terça-feira, 31 de julho de 2012

TCU exige conclusão parcial do VLT e aeroporto até a Copa de 2014 em Cuiabá

25/06/2012 - O Documento

Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) vai exigir do Governo do Estado que reveja pelo menos duas grandes obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e a ampliação do Aeroporto Marechal Rondon. 

Essas duas obras serão executadas pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), criado especialmente para acelerar os processos licitatórios referentes à Copa do Mundo e às Olimpíadas de 2016. 

Segundo o TCU, somente podem ser incluídas no RDC obras que a população possa aproveitar, mesmo que parcialmente, até a Copa do Mundo de 2014 ou as Olimpíadas de 2016. O processo que decidiu a questão foi relativa às obras de ampliação e reforma do aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. 

Instituído pela Lei 12.462/2011 o RDC tem a missão de acelerar os processos de contratação pública para os eventos esportivos dos próximos anos, criando formas especiais de contratação diferente das previstas na Lei das Licitações de nº 8.666/93. Para o relator das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas, ministro Valmir Campelo, a instituição do RDC foi especifico para os eventos esportivos e, portanto, não poderiam ser proteladas como forma de ter validade para as obras posteriores aos referidos eventos. 

O secretário da Copa do Mundo, Maurício Magalhães, explicou que a Secopa já está se adequando ao calendário estabelecido pela Matriz de Responsabilidade assinado com a Fifa e a CBF, tanto é que o contrato do Veículo Leve Sobre Trilhos, estimado em R$ 1,477 bilhão, segundo a proposta vencedora do Consórcio VLT Cuiabá, e R$ 1,261 bilhão segundo orçamento do Governo do Estado, tem previsão estimada para ser concluído em 18 meses, sendo que existem outros 6 meses para início técnico das obras, num total de 24 meses. 

"Está no edital e no contrato que serão assinados entre o Consórcio VLT Cuiabá e a Secopa quanto a prazos previstos e o mais importante, multas para quem deixar de cumprir com o combinado", ponderou o secretário não sabendo precisar o montante das multas mas que são pesadas, justamente para que a empresa vencedora cumpra com o acertado. 

Maurício Magalhães ponderou ainda que o mesmo acontecerá em relação as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, que deverão estar em andamento a partir do mês de julho próximo e que cumprirão um rigoroso calendário de execução físico-financeiro. 

    

Governo assina Ordem de Serviço para início das obras do VLT que fica pronto em 2 anos

21/06/2012 - O Documento

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria extraordinária da Copa do Mundo Fifa 2014, assinou na manhã desta quinta-feira a ordem de serviço para o início da construção do novo modal de transporte de Cuiabá, o Veículo Leve sobre Trilhos. O secretário Maurício Guimarães (Secopa) e o representante do Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, Aloysio Cardoso da Silva assinaram os documentos e realizaram a primeira reunião de trabalho para o início efetivo da fase de execução da obra. 

A assinatura foi considerada um momento histórico pela complexidade e relevância da obra e também por ser a primeira experiência com o Regime Diferenciado de Contratação. Mato Grosso se tornou exemplo da aplicação do novo modelo de contratação. 

"Foi muito difícil superar as dificuldades burocráticas, cumprir todas as exigências para o financiamento da maior obra já realizada em Mato Grosso e as especificidades do processo licitatório através do RDC, uma nova forma de contratação. Agora começa um outro grande desafio e conto com a responsabilidade do consórcio contratado para a execução. Vencemos a primeira fase e faremos todos os esforços para que os trabalhos prossigam com a celeridade e a eficiência necessárias. A população de Cuiabá e Várzea Grande é a maior beneficiária deste processo, pois em 2014 terá um transporte público de qualidade, com conforto e rapidez”, disse o secretário. 

Maurício Guimarães destacou o empenho do governador Silval Barbosa, que não pôde estar presente ao ato por estar em viagem internacional. "Reafirmo o compromisso de atender o que foi contratado, vamos entregar essa obra no prazo e com qualidade”, destacou Aloysio Cardoso. O prazo para a entrega do novo modal é de 24 meses. 

A implantação do VLT redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará melhor qualidade e segurança no trânsito entre as duas maiores cidades mato-grossenses. 

Para financiar os custos da implantação, o Governador do Estado, Silval Barbosa, assinou na última segunda-feira o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sidos aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) e serão redirecionados para o VLT. 

A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer ainda este mês, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) por meio da CEF. 

Para desapropriação serão destinados R$ 110 milhões, montante que representa a contrapartida do governo do Estado. 

Com os estudos realizados sobre as isenções, a previsão é que o valor para implantação do VLT deverá ficar entre R$ 1.220 bi a R$ 1.477 bilhão. 

    

Estado irá permutar área com Aeronáutica para construir obra do VLT

09/07/2012 - O Documento

Os deputados aprovaram a mensagem 55/2012, do Poder Executivo, que autoriza o Governo do Estado a estabelecer permuta de imóveis com o Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa. A autorização contida na lei n° 9774/2012, publicada no Diário Oficial do último dia 4 de julho. 

Na justificativa da mensagem, o Governo aponta a necessidade de implantação da obra de elevação ferroviária no Aeroporto Marechal Rondon, anexa ao modal Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A argumentação do Governo do Estado para realizar a permuta é por não dispor de imóvel nas proximidades do aeroporto. 

“Assim, o Ministério da Aeronáutica dispõe-se a permutar área de sua propriedade para a instalação do elevado ferroviário com o Estado de Mato Grosso, desde que a mesma receba área que seja nas proximidades do aeroporto já edificada”, diz parte da mensagem do Executivo, encaminhada à Casa de Leis. 

A área que o Governo vai destinar para o Comando da Aeronáutica está localizada em Várzea Grande, na Rua Poconé, esquina com as ruas Santo Antônio e Miguel Leite. Lá, será construído um condomínio residencial com cinco blocos de quatro pavimentos cada. 

A Secretária de Estado Extraordinária da Copa do Mundo FIFA 2014 (Secopa) avaliou no dia 15 de março de 2012 o imóvel cedido pela Aeronáutica em R$ 20.505.760,00. Enquanto o que o Governo destinou à Aeronáutica está avaliado em R$ 20.406.964,57. 

Sinfra/STTU realiza estudo para execução do VLT em VG

05/07/2012 - O Documento

Equipe técnica é designada para realizar levantamento das principais vias que serão utilizadas - como meio de desafogar o trânsito da Avenida da FEB. As obras para instalação, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entrará em execução nos próximos 40 dias. 

No próximo dia 10 de julho, a equipe deverá apresentar a primeira prévia dos possíveis desvios para o trânsito da FEB, conforme explica o secretário municipal da Sinfra/STTU de Várzea Grande, Orestes Teodoro de Oliveira. “A equipe designada deverá entregar os locais que deverão ser indicados, junto a Secretaria da Copa (Secopa) e ao Consórcio, para a realização de intervenções caso seja necessário. Todo o trajeto receberá sinalização horizontal e vertical, orientando os condutores ao novo trajeto ”, explicou. 

A indicação de uma equipe para realização do estudo foi designada, devido a urgência para o início das obras, que reduzirá a circulação dos veículos na Avenida da FEB. A empresa que fará a integração ônibus e VLT discutirá com a prefeitura municipal, as realizações adequadas, da Rede de Integração - sendo que 80% já existente será aproveitada - na discussão em torno do BRT. 

O secretário informa que, será um período de conturbado, em função das interrupções no trânsito. Porém trará um resultado positivo, após as conclusões das obras. 

