quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Goiânia: Implantação do VLT Anhanguera é aprovada por deputados

29/11/2012 - Assembléia Legislativa GO

O projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi aprovado em segunda e definitiva votação no Plenário da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (27).

O processo nº 3.353/2012, encaminhado pela Governadoria, institui o grupo executivo de implantação do VLT no município de Goiânia e o Fundo Especial de Implantação do Programa Veículo Leve sobre Trilhos (FVLT), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana. Este último trata-se de unidade orçamentária específica, que visa garantir o custeio das despesas com a implantação do sistema de transporte urbano.

A matéria cria também os cargos de provimento em comissão correspondentes às unidades administrativas integrantes das aludidas estruturas. A proposta também solicita da Assembleia autorização para a abertura de créditos especiais até o limite de R$ 200 milhões para custeio.

Nas razões do projeto de lei, a Governadoria argumenta que a instituição do grupo executivo e respectivo fundo especial é medida necessária para o desenvolvimento do programa. "É sabido que o sistema de transporte de veículo leve sobre trilhos representa, como acontece a outras metrópoles do País, a solução mais viável, sob todos os pontos de vista, para o transporte coletivo urbano", indica a justificativa da proposta.

No dia 20 de novembro, o secretário Sílvio Sousa participou de uma audiência pública realizada no Auditório Sólon Amaral, na Assembleia Legislativa, para dar transparência em todo o processo de implantação do projeto VLT. A iniciativa foi do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Daniel Messac.

"Não vamos fazer nada que a sociedade não queira. Buscamos os melhores profissionais para o desenvolvimento desse projeto e acreditamos que seja a solução ideal", expôs Sílvio aos deputados, na ocasião.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria da Região Metropolitana de Goiânia, com informações do Portal Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.



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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Goiânia: O projeto VLT está extremamente no caminho certo, diz secretário após visita a obras em São Paulo

28/11/2012 -

O secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Sílvio Sousa, esteve em São Paulo na última sexta-feira (23) para conhecer as obras já iniciadas da Linha 4 do metrô de São Paulo e do monotrilho. Ele foi recebido pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, no Palácio dos Bandeirantes. O governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, também acompanhou a equipe técnica para ver o andamento das obras.

De acordo com Sílvio Sousa, as visitas serviram para conhecer o planejamento e o gerenciamento dos projetos e agregar pontos favoráveis ao VLT Anhanguera. "Após as visitas, concluímos que o projeto VLT está extremamente no caminho certo, especialmente tratando-se da parte jurídico-administrativa".

Também estiveram presentes: o procurador do Estado de Goiás Bruno Belém; o secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha; o presidente da Metrobus, Adriano Oliveira; o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP), Joaquim Lopes; e o secretário de Estado de São Paulo, Edson Aparecido dos Santos.

Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Audiência pública discute VLT

19/11/2012 - Goiás Agora

A implantação do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) em Goiânia será tema de debate amanhã, às 14 horas, no Auditório Sólon Amaral, na Assembleia Legislativa de Goiás. O secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Sílvio Sousa, estará presente para apresentar o projeto Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e esclarecer dúvidas dos deputados. O convite é uma iniciativa do deputado estadual e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Daniel Messac.

Mais informações: (62) 3201 5279



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Audiência pública discute VLT

19/11/2012 - Goiás Agora

A implantação do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) em Goiânia será tema de debate amanhã, às 14 horas, no Auditório Sólon Amaral, na Assembleia Legislativa de Goiás. O secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Sílvio Sousa, estará presente para apresentar o projeto Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e esclarecer dúvidas dos deputados. O convite é uma iniciativa do deputado estadual e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Daniel Messac.

Mais informações: (62) 3201 5279



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VLT é a aposta para atrair novos usuários para o transporte público e desafogar trânsito da Capital

21/11/2012 - Portal Correio

O Programa de Aceleração do Crescimento, se resume, basicamente, a liberar recursos para implantação de sistemas de veículos leves sobre trilhos (VLT), que associados aos Bus Rapid Transit (BRT) resultarão num novo conceito em transporte público, capaz de interligar toda a microrregião composta pela capital paraibana e suas três principais cidades limítrofes, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux.


O superintendente da CBTU-JP, Lucélio Cartaxo, prevê que os VLT entrarão em operação no primeiro semestre de 2014 e mudarão completamente o conceito de transporte público. "O sistema terá pontualidade nos horários e será integrado a outros meios de locomoção, reduzindo o tempo das viagens e com baixo custo para o usuário", resume.

Lucélio acredita que o novo sistema será capaz de fazer o que nenhuma medida ou investimento no setor foi capaz até hoje: atrair os usuários de veículos particulares para o transporte público e, assim, provocar efeitos positivos no trânsito de maneira geral. "Quando as pessoas verem que o VLT é eficiente, confortável, seguro, pontual e barato vão acabar utilizando-o para irem ao trabalho e a outros compromissos", prevê. Para que o novo sistema tenha a eficiência prevista é necessária a implantação de corredores expressos para ônibus em João Pessoa, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo.

Com informações: Portal Correio


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Obra dos BRTs expõe trilhos de bondes de Porto Alegre

23/11/2012 - G1 RS

A retirada do asfalto da Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, expôs uma parte da história da cidade. Embaixo do pavimento, os operários encontraram os trilhos dos antigos bondes, que já foram o principal meio de transporte coletivo da capital.

A obra está sendo feita no corredor de ônibus da avenida, que receberá piso de concreto. Até a Copa do Mundo de 2014, a Protásio Alves terá a circulação dos ônibus BRTs.
Os bondes circularam em Porto Alegre até a década de 70. Os trilhos devem ser retirados até a próxima semana para que o trabalho prossiga.



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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cuiabá: secretário nega fraude e garante entrega do VLT em 2014

21/11/2012 - Mídia News

Guimarães minimiza denúncias de supostos superfaturamento em obra e fraude em licitação

O secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, afirmou, nesta segunda-feira (19), que as denúncias de irregularidades nas obras do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), como um possível superfaturamento por parte da empresa escolhida e uma suposta licitação de "cartas marcadas", não atrapalham o andamento dos trabalhos.

