estou pensando no futuro, num meio de transporte mais moderno e que ficará como legado”, disse Silval Barbosa.

Conforme o governador, a Agecopa tem o projeto básico no VLT, mas que com ele já é possível fazer a licitação porque irá se enquadrar no regime diferenciado de contratação para a Copa (RDC). Para a licitação, o governo precisaria ter o projeto executivo, com previsão detalhada de gastos e informações da obra.

Por meio de uma Medida Provisória (MP), foi aprovado no Congresso um regime diferenciados para as licitações das obras da Copa do Mundo de 2104 e das Olimpíadas 2016. A medida “flexibiliza” as contratações.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cuiabá vai mudar modal de transporte

12/09/2011 - Webtranspo

Cidade do MT anuncia troca do BRT pelo VLT

Obra deve ser finalizada em 2013

Desde que foi escolhida para ser uma das cidades-sede para a Copa de 2014, Cuiabá (MT) vinha trabalhando o BRT para ser o principal modal do transporte. Entretanto, recentemente, o Governo Federal oficializou a troca dos ônibus pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Mesmo demonstrando procupação com os prazos, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, ressaltou o legado que as obras deixarão na cidade. “Estamos confiantes de que é preciso andar mais rápido e deixarmos essas conquistas para as cidades”, disse.

O projeto básico para a implantação deve ficar pronto no final deste mês e o governo do Estado trabalha para entregar a obra até dezembro de 2013.

Desde que assumiu a presidência da Agecopa (Agência de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal), Éder Moraes batalha para implantar o VLT na capital, que tinha como projeto inicial o BRT. "È um modal mais moderno, que projeta Cuiabá pelos próximos 30 dias.

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domingo, 11 de setembro de 2011

Sistema VLT é uma vitória para o sistema de transporte coletivo de Cuiabá

11/09/2011 - Diário de Cuiabá

Cuiabá tem que criar um sistema eficiente de transporte coletivo não somente para a Copa do Pantanal de 2014 que é evento manga curta, mas para assegurar condição digna ao cuiabano para sua locomoção. Por isso, a chancela do governo federal para a construção de linhas para Veículo Leve sobre Trilho (VLT) no aglomerado urbano tem que ser recebida como importante conquista do povo mato-grossense.

Praticamente tudo que se faz ou se tenta fazer na esfera institucional em Cuiabá perde sua identidade em nome do projeto da Copa do Pantanal. A nova matriz do transporte intermunicipal metropolitano que até então era discutida entre defensores do VLT e do BRT (ônibus rápido em corredor expresso na sigla em inglês) ficava desfigurada como se o mundial da Fifa fosse a razão para a modernização do sistema que no futuro responderá pelo embarque e desembarque dos passageiros entre os pontos extremos de seu trajeto e em suas estações intermediárias.

O sistema VLT tem reconhecimento internacional e no mesmo plano é considerado bem mais eficiente, seguro, econômico e ambientalmente mais correto que o similar BRT. Daí, a opção do governador Silval Barbosa por esse veículo.

A ineficiência do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande e nas linhas intermunicipais exigem a imediata construção da linha do VLT. O estrangulamento do trânsito em ambas as cidades também impõe com urgência alternativa para desafogar as ruas. Que estes e outros argumentos inspirem o governo estadual a usar o máximo de sua criatividade e profissionalismo na solução do problema que ora afeta diariamente milhares de usuários dos ônibus coletivos.

Que dezembro de 2013, a data limite estabelecida para a entrada em funcionamento do VLT não seja ultrapassada e, que num cenário mais otimista seja antecipada, porque Cuiabá e Várzea Grande realmente precisam solucionar o problema da precariedade do transporte coletivo.

O sistema VLT será um dos legados da Copa do Pantanal a Cuiabá e Várzea Grande. Quando o árbitro apitar o final da última partida que será disputada na arena Pantanal – ora em construção – a vida voltará ao seu ritmo normal e a conurbação unida pelo rio que empresta o nome à capital continuará com seu trabalho, suas demandas, gargalos, avanços e sonhos. É no cenário do pós-mundial que cuiabanos e várzea-grandenses efetivamente se encontrarão com a nova matriz de transporte urbano e passarão a contar com a mesma para o vaivém ora tão deficiente, inseguro e complicador do trânsito.