De acordo com a última reunião coma Secopa, a prefeitura deve tomar as seguintes providências: 
- Apresentação das rotas alternativas, com questão financeira; - Intervenção das obras do PAC nos corredores; 
- Interferência de proteção ambiental, patrimonial, entre outros - que não pode ser alterado; 
- Definição sobre o passeio público. 

Vale lembrar, que a próxima reunião com a Secopa será realizada, no dia 10 de julho às 08h. 

    

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Obras para VLT vão ampliar demanda

26/07/2012 - Diário de Cuiabá

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso fez uma parceria com o Governo do Estado para acelerar as obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014. De acordo com o defensor público Rogério Borges, já foram cerca de cem ações de desapropriação bem sucedidas nas obras em andamento. 

No entanto, o defensor assegura que o trabalho terá início de fato a partir de 1° de agosto, quando o processo de desapropriação para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começarem. “Aí saberemos se essa parceria vai funcionar mesmo, porque vai começar o grosso das desapropriações”, disse. 

Segundo Borges, a parceria foi feita a pedido da Defensoria Pública, que temia grandes dificuldades nos processos de desapropriação, por conta do risco de demora até o pagamento das indenizações. “As pessoas precisam receber o dinheiro imediatamente, pois além de terem que sair de suas casas, também têm que achar um novo lugar pra morar”, disse. 

Com essa associação, a Justiça Comunitária, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, vai mediar os processos de desapropriação, que serão resolvidos mais rapidamente. 

Se o proprietário não questionar o valor oferecido e o aceitar sem resistência, o dinheiro da indenização será depositado em uma média de quinze dias - antes levava cerca de dois a três anos para isso acontecer. 

O Tribunal de Justiça pretende, com a nova parceria, acelerar o processo de indenização, dando também mais celeridade ao início das obras de mobilidade urbana. “O que nós queremos é promover um acordo entre as pessoas e a Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo)”, disse a coordenadora da Justiça Comunitária, juíza Ana Cristina Mendes. 

Caso a pessoa que será desapropriada não aceite o valor oferecido pelo Governo, ela tem o direito de entrar na Justiça para negociar. No entanto, mesmo que a proposta seja rejeitada, ela tem que sair de seu imóvel imediatamente, pela supremacia do interesse público sobre o particular. 

Mas segundo relata o defensor Borges, a população tem aceitado o valor sem criar conflitos, pois a proposta oferecida pelo Governo tem sido equivalente aos preços de mercado. “Todos os envolvidos estão sendo extremamente beneficiados com essa parceria, pois recebem a indenização muito mais rápido”.
    

Obras para VLT vão ampliar demanda

26/07/2012 - Diário de Cuiabá

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso fez uma parceria com o Governo do Estado para acelerar as obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014. De acordo com o defensor público Rogério Borges, já foram cerca de cem ações de desapropriação bem sucedidas nas obras em andamento. 

No entanto, o defensor assegura que o trabalho terá início de fato a partir de 1° de agosto, quando o processo de desapropriação para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começarem. “Aí saberemos se essa parceria vai funcionar mesmo, porque vai começar o grosso das desapropriações”, disse. 

Segundo Borges, a parceria foi feita a pedido da Defensoria Pública, que temia grandes dificuldades nos processos de desapropriação, por conta do risco de demora até o pagamento das indenizações. “As pessoas precisam receber o dinheiro imediatamente, pois além de terem que sair de suas casas, também têm que achar um novo lugar pra morar”, disse. 

Com essa associação, a Justiça Comunitária, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, vai mediar os processos de desapropriação, que serão resolvidos mais rapidamente. 

Se o proprietário não questionar o valor oferecido e o aceitar sem resistência, o dinheiro da indenização será depositado em uma média de quinze dias - antes levava cerca de dois a três anos para isso acontecer. 

O Tribunal de Justiça pretende, com a nova parceria, acelerar o processo de indenização, dando também mais celeridade ao início das obras de mobilidade urbana. “O que nós queremos é promover um acordo entre as pessoas e a Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo)”, disse a coordenadora da Justiça Comunitária, juíza Ana Cristina Mendes. 

Caso a pessoa que será desapropriada não aceite o valor oferecido pelo Governo, ela tem o direito de entrar na Justiça para negociar. No entanto, mesmo que a proposta seja rejeitada, ela tem que sair de seu imóvel imediatamente, pela supremacia do interesse público sobre o particular. 

Mas segundo relata o defensor Borges, a população tem aceitado o valor sem criar conflitos, pois a proposta oferecida pelo Governo tem sido equivalente aos preços de mercado. “Todos os envolvidos estão sendo extremamente beneficiados com essa parceria, pois recebem a indenização muito mais rápido”.
    

Quem critica o VLT tem a mente pequena, dispara Governador

27/07/2012 - Cenário MT

Candidatos e MPE consideram obra muito cara

O governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou ontem (26) que as pessoas que são contra a implantação do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) em Cuiabá têm “a mente pequena”. Nesta semana, os candidatos a prefeito da Capital Carlos Brito (PSD) e Mauro Mendes (PSB) criticaram o novo sistema de transporte, que deverá ficar pronto em março de 2014 e custará R$ 1,47 bilhão.

“Como governador e cidadão, eu sempre procuro pensar grande e trabalhar para fazer o melhor possível. Mas muitos insistem em ter a mente pequena, pois não conseguem vislumbrar uma Cuiabá mais moderna e mais eficiente aos seus habitantes”, afirmou Silval, em entrevista ao programa Chamada Geral, da Mega FM.
 
Ele afirmou que, até 2014, Cuiabá terá outra aparência. “Quero trabalhar para deixar a nossa Capital linda. Construiremos o primeiro VLT da América Latina. É uma obra que o Brasil está de olho, mas alguns preferem apenas criticar... Tem gente que critica até a Arena Pantanal. Esses dizem: ‘Investir 500 milhões de reais?’. Ora, se nos propusemos a fazer a Copa do Pantanal, o mínimo que devemos fazer é ter um estádio com padrão de primeiro-mundo; é ter um sistema de transporte moderno”, disse.
 
Em entrevista ao jornalista Lino Rossi, o governador disse que há uma confusão de informações por parte do Ministério Público Estadual (MPE) e dos candidatos, que questionaram, recentemente, os investimentos com infraestrutura - supostamente em detrimento da Saúde, Educação e outros setores.
 
Ele explicou que os recursos do governo Federal são específicos para as obras da Copa, e não influenciam negativamente na aplicação de recursos para outras áreas.
 
“Há uma confusão motivada pela ignorância... Essas pessoas dizem que não sabem nada sobre o VLT, mas fizemos diversas audiências públicas, detalhando o projeto. Todos tiveram, e ainda têm, a oportunidade de se informar melhor. Alguns dizem que o Pronto Socorro de Cuiabá precisa de recursos. Nós sabemos, e estamos trabalhando para isso, mas eles têm que entender que os recursos das obras não podem ser transferidos para o investimento e custeio da Saúde. Não está previsto financiamento para a Saúde. Educação é a mesma coisa. São recursos específicos, e vamos investir R$ 2,5 bilhões na região metropolitana”, disse.
 
Comércio afetado

Sobre o fato de os comerciantes, que estão instalados próximos as obras de mobilidade urbana, reclamarem da queda na arrecadação financeira, Silval afirmou que o Estado irá intervir e definir mecanismos para compensações.
 
“Todo esse transtorno momentâneo tem como objetivo melhorar a vida das pessoas no futuro. Mas entendemos que esses prejuízos existem, de fato. Tivemos uma reunião com representantes do comércio e definimos uma comissão que vai fazer um levantamento sobre este caso”, disse.
 
