sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por que o bonde se chama “bonde”?

13/12/2007 - Blog Memória da Carris


Ontem (12/12), visitamos a escola Monteiro Lobato, no bairro Boa Vista em Porto Alegre. Enquanto atendia uma das turmas uma criança da terceira série me perguntou: - Mas, por que bonde? Fiquei entusiasmada com a pergunta, pois a resposta remete a pensar sobre as próprias palavras e como elas entram para o “vocabulário popular”.

A palavra bonde surgiu por volta de 1870, quando havia iniciado o serviço desses veículos no Brasil. A passagem custava então 200 réis. Como não havia moedas com esse valor em circulação, as empresas começaram a emitir cupons (bilhetes), com cartela de cinco unidades, já que a moeda de mil réis circulava em grande quantidade. Os bilhetes, impressos nos Estados Unidos, foram chamados de bonds, que significa bônus, ação. Os bilhetes tornaram-se também uma espécie de “moeda corrente”, podendo ser usados como troco em alguns estabelecimentos comerciais. Na Carris os bilhetes eram vendidos numa das salas do Mercado Público, onde localizava-se na época o escritório da empresa.

O termo bonds teria se originado da denominação das ações do império no exterior. A imprensa noticiou as ações e as pessoas passaram a relacionar com os bilhetes do Carris de Ferro. Por neologismo os veículos passaram a denominar-se bondes.

Os veículos em inglês são denominados tramway, que significa “caminho do tram”, designando uma linha férrea urbana. Uma linha detramway destina-se ao tráfego de tram. Portanto, embora chamado de tramway, o nome do veículo é tram. No Brasil, inicialmente, a palavratramway designava todo o conjunto, a linha (trilhos) e o veículo. Mais tarde o veiculo (tram) passou a ser denominado Diligência por Trilhos de Ferro, depois Carril de Ferro e finalmente Bonde. Já a palavra tram é oriunda da contração da palavra trammer, que em 1860 era traduzida para o português como vagão miuçalheiro, designador de um carregador de pequenos fragmentos. Na mineração a vagoneta usada era chamada trammer, essa palavra designava, portanto, o conjunto, vagoneta e trilhos. No sitehttp://br.geocities.com/bonde103/eti.html é possível encontrar mais informações sobre a etimologia das palavras designadoras da malha viária e dos veículos.

Na foto acima, nosso tram na praça XV, ponto tradicional de Porto Alegre.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MT poderá receber VLT português

11/05/2011 - A Gazeta

Desde a última segunda-feira, 9, técnicos portugueses estão conhecendo as realidades de Cuiabá e Várzea Grande, com o intuito de apresentar urgentemente um projeto para implantação de um sistema misto de transporte coletivo com o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) nos dois principais corredores que cortam as cidades, nos trechos CPA-Aeroporto Marechal Rondon, e Coxipó até o Santa Rosa.

Os portugueses, acompanhados por diretores e técnicos da Agecopa, conheceram a realidade das principais vias, as deficiências, e até o final da semana deverão se reunir com o governador Silval Barbosa e com a própria direção da Agência para decidir como se dará a implantação do VLT em Mato Grosso e como se dará também o sistema de alimentação das vias principais, que deve ser modal de duas opções, o atual sistema já existente de ônibus e mais o Bus Rapid Transit (BRT).

Como a Agecopa corre contra o tempo diante da indecisão pelo sistema ideal que já deveria ter sido definido desde o ano passado, os técnicos vieram fazer uma radiografia do sistema de trânsito que será todo alterado, uma vez que a presença do VLT mudará a situação da trafegabilidade de ruas e avenidas em dois municípios que não foram planejados e têm dificuldades por causa de ruas estreitas e de terrenos irregulares.

Do resultado desta inspeção é que se terá a certeza definitiva do modelo de transporte coletivo que será adotado e de outras questões importantes para o Estado, como custo total das obras e o valor da tarifa que terá que ser integrado, ou seja, dividido com os demais meios que alimentarão o sistema principal que, estima-se, será o VLT.

A assessoria da Agecopa confirmou presença dos técnicos portugueses assinalando que na última entrevista do governador Silval Barbosa, semana passada, foi informada a visita técnica para se analisar as possibilidades do sistema de transporte público ideal para ser implantado entre os municípios de Cuiabá e Várzea Grande. O Governo aguarda ainda novas manifestações por parte de outros empresários que demonstraram interesse em participar da edificação das obras dos sistemas de transporte coletivo.

O presidente da Agecopa, Eder Moraes, disse que todas as definições devem acontecer até o final deste ano para que em 24 meses, a partir de 2012, as obras estejam concluídas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Capital terá metrô de superfície

09/05/2011 - Webtranspo

Um projeto de transporte que poderá beneficiar o tráfego na Grande Florianópolis está prestes a sair do papel. O governo catarinense acaba de assinar o contrato para viabilizar o projeto – estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, do metrô de superfície.

Com R$ 7,4 milhões assegurados para iniciar a implantação do projeto, Renato Hinnig, secretário regional, afirmou que a empresa responsável pelos trabalhos será a Prosul, segunda colocada na licitação. Segundo a secretaria a obra terá um investimento total de R$ 250 milhões, destinado por meio de uma parceria público-privada.