Ele assegurou que as obras do modal de transporte coletivo para Cuiabá e Várzea Grande no Mundial de Futebol estarão concluídas até março de 2014.

Nós entendemos que temos a segurança jurídica suficiente para tocar a obra. Vamos entregá-la no prazo, com certeza", disse Guimarães, numa entrevista ao RDTV, canal de TV do site RD News na web.

Quando se fala em propina de R$ 80 milhões, parece que estamos falando de 'bananinha-de-feira'.

Maurício Guimarães disse que o processo para escolha da empresa executora dos serviços do VLT foi elaborado por uma equipe de mais de 20 pessoas, entre funcionários da Secopa e da Auditoria Geral do Estado. O secretário ainda defendeu o critério que definiu a escolha da empresa para executar os serviços do VLT.

"Foi um processo muito bem feito. As pessoas olham só o preço, e não é assim. É uma licitação de técnica e preço. Nem sempre o preço mais baixo corresponde à melhor empresa. Muitas vezes, a referida empresa não apresenta as condições de prestar o serviço. Por isso, levamos em conta 70% de técnica e 30% de valor. Contratamos a melhor proposta, a empresa mais capacitada para fazer gerenciamento de obra deste tamanho", disse.

Depois de analisar a documentação técnica e valores propostos, a Comissão Especial de Licitação da Secopa julgou como a melhor proposta para a implantação do VLT o Consórcio VLT Cuiabá, composto pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida S/A Engenharia de Obras, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.. A obra foi orçada em R$ 1,47 bilhão.

Em agosto deste ano, o Estado abriu uma outra licitação, para supervisão e gerenciamento dos projetos e da execução das obras; obtenção de licenças ambientais; fornecimento e montagem de sistema de corredores de transporte em Cuiabá.

A empresa vencedora foi a que apresentou a segunda proposta mais cara, em cinco disponíveis - R$ 7 milhões a mais do que a menor oferta feita na concorrência.

O caso da suposta propina de R$ 80 milhões veio à tona após o portal UOL divulgar que o ex-assessor especial do Governo, Rowles Magalhães, afirmou que o Consórcio VLT Cuiabá pagou a quantia ao Governo para vencer a licitação.



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Obra do VLT chega à avenida do CPA em Cuiabá

22/11/2012 - Diário de Cuiabá

Meados de dezembro. Esta é a expectativa da Secopa para interditar o trecho da avenida do CPA em frente ao Shopping Pantanal. Esta semana os operários já começaram a trabalhar no canteiro central da via.

Um viaduto em formato de ferradura será construído no local. O empreendimento é uma das 13 "obras de arte" que compõem o eixo CPA/Aeroporto do VLT.

Na primeira etapa da intervenção, as pistas no sentido bairro/centro serão interditadas nas proximidades da sede da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

O projeto com a rota de desvio foi protocolado na prefeitura e aguarda aprovação da prefeitura. A previsão, segundo a Secopa, é que o fluxo seja desviado por dentro do Centro Político Administrativo.

Com 253 metros de comprimento, o novo viaduto deve ficar pronto entre junho e agosto do próximo ano. O objetivo é resolver o conflito de fluxo entre os motoristas que trafegam pela avenida do CPA e os que usam a avenida Juliano Costa Marques.

Para a próxima semana, outra interdição está prevista, mas na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no ponto onde será construído o Complexo do Tijucal.

A intervenção teve início em agosto, quando um trecho da BR-364 foi bloqueado. Na ocasião, o fluxo foi desviado pela avenida das Torres e pela rodovia Palmiro Paes de Barros. Desta vez, a tendência é que os motoristas que usam a Fernando Correa tenham que usar rotas de desvio por dentro dos bairros que ficam no entorno.


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sábado, 10 de novembro de 2012

Pequenos trens movidos a bateria são testados no Brasil

03/11/2012 - Invertia Terra

O VLT é uma boa saída para o transporte de pessoas em grandes e médias cidades. A Itaupu Binacional trabalha no desenvolvimento deste tipo de veículo com tração elétrica

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é apontado por especialistas como uma das boas soluções para o transporte das grandes metrópoles ou até mesmo para cidades médias. Agora imagine um VLT de tração elétrica, substituindo o tradicional, movido a diesel, e que pode custar até um terço a menos para ser implantado. Por enquanto, o VLT elétrico não saiu do papel, mas se está bem perto de virar realidade. O "mock-up", como é chamado o protótipo do VLT, produzido pela Bom Sinal Indústria e Comércio, empresa cearense sediada em Barbalha, está sendo objeto de estudos do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade, a usina de ideias e projetos da Itaipu Binacional. A Itaipu, localizada em Foz de Iguaçu, possui excelência no desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de veículos elétricos - dos galpões da companhia estão sendo preparados protótipos de ônibus e até aviões elétricos.

Celso Novais, engenheiro da Itaipu e coordenador brasileiro do Projeto Veículo Elétrico (VE),explica que o trabalho está sendo dividido em duas fases. A primeira, que dever durar cerca de 18 meses, e que já está em pleno vapor, vai se concentrar apenas em transformar o protótipo original, fabricado pela Bom Sinal, movido a diesel, em um veículo elétrico. Depois, a segunda fase do estudo, que também deve durar cerca de um ano e meio, vai cuidar para que ocorra uma inovação tecnológica em relação aos modelos elétricos que operam hoje na Europa: a suspensão das catenárias, como são chamados os cabos de alimentação externos, e a substituição por baterias e sistemas de recarga - essa tecnologia já é usada em outros veículos elétricos desenvolvidos pela Itaipu, como o Palio Weekend.

"Na Europa, eles conseguiram expandir o uso dos VLTs elétricos, mas a tecnologia usada não é das mais modernas. Se a gente conseguir substituir o uso da catenária por baterias recarregáveis, isso vai representar um salto tecnológico sem precedentes na história dos veículos elétricos", afirma Novaes. Ele explica que o VLT sem catenárias não só representaria um ganho ambiental como também econômico, porque as peças externas costumam quase sempre aumentar consideravelmente o preço final do produto.