O governador admitiu até mesmo que empresar fecharam suas portas por causa das obras de mobilidade urbana. “Tem empresa que ficou isolada pelos bloqueios nas vias públicas e fechou. Mas não podemos admitir que comerciantes ‘quebrem’ por causa disso.
 
Estamos estudando uma forma de compensar as empresas que tiveram o fluxo de clientes reduzido, e as que realmente fecharam terão um tratamento diferenciado. Sem dúvidas, vamos achar um meio de compensar essa situação”, afirmou.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Após atrasos, obras do VLT de Cuiabá começam dia 1º de agosto

25/07/2012 - Portal da Copa

Sistema de R$ 1,4 bi não tem projeto básico concluído, mas será tocada pelo regime RDC

Em agosto de 2011, o governo federal oficializou a troca do BRT (Bus Rapid Transit, ou corredores exclusivos de ônibus) pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) como principal obra de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá.

Praticamente um ano depois, as obras do sistema sobre trilhos ainda não começaram. A demora na formulação do anteprojeto nos moldes do RDC (Regime Diferenciado de Contratações) e no processo licitatório atrasou, de um modo geral, o início dos trabalhos em quase cinco meses.

Agora, com o consórcio definido (formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF [multinacional espanhola fez, entre outros, o metrô rápido de Edimburgo, Escócia; veja foto], Magna e Astep) e o contrato assinado, as obras devem, enfim, começar na próxima quarta-feira (1), de acordo com a Secretaria da Copa local, a Secopa. O grupo de empresas vai tocar o projeto a um custo estimado de R$ 1,47 bilhão.

“O consórcio construtor está terminando os projetos básico e executivo da obra. Também está finalizando o relatório de desapropriações e obtendo uma autorização para operar em uma área histórica da cidade“, explica a assessoria da Secopa.

De acordo com o órgão, a primeira fase das obras, que começa em agosto, vai contemplar a construção de trincheiras, viadutos, elevados e pontes que serão implantados na rota de pouco mais de 22 km do metrô rápido cuiabano. Mas o início da montagem do material rodante, e do VLT em si, deve ficar apenas para o primeiro semestre de 2013, informou a assessoria.

 
Trem da CAF em Edimburgo, Escócia; empresa integra o VLT Cuiabá (crédito: CAF/Divulgação)
Custo e prazo
Para financiar a obra, o governo garantiu um empréstimo de R$ 423 milhões via Caixa Econômica Federal, que já estava contratado para o sistema de corredores de ônibus BRT e foi redirecionado para o novo modal. Outros R$ 727 milhões estão praticamente acertados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiamento este que deve ser contratado “em até um mês”, segundo a Secopa.

A soma destes empréstimos, porém, não bate com o valor proposto pelo consórcio. Faltariam cerca de R$ 200 milhões para completar a engenharia financeira do VLT. Para resolver esta questão, os gestores da Copa entraram com pedido para contar com isenções fiscais nos âmbitos estaduais e federais.

“A obra do VLT contará com uma isenção do ICMS, que é estadual. Nos casos do PIS e do Cofins, federais, já entramos com os pedidos de isenção”, afirma a assessoria do órgão de controle das obras da Copa.

Sobre o prazo de conclusão da obra, a Secopa sustenta que seriam necessários 24 meses para que o metrô de superfície seja entregue à população. Portanto, com o começo dos trabalhos programado para agosto, o bilionário VLT de Cuiabá seria inaugurado apenas depois do Mundial de 2014. Mas se depender do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, o sistema sobre trilhos será definitivamente entregue em março de 2014, a três meses da Copa. Foi o que o mandatário garantiu na última terça-feira (24), em um balanço das obras apresentado à imprensa.

Outras obras
Para a Copa de 2014, além do VLT, Cuiabá contará com um conjunto de obras previstas no chamado Corredor Mário Andreazza. Destas intervenções, uma já está basicamente pronta. Trata-se da duplicação da ponte Mário Andreazza, por si só orçada em R$ 11 milhões. De acordo com a Secopa, a “parte física” da obra foi concluída, mas “faltam detalhes para a liberação do trecho”, que deverá ser um dos principais acessos entre Cuiabá e a vizinha Várzea Grande, cidade onde fica o Aeroporto Internacional Marechal Rondón.

Depois, o governo local espera entregar até o fim do ano as outras duas obras do corredor: a duplicação de 9km da rodovia Mário Andreazza (custo de R$ 22 milhões) e a trincheira entre as avenidas Miguel Sutil e Ciríaco Cândia, importante para o motorista que vem de Várzea Grande e precisa acessar a Arena Pantanal, estádio da Copa, sem necessidade de retorno.

Chamadas pela Secopa de “obras de travessia urbana”, elas custarão, ao todo, R$ 32 milhões. O financiamento é da Caixa

Investigação sobre obra do VLT de Cuiabá fica pronta nos próximos dias

24/07/2012 - Olhar Direto, Lucas Bólico
 
MP deve concluir investigação nos próximos dias
créditos: Divulgação
 
A investigação sobre a construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá realizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), por meio do Grupo Especial de Acompanhamento da Copa (Geacopa), deve ser concluído nos próximos dias.
 
Após o término das investigações, os membros do Geacopa decidirão se será proposta alguma ação judicial contra as obras do modal na capital.
 
O MPE emitiu nota à imprensa após reportagem publicada pelo Olhar Direto no domingo. O texto esclarece que o Ministério Público não é contra a construção do VLT, apenas está sendo analisando se a execução do projeto pode ou não estar vinculada à Copa do Mundo.
 
Tal questionamento deve-se ao valor do orçamento, capacidade de endividamento do Estado e utilização do sistema de licitação diferenciado. Também está sendo analisado se as áreas da segurança, saúde e educação não serão prejudicadas em detrimento dos investimentos no VLT.

VLT de Cuiabá começa a funcionar em 2014

25/07/2012 - Diário de Cuiabá

Março de 2014. Esta é data prometida pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, para começar a testar os veículos leves sobre trilhos (VLT), que irão compor o novo sistema modal entre Cuiabá e Várzea Grande.

A garantia foi dada ontem por Silval, que apresentou uma relação dos prazos, valores e andamentos das obras para realização da Copa do Mundo de 2014. Silval reagiu mal à divulgação, na semana passada, do relatório do Ministério das Cidades que colocou Cuiabá como uma das sedes do Mundial que estão com as obras de mobilidade urbana mais atrasadas. Segundo o governo federal, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e de projetos executivos.

Na lista, o governador destacou as seis obras que fazem parte da matriz de responsabilidade assinada com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para realização dos jogos do Mundial. Neste caso, conforme Silval Barbosa, constam a construção da Arena Pantanal, melhorias no entorno do estádio, Fan Park, os centros de treinamentos, a reforma do Aeroporto Marechal Rondon e o VLT.

As demais fazem parte de um pacote de intervenções, que visa a melhoria da infraestrutura e da mobilidade urbana das duas cidades. São cerca de 30 obras, incluindo 12 decorrentes do VLT. Todas dentro do cronograma, segundo o governador.

No geral, o investimento previsto é da ordem de R$ 2,5 bilhões. Conforme Silval, esses investimentos estão ou serão realizados pensando no Mundial de 2014, mas também numa capital que irá completar 300 anos daqui a sete anos.

Entre os serviços que estão fora da matriz de responsabilidade estão as trincheiras como as da Avenida Miguel Sutil com os trevos do Santa Rosa, Despraiado, Santa Isabel/Verdão, Jurumirim/Trabalhadores, duplicação da ponte Mário Andreazza, Complexo Viário do Tijucal, viaduto da avenida Dom Orlando Chaves, em Várzea Grande, a duplicação da Juliano Costa Marques, entre outras. “A duplicação da avenida Juliano Costa Marques está sendo refeita porque não estava dentro do padrão de qualidade técnica e não poderíamos recebê-la do jeito que estava”, reconheceu.