A escolha entre esse ou aquele sistema de transporte é página virada. Que a partir de agora o projeto Copa do Pantanal dedique suas atenções às obras de desbloqueio e da mobilidade urbana, porque as primeiras ainda permanecem no papel e as demais dependem da conclusão dessas para que sejam iniciadas. O VLT é uma das importantes conquistas cuiabanas e, sem dúvida, a maior em seu setor. Que ele seja o precursor de outras vitórias que o mundial proporcionará a Mato Grosso fora das quatro linhas do gramado do estádio.

O sistema VLT será um dos legados da Copa do Pantanal a Cuiabá e Várzea Grande.

Diário de Cuiabá

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sábado, 10 de setembro de 2011

Governo garante que VLT do MT estará pronto em 2013

09/09/2011 - Abifer

O Governo de Mato Grosso declarou que o projeto básico do VLT vai ficar pronto no fim do mês e que trabalha para que a obra seja entregue até dezembro de 2013.

O Governo Federal oficializou a troca do modal de transporte de Cuiabá para a Copa de 2014. Desta forma, o Estado está apto a trabalhar para implantar o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), nas principais avenidas da cidade.

Além de Cuiabá, outra cidade-sede apta a mudar o modal de transporte é Salvador-BA.

Apesar de demonstrar procupação com os prazos, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, ressaltou o legado que as obras deixarão na cidade. “Estamos confiantes de que é preciso andar mais rápido e deixarmos essas conquistas para as cidades”, disse.

O Governo de Mato Grosso declarou que o projeto básico do VLT vai ficar pronto no fim do mês e que trabalha para que a obra seja entregue até dezembro de 2013.

A confirmação da troca de modal representa uma "vitória" do presidente da Agecopa (Agência de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal), Éder Moraes. Desde que assumiu a presidência do órgão, Éder batalha para implantar o VLT na capital, que tinha como projeto inicial o BRT. "È um modal mais moderno, que projeta Cuiabá pelos próximos 30 anos", destaca.

Nas últimas semanas, Éder travou discussões com o diretor de Infraestrutura da agência, Carlos Brito, que defendia o BRT, por ser um modal mais barato. O presidente da Agecopa, inclusive, reduziu os poderes de Brito e ficará responsável pela implantação do VLT na capital e em Várzea Grande.

Fonte: ABIFER
 
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lohr avalia fábrica em Goiânia

06/09/2011 - Goiás Agora

O conselheiro para o mercado brasileiro Olivier Hauchart, da empresa francesa Lohr, esteve terça-feira (6/9) em Goiânia para conhecer o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De manhã ele viu de perto o Eixo Anhanguera e no início da tarde, se reuniu com os secretários da Região Metropolitana de Goiânia, Jânio Darrot, e de Infraestrutura, Wilder Morais, e representantes do Setransp. O conselheiro apresentou em detalhes os veículos fabricados pela empresa Lohr.

A empresa Lohr é fabricante de vagões para trens e metrôs e tem interesse em instalar indústria em Goiás. Esse interesse dos franceses foi despertado após uma visita do governador Marconi Perillo a Paris no final de agosto. Depois de uma conversa entre o governador e os executivos franceses da Lohr, foi agendada essa reunião.

Olivier explica que já se tem muitos projetos sobre VLT em negociação na América Latina e o interesse de construir essa plataforma no Centro-Oeste é pela ótima localização. “Goiás tem uma localização muito central na América Latina e se tiver condições de participar e ganhar a licitação em Goiás de fato será um ponto muito positivo para nós”.

Oliveir explicou que a indústria francesa propõe montar em Goiás uma fábrica de veículos sobre pneus e trilhos para abastecer os projetos de metrô de Goiânia. O sistema de Lohr é um misto de trilhos e pneus, que tenta aproveitar a eficiência do direcionamento em trilhos em combinação com a estrutura de sustentação por pneus.

Olivier fala sobre as vantagens do VLT. “O VLT é um sistema estruturado com capacidade de transporte alta e que tem hoje um sistema elétrico que permite responder às necessidades de meio ambiente, de desenvolvimento sustentável. E que sem dúvida permitirá à cidade de Goiânia atender às necessidade da população”, explica Olivier. Ele ainda informa que a manutenção do veículo sobre pneus é mais fácil e barata.