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100% acessível, VLT vai recuperar calçadas de Cuiabá, garante engenheiro

06/11/2012 - Portal Mobilize Brasil (*)

Ao longo de seus 22 km, sistema sobre trilhos proposto para a Copa vai reformular o passeio público na capital mato-grossense

Demora no processo licitatório, irregularidades no laudo técnico do Ministério das Cidades, problemas com a Justiça Federal. O polêmico Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que o governo de Mato Grosso propôs para resolver a mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa deverá, ainda assim, trazer ganhos consideráveis para a população.

De acordo com o assessor técnico de mobilidade urbana e engenheiro de transportes Rafael Detoni, o sistema sobre trilhos pretende reformular o passeio público em Cuiabá ao longo dos 22 km de extensão do modal, que liga a capital do estado à vizinha Várzea Grande.

"A obra do VLT não contempla única e exclusivamente a implantação da infraestrutura do VLT. Tem também todos os tratamentos de passeio público. Ao longo dos 22 km de extensão da linha, é obrigação realizar toda a recuperação do passeio público", explica Detoni, em entrevista.

"Cuiabá tem um problema seríssimo de passeio público: falta guia rebaixada, há ocupação irregular por automóvel, estacionamento irregular", conta. "Vamos deixar os rebaixos para cadeirantes, fazer a sinalização de piso tátil para deficientes visuais e colocar até sinais sonoros nos semáforos, para atender à necessidade do deficiente visual."

Embora o cronograma esteja apertado, o engenheiro também garante a entrega do metrô leve sobre trilhos até o Mundial.

"A população pode pensar dessa forma [na não-execução do legado até 2014], mas o governo do estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo", afirma.

Confira abaixo a entrevista de Rafael Detoni ao Portal 2014 e Mobilize Brasil.

O que efetivamente já começou de obra do VLT?
Duas obras de arte já estão em execução desde setembro. Uma trincheira na avenida da FEB em Várzea Grande, próxima ao Aeroporto Marechal Rondón, e um viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, no acesso à Universidade Federal do Mato Grosso. Essas são as duas obras que efetivamente começaram. Nós já estamos com a licença de instalação, com autorização para fazer todo o trecho do VLT. Nós estamos, hoje, aguardando só a aprovação, o plano de desvio para três novas frentes de trabalho. Uma na avenida XV de Novembro; outra na avenida Rubens de Mendonça, próximo a entrada da Secretaria de Fazenda, um viaduto; e um terceiro viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, bem pertinho do Terminal Coxipó. O consórcio protocolou esses três projetos de desvio. No momento em que eles forem aprovados, aí o consórcio põe em execução a sinalização de desvio de tráfego, interdita e começa a obra nestes pontos.

Está tudo dentro do cronograma? A Secopa disse que material rodante e via permanente só começam a ser implantados em 2013. É isso mesmo?
Os trilhos, mesmo, só serão inseridos a partir do ano que vem, porque o projeto de trilhos foi apresentado à Secopa, e já aprovado. E já foi feita a encomenda desse material. O material não chegou a Cuiabá ainda, vai começar a chegar a partir da segunda quinzena de janeiro. O que eles fazem agora? Preparam a avenida XV de Novembro, por exemplo, para que, quando o trilho efetivamente chegar, esteja pronta para receber o material. A preparação de outros trechos para implantação da via permanente começa este ano, agora no mês de novembro.

Como vai ser o trajeto do VLT? Conhecemos o conceito do VLT na Europa, que permeia os bairros centrais. Mas e o VLT de Cuiabá? Será todo elevado, cheio de trincheiras, ou também tem um trecho mais, digamos, estreito, paralelo às ruas do centro?
O nosso VLT é similar aos de algumas cidades europeias e diferente de outras. O de Cuiabá vai atuar como um corredor estrutural de transporte coletivo. Se você pegar Paris, o VLT é complementar dentro de uma rede na qual o corredor de grande capacidade é o metrô. No nosso caso, ele já é o corredor principal, o grande tronco do sistema de transporte coletivo. Sendo assim, nós adotamos o VLT com uma segregação em relação ao tráfico geral. Primeiro, ele está no mesmo nível da via pública, nem por baixo nem por cima, está inserido no canteiro central. Apesar de ele estar em nível, ele está segregado dos automóveis. Só haverá interferência de VLT com automóveis nos cruzamentos, alguns semaforizados. Onde não for cruzamento semaforizado, estamos dando o tratamento por trincheira ou viaduto. Aí nesse caso a trincheira e o viaduto atendem tanto o VLT, livrando o cruzamento viário, como o tráfego em geral. Então as obras de arte, nesses casos, não atendem apenas transporte coletivo como irão conferir um ganho de velocidade ao próprio trânsito. Mas, via de regra, o VLT, em seus 22 km, é em nível, superfície.


VLT de Cuiabá terá 22 km
créditos: Secopa/MT

Como são os detalhes dos trens? Serão fornecidos pela CAF, uma das maiores do mundo neste segmento. Mas quantas composições são? Tração elétrica? Qual a capacidade de transporte?
Trens com tração elétrica, 100% deles. A gente fez uma exigência de que eles tivessem capacidade de regeneração da energia de frenagem. Então aquela energia produzida durante a frenagem é regenerada e renovada, jogada de volta à rede de tração. Com isso ganhamos um pouco de consumo de energia, o que ajuda no custo operacional. São 40 trens, inicialmente. E cada trem tem capacidade para 400 passageiros. Cada composição, por sua vez, tem sete módulos, ou vagões. E terão 100% piso baixo. Ou seja, a altura do piso interno coincide com o piso das estações. Então não há impedimento de acessibilidade em nenhum ponto e localidade do trem. Com as devidas áreas para cadeirante, com área de acomodação para portadores de mobilidade reduzida, idosos, etc. Os trens estão previamente dimensionados para operação já em 2014, durante a hora-pico, para trabalhar com um headway [intervalo entre trens] de quatro minutos. Isso garantirá o transporte de oito mil passageiros por hora por sentido. Podemos aumentar a capacidade diminuindo o intervalo de trens e trabalhar com um headway de dois minutos. Mas vamos começar com uma frequência de quatro minutos porque é a demanda atual e prevista para 2014. No momento em que a cidade for crescendo e as demandas forem aumentando, a gente vai aumentando o número de trens e diminuindo a frequência, enfim.