A expectativa é que em janeiro de 2013 o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pelas obras, comece a instalar os trilhos. Entre as 12 obras decorrentes do VLT estão a trincheira da avenida da FEB e a rótula de acesso ao Cristo Rei, em Várzea Grande, ponte sobre o rio Cuiabá, viadutos próximo da Sefaz e do trevo da MT-140 (Fernando Correa/Parque Cuiabá). Neste caso, todas estão previstas para serem concluídas ainda em 2013. A única prevista para março de 2014 é o Viaduto da Beira Rio, cujos serviços devem começar ainda neste ano.

Silval enfatizou que é um complexo de serviço que fazem parte da reestruturação da mobilidade urbana e todos os procedimentos para execução como licença ambiental e estudo de fauna e flora, arqueologia, sobre o patrimônio histórico foram ou estão sendo realizados, além de estarem dentro do cronograma.

Silval afirmou ainda que o Estado não enfrenta dificuldades em relação às desapropriações e que a empresa responsável pelo VLT pretende trabalhar em sistema de intraturnos, sendo que aproximadamente quatro mil pessoas estarão trabalhando no auge da obra.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ministério Público poderá pedir bloqueio de obras do VLT em Cuiabá

23/07/2012 - Olhar Direto

Apesar das críticas pela adoção do modal, o promotor afirma que o Ministério Público Estadual não é contra o VLT, apenas entende que há uma discordância de prioridades.


Por Priscilla Vilela

O Ministério Público Estadual (MPE) vai ajuizar ação com objetivo de 'barrar' as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, estimadas em R$ 1,2 bilhão. A ação vai ser proposta pelos promotores do Grupo Especial de Fiscalização da Copa de 2014 (Geacopa). Para os promotores, o governo estadual está sendo precipitado em fazer um endividamento bilionário por uma obra que não é prioridade para população.

A proposição se baseou em levantamento realizado pelos cinco membros que atuam no Grupo Especial de Fiscalização da Copa de 2014 (Geacopa), e aponta que Mato Grosso possui um orçamento pequeno e desestruturado para um endividamento de R$ 1,2 bilhão em uma única obra de mobilidade urbana.

“O Estado, que tem a educação que temos e a saúde que temos, não se pode dar ao luxo de gastar essa quantia em um trem de sete quilômetros”, enfatizou o promotor Clóves de Almeida Júnior, em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.

O promotor destaca ainda que se, de fato, o governo não possui orçamento para investir em áreas essenciais como a educação, saúde e segurança, como é alegado pelo Executivo, mas está disposto a se endividar pela Copa de 2014, a dívida há de ser feita para algo que atenda as necessidades gerais dos mato-grossenses.

“Se é para fazer dívida, que seja feita com algo essencial que sirva para o Estado todo. O VLT não é necessário no atual contexto municipal, é um luxo que não cabe nesse momento. Cuiabá precisa primeiro cuidar dos problemas que são essenciais. É preciso eleger prioridades”, reiterou.

Apesar das críticas pela adoção do modal, o promotor afirma que o Ministério Público Estadual não é contra o VLT, apenas entende que há uma discordância de prioridades. Ele defende ainda que seja discutida de que forma pode ser trabalhada as alterações no orçamento previsto para a obra.

Desentendimento pelo VLT

Anteriormente, a Geacopa já discutia a possibilidade de ‘barrar’ a implementação do VLT por alegar que não havia transparência nas obras, pela falta de disponibilidade de informações sobre custos e endividamento do Estado.

O próprio promotor Clóves de Almeida já havia protocolizado requerimento no Ministério das Cidades, do Transporte, do Planejamento, do Esporte e na Caixa Econômica, solicitando informações do modal. Em síntese, a obra sempre foi considerada polêmica, sobretudo por causa do forte lobby de bastidores.

sábado, 21 de julho de 2012

Governador rebate e coloca culpa no atraso do VLT na burocracia do Ministério

20/07/2012

De acordo com Silval, as obras estão dentro do cronograma e devem ficar prontas até o Munidal.

O governador Silval Barbosa (PMDB) rebateu na tarde de hoje as declarações do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, de que as obras de implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) em Cuiabá estão atrasadas e correm risco de não ficarem prontas até a Copa do Mundo de 2014.

De acordo com Silval, as obras estão dentro do cronograma e devem ficar prontas até o Munidal. Todavia, ele dividiu com o Ministério das Cidades a responsabilidade pelas obras não estarem avançadas.

"A equipe técnica do Minsitério não teve a coragem de dar um parecer mudando a portaria de uma obra que nascia atrasada de uma linha exclusiva para ônibus para um veículo moderno", colocou numa referência a demora na mudança do modal de transporte do BRT para o VLT.

Nesta quinta, Aguinaldo Ribeiro listou cinco obras de mobilidade urbana que podem deixar o cronograma da matriz de responsabilidade para a Copa do Mundo devido ao atraso. São elas: implantação do veículo leve sobre trilho (VLT) em Cuiabá e Brasília, as reestruturações da Avenida Roberto Freire e de uma via até o estádio Arena das Dunas em Natal, e a instalação do monotrilho em Manaus.

Nota

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 (Secopa) assegurou hoje que todos os procedimentos para a implantação do novo modal de transportes, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá estão em andamento e não há atrasos em relação ao cronograma estabelecido.

Após a conclusão do primeiro processo licitatório de contratação integrada pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC) no país, foi assinado o contrato com o consórcio vencedor e a ordem de serviços emitida no dia 21/06.

O RDC permitiu ao governo estadual realizar a contratação integrada dos projetos básicos, executivos, execução das obras, licenciamentos, fornecimento e montagem de sistemas e material rodante.

As obras devem ser iniciadas em agosto, com as licenças ambientais que já foram emitidas para várias obras de mobilidade dentro do corredor Várzea Grande-CPA.

O consórcio vencedor trabalha na elaboração dos demais estudos de impacto ambiental e complementares, tais como licenciamento ambiental, estudo e relatoria de impacto de vizinhança e estudos sobre o patrimônio histórico e artístico nas áreas centrais de Cuiabá e Várzea Grande.

RDC

O RDC foi criado pela Lei º 12.462, de cinco de agosto de 2011, para agilizar as contratações necessárias à realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. A adoção desse regime é opcional e pode ser usado para obras e serviços de engenharia que estejam previstos na Matriz de Responsabilidade assinada entre a União, Estados e Municípios.

Para financiar os custos da implantação, o governador do Estado, Silval Barbosa, assinou no dia 18.06 o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sido aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) e serão redirecionados para o VLT.

A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer nos próximos dias, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) por meio da CEF.

O Governo de Mato Grosso entrará com o montante de R$ 110 milhões em contrapartida não financeira (valor das desapropriações), totalizando R$ 1,26 bilhão de investimento."

VLT de Goiânia: governo ainda busca recursos

19/07/2012 - O Popular

Governo da capital goiana quer iniciar obras de metrô do Eixão em novembro, com recursos já obtidos da União
 
Perspectiva do VLT de Goiânia
créditos: Divulgação
 
Um dos principais projetos do governo estadual, o metrô de superfície no Eixo Anhanguera (VLT Anhanguera) tem garantido 16% de seu orçamento de R$ 1,3 bilhão, ou seja, R$ 215 milhões do PAC da Mobilidade, do governo federal. O restante do recurso necessário para tocar a obra ainda está sendo captado.
 
