quinta-feira, 30 de junho de 2011

Audiencia Publica

30/6/2011 ~ Portal 2014

Cerca de 500 pessoas participaram nesta quarta-feira (29.06), em Cuiabá, de uma audiência pública para debater as obras de mobilidade urbana e as desapropriações relacionadas aos projetos da Copa do Mundo de 2014. Requerida pelo vereador Domingos Sávio, a audiência contou com a participação dos diretores da Agecopa Carlos Brito (Infraestrutura), Jefferson Castro (Orçamento e Finanças), Yênes Magalhães (Planejamento), o secretário extraordinário de Apoio às Ações da Agecopa e PAC, Djalma Sabo Mendes Júnior e o secretário extraordinário de Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo.

O auditório do Sest/Senat ficou lotado com representantes de associações de moradores, empresários, locatários, entre outros interessados nas transformações urbanas que serão realizadas na cidade. O principal destaque foram os esclarecimentos sobre desapropriações em Cuiabá e Várzea Grande. 

Djalma Sabo explicou que o Consórcio Diefra/Cappe já iniciou o levantamento necessário para fazer os laudos de avaliação e fundo de comércio para os imóveis que serão afetados. O Governo do Estado seguirá todos os procedimentos constitucionais e legais para que esse processo seja feito de forma transparente e justa. De acordo com a representante do Consórcio, Janice Silva, os técnicos estão devidamente identificados com crachá e vão fazer medições, analisar detalhes dos imóveis, colher informações, etc. O valor referente a cada desapropriação estará de acordo com o mercado imobiliário. “Já demos início ao levantamento e estamos sendo bem recebidos pela população”, disse Djalma Sabo. 

Para facilitar ainda mais a comunicação com a sociedade, o secretário ressaltou também que, duas vezes na semana, atenderá em seu gabinete as pessoas interessadas em obter informações sobre as desapropriações. Para agendar um horário, basta ligar no telefone 3613-4500. 

As obras de desbloqueio e travessia urbana foram detalhadas pelo coordenador de Mobilidade Urbana, Rafael Detoni, que expôs os projetos com os mapas e maquetes eletrônicas. Os diretores Carlos Brito e Yênes Magalhães responderam às perguntas dos moradores em relação aos prazos, obras em andamento e o plano de mobilidade urbana. 

“A audiência foi produtiva, mas vamos realizar outras para continuar buscando respostas a todas as perguntas”, disse o vereador Domingos Sávio. Também estiveram presentes os vereadores Lúdio Cabral, Misael Galvão, Thiago Nunes e o Leonardo Oliveira. 

“É sempre importante ouvir a sociedade e estar à disposição para esclarecer eventuais dúvidas. A audiência permitiu uma boa interação com a comunidade, o que é bastante relevante para a condução dos projetos relacionados à Copa do Mundo”, argumentou Brito. 

Fonte: Assessoria

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cuiabá e Várzea Grande terão sistema de transporte VLT e não mais BRT

21/06/2011 - RD News

O governador Silval Barbosa e o presidente da Agecopa Eder de Moraes anunciam oficialmente até a próxima sexta (24) a decisão pelo modelo de transporte Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande, visando à Copa do Mundo de 2014.

O blog apurou que ambos bateram o martelo nesse sentido, mas só farão o anúncio em entrevista coletiva. Eder até cancelou a viagem que faria nesta segunda (20) à África do Sul, quando descobriu que na pauta junto com o ministro dos Transportes Orlando Silva estava prevista visita a um modelo BRT. Convocado de última hora, o diretor de Assuntos Estratégicos Yuri Bastos Jorge foi quem viajou em seu lugar.

A opção pelo VLT surgiu depois dos projetos sobre o modal Bus Rapid Transit (BRT) estarem prontos, conforme revelou este blog na semana passada, inclusive com as imagens projetadas dos terminais - confira aqui. Algumas lideranças passaram a defender a implantação do VLT, como Silval, Eder e o presidente da Assembleia, deputado José Riva. Eles reforçaram a proposta após conhecerem, em comitiva, o modelo em funcionamento na Europa.


Dos dois modelos de transporte coletivo, o VLT ficará mais caro. Deve superar a R$ 1 bilhão. Será viabilizado por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Os investimentos flutuam em torno de 30 a 50 US$ milhões por km. Uma das maiores preocupações do Estado é quanto às desapropriações de áreas para construção do corredor do VLT. Os estudos preliminares foram concluídos e estão em poder do governador. Se fosse o BRT, previsto para cumprir um itinerário de 22 km, com 4 grandes terminais e outros menores, sairia por aproximadamente R$ 400 milhões.