Acompanhamos os problemas na Justiça Federal ultimamente. Uma das justificativas do juiz que chegou a impugnar as obras era de que o VLT não era compatível com as demandas do transporte em Cuiabá...
Bom, como se divide o sistema de transporte público? Você tem sistemas de baixa, média e alta capacidade. Baixa capacidade são os ônibus normais, operados por integração física-tarifária, a rede normal de transporte coletivo. Então temos uma capacidade de 4.500, ou 5.500 passageiros por hora e por sentido. Você opera com ônibus, vans, micro-ônibus. Acima dos seis mil passageiros por hora e sentido, você entra em outra faixa que são os transportes de média capacidade. Nestes, estão enquadrados os corredores estruturais, seja por BRT ou por VLT. A capacidade de transporte é equivalente nos dois modais. O que muda é a forma de operação. Enquanto em um ônibus articulado você consegue acomodar 270 passageiros, em um VLT você põe 400. Então para você atingir a mesma capacidade operacional de um VLT, você precisa de um ônibus articulado e um biarticulado, operando em um regime de linhas mistas, paradoras e expressas. A forma como você opera o corredor você vai de uma faixa de capacidade de sei mil a 30 mil passageiros hora/sentido. Acima de 30 mil passageiros por hora/sentido, entramos em uma terceira categoria que são os sistemas de grande capacidade. Aí não tem jeito: é metrô, que transporta 30, 60, 70 mil passageiros hora/sentido. Então o modal é perfeitamente adequado às nossas demandas hoje: oito mil passageiros hora/sentido. E chegaremos a 2014 com uma tendência de crescimento da procura pelo transporte, a nove mil passageiros hora/sentido.

Os problemas com a Justiça chegaram a atrapalhar o cronograma de obras?
Não. Os consórcios têm trabalhado em três turnos, como foi colocado na época da licitação. Então não interferiu negativamente. A Secopa costumava dar uma estimativa de 24 meses para as obras, e depois o consórcio garantiu as obras prontas até março.

A que se deve essa diferença? Como o consórcio pretende cumprir este prazo?
Com os três turnos e com os seus métodos construtivos dele dentro da engenharia. Por exemplo, uma coisa positiva dentro do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) é que a gente estipulou as obras de arte, definimos os pontos onde teríamos uma trincheira ou um viaduto. Pela Lei de Licitações, a 8.666, tínhamos análise de solo, comportamento de solo, e então fazia-se uma previsão de um tipo de fundação. Mas o consórcio analisou, julgou e colocou que conseguiria fazer a mesma obra de arte com outro tipo de fundação cuja execução é mais rápida. Isso o próprio edital permite.
Alternativas de construção podem ser apresentadas desde que garantam o princípio de eficiência, durabilidade e resistência e que não comprometam a obra em si. Então o consórcio apresentou e, em apenas uma semana lá na trincheira do Km Zero, conseguiu colocar 50, 60 estacas. Então é o método construtivo. Fez uma previsão orçamentária, métodos construtivos, previsão três turnos. O prazo dado para a execução de obra termina em março de 2014. O prazo de vigência do contrato é de 24 meses.
Depois da obra pronta, vem a etapa de testes, que chamam de "operação branca". É quando você põe o VLT para rodar com o passageiro, para fazer ajuste de bilhetagem, de catraca, de linha, de integração com ônibus. E a CAF, dentro do consórcio, permanece na cidade até dois meses após junho de 2014. Se tiver que fazer manutenção, eles fazem.
A execução da obra, apresentada pelo consórcio, encerra em março de 2014. A partir daí, entra a fase de testes para que em junho você tenha efetivamente o sistema em operação, com bilhetagem, integração, para atender a Copa do Mundo. E o contrato se encerra em junho. Porque eles são obrigados a acompanhar nesse período.

Você falou em acessibilidade nos vagões. Mas e nas estações?
Sim, 100%. E também tem a questão das calçadas. Porque a obra do VLT não contempla única e exclusivamente a implantação da infraestrutura do VLT. Tem também todos os tratamentos viários e tratamentos de passeio público. Então ao longo dos 22 km de extensão da linha, é obrigação, faz parte da obra, realizar toda a recuperação do passeio público.
Cuiabá tem um problema seríssimo de falta de passeio público rebaixado, guia rebaixada, e também ocupação irregular por automóvel e estacionamento irregular. Tem toda a recuperação. Vamos tratar o meio-fio, deixar os rebaixos para cadeirantes, fazer a sinalização de piso tátil para deficientes visuais, as estações nos canteiros centrais terão acesso via semáforo, dotados até com sinais sonoros, previstos na licitação, para atender a necessidade do deficiente visual.
Quando o portador de deficiência chegar ao canteiro central, na estação, ele terá uma rampa com menos de 4% de inclinação, para ele atender a um desnível de 90 cm, que é a diferença de nível do piso VLT para a via pública. É uma rampa bastante suave, quando a legislação exige 8%, trabalhamos com 4%. Vai ter piso tátil, piso com sinalização direcional, está tudo previsto no projeto do VLT.

Embora sejam modais diferentes, vimos no Rio de Janeiro que o BRT Transoeste registrou atropelamentos pela inexistência de passarelas, já que o plano diretor daquela região não permite a construção delas. No VLT, existirão passarelas ou só cruzamentos semaforizados?
Estamos vendo com o consórcio. Teremos travessia do tipo passarela em apenas duas estações, que são movimentadas, mais centrais e carregadas, para evitar o excesso de fechamento do semáforo e assim prejudicar a circulação de uma maneira geral. As demais, considerando as demandas previstas de tráfego do entorno, terão travessia em nível semaforizada.

Sobre os empréstimos para o sistema sobre trilhos. Um deles já foi liberado, era do BRT e será aplicado agora no VLT. E o segundo, do FGTS e Caixa, de R$ 700 milhões, como está?
O primeiro já está garantido, assinado, liberado. E o segundo está em tramitação na Secretaria do Tesouro Nacional e, pelo que foi informado pelo secretário, na segunda-feira (4) será feita a assinatura deste contrato.