Em entrevista, o governador Marconi Perillo informou que destinará R$ 400 milhões de um empréstimo que o Estado pleiteia junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para o VLT, mais R$ 108 milhões de fundo perdido – que ainda não foi criado – e que espera uma contrapartida de R$ 550 milhões da iniciativa privada por meio de parceria.
 
Marconi confirmou que o Estado vai solicitar R$ 627 milhões do Programa Emergencial de Financiamento (PEF) do BNDES e que, deste total, R$ 400 milhões deverão ser investidos no VLT. Anunciado em meados de junho pela presidente Dilma Rousseff (PT) como parte do plano para reaquecer a economia nacional, o PEF deve ser liberado no final do ano.
 
Mesmo assim, o governo avança com o projeto: quer licitar e dar início às obras até novembro e colocar os primeiros trens para rodar em 2014. O Tribunal de Contas da União (TCU), responsável pela fiscalização do uso de recursos federais, recebeu cópia do projeto há um mês e considerou o planejamento financeiro incompleto, o que pode gerar uma ação de embargo caso as obras comecem sem que todos os convênios estejam firmados.
 
“Como vamos permitir uma obra dessas, um projeto de R$ 1,3 bilhão com uma estrutura financeira falha?”, questiona o secretário-geral de Controle Externo do TCU em Goiás, Paulo Henrique Nogueira. “Enquanto não corrigirem os pontos obscuros, que não se aplique recurso federal nessa obra”, condiciona.
 
O empréstimo junto ao BNDES, no entanto, é dado como certo pelo governo estadual. “Não saiu mas tem indicativo de que sai”, afirma o presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, que faz a análise técnica do projeto. “O governo possui garantias necessárias para o projeto”, tranquiliza o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Silvio Silva Sousa.
 
Silvio disse ao POPULAR que as chances do VLT rodar em 2014 são certas. “As obras de engenharia e infraestrutura são relativamente simples.O que requer um cuidado maior é o material rodante que deve ser todo importado, mas temos feito vários contatos com fornecedores estrangeiros e é possível sim (inaugurar em 2014)”, escreveu por e-mail .
 
Grande intervenção
O projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT Anhanguera – prevê a substituição dos ônibus por trens elétricos e uma enorme intervenção urbana nos 14 quilômetros do traçado do Eixão. As obras farão interferências de Leste a Oeste em Goiânia, principalmente no centro da cidade.
 
Elaborado pelo consórcio das empresas que operam o transporte coletivo em Goiânia e pela Odebrecht, empresa que também deve participar da licitação para as obras, o projeto prevê desapropriar mais de 90 mil metros quadrados ao longo do traçado. “O montante pode ser considerado modesto, já que 60 mil metros quadrados correspondem ao pátio de manutenção de estacionamento a ser implantado próximo à Estação Novo Mundo”, diz o texto.
 
Os trens circularão na superfície, sobre longos trechos gramados, exceto no cruzamento da Avenida Anhanguera com a BR-153, única parte onde haverá uma estação subterrânea. Neste ponto está previsto um trecho de 800 metros de via rebaixada e outro de 450 metros em elevado.
 
Além de toda estrutura necessária para fazer rodar o VLT – como instalação de subestações elétricas ou a readequação de todos os terminais, por exemplo – o projeto reurbaniza várias partes da cidade. É o caso de um trecho de 1,4 quilômetro compreendido entre as Avenidas Araguaia e Tocantins, no Centro.
 
Ali, o governo pretende construir grandes calçadões e praças, onde não mais circularão carros, mas só o trem, pedestres e ciclistas. Uma estrutura para atividades artísticas, teatros, museus, restaurantes e bares está prevista para os cruzamentos das Ruas 20, 6, 7, 8, 9 e 30 com o Eixo.
 
Os trens transportarão 240 mil passageiros por dia. Disponível de três em três minutos, o VLT pode gerar economia de tempo de até 26,5% ao usuário. O valor da tarifa será a mesma cobrada pelo transporte coletivo de Goiânia (R$ 2,70). O custo real da viagem, pelo menos 66% a mais do cobrado, será subsidiado pelo governo estadual, cuja diferença é a contrapartida do Estado às empresas privadas que operarem o sistema. Os recém adquiridos ônibus que hoje rodam no Eixão serão utilizados na extensão do trecho.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Governo fixa cronograma para implantação do VLT

Em reunião na manhã de ontem no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o governador Marconi Perillo (PSDB) definiu um cronograma para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Goiânia, do edital ao início da obra. O governo espera lançar o edital de licitação até agosto e concluir a obra até o final de 2014.

Pelo cronograma, amanhã a comissão presidida pela Secretaria da Região Metropolitana se reunirá para aprovar o projeto do VLT, realizado por consultoria da Universidade de Brasília (UnB). Na segunda-feira (23), às 9 horas, em outra reunião presidida pelo governador, o Conselho Estadual de Investimentos, Parcerias e Desestatização (Cipad) fará avaliação do resultado da decisão da Secretaria Metropolitana.

De acordo com Marconi, o próximo passo será a instituição de uma comissão para preparar o edital e o contrato. “Depois, imediatamente, nós vamos abrir o processo de consulta pública para que toda a sociedade possa ter o direito e a oportunidade de participar da consulta com vistas à elaboração do edital e do contrato”. O governo pretende marcar uma audiência pública e, logo mais, provavelmente no dia 20 de agosto, uma reunião para a apreciação da proposta de edital e contrato.

O tucano adiantou que o governo pretende colocar o edital de licitação na praça até o final de agosto. “Uma vez escolhido quem são os vencedores no processo licitatório, aí nós vamos dar ordem de serviço imediato. O objetivo é que até o final de 2014 a obra esteja pronta. Vamos trabalhar com essa perspectiva.”

Também nos próximos dias, a Metrobus fará uma carta consulta ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com vistas à contratação de um empréstimo, já autorizado pelo governo federal, no valor de R$ 600 milhões. Desse total, R$ 215 milhões serão do PAC da Mobilidade Urbana e os outros R$ 400 milhões o governo estadual vai pleitear junto ao próprio BNDES.

Marconi disse que o VLT vai representar uma intervenção histórica em Goiânia. A obra deve custar ao todo cerca de R$ 1,2 bilhão. O governo estadual entrará com aproximadamente R$ 508 milhões e a contrapartida do setor privado será de quase R$ 550 milhões. “Do ponto de vista da mobilidade urbana, do transporte coletivo, o VLT irá melhorar o tempo de uma viagem, vamos ter menos problemas de lotação e os passageiros vão ganhar comodidade e tempo”, explicou.

O governador relatou ainda que o governo tem recebido apoio da Prefeitura de Goiânia. “Até aqui nós conduzimos tudo de forma muito amigável, conciliatória. Vamos precisar da Prefeitura para o licenciamento ambiental e outras atividades”, afirmou.

O governo lançou na tarde de ontem o Programa Casa Legal – Sua Escritura na Mão, no Colégio Militar Ayrton Senna, Jardim Curitiba 1. O programa visa legalizar cerca de 90 mil imóveis construídos no Estado. Segundo o presidente da Agência Goiana de Habitação, Marcos Abrão Roriz, quase 43 mil imóveis já estão em processo de regularização. Na ocasião foram entregues 400 escrituras aos moradores do bairro São Domingos. O governador Marconi Perillo não pode ir ao evento porque teve de acompanhar sua mãe, Maria Pires Perillo, ao hospital.