O secretário Jânio Darrot diz que o VLT vai modernizar o transporte coletivo da capital. Ele explica que as empresas interessadas em implantar o veículo em Goiás estão apresentando seus projetos. Após a análise das propostas, em aproximadamente 60 dias, terá a fase de licitação e então as obras poderão começar a partir do ano que vem. “Aí teremos mais uns dois anos para entregar essa obra à população”.

Jânio Darrot lembra também que a implantação do VLT em Goiás é um avanço muito grande, com geração de empregos. “Vamos ter um transporte de maior eficiência, que vai transportar mais passageiros em uma velocidade bem maior”. A reunião aconteceu na Secretaria da Região Metropolitana de Goiânia, no 2º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

domingo, 28 de agosto de 2011

Em Goiânia, Eixo Anhanguera será um VLT até 2014

28/08/2011 - Jornal Opção

Nesta quinta-feira, 25, o governador Marconi Perillo, conheceu o sistema de transportes de Dublin (Irlanda), que possui veículos leves sobre trilhos, o VLT. Pela manhã, Marconi visitou terminais, o setor de manutenção e percorreu dois trechos das linhas em um dos veículos; aproveitou a viagem para ouvir explicações de técnicos e tirar dúvidas sobre o assunto.

O eixo Anhanguera, principal meio de transporte coletivo de Goiânia, se tornará, por decisão do governo, um VLT. Está sendo discutida qual será a modelagem utilizada na linha, utilizada por cerca de 300 mil pessoas diariamente.

O governador, antes de seguir para outro compromisso, na embaixada do Brasil na Irlanda, disse que gostou do sistema, mas que “falta ainda definir detalhes e fazer comparações com outros modelos”, ressaltou.

A implantação do VLT será executada por meio de Participação Público Privada e inicialmente entre os terminais Padre Pelágio e Novo Mundo; depois se estenderá até o Vila Pedroso e Multirão.

Parte da linha será subterrânea e outra na superfície. A expectativa é de que a obra comece em meados do primeiro semestre de 2012 e seja inaugurada já no início de 2014. De acordo com Marconi, os estudos para a viabilização das obras estão adiantados.
Conheça o VLT

Este tipo de transporte, normalmente, é alimentado por eletricidade, o que faz dele mais barato. Em Dublin, o VLT foi implantado ainda em 2001 com uma única linha. Atualmente, a cidade conta com três linhas que ajudam a melhorar o fluxo diário de passageiros, que transporta cerca de 80 mil pessoas. Em Dublin o serviço alcança 98% de satisfação dos usuários, segundo pesquisa realizada com os passageiros. Em 10 anos ocorreu apenas um acidente com vítima fatal.

O VLT, também chamado de ‘metrô leve’, circula a cada cinco minutos no horário de pico e chega a atingir 70 km/h. Mas a média é de 25 km/h, sendo que em Goiânia a média de velocidade não ultrapassa 15 km/h.

Mais Notícias de Goiás

Fonte: Jornal Opção

sábado, 27 de agosto de 2011


Projeto de Veículo Leve sobre Trilhos de MT vai à CEF
Publicado: sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O VLT mato-grossense ainda não tem itinerário ou comprimento definidos.

Por Alex Ricciardi

São Paulo - O Estado do Mato Grosso conseguiu autorização do governo Federal para encaminhar o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de sua capital, Cuiabá, para análise de financiamento à Caixa Econômica Federal (CEF). A ideia é que o VLT de Cuiabá fique pronto para a Copa de 2014.

No entanto, o tempo para se iniciar as obras do VLT poderá se estender. Antes de apresentar a iniciativa à Caixa Econômica Federal, o governo do Estado terá que fazer um processo de licitação que defina o montante que deverá ser refinanciado para complementar o valor total da obra. O VLT mato-grossense ainda não tem itinerário ou comprimento definidos.

Preocupado com a demora para a aprovação da implantação do sistema no estado, Barbosa tem ido constantemente a Brasília em busca de apoio político para que se construa o VLT na capital local. Na semana passada o ministro do Esporte e a da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffmann, deram apoio para a construção do VLT mato-grossense.

O governador justificou o motivo deste tipo de transporte público ser o modal que o governo do estado deseja ver em Mato Grosso: "Queremos um modelo de transporte que permita o crescimento da capital e dê possibilidade de atender às demandas da população a longo prazo", afirmou ele. Barbosa também afirmou que o aeroporto local, Marechal Rondon, receberá em setembro o projeto de reformas de seu terminal para dar início ao processo de licitação das obras.