Qual será a tarifa do VLT?
A gente só vai obter a tarifa do VLT quando tivermos, primeiro, o modelo de concessão definido pelo governo do Mato Grosso junto às prefeituras; e, segundo, quando tivermos toda a rede de transporte desenhada. Porque o VLT não pode ser entendido como um sistema independente. Ele vai ser integrado a toda rede de ônibus. Então, a partir do momento que você tem a inserção de um corredor estrutural de transporte coletivo, você tem que fazer todo o redesenho das linhas de ônibus. Isso interfere na quilometragem da frota, que é essencial para definir o custo tarifário. O que tem ser falado é que a tarifa do transporte coletivo vai ficar em torno do que já é operado hoje: entre R$ 2,50 e R$ 2,70. Agora, só saberemos mais quando tivermos um modelo de concessão e de exploração do sistema de transporte. Isso só vai acontecer a partir de fevereiro, mas o trabalho já está sendo desenvolvido.

Costumamos realizar o acompanhamento das obras da Copa a partir da Matriz de Responsabilidades. E, além do VLT, Cuiabá tem o compromisso de entregar as obras do Corredor Mário Andreazza. Em que pé estão estas obras? A ponte já foi entregue?
Na Mário Andreazza, a ponte nova está concluída e estamos agora fazendo o encabeçamento em uma das extremidades. No momento em que a gente concluir esta chegada, este encabeçamento da ponte, a gente libera ela para o tráfego e interdita a ponte antiga para fazer a restauração. Está basicamente pronta. E a duplicação [de 9km da rodovia Mário Andreazza] está 35% pronta. Já tem terraplanagem, e até pagamentos já apresentados pela Caixa Econômica. A trincheira da Ciríaco Cândia, que está no escopo da Arena Pantanal, por sua vez, será entregue em dezembro deste ano, tem 70% da obra pronta.

No Portal 2014, muitos dos nossos leitores de Cuiabá comentam que não há problema no VLT não ficar pronto até a Copa porque fica o legado para a cidade, porque a população vai poder desfrutar de um modal da mais alta qualidade e tecnologia. É correta esta intepretação?
Todas as obras que estão sendo tocadas foram pensadas com o objetivo de atender à Copa do Mundo e permanecer como legado para a cidade. Todas. Desde o Centro de Treinamento e a concepção da Arena Pantanal até as intervenções viárias. Todas têm o "motivo" Copa do Mundo, e também atendem à cidade. O VLT é o mesmo raciocínio. A população pode pensar dessa forma, mas o governo do estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo. Porque existe um contrato firmado entre entes federativos, existe a Matriz de Responsabilidades, e esta obra foi colocada como uma obra que estará pronta para a Copa do Mundo. Assim ela está em contrato, assim ela foi licitada e assim ela foi contratada junto ao consórcio executor. Então, o governo não trabalha com essa hipótese. Não está errado a população pensar assim, eles estão preocupados com o que vai ficar depois, o raciocínio é coerente, mas temos um contrato e ele será cumprido. Repito: o governo não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo.

Reportagem originalmente publicada no Portal 2014


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Uberlândia inicia estudo para implantação de VLT

07/11/2012 - Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

A Universidade Federal de Uberlândia iniciou os estudos de viabilidade para implantação na cidade de transporte público na modalidade de Metrô ou VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

O estudo será coordenado pelo Instituto de Geografia e realizado por uma equipe multidisciplinar da Universidade Federal de Uberlândia composta por docentes e estudantes das áreas de Arquitetura e Urbanismo e Engenharias Civil e Elétrica, Economia, Administração e Biologia.

Na primeira etapa, a equipe fará visitas aos principais projetos existentes de VLT e em implantação no Brasil, como é caso de Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza. Também serão visitados projetos internacionais bem sucedidos como em Nortfolk e Chalortte, nos Estados Unidos, e nas cidades europeias de Paris, na França, Barcelona, na Espanha e Lisboa, em Portugal, além de Singapura na Ásia.

Segundo a professora Marlene Colessanti, diretora do Instituto de Geografia da UFU, "o objetivo das visitas técnicas é apreender com as experiências já realizadas para aproveitar suas virtudes e evitar que eventuais erros de projeto sejam repetidos".

Também serão realizadas reuniões com indústrias fabricantes desses veículos sob trilhos, especialmente Auston (francesa) e Bom Sinal (brasileira) para selecionar melhores alternativas em termos de tecnologia, custo de manutenção e capacidade de transporte.

O Coordenador Executivo do Estudo, Edson Pistori, explicou que um dos interesses do contato com essas indústrias é considerar a possibilidade delas se também se instalarem em Uberlândia para produzir veículos dessa natureza para atender outros projetos nacionais.

A análise de viabilidade será composta pelos estudos de demanda, de mobilidade e planejamento urbano; de viabilidade funcional, de viabilidade ambiental e de viabilidade econômico-financeira.

O novo Câmpus Glória da UFU já foi projetado para que o VLT possa transitar dentro dele.

"A cidade precisa estar preparada para construir um futuro em que o trânsito não seja um problema e o VLT pode ser uma alternativa interessante", afirma a professora Denise Labrea, especialista em transporte.

As conclusões do estudo serão apresentadas à sociedade e às autoridades públicas em setembro de 2013.


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Uberlândia inicia estudo para implantação de VLT

07/11/2012 - Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

A Universidade Federal de Uberlândia iniciou os estudos de viabilidade para implantação na cidade de transporte público na modalidade de Metrô ou VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

O estudo será coordenado pelo Instituto de Geografia e realizado por uma equipe multidisciplinar da Universidade Federal de Uberlândia composta por docentes e estudantes das áreas de Arquitetura e Urbanismo e Engenharias Civil e Elétrica, Economia, Administração e Biologia.

Na primeira etapa, a equipe fará visitas aos principais projetos existentes de VLT e em implantação no Brasil, como é caso de Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza. Também serão visitados projetos internacionais bem sucedidos como em Nortfolk e Chalortte, nos Estados Unidos, e nas cidades europeias de Paris, na França, Barcelona, na Espanha e Lisboa, em Portugal, além de Singapura na Ásia.