Fonte: O Hoje (http://www.ohoje.com.br/noticia/3274/governo-fixa-cronograma-para-implantacao-do-vlt)
 

Goiânia: Edital de licitação do VLT deve ser lançado em agosto

17/07/2012 - Goiás Agora

O governador Marconi Perillo reuniu-se esta manhã no Palácio Pedro Ludovico Teixeira com representantes das secretarias da Região Metropolitana, Sefaz, Segplan, Metrobus e Agetop para definir o cronograma de ações necessárias para o lançamento do edital de licitação e contrato de serviços para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na capital Goiânia.

Uma comissão presidida pela Secretaria da Região Metropolitana ficou encarregada de avaliar e aprovar o projeto do VLT, já referenciado pela Universidade de Brasília – UnB. Na próxima segunda-feira, dia 23, às 9 da manhã a apreciação da Comissão da Região Metropolitana será submetida ao Conselho Estadual de Investimentos, Parcerias e Desestatização (Cipad) para a avaliação final. Na ocasião, adiantou o governador, será instituída uma nova comissão voltada para a elaboração do Edital de licitação e contrato de empresa ou consórcio de empresas responsáveis pela implantação do VLT.

“Imediatamente, vamos abrir o processo para a consulta pública para que toda a sociedade possa ter o direito de participar da elaboração e consultar os requisitos do edital”, comentou Marconi. Também está previsto o agendamento de uma audiência pública para discutir conjuntamente a implantação da nova modalidade de transporte coletivo da grande Goiânia.

Segundo o governador, a expectativa é de que no dia 20 de agosto seja feita uma reunião definitiva para apreciação da proposta do edital e contrato para que ele passe a ser lançado a público imediatamente. “O VLT será responsável por promover uma intervenção histórica na capital, que visa a melhoria do sistema de transporte coletivo, priorizando o tempo gasto nas viagens e o conforto dos passageiros. Além disso, toda a sua extensão que compreende o Terminal Padre Pelágio até a Estação Novo Mundo sofrerá interferências para adaptar o novo modelo à paisagem urbana”, adiantou Marconi.

Organização orçamentária

O governador afirmou que a Metrobus vai elaborar nos próximos dias uma carta consulta ao BNDES com vistas à contratação de um crédito já autorizado pelo Governo Federal na ordem de mais de R$ 600 milhões. Desse total, R$215 milhões serão provenientes do PAC da Mobilidade Urbana e cerca de R$400 milhões emprestados diretamente ao Governo do Estado, com prazo de 20 anos para sua quitação e dois anos de carência.

Os R$ 215 milhões do PAC serão provenientes da seguinte equação: R$ 107 milhões referentes a fundo perdido do Governo Federal e outros R$ 108 milhões emprestados diretamente para o Governo do Estado. O que confere ao Estado a responsabilidade de arcar com R$ 508 milhões em investimentos para a implantação do VLT. Para finalizar a equação, outros R$ 550 milhões virão da iniciativa privada.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Secopa detalha cronograma de obras viárias do projeto VLT em MT

16/07/2012 - Expresso MT

Dois viadutos na Fernando Corrêa e duas trincheiras na FEB marcam o início das obras

Fonte: Cirlene Lopes/Assessoria
Crédito: Divulgação
Com previsão para início do mês de agosto, quatro intervenções viárias previstas no projeto de implantação do VLT vão provocar mudanças no trânsito de Cuiabá e Várzea Grande. Para detalhar o cronograma de obras e ações, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo da FIFA 2014 (Secopa) reuniu secretários e  técnicos municipais das duas cidades. 

De acordo com o cronograma previsto pelo Consórcio VLT/Cuiabá-Várzea Grande e Secopa, a primeira frente de trabalho prevê a construção da trincheira da Avenida 31 de março no entroncamento com avenida da FEB, rotatória do Km Zero, em Várzea Grande. A segunda também na FEB será uma trincheira no trevo do bairro Cristo Rei entroncamento com a avenida Dom Orlando Chaves, também na cidade industrial. 

Ainda no mês de agosto as intervenções ocorrem na Avenida Fernando Corrêa da Costa, com a construção de dois viadutos um no trevo da UFMT e outro no entroncamento da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040) na entrada do bairro Parque Cuiabá. Serão duas obras no Eixo 1 – ‘Aeroporto/CPA’ e duas no Eixo 2 – ‘Centro/Coxipó). 

O assessor de Mobilidade Urbana da Secopa, Rafael Detoni, apresentou ao secretário de Trânsito e Transportes de Cuiabá, Josemar Araújo, e sua equipe todas as intervenções que ocorrerão na Avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das primeiras vias da Capital a sofrer alteração com as obras viárias do VLT. 

De Várzea Grande estavam na reunião os secretários de Desenvolvimento Urbano (Flávia Moretti), Assuntos Estratégicos (Yênes Magalhães) e o presidente do Departamento de Água e Esgoto (João Bulhões), além de técnicos e assessores jurídicos das pastas. A Secopa esclareceu as intervenções, discutiu as interferências na avenida da FEB, principal via arterial e definiu ações de cada ente. 

Uma notícia que agradou as duas prefeituras é que nas obras viárias para implantação do VLT a responsabilidade de definição e preparação dos desvios das rotas alternativas é do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. Uma equipe de engenheiros já esteve percorrendo os pontos de intervenção e está preparando a proposta de rotas de desvio para as obras que começam em agosto. 

Na próxima semana, o projeto será apresentado para Governo do Estado e Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande que validarão a proposta e farão parte da operação nas vias urbanas. 

OBRAS
EIXO 1 ‘Aeroporto/CPA’ 

Trincheira 31 deMarço/FEB/KM Zero 
A trincheira que será construída no entroncamento das avenidas 31 de Março/Ulisses Pompeo de Campos com as avenidas João Ponce de Arruda/FEB, na rotatória do KM Zero, terá 384 metros. A obra será composta por duas faixas de circulação por sentido para o tráfego geral e uma via permanente doVLT. 

Trincheira CristoRei/ Dom Orlando Chaves 
A segunda trincheira na Avenida da FEB entroncamento com a Avenida Dom Orlando Chaves, no trevo do bairro Cristo Rei, terá 337 metros. 
EIXO 2 – ‘Centro/Coxipó’ 

Viaduto da UFMT 
Trata-se de viaduto rodoferroviário a ser construído na Avenida Fernando Corrêa da Costa, sobre os entroncamentos das Avenidas Brasília, Tancredo Neves e via de acesso ao Campus da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Conforme o Anteprojeto Geométrico possui uma extensão aproximada de 428 metros. 

Viaduto MT 040 – Rodovia Palmiro Paes de Barros/Fernando Corrêa 
O viaduto com 445 metros será constituído de duas faixas de circulação por sentido para o tráfego geral e uma via permanente do VLT.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Governo quer iniciar obras do VLT no Eixão em novembro e contará com empréstimos da União

10/07/2012 - Jornal O Popular

Um dos principais projetos do governo estadual, o metrô de superfície no Eixo Anhanguera (VLT Anhanguera) tem garantido 16% de seu orçamento de R$ 1,3 bilhão, ou seja, R$ 215 milhões do PAC da Mobilidade, do governo federal. O restante do recurso necessário para tocar a obra ainda está sendo captado.

Em entrevista ao POPULAR de domingo, o governador Marconi Perillo informou que destinará R$ 400 milhões de um empréstimo que o Estado pleiteia junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para o VLT, mais R$ 108 milhões de fundo perdido – que ainda não foi criado – e que espera uma contrapartida de R$ 550 milhões da iniciativa privada por meio de parceria.

Marconi confirmou que o Estado vai solicitar R$ 627 milhões do Programa Emergencial de Financiamento (PEF) do BNDES e que, deste total, R$ 400 milhões deverão ser investidos no VLT. Anunciado em meados de junho pela presidente Dilma Rousseff (PT) como parte do plano para reaquecer a economia nacional, o PEF deve ser liberado no final do ano.