Fonte: DCI/SP
 


Projeto de Veículo Leve sobre Trilhos de MT vai à CEF
Publicado: sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O VLT mato-grossense ainda não tem itinerário ou comprimento definidos.

Por Alex Ricciardi

São Paulo - O Estado do Mato Grosso conseguiu autorização do governo Federal para encaminhar o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de sua capital, Cuiabá, para análise de financiamento à Caixa Econômica Federal (CEF). A ideia é que o VLT de Cuiabá fique pronto para a Copa de 2014.

No entanto, o tempo para se iniciar as obras do VLT poderá se estender. Antes de apresentar a iniciativa à Caixa Econômica Federal, o governo do Estado terá que fazer um processo de licitação que defina o montante que deverá ser refinanciado para complementar o valor total da obra. O VLT mato-grossense ainda não tem itinerário ou comprimento definidos.

Preocupado com a demora para a aprovação da implantação do sistema no estado, Barbosa tem ido constantemente a Brasília em busca de apoio político para que se construa o VLT na capital local. Na semana passada o ministro do Esporte e a da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffmann, deram apoio para a construção do VLT mato-grossense.

O governador justificou o motivo deste tipo de transporte público ser o modal que o governo do estado deseja ver em Mato Grosso: "Queremos um modelo de transporte que permita o crescimento da capital e dê possibilidade de atender às demandas da população a longo prazo", afirmou ele. Barbosa também afirmou que o aeroporto local, Marechal Rondon, receberá em setembro o projeto de reformas de seu terminal para dar início ao processo de licitação das obras.

Fonte: DCI/SP
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mato Grosso deve ter financiamento da CEF para VLT

26/08/2011 - DCI

O Estado do Mato Grosso conseguiu autorização do governo Federal para encaminhar o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de sua capital, Cuiabá, para análise de financiamento à Caixa Econômica Federal (CEF). A ideia é que o VLT de Cuiabá fique pronto para a Copa de 2014.

No entanto, o tempo para se iniciar as obras do VLT poderá se estender. Antes de apresentar a iniciativa à Caixa Econômica Federal, o governo do Estado terá que fazer um processo de licitação que defina o montante que deverá ser refinanciado para complementar o valor total da obra. O VLT mato-grossense ainda não tem itinerário ou comprimento definidos.

Preocupado com a demora para a aprovação da implantação do sistema no estado, Barbosa tem ido constantemente a Brasília em busca de apoio político para que se construa o VLT na capital local. Na semana passada o ministro do Esporte e a da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffmann, deram apoio para a construção do VLT mato-grossense.

O governador justificou o motivo deste tipo de transporte público ser o modal que o governo do estado deseja ver em Mato Grosso: "Queremos um modelo de transporte que permita o crescimento da capital e dê possibilidade de atender às demandas da população a longo prazo", afirmou ele. Barbosa também afirmou que o aeroporto local, Marechal Rondon, receberá em setembro o projeto de reformas de seu terminal para dar início ao processo de licitação das obras.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Governo de Cuiabá a um passo de concretizar VLT

20/11/2011 - Diário de Cuiabá

A presidente Dilma Roussef (PT) teria sinalizado ao governador Silval Barbosa sobre a possibilidade de adotar o VLT

Por Humberto Frederico

O governo Silval Barbosa vem recebendo sinais de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode ser aceito como o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014. O anúncio oficial só acontecerá na próxima semana, porém uma ligação telefônica entre o governador e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) deixou o Palácio Paiaguás convicto de que fez a escolha certa do modal.

Outro sinal partiu do deputado federal Wellington Fagundes (PR), que se reuniu com os ministros dos Esportes e da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffman, e recebeu o aval do ministro dos Esportes para a instalação do VLT. Antes, o Estado havia optado pelo Bus Rapid Transit (BRT).

“O Orlando Silva me repassou que o Ministério dos Esportes já tem um conhecimento técnico de que o VLT é o modal mais apropriado para Cuiabá. Agora a ministra Gleisi Hoffmann vai se reunir com a presidente Dilma para anunciarem a decisão na próxima semana”, declarou o parlamentar.