Segundo a professora Marlene Colessanti, diretora do Instituto de Geografia da UFU, "o objetivo das visitas técnicas é apreender com as experiências já realizadas para aproveitar suas virtudes e evitar que eventuais erros de projeto sejam repetidos".

Também serão realizadas reuniões com indústrias fabricantes desses veículos sob trilhos, especialmente Auston (francesa) e Bom Sinal (brasileira) para selecionar melhores alternativas em termos de tecnologia, custo de manutenção e capacidade de transporte.

O Coordenador Executivo do Estudo, Edson Pistori, explicou que um dos interesses do contato com essas indústrias é considerar a possibilidade delas se também se instalarem em Uberlândia para produzir veículos dessa natureza para atender outros projetos nacionais.

A análise de viabilidade será composta pelos estudos de demanda, de mobilidade e planejamento urbano; de viabilidade funcional, de viabilidade ambiental e de viabilidade econômico-financeira.

O novo Câmpus Glória da UFU já foi projetado para que o VLT possa transitar dentro dele.

"A cidade precisa estar preparada para construir um futuro em que o trânsito não seja um problema e o VLT pode ser uma alternativa interessante", afirma a professora Denise Labrea, especialista em transporte.

As conclusões do estudo serão apresentadas à sociedade e às autoridades públicas em setembro de 2013.


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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pequenos trens movidos a bateria são testados no Brasil

03/11/2012 - Invertia Terra

O VLT é uma boa saída para o transporte de pessoas em grandes e médias cidades. A Itaupu Binacional trabalha no desenvolvimento deste tipo de veículo com tração elétrica

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é apontado por especialistas como uma das boas soluções para o transporte das grandes metrópoles ou até mesmo para cidades médias. Agora imagine um VLT de tração elétrica, substituindo o tradicional, movido a diesel, e que pode custar até um terço a menos para ser implantado. Por enquanto, o VLT elétrico não saiu do papel, mas se está bem perto de virar realidade. O "mock-up", como é chamado o protótipo do VLT, produzido pela Bom Sinal Indústria e Comércio, empresa cearense sediada em Barbalha, está sendo objeto de estudos do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade, a usina de ideias e projetos da Itaipu Binacional. A Itaipu, localizada em Foz de Iguaçu, possui excelência no desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de veículos elétricos - dos galpões da companhia estão sendo preparados protótipos de ônibus e até aviões elétricos.

Celso Novais, engenheiro da Itaipu e coordenador brasileiro do Projeto Veículo Elétrico (VE),explica que o trabalho está sendo dividido em duas fases. A primeira, que dever durar cerca de 18 meses, e que já está em pleno vapor, vai se concentrar apenas em transformar o protótipo original, fabricado pela Bom Sinal, movido a diesel, em um veículo elétrico. Depois, a segunda fase do estudo, que também deve durar cerca de um ano e meio, vai cuidar para que ocorra uma inovação tecnológica em relação aos modelos elétricos que operam hoje na Europa: a suspensão das catenárias, como são chamados os cabos de alimentação externos, e a substituição por baterias e sistemas de recarga - essa tecnologia já é usada em outros veículos elétricos desenvolvidos pela Itaipu, como o Palio Weekend.

"Na Europa, eles conseguiram expandir o uso dos VLTs elétricos, mas a tecnologia usada não é das mais modernas. Se a gente conseguir substituir o uso da catenária por baterias recarregáveis, isso vai representar um salto tecnológico sem precedentes na história dos veículos elétricos", afirma Novaes. Ele explica que o VLT sem catenárias não só representaria um ganho ambiental como também econômico, porque as peças externas costumam quase sempre aumentar consideravelmente o preço final do produto.



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VLT que ligará Brasília ao município goiano de Luziânia ainda passará por estudos

07/11/2012 - Correio Braziliense

O diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, espera para esta semana o resultado da licitação que indicará a empresa vencedora para a realização dos estudos necessários à implantação veículo leve sobre trilhos (VLT), que ligará Brasília ao município goiano de Luziânia.

"Essa linha já existe, mas somente para o transporte de carga. Agora, vai ser para uso misto — carga e passageiros — e beneficiar um corredor chamado Entorno Sul, onde temos cerca de 600 mil pessoas que moram na região". Segundo ele, o investimento chegará no máximo a R$ 100 mil.

"Passará por Luziânia, Jardim Ingá, Cidade Ocidental e Valparaíso, em Goiás, e, no Distrito Federal, pelo Park Way, Núcleo Bandeirante, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Guará até a Rodoferroviária. É uma possibilidade concreta para desafogar o trânsito nessa região da Epia que, hoje, está totalmente congestionada para tentar evitar o caos", diz Dourado.

A aposta no transporte ferroviário não para aí. Marcelo Dourado afirma que a Sudeco está coordenando também projeto que ligará o Distrito Federal a Goiânia. "É um projeto audacioso e estratégico para o Centro-Oeste. Era uma ideia do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 1956." Segundo ele, 42 empresas, consorciadas ou não, manifestaram interesse em concorrer para a apresentação dos estudos iniciais.

"Estamos na fase de escolha e, possivelmente, até o fim deste ano, deveremos conhecer a empresa vencedora. Os estudos deverão levar de oito a 10 meses para serem concluídos. Acreditamos que as obras devem começar até o fim do próximo ano", adiante a superintendente da Sudeco.

Nesse caso, o projeto é mais complexo. Diferentemente da ligação Brasília/Luziânia, a estrada de ferro precisa ser implantada, o que exigirá um conjunto de licenças, entre elas a ambiental, de viabilidade econômica, o que demandará ais tempo. Superadas essas etapas, a implantação poderá começar. A estimativa é de que o investimento fique entre R$ 800 e R$ 900 milhões.

As duas obras terão forte impacto na mobilidade urbana e semiurbana do Entorno, a chamada grande região metropolitana de Brasília. A ligação Brasília/Goiânia tem importância estratégica para a economia para o eixo de ligação entre as duas capitais.