Mesmo assim, o governo avança com o projeto: quer licitar e dar início às obras até novembro e colocar os primeiros trens para rodar em 2014. O Tribunal de Contas da União (TCU), responsável pela fiscalização do uso de recursos federais, recebeu cópia do projeto há um mês e considerou o planejamento financeiro incompleto, o que pode gerar uma ação de embargo caso as obras comecem sem que todos os convênios estejam firmados.

“Como vamos permitir uma obra dessas, um projeto de R$ 1,3 bilhão com uma estrutura financeira falha?”, questiona o secretário-geral de Controle Externo do TCU em Goiás, Paulo Henrique Nogueira. “Enquanto não corrigirem os pontos obscuros, que não se aplique recurso federal nessa obra”, condiciona.

O empréstimo junto ao BNDES, no entanto, é dado como certo pelo governo estadual. “Não saiu mas tem indicativo de que sai”, afirma o presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, que faz a análise técnica do projeto. “O governo possui garantias necessárias para o projeto”, tranquiliza o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Silvio Silva Sousa.

Silvio disse ao POPULAR que as chances do VLT rodar em 2014 são certas. “As obras de engenharia e infraestrutura são relativamente simples.O que requer um cuidado maior é o material rodante que deve ser todo importado, mas temos feito vários contatos com fornecedores estrangeiros e é possível sim (inaugurar em 2014)”, escreveu por e-mail .

Grande intervenção

O projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT Anhanguera – prevê a substituição dos ônibus por trens elétricos e uma enorme intervenção urbana nos 14 quilômetros do traçado do Eixão. As obras farão interferências de Leste a Oeste em Goiânia, principalmente no centro da cidade.

Elaborado pelo consórcio das empresas que operam o transporte coletivo em Goiânia e pela Odebrecht, empresa que também deve participar da licitação para as obras, o projeto prevê desapropriar mais de 90 mil metros quadrados ao longo do traçado. “O montante pode ser considerado modesto, já que 60 mil metros quadrados correspondem ao pátio de manutenção de estacionamento a ser implantado próximo à Estação Novo Mundo”, diz o texto.

Os trens circularão na superfície, sobre longos trechos gramados, exceto no cruzamento da Avenida Anhanguera com a BR-153, única parte onde haverá uma estação subterrânea. Neste ponto está previsto um trecho de 800 metros de via rebaixada e outro de 450 metros em elevado.

Além de toda estrutura necessária para fazer rodar o VLT – como instalação de subestações elétricas ou a readequação de todos os terminais, por exemplo – o projeto reurbaniza várias partes da cidade. É o caso de um trecho de 1,4 quilômetro compreendido entre as Avenidas Araguaia e Tocantins, no Centro.

Ali, o governo pretende construir grandes calçadões e praças, onde não mais circularão carros, mas só o trem, pedestres e ciclistas. Uma estrutura para atividades artísticas, teatros, museus, restaurantes e bares está prevista para os cruzamentos das Ruas 20, 6, 7, 8, 9 e 30 com o Eixo.

Os trens transportarão 240 mil passageiros por dia. Disponível de três em três minutos, o VLT pode gerar economia de tempo de até 26,5% ao usuário. O valor da tarifa será a mesma cobrada pelo transporte coletivo de Goiânia (R$ 2,70). O custo real da viagem, pelo menos 66% a mais do cobrado, será subsidiado pelo governo estadual, cuja diferença é a contrapartida do Estado às empresas privadas que operarem o sistema. Os recém adquiridos ônibus que hoje rodam no Eixão serão utilizados na extensão do trecho.

domingo, 8 de julho de 2012

Vice-governador debate privatização do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande

08/07/2012 - Olhar Direto

Daltro embarcou para a Inglaterra no último sábado (07) e seguirá para a Itália. Ele foi em uma missão oficial do governo do Estado.

Por Victor Cabral

Um dos assuntos na pauta do vice-governador de Mato Grosso, Chico Daltro (PSD), na Itália e Inglaterra, entre os dias 9 e 12 deste mês, é a privatização da administração do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande.

Chico Daltro informou, por meio da assessoria de imprensa do governo, que entre as empresas interessadas em investir em Mato Grosso já houve uma sinalização pela administração do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A privatização do VLT, que é a maior obra da Copa em Cuiabá e a mais cara (R$ 1 bilhão, 447 milhões, 617 mil, 227 reais e 15 centavos), está nos planos do governo Silval Barbosa (PMDB), segundo informou o vice-governador. Com isso, a gestão do modal seria feita por meio de iniciativa privada.

Daltro embarcou para a Inglaterra no último sábado (07) e seguirá para a Itália. Ele foi em uma missão oficial do governo do Estado. O vice-governador, que está acompanhado pelo secretário Edmilson José dos Santos (Selit) e o procurador-geral do Estado, Jenz Prochnow, tem como missão negociar investimentos para Mato Grosso.

Modal

O VLT será implantado no canteiro central nos itinerários CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, percorrendo 22,2 quilômetros. As obras devem ser iniciadas em agosto deste ano e devem ficar prontas no primeiro trimestre de 2014, segundo o secretário da Copa, Maurício Guimarães.

Os ônibus convencionais alimentarão o sistema VLT, levando os passageiros dos bairros até uma das estações do metrô de superfície, que ficarão ao lado dos trilhos no canteiro central das avenidas Rubens de Mendonça, Prainha, FEB e Fernando Correa da Costa.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Projeto do VLT no Eixo Anhanguera está pronto

03/07/2012 - Metrobus

O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Goiânia está pronto, anuncia o governo do estado de Goiás. Além dos trilhos e composições, ele inclui a revitalização da avenida Anhanguera e a construção de estrutura adaptada para o tráfego de bicicletas. O próximo passo é disponibilizá-lo para a consulta pública, o que deverá ocorrer nas próximas semanas.

O VLT fará a ligação leste-oeste da cidade, ligando o Terminal Padre Pelágio e o Terminal Novo Mundo. No total, serão 12,9 km de extensão. Atualmente, essa ligação é feita por um Bus Rapit Transit (BRT). A velocidade desenvolvida no trajeto subirá dos atuais 16 km/h para 23,5 km/h, diminuindo o tempo de viagem de 50 para 34 minutos.

Serão 12 estações, com distância de 850 m entre uma e outra, e cinco terminais. Estão previstas trinta composições, com dois carros. Cada composição terá capacidade para transportar 750 passageiros. O projeto de viabilidade econômica levou em consideração a atual tarifa de ônibus. Portanto, a passagem do VLT deve custar os mesmos R$ 2,70 cobrados por uma viagem de ônibus atualmente.

Os trens serão de modelo francês, com motores individuais por roda, o que diminui o consumo de energia. Mas eles não serão necessariamente comprados na França, já que outros países da Europa produzem composições do tipo. A procedência do trem será uma escolha da empresa que vencer a licitação, desde que o produto se encaixe nos padrões do projeto. Os vagões serão movidos a energia elétrica.

O projeto não inclui a necessidade de desapropriações, já que os trilhos passarão exatamente na pista onde hoje existe o BRT. Mas ele deixa a critério da empresa responsável pela obra a possibilidade de que elas existam para alargamentos de pista ou expansões. De toda forma, as áreas onde a desapropriação é viável são de propriedade pública. Portanto, a população não será atingida.

Demais obras

Outras modificações na avenida Anhanguera estão inclusas no projeto do VLT. As calçadas serão reformadas, dando prioridade para critérios de acessibilidade, e as fachadas do comércio serão despoluídas. Também há a previsão de recuperação do asfalto nas pistas laterais ao VLT e renovação da sinalização.

