domingo, 25 de março de 2012

Linhas do VLT deverão passar em Várzea e Campo Limpo

25/03/2012 - Rede Bom Dia

Estudos feitos pela prefeitura e CPTM devem ser concluídos ainda este ano para confirmar a viabilizade

Por Clodoaldo de Silva

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) terá duas linhas implantadas em Jundiaí, segundo  estudos realizados pela Prefeitura de Jundiaí e pela CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos).

De acordo com o projeto, a Linha 1 sairá do Terminal da Vila Hortolândia, passará pela região central da cidade e seguiria até Várzea Paulista, onde será o ponto final.

A segunda linha tem como ponto de partida o Distrito Industrial, próximo à Itupeva, também passará pelo Centro, seguirá para Várzea Paulista e terminará em Campo Limpo Paulista.

O estudo que começou a ser realizado em setembro de 2010, deve ser concluído ainda esse ano, segundo o prefeito Miguel Haddad (PSDB). “É um tipo de projeto que não permite erros”, afirmou na manhã desta sexta-feira (23) quando esteve na praça Governador Pedro de Toledo no Centro para a abertura da visitação de um protótipo de VLT, em tamanho real, trazido pela empresa Alstom.

Com um desenho que lembra os trens de metrôs, o protótipo chama a atenção de quem passa pela praça. O conforto também é outro ponto positivo. Mais espaçoso que ônibus urbanos e com bancos estofados, o VLT deixou  a cabeleireira Magda Brito, 66 anos, de boca aberta.

“Achei funcional e nem se compara com os ônibus que estamos acostumados a andar no dia a dia”, diz a moradora de Várzea Paulista, que ficou surpresa ao saber que o veículo poderá atender sua região. “Vamos torcer.”

O modelo ficará no Centro até o dia 22 de abril. “É preciso que as pessoas conheçam o projeto e opinem se vale a pena ou não”, afirma Miguel.

Segundo Luiz Fernando Ferrari, diretor comercial da multinacional Alstom, a fabricante do veículo, a implantação de um VLT em Jundiaí é totalmente viável e permite que qualquer usuário o utilize. “Você pode entrar com cadeira de roda, bicicleta e até carrinho de bebê, porque tem o piso baixo”, afirma.

De acordo com o executivo, o modelo está em operação em 37 cidades do mundo. Ainda não funciona no Brasil, mas tem projetos para implantação em vários municípios para a Copa do Mundo de 2014.

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