Por Rosane Garcia



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sábado, 3 de novembro de 2012

Pequenos trens movidos a bateria são testados no Brasil

03/11/2012 - Invertia Terra

O VLT é uma boa saída para o transporte de pessoas em grandes e médias cidades. A Itaupu Binacional trabalha no desenvolvimento deste tipo de veículo com tração elétrica

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é apontado por especialistas como uma das boas soluções para o transporte das grandes metrópoles ou até mesmo para cidades médias. Agora imagine um VLT de tração elétrica, substituindo o tradicional, movido a diesel, e que pode custar até um terço a menos para ser implantado. Por enquanto, o VLT elétrico não saiu do papel, mas se está bem perto de virar realidade. O "mock-up", como é chamado o protótipo do VLT, produzido pela Bom Sinal Indústria e Comércio, empresa cearense sediada em Barbalha, está sendo objeto de estudos do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade, a usina de ideias e projetos da Itaipu Binacional. A Itaipu, localizada em Foz de Iguaçu, possui excelência no desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de veículos elétricos - dos galpões da companhia estão sendo preparados protótipos de ônibus e até aviões elétricos.

Celso Novais, engenheiro da Itaipu e coordenador brasileiro do Projeto Veículo Elétrico (VE),explica que o trabalho está sendo dividido em duas fases. A primeira, que dever durar cerca de 18 meses, e que já está em pleno vapor, vai se concentrar apenas em transformar o protótipo original, fabricado pela Bom Sinal, movido a diesel, em um veículo elétrico. Depois, a segunda fase do estudo, que também deve durar cerca de um ano e meio, vai cuidar para que ocorra uma inovação tecnológica em relação aos modelos elétricos que operam hoje na Europa: a suspensão das catenárias, como são chamados os cabos de alimentação externos, e a substituição por baterias e sistemas de recarga - essa tecnologia já é usada em outros veículos elétricos desenvolvidos pela Itaipu, como o Palio Weekend.

"Na Europa, eles conseguiram expandir o uso dos VLTs elétricos, mas a tecnologia usada não é das mais modernas. Se a gente conseguir substituir o uso da catenária por baterias recarregáveis, isso vai representar um salto tecnológico sem precedentes na história dos veículos elétricos", afirma Novaes. Ele explica que o VLT sem catenárias não só representaria um ganho ambiental como também econômico, porque as peças externas costumam quase sempre aumentar consideravelmente o preço final do produto.



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Macaé recebe mais dois vagões para o VLT

08/10/2012 - G1 Norte Fluminense

Cidade fluminense recebe segunda composição do VLT, fabricada no NE e ainda sem data para começar a operar

Mais dois vagões que serão usados para formar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) chegaram à Macaé, Norte Fluminense. Essa é a segunda composição e veio do Nordeste. Os dois vagões estavam expostos na entrada do bairro Glória desde domingo (30).

Funcionários da empresa que fabricou os vagões vieram do Ceará para cuidar do transporte. De acordo com a Prefeitura de Macaé, testes de segurança serão realizados nos próximos dias. Por enquanto, o VLT ainda não tem data para começar a funcionar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Foz do Iguaçu terá primeiro VLT elétrico do Brasil

01/11/2012 - Revista Ferroviária

A Itaipu Binacional iniciou nesta semana os estudos para desenvolver o primeiro VLT com tração elétrica do Brasil. O projeto está sendo feito em Foz do Iguaçu (PR), com um modelo da Bom Sinal que terá o motor adaptado.

Segundo Celso Novais, coordenador do Projeto Veículo Elétrico (VE), a primeira fase do projeto será gerar o estudo para a acomodação do sistema elétrico no veículo diesel. Será verificado o espaço disponível para a instalação da tração elétrica, incluindo motor, sistema de acoplamento, caixa de redução, sistemas de fixação, além da parte de eletrônica de potência, responsável pelo acionamento do motor. O estudo deve durar um ano e meio.

Na segunda fase do estudo, será desenvolvida uma versão elétrica sem as catenárias. Serão analisadas as possibilidades de uso de bateria de sódio com carga rápida, um sistema sem fio de recarga ou um sistema de recarga nas paradas. A estimativa é que sem o uso de catenárias o gasto com o projeto poderá ser reduzido em um terço. Essa etapa do processo também deve levar um ano e meio.

De acordo com Novais, será necessário instalar um pequeno trecho de trilhos dentro de Itaipu, para os testes iniciais. A versão elétrica do VLT poderá alcançar velocidade de até 170 km/h, ante os 120 km/h atuais da versão a diesel.ll



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"Não trabalhamos com a hipótese de não entregar o VLT até a Copa"

01/11/2012 - Portal 2014

Em entrevista ao Portal 2014, assessor de mobilidade da Secopa-MT garante obra pronta até 2014

Assessor especial da Secopa, Detoni garante VLT pronto até 201 (crédito: Mídia News)

Demora no processo licitatório, irregularidades no laudo técnico do Ministério das Cidades, problemas com a Justiça Federal. Nada disso parece abalar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, principal e mais cara obra de mobilidade urbana que Cuiabá projetou para a Copa do Mundo.

A um custo de R$ 1,47 bilhão e diante de um cronograma apertado, o inovador sistema sobre trilhos estará, sim, pronto até o Mundial. Quem garante é o assessor técnico de mobilidade urbana da Secretaria da Copa em Mato Grosso (Secopa), o engenheiro de transportes Rafael Detoni.

"A população pode pensar dessa forma [no legado e na não-execução até 2014], mas o governo do Estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo", explica o engenheiro.

"Existe um contrato firmado entre entes federativos, existe a Matriz de Responsabilidades, e esta obra foi colocada como uma obra que estará pronta para a Copa do Mundo. Assim ela está em contrato, assim ela foi licitada e assim ela foi contratada junta ao consórcio executor."

Detoni sempre esteve à frente dos preparativos de mobilidade urbana do Mundial em Cuiabá, seja com o projeto do BRT, seja com o VLT, que acabou substituindo o sistema sobre pneus.