O tráfego de bicicletas também é uma preocupação. Haverá trechos de ciclovias, onde a bicicleta fica totalmente separada dos carros, que devem totalizar 6 km. Onde não houver a segregação total, os ciclistas terão uma faixa para eles, seguindo o conceito de ciclofaixa. O especialista em trânsito, Benjamin Jorge, é favorável ao projeto.

“Goiânia tem excesso de veículos, então qualquer iniciativa para a redução de carros é válida. Precisamos explorar outros modais, por isso o VLT e a ciclovia estão aí. Se houver infraestrutura para o tráfego de bicicleta, ela passa a ser um meio de transporte atrativo”, argumenta.

Mas o especialista chama a atenção para outras necessidades do ciclista. “A via exclusiva é essencial, mas outras estruturas também são importantes. Os terminais de ônibus e do VLT precisam ter bicicletários e também vestiários para que os ciclistas possam se trocar e seguir usando outro meio de transporte. Só assim haverá a real integração entre a bicicleta e os demais modais de transporte”, explica Jorge.

Entre as avenidas Araguaia e Tocantins, o tráfego de carros na avenida Anhanguera será extinto. Será criado um passeio para pedestres. O fluxo de veículos será desviado para ruas alternativas. O secretário de desenvolvimento metropolitano, Sílvio Sousa, afirma que a preocupação com o pedestre é uma prioridade. “Goiânia sofre muito com essa questão, estamos atrasados com relação a isso. Incluir o pedestre com boas condições faz parte do projeto de integração do VLT”.

Cronograma e orçamento

Duas audiências públicas serão realizadas até o final de julho e a previsão para o lançamento do edital de licitação é para a primeira quinzena de agosto. O projeto será viabilizado por uma parceria público-privada (PPP). Ganhará o certame, a empresa que oferecer a menor contrapartida do governo estadual. As obras devem ser iniciadas entre outubro e novembro deste ano e finalizadas em 2014.

Já há manifestação de interesse do consórcio formado pela Odebrecht TransPort e pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia, que hoje opera algumas linhas de ônibus que ligam a capital às cidades vizinhas. No entanto, o secretário de desenvolvimento metropolitano acredita que outras empresas apresentarão propostas, já que a licitação é aberta e também prevê a operação do sistema.

“Acredito muito que iremos cumprir o cronograma e a previsão orçamentária, a expectativa é muito boa. É um projeto que traz segurança e conforto para a população. Mas receio que estamos fazendo pouco. Se tivéssemos uma capacidade maior de captar investidores externos, talvez pudéssemos ter mais VLTs, ligando outras cidades a Goiânia”, avalia Sousa.

O custo estimado da obra é de R$ 1,2 bilhões. Uma parcela de R$ 215 milhões será proveniente do governo federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. O governo estadual deverá custear R$ 450 milhões e a iniciativa privada R$ 550 milhões.

Os ônibus que hoje transitam no BRT serão utilizados para fazer a ligação entre as estações finais do VLT e cidades vizinhas. Essas ligações serão consideradas extensões do VLT. Serão beneficiadas as cidades de Senador Canedo, Trindade e Goianira. A Metrobus, que administra o BRT, passará a operar nessas linhas.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dos contratos para CAF, tranvías en Brasil y metros en India

03/07/2012 - Via Libre

Importes de 216 y 110 millones de euros, respectivamente
CAF se ha adjudicado dos contratos de suministro de material rodante en el exterior, concretamente en Brasil para el Tranvía de Cuiabá y, en India, para el Metro de Calcuta.

 En Brasil, el consorcio VLT Cuiabá formado por CAF con las empresas de obra civil locales CR Almeida y Santa Barbara, ha firmado un contrato llave en mano para la construcción de la obra civil, sistemas electromecánicos y el suministro de cuarenta unidades de tranvía de siete módulos.

El nuevo tranvía de la región metropolitana de Cuiabá, capital del estado de Mato Grosso en Brasil y una de las sedes del Mundial de futbol 2014., será el primer sistema tranviario llave en mano en Iberoamérica y tendrá una longitud de veintiocho kilómetros repartidos en dos líneas del área Metropolitana de Cuiabá.

El contrato, firmado con el Gobierno del Estado de Mato Grosso a través de la Secretaría Extraordinaria de la Copa del Mundo de 2014 (Secopa), tiene un valor total de 1.477 millones de reales, unos 590 millones de euros, de los cuales 540 millones de Reales, unos 216 millones de euros, corresponden a CAF.

El vehículo contratado corresponde a la plataforma denominada Urbos, 100 por cien de piso bajo de CAF que cuenta con una factoría en Brasil, situada en Hortolandia, en el estado de Sao Paulo. 

India 

En India, el organismo responsable del desarrollo, construcción y explotación de la línea de metro Este-Oeste de la ciudad de Calcuta (Kolkata Metro Rail Corporation), ha anunciado la adjudicación a CAF del contrato de suministro de 84 coches de metro, catorce trenes, que incluye un opción de ampliación para otros veintiún coches.

El contrato cuyo importe supera los 110 millones de euros, se engloba en el proyecto de desarrollo completo de la línea Este–Oeste, con tramos subterráneos en el entorno del casco histórico y bajo el río Hooghly, y con tramos en superficie y viaducto en los sectores más alejados del cinturón metropolitano. Ésta es la mayor inversión de infraestructuras ferroviarias en el Estado de Bengala Occidental.

Los coches de metro que se suministrarán tendrán una longitud de 21.5 metros y una anchura de 3,72. Construidos en acero inoxidable y climatizados en su totalidad, tendrán una capacidad máxima por tren de 2.136 pasajeros, y serán accesibles a discapacitados minusvalías. Las unidades diseñadas para las exigentes condiciones climáticas y de explotación del área de Calcuta, podrán alcanzar los 90 km/h.

domingo, 1 de julho de 2012

Governo de Mato Grosso assina ordem de serviço do VLT de Cuiabá

22/06/2012 - Portal 2014

Com prazo de 24 meses para ser concluído, modal pode ser inaugurado após os jogos da Copa

Obras do VLT podem ser concluídas após os quatro jogos da Copa (crédito: Divulgação)

A ordem de serviço para o início das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande foi assinada nesta quinta-feira (21) pelo governo de Mato Grosso e pelo Consórcio VLT Cuiabá.

O secretário da Copa, Maurício Guimarães, e o representante do consórcio, Aloysio Cardoso da Silva, também realizaram uma reunião para o começo da intervenção. Os trabalhos devem durar 24 meses.

Na última segunda-feira (18), o governador do estado Silval Barbosa assinou a liberação de um empréstimo no valor de R$ 423 milhões pela Caixa Econômica Federal. Este financiamento já estava contratado para o sistema de corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit). O projeto, no entanto, foi substituído pelo VLT. 

O modal ainda terá R$ 727 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Secopa, o contratado deve ser firmado até o final deste mês. A obra, porém, está orçado em R$ 1,47 bilhão. Dessa forma, faltariam R$ 200 milhões para a conta ser fechada.

O primeiro trecho a ser construído deve ser próximo ao Aeroporto Marechal Rondón, em Várzea Grande, por se tratar de uma área que não necessita de desapropriação.

Com prazo de 24 meses para ser concluído, o VLT pode ser inaugurado após os jogos da Copa em Cuiabá. A cidade receberá quatro jogos da competição: nos dias 13, 17, 21 e 24 de junho de 2014.   

O VLT terá 22,2 km, 33 estações e três terminais de integração e é a principal obra de mobilidade urbana do estado de Mato Grosso para a Copa.