O plano inclui uma linha de transporte coletivo urbano de passageiros, interligando Florianópolis a São José, numa extensão de 14 quilômetros, com a utilização da Ponte Hercílio Luz ou outra alternativa de travessia viável.

De acordo com a secretaria, o metrô de superfície vai desafogar o trânsito nessa rota, que atualmente recebe 150 mil veículos. A expectativa é que esse número suba para 230 mil carros em 13 anos. A junção do metrô de superfície com o anel viário é uma ação que poderá melhorar a mobilidade urbana na região.

Mobilidade

"É impossível se falar em qualidade de vida sem pensar na mobilidade de todos. Este projeto é importante para buscarmos alternativas de transporte público que atendam os municípios da Grande Florianópolis" explica o secretário.

A linha do metrô sairia de Barreiros, em São José, e passaria pela Beira-mar Continental até a Ponte Hercílio Luz. Dali, seguiria para o mercado público, passaria por baixo da Hercílio Luz e, pela avenida Beira-Mar Norte, iria até a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

VLT pode ter um custo de R$ 1 bilhão

06/06/2011 - Diário de Cuiabá, CAROLINA HOLLAND

Valor foi mensurado pelo presidente da Agecopa após viagem à Europa. Eder garantiu que há tempo para implantar sistema para o qual está inclinado

Pedro Alves/DC


Apesar de não esconder preferência por VLT, presidente não descarta possibilidade de ainda usar BRT

O custo de implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) pode chegar a R$ 1 bilhão. O valor, divulgado ontem pelo presidente da Agecopa (Agência de Execução dos Projetos da Copa), Éder Moraes, consta em levantamento prévio feito pela autarquia após a ida a Europa para averiguar o sistema. O Estado vai decidir, entre o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT, qual será a opção de mobilidade urbana para Cuiabá e Várzea Grande com vistas à Copa de 2014. Uma terceira via - a adoção dos dois sistemas - também não está descartada. 

Moraes disse que uma equipe de cerca de 10 consultores virá a Cuiabá na próxima semana para realizar estudo de viabilidade da implantação do VLT. “Segundo nossos levantamentos, o custo ficaria entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão”, disse o presidente da Agecopa, acrescentando que ainda não está certo sobre qual será a participação do Estado no montante. “Esse será um dos pontos avaliados a partir do estudo, se Mato Grosso vai arcar com o custo total. Há também a possibilidade de fazermos parceria público-privada”. O levantamento será encaminhado à Agecopa e ao governador do Estado, Silval Barbosa. 

Segundo Moraes, a intenção é escolher um sistema de transporte moderno, confortável e que “seja usado por todas as camadas da sociedade”. O presidente da Agecopa acompanhou Silval Barbosa em visita a Portugal na semana passada com o objetivo de conhecer de perto o funcionamento do VLT na cidade do Porto. Ele não esconde a preferência pelo VLT e disse que a Agecopa está “bastante inclinada” a escolher o sistema, mas afirmou que a decisão final é do chefe do Executivo estadual e deverá ser anunciada entre 20 e 30 dias. 

O presidente disse ainda que há tempo suficiente para a implantação do VLT, mesmo sem haver sequer projeto para o sistema. “Nós temos tanto tempo que nem há necessidade de começar as obras do transporte coletivo este ano, poderíamos ficar apenas trabalhando nos projetos”. 

A adoção de sistema de transporte coletivo que garanta mobilidade para a população é uma das exigências da FIFA para as cidades-sede da próxima Copa do Mundo. 

ATRASO - De acordo com informações do Comitê Organizador Local, o atraso nas obras da Arena Pantanal, onde serão realizados os jogos do Mundial, é de 96 dias. Com isso, informou a Agecopa, Cuiabá ainda está na disputa para sediar alguns dos jogos da Copa das Confederações, que será realizada em meados de 2013 no Brasil. 

Outra obra fundamental e cuja demora aflige quem vive a expectativa da Copa do Mundo na Capital teve um novo episódio ontem. Foi realizado em Brasília o pregão para escolha da empresa que vai instalar o módulo operacional do Aeroporto Marechal Rondon. O resultado será divulgado hoje. Nesta manhã, o secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística de Transporte, Francisco Vuolo, reúne-se com o superintendente de Obras da Infraero, Rodrigo Ferreira, para discutir a ampliação do terminal.

Governo assinará contrato para metrô de superfície da Capital

05/05/2011 - Portal da Ilha

Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, assinará na próxima segunda-feira (9), o contrato para a elaboração do estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do metrô de superfície. O evento será às 14 horas, no auditório da Fundação Catarinense de Educação Especial, localizado no bairro Roçado em São José.

Após uma disputa judicial, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou que a empresa Prosul, segunda colocada na licitação, realize o projeto de uma linha de transporte coletivo urbano de passageiros, interligando Florianópolis a São José, numa extensão de 14 km, com a utilização da Ponte Hercílio Luz ou outra alternativa de travessia viável.

Para o secretário regional Renato Hinnig, o metrô de superfície e outras ações que possam melhorar a mobilidade urbana da região, serão sempre prioridade do Governo do Estado. "É impossível se falar em qualidade de vida sem pensar na mobilidade de todos. Este projeto é importante para buscarmos alternativas de transporte público que atendam os municípios da Grande Florianópolis" explica.