sábado, 11 de junho de 2011

Desapropriação com VLT será 80% menor

10/06/2011 - Diário de Cuiabá, Edição nº 13031, Ana Rosa Fagundes

Técnicos apresentaram ontem a uma comitiva de políticos de Mato Grosso as vantagens da implantação do transporte coletivo sobre trilhos

Estudos da viabilidade do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) apresentados ontem em São Paulo ao governador Silval Barbosa (PMDB) mostram que a área a ser desapropriada para sua construção chega a ser 80% menor que a do BRT (Bus Rapid Transit). 

Em reunião que durou cerca de quatro horas, técnicos fizeram explicação sobre a viabilidade do VLT ao governador, ao presidente da Agecopa, Eder Moraes, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), e ao deputado Sérgio Ricardo (PP). “Sabemos que para o BRT teremos 1.300 desapropriações. Apesar de não termos o número exato de imóveis que precisariam ser desapropriados com o VLT, deu para perceber que o número é infinitamente menor, chegando a 80%”, disse Riva. 

Conforme o deputado Riva, o que está sendo analisado agora é o preço do VLT, porque prazo hábil para a construção existe, sendo de 24 meses. Apesar da longa reunião, o deputado afirmou que ainda não se pode falar em valor porque existe a questão tributária. Obras da Copa podem recebem isenção que vão desonerar consideravelmente os custos. 

Além disso, detalhes que fazem a diferença no custo não foram definidos, como o tamanho do vagão do VLT. “É um sistema complexo, que merece atenção, por isso não podemos sair falando em valores antes de ter certeza sobre a questão”, explicou Riva. 

No entanto, quando se começou a discussão da troca do projeto de BRT (espécie de corredor exclusivo para ônibus articulados), a previsão era de que o VLT custasse o dobro do valor. Para o projeto do BRT, o governo já tem reservados R$ 450 milhões. Uma das vantagens do VLT seria o menor número de desapropriações, que vai evitar custos e brigas jurídicas com os proprietários. 

Nesta semana, técnicos que fizeram o estudo estarão em Cuiabá para dar continuidade aos trabalhos. E dentro de uma semana o governador deve anunciar a escolha entre VLT e BRT. 

Até o ano passado a Agecopa tinha como projeto a implantação do BRT. Este ano, no entanto, começaram as discussões pelo VLT, defendido principalmente pelo deputado Riva. O novo modal debatido, embora mais caro, é mais moderno, mais rápido e tem maior tempo útil de vida, segundo o parlamentar. 

No começo do mês passado o governador, o presidente da Agecopa e uma comitiva de deputados chegaram a ir a Portugal conhecer o sistema VLT e conversar com empresários do ramo. Embora a questão não esteja fechada, o próprio presidente da Agecopa manifesta que tem preferência pelo VLT.

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