O anúncio poderia ser feito nessa semana, mas por conta da agenda do chefe do Executivo fora da capital, em Cáceres ontem e em Rondonópolis hoje, a decisão deverá ser anunciada após a reunião do governador com a presidente, marcada inicialmente para a próxima segunda-feira. Apesar do telefonema da petista, Silval não quer anunciar antes de o governo federal fazer o anúncio oficial.

Com o aval da presidente, o governo do Estado não vai precisar aumentar a capacidade de endividamento para construir o VLT. Ao menos uma parte do custo do modal de transporte deverá ser financiada pela União.

Na semana passada, tentando convencer o governo federal a optar pelo VLT, Silval peregrinou pelos ministérios dos Transportes, Cidades e Casa Civil. Quando criada a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa) pelo então governador Blairo Maggi (PR), o BRT foi o escolhido pelos governos do Estado e Federal como modal de transporte ideal para Cuiabá.

O governador esteve também na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pedindo a validação da capacidade de endividamento do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Com isso o governo poderá fazer empréstimo e completar a diferença entre o projeto do BRT para o VLT. Enquanto o BRT foi orçado em cerca de R$ 500 milhões, o valor estimado para o VLT é de R$ 1,1 bilhão.

O argumento principal para a implantação do VLT é o de ser mais moderno e que ficará como legado para os cuiabanos. O veículo é mais rápido e tem capacidade parra transportar um maior número de pessoas por hora do que o BRT, que é uma espécie de corredor para ônibus.

Segundo fontes, Dilma já teria informado ao peemedebista, por telefone, sobre sua decisão.

Fonte: Diário de Cuiabá

domingo, 21 de agosto de 2011

Governo de Cuiabá a um passo de concretizar VLT
Publicado: sábado, 20 de agosto de 2011
A presidente Dilma Roussef (PT) teria sinalizado ao governador Silval Barbosa sobre a possibilidade de adotar o VLT


Por Humberto Frederico

O governo Silval Barbosa vem recebendo sinais de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode ser aceito como o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014. O anúncio oficial só acontecerá na próxima semana, porém uma ligação telefônica entre o governador e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) deixou o Palácio Paiaguás convicto de que fez a escolha certa do modal.

Outro sinal partiu do deputado federal Wellington Fagundes (PR), que se reuniu com os ministros dos Esportes e da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffman, e recebeu o aval do ministro dos Esportes para a instalação do VLT. Antes, o Estado havia optado pelo Bus Rapid Transit (BRT).

“O Orlando Silva me repassou que o Ministério dos Esportes já tem um conhecimento técnico de que o VLT é o modal mais apropriado para Cuiabá. Agora a ministra Gleisi Hoffmann vai se reunir com a presidente Dilma para anunciarem a decisão na próxima semana”, declarou o parlamentar.

O anúncio poderia ser feito nessa semana, mas por conta da agenda do chefe do Executivo fora da capital, em Cáceres ontem e em Rondonópolis hoje, a decisão deverá ser anunciada após a reunião do governador com a presidente, marcada inicialmente para a próxima segunda-feira. Apesar do telefonema da petista, Silval não quer anunciar antes de o governo federal fazer o anúncio oficial.

Com o aval da presidente, o governo do Estado não vai precisar aumentar a capacidade de endividamento para construir o VLT. Ao menos uma parte do custo do modal de transporte deverá ser financiada pela União.

Na semana passada, tentando convencer o governo federal a optar pelo VLT, Silval peregrinou pelos ministérios dos Transportes, Cidades e Casa Civil. Quando criada a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa) pelo então governador Blairo Maggi (PR), o BRT foi o escolhido pelos governos do Estado e Federal como modal de transporte ideal para Cuiabá.

O governador esteve também na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pedindo a validação da capacidade de endividamento do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Com isso o governo poderá fazer empréstimo e completar a diferença entre o projeto do BRT para o VLT. Enquanto o BRT foi orçado em cerca de R$ 500 milhões, o valor estimado para o VLT é de R$ 1,1 bilhão.

O argumento principal para a implantação do VLT é o de ser mais moderno e que ficará como legado para os cuiabanos. O veículo é mais rápido e tem capacidade parra transportar um maior número de pessoas por hora do que o BRT, que é uma espécie de corredor para ônibus.

Segundo fontes, Dilma já teria informado ao peemedebista, por telefone, sobre sua decisão.

Fonte: Diário de Cuiabá