Empresários que hoje exploram as linhas do transporte municipal se uniram em lobby junto ao Palácio Paiaguás, na esperança, em vão, de convencer o governador a optar pelo BRT. Devem se sentir frustrados. Eles alegam que, com o VLT, além de elevar o valor das obras, terá maior dificuldade de integrar com os bairros.

Assim como o BRT, o VLT reduz o tempo de viagem e tem grande capacidade de transporte dos veículos, com utilização de pistas exclusivas de trilho, preferência nos cruzamentos, pagamento da passagem fora do veículo, antes do embarque, estações exclusivas com embarque no mesmo nível dos veículos e portas largas que permitem maior fluxo de passageiros. A capacidade máxima de transporte de um VLT está em torno de 25 mil passageiros/ hora.

Suas principais limitações são a inviabilidade de ultrapassagem e a necessidade de maior intervalo entre os comboios. O impacto ambiental é mínimo. O VLT possui tração elétrica, tanto em termos de emissões quanto em ruído. Devido à complexidade e limitações de inclinação de rampas, sua implantação para entrar em funcionamenot exige um tempo maior.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Projetos de mobilidade são revisados

14/06/2011 - Diário de Cuiabá, Carolina Holland

Intenção, segundo Sabo Mendes, é reduzir quantidade de desapropriações nas vias da Capital, cujo levantamento ainda nem começou


Projetos do plano de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014 estão sendo revisados para tentar diminuir a quantidade de desapropriações nas vias da cidade. A informação é do secretário de Apoio às Ações da Agecopa e PAC, Djalma Sabo Mendes. Apesar de afirmar há semanas que os técnicos iriam iniciar os trabalhos de avaliações dos imóveis, isso ainda não aconteceu. 

Uma das avenidas cujo projeto será revisado é a Doutor Meirelles, na região do Coxipó, cuja duplicação é considerada uma das intervenções com maior número de imóveis a ser desocupados. “Está sendo feita a redefinição do projeto porque haverá muita desapropriação na avenida”, afirmou Sabo. 

Mas, mesmo diante da constatação, o secretário declarou que ainda não é possível saber a quantidade exata de imóveis afetados pelas obras. Sabo vem afirmando há semanas que a essa altura os técnicos já estariam avaliando os imóveis, o que não ocorreu ainda. “A equipe vai a campo ainda esta semana”, voltou a declarar. 

As declarações foram dadas após reunião do Conselho de Acompanhamento da Copa do Mundo ontem à tarde, no Palácio Paiaguás. Fazem parte do conselho o presidente da Agecopa, Éder Moraes, o governador Silval Barbosa e os prefeitos de Cuiabá, Francisco Galindo, e Várzea Grande, Murilo Domingos, entre outros. 

Moraes confirmou que a Agecopa vai fazer algumas adequações nos projetos. “Tudo o que puder ser feito para evitar as desapropriações será feito”, declarou. Uma das razões, segundo ele, é que as obras poderão ser concluídas em menor tempo se houver menos desocupações de imóveis. 

Ele disse ainda que os comerciantes e locatários da avenida Prainha não precisam ficar apreensivos porque as desapropriações na via já foram reduzidas em 80% e que, nos 20% restantes, “será feita nova crítica para tentar diminuir ainda mais”. Em relação aos demais projetos para Cuiabá, Moraes disse que há 257 obras, sendo que 58 estão em fase de conclusão. 

VLT X BRT – Sobre a escolha do modelo de transporte público para a Capital e Várzea Grande, Silval Barbosa disse que ainda tem alguns dias para tomar a decisão. Na semana passada, ele esteve em São Paulo para receber a conclusão do estudo de viabilidade do VLT, mas disse que não foram apresentados os valores de implantação do modal e que ainda aguarda esses números. O governador disse ainda que não há definição do valor da tarifa que os usuários vão pagar.

sábado, 11 de junho de 2011

Desapropriação com VLT será 80% menor

10/06/2011 - Diário de Cuiabá, Edição nº 13031, Ana Rosa Fagundes

Técnicos apresentaram ontem a uma comitiva de políticos de Mato Grosso as vantagens da implantação do transporte coletivo sobre trilhos

Estudos da viabilidade do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) apresentados ontem em São Paulo ao governador Silval Barbosa (PMDB) mostram que a área a ser desapropriada para sua construção chega a ser 80% menor que a do BRT (Bus Rapid Transit). 

