quinta-feira, 14 de junho de 2012

Após defender BRT, senador Maggi aposta no VLT para 2014

05/06/2012 - Cenário MT 

Ex-governador havia aprovado sistema de ônibus em Cuiabá e Várzea Grande

Após defender com ênfase a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande, e de ter aprovado o projeto do modal durante seu Governo, o senador Blairo Maggi (PR), pela primeira vez, apoiou, publicamente, a implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

Ao visitar as obras de mobilidade urbana e da Arena Pantanal, na semana passada, como membro da comissão do Senado que acompanha os trabalhos da Copa de 2014, o senador disse acreditar que a obra ficará pronta a tempo, após ter conversado com especialistas nesse sistema de transporte público urbano.

“Eu sei da luta do governador Silval Barbosa, do empenho que ele teve. E tenho conversado com as pessoas ligadas ao projeto, e elas acham que é possível chegar a 2014 com o VLT pronto. Entendo que será um grande legado para Cuiabá e Várzea Grande e, se não ficar pronto para a Copa, ficará logo depois. A Copa passa, mas o legado vai ficar”, disse Maggi.

Com a alteração do modelo de transporte coletivo troncal, houve atraso para iniciar as obras, mas o governador Silval Barbosa e o secretário da Copa 2014 (Secopa), Mauricio Guimarães, garantem que o modelo ficará pronto no primeiro trimestre de 2014 e será entregue à população antes da Copa, em junho daquele ano.

Durante o processo de mudança dos financiamentos e autorizações para trocar o BRT pelo VLT, Maggi declarou, por diversas vezes, que as obras do novo modal seriam demoradas e o Estado corria o risco de ficar sem um e outro.

“O VLT já iniciou. Só a parte burocrática que superamos é uma etapa que corresponde a um grande percentual dessa obra”, apontou Silval.

Em 2008, quando era governador do Estado, Maggi firmou com o Governo Federal a matriz de responsabilidade da Copa 2014, que previa como principal obra de mobilidade urbana a implantação do corredor de ônibus chamado BRT, ao custo estimado de R$ 450 milhões.

Em 2011, o novo governador, Silval, reviu a decisão de seu antecessor e descartou os projetos do BRT.

Após muita luta junto ao Governo Federal - sobretudo, no Ministério das Cidades e na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) -, conseguiu alterar a matriz de responsabilidade, trocando o modal para VLT, na época, estimado em R$ 1,1 bilhão.

Uma das motivações de Silval para a alteração foi o alto custo das desapropriações para implantar o BRT, estimado em R$ 1 bilhão, já que o espaço necessário para a circulação dos ônibus é maior que para o trem.

O governador já apontou, também, em diversas ocasiões, que o novo modal é mais moderno, confortável e ambientalmente sustentável do que o modelo baseado em ônibus.

Além disso, o valor prevê também a aquisição dos trens, enquanto o valor do BRT não previa a compra dos ônibus.

Com o início do processo licitatório do VLT, que ainda está em andamento, o Governo recebeu com surpresa as propostas dos consórcios, que superaram o valor estimado para implantação do modal.

A proposta mais barata, do consórcio VLT Cuiabá, foi de R$ 1,47 bilhão.

A Secopa já está buscando meios de reduzir o custo do modal, por meio de negociação com o consórcio vencedor e isenção de impostos.

O governador Silval Barbosa espera dar a ordem de serviço para a construção do sistema de transporte coletivo da Copa já nesta semana, caso não haja recurso para o resultado da licitação feita no mês passado.
 

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