Em reunião que durou cerca de quatro horas, técnicos fizeram explicação sobre a viabilidade do VLT ao governador, ao presidente da Agecopa, Eder Moraes, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), e ao deputado Sérgio Ricardo (PP). “Sabemos que para o BRT teremos 1.300 desapropriações. Apesar de não termos o número exato de imóveis que precisariam ser desapropriados com o VLT, deu para perceber que o número é infinitamente menor, chegando a 80%”, disse Riva. 

Conforme o deputado Riva, o que está sendo analisado agora é o preço do VLT, porque prazo hábil para a construção existe, sendo de 24 meses. Apesar da longa reunião, o deputado afirmou que ainda não se pode falar em valor porque existe a questão tributária. Obras da Copa podem recebem isenção que vão desonerar consideravelmente os custos. 

Além disso, detalhes que fazem a diferença no custo não foram definidos, como o tamanho do vagão do VLT. “É um sistema complexo, que merece atenção, por isso não podemos sair falando em valores antes de ter certeza sobre a questão”, explicou Riva. 

No entanto, quando se começou a discussão da troca do projeto de BRT (espécie de corredor exclusivo para ônibus articulados), a previsão era de que o VLT custasse o dobro do valor. Para o projeto do BRT, o governo já tem reservados R$ 450 milhões. Uma das vantagens do VLT seria o menor número de desapropriações, que vai evitar custos e brigas jurídicas com os proprietários. 

Nesta semana, técnicos que fizeram o estudo estarão em Cuiabá para dar continuidade aos trabalhos. E dentro de uma semana o governador deve anunciar a escolha entre VLT e BRT. 

Até o ano passado a Agecopa tinha como projeto a implantação do BRT. Este ano, no entanto, começaram as discussões pelo VLT, defendido principalmente pelo deputado Riva. O novo modal debatido, embora mais caro, é mais moderno, mais rápido e tem maior tempo útil de vida, segundo o parlamentar. 

No começo do mês passado o governador, o presidente da Agecopa e uma comitiva de deputados chegaram a ir a Portugal conhecer o sistema VLT e conversar com empresários do ramo. Embora a questão não esteja fechada, o próprio presidente da Agecopa manifesta que tem preferência pelo VLT.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estudos de viabilidade do VLT serão entregues amanhã

08/06/2011 - O Nortão

Pesquisa será entregue ao presidente Riva e governador Silval Barbosa em São Paulo


Defensor ferrenho de um meio de transporte que seja moderno, ágil e eficiente para atender a população de Cuiabá e Várzea Grande, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), cumpre agenda nesta quinta-feira (09), em São Paulo, para receber estudos de viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ele integra a comitiva do Governo do Estado, que também é composta pelo presidente da Agecopa, Éder Moraes.

“Vamos receber os estudos sobre o VLT. Espero que seja um meio de transporte viável porque será um grande avanço para Cuiabá e Várzea Grande”, disse Riva. Antes da reunião em São Paulo, ele discute emancipação de municípios com o senador José Sarney, em Brasília, nesta quarta-feira (08). O resultado dos estudos será decisivo à escolha do meio de transporte público para Cuiabá.

Por intermédio de Riva, o Governo do Estado mantém contato com todos os fornecedores do sistema VLT. Em abril deste ano, a pedido do parlamentar, a empresa TTrans, com sede em São Paulo e Rio de Janeiro, apresentou estudos comprovando a viabilidade desse modal em Cuiabá. A empresa é comandada pelo diretor-presidente, engenheiro Massimo Andrea Giavina-Bianchi.

Assim que for anunciada a escolha, Riva convocará audiência pública para debater o assunto com a sociedade. A iniciativa, conforme ele, é fundamental para apresentar à população os detalhes sobre o funcionamento, atendimento do sistema de bilhetagem, controle, operacionalização e concessão do novo modal. Para Riva, a escolha do meio de transporte é um dos grandes desafios. Nesse caso, defende um modelo que não tenha possibilidade de saturar ao longo do tempo. E chama a atenção para que o sistema escolhido permita a sua ampliação de acordo com o crescimento populacional da cidade, dando conforto e segurança aos usuários. “Queremos um sistema de transporte que daqui a 30 anos continue sendo utilizado”.