Nesta entrevista ao Portal 2014, o assessor da Secopa também explica os detalhes do projeto, afirma que o VLT contemplará todos os critérios de acessibilidade e ainda reformulará as calçadas das vias que compõem o seu trajeto.

Confira!

Entrevista com Rafael Detoni, assessor técnico de mobilidade da Secopa-MT

O que efetivamente já começou de obra do VLT?
Duas obras de arte já estão em execução desde setembro. Uma trincheira na avenida da FEB em Várzea Grande, próxima ao Aeroporto Marechal Rondón, e um viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, no acesso à Universidade Federal do Mato Grosso. Essas são as duas obras que efetivamente começaram. Nós já estamos com a licença de instalação, com autorização para fazer todo o trecho do VLT. Nós estamos, hoje, aguardando só a aprovação, o plano de desvio para três novas frentes de trabalho. Uma na avenida XV de Novembro; outra na avenida Rubens de Mendonça, próximo a entrada da Secretaria de Fazenda, um viaduto; e um terceiro viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, bem pertinho do Terminal Coxipó. O consórcio protocolou esses três projetos de desvio. No momento em que eles forem aprovados, aí o consórcio põe em execução a sinalização de desvio de tráfego, interdita e começa a obra nestes pontos.

Está tudo dentro do cronograma? A Secopa disse que material rodante e via permanente só começam a ser implantados em 2013. É isso mesmo?

Os trilhos, mesmo, só serão inseridos a partir do ano que vem, porque o projeto de trilhos foi apresentado à Secopa, e já aprovado. E já foi feita a encomenda desse material. O material não chegou a Cuiabá ainda, vai começar a chegar a partir da segunda quinzena de janeiro. O que eles fazem agora? Preparam a avenida XV de Novembro, por exemplo, para que, quando o trilho efetivamente chegar, esteja pronta para receber o material. A preparação de outros trechos para implantação da via permanente começa este ano, agora no mês de novembro.

Como vai ser o trajeto do VLT? Conhecemos o conceito do VLT na Europa, que permeia os bairros centrais. Mas e o VLT de Cuiabá será todo elevado, cheio trincheiras, ou também tem um trecho mais, digamos, estreito, paralelo às ruas do centro?

O nosso VLT é similar aos de algumas cidades europeias e diferente de outras. O de Cuiabá vai atuar como um corredor estrutural de transporte coletivo. Se você pegar Paris, o VLT é complementar dentro de uma rede na qual o corredor de grande capacidade é o metrô. No nosso caso, ele já é o corredor principal, o grande tronco do sistema de transporte coletivo. Sendo assim, nós adotamos o VLT com uma segregação em relação ao tráfico geral. Primeiro, ele está no mesmo nível da via pública, nem por baixo nem por cima, está inserido no canteiro central. Apesar de ele estar em nível, ele está segregado dos automóveis. Só haverá interferência de VLT com automóveis nos cruzamentos, alguns semaforizados. Onde não for cruzamento semaforizado, estamos dando o tratamento por trincheira ou viaduto. Aí nesse caso a trincheira e o viaduto atendem tanto o VLT, livrando o cruzamento viário, como o tráfego em geral. Então as obras de arte, nesses casos, não atendem apenas transporte coletivo como irão conferir um ganho de velocidade ao próprio trânsito. Mas, via de regra, o VLT, em seus 22 km, é em nível, superfície.

Como são os detalhes dos trens? Serão fornecidos pela CAF, uma das maiores do mundo neste segmento. Mas quantas composições são? Tração elétrica? Qual a capacidade de transporte?

Trens com tração elétrica, 100% deles. A gente fez uma exigência de que eles tivessem capacidade de regeneração da energia de frenagem. Então aquela energia produzida durante a frenagem é regenerada e renovada, jogada de volta à rede de tração. Com isso ganhamos um pouco de consumo de energia, o que ajuda no custo operacional. São 40 trens, inicialmente. E cada trem tem capacidade para 400 passageiros. Cada composição, por sua vez, tem sete módulos, ou vagões. E terão 100% piso baixo. Ou seja, a altura do piso interno coincide com o piso das estações. Então não há impedimento de acessibilidade em nenhum ponto e localidade do trem. Com as devidas áreas para cadeirante, com área de acomodação para portadores de mobilidade reduzida, idosos, etc. Os trens estão previamente dimensionados para operação já em 2014, durante a hora-pico, para trabalhar com um headway [intervalo entre trens] de quatro minutos. Isso garantirá o transporte de oito mil passageiros por hora por sentido. Podemos aumentar a capacidade diminuindo o intervalo de trens e trabalhar com um headway de dois minutos. Mas vamos começar com uma frequência de quatro minutos porque é a demanda atual e prevista para 2014. No momento em que a cidade for crescendo e as demandas forem aumentando, a gente vai aumentando o número de trens e diminuindo a frequência, enfim.

Acompanhamos os problemas na Justiça Federal ultimamente. Uma das justificativas do juiz que chegou a impugnar as obras era de que o VLT não era compatível com as demandas do transporte em Cuiabá...

Bom, como se divide o sistema de transporte público? Você tem sistemas de baixa, média e alta capacidade. Baixa capacidade são os ônibus normais, operados por integração física-tarifária, a rede normal de transporte coletivo. Então temos uma capacidade de 4.500, ou 5.500 passageiros por hora e por sentido. Você opera com ônibus, vans, micro-ônibus. Acima dos seis mil passageiros por hora e sentido, você entra em outra faixa que são os transportes de média capacidade. Nestes, estão enquadrados os corredores estruturais, seja por BRT ou por VLT. A capacidade de transporte é equivalente nos dois modais. O que muda é a forma de operação. Enquanto em um ônibus articulado você consegue acomodar 270 passageiros, em um VLT você põe 400. Então para você atingir a mesma capacidade operacional de um VLT, você precisa de um ônibus articulado e um biarticulado, operando em um regime de linhas mistas, paradoras e expressas. A forma como você opera o corredor você vai de uma faixa de capacidade de sei mil a 30 mil passageiros hora/sentido. Acima de 30 mil passageiros por hora/sentido, entramos em uma terceira categoria que são os sistemas de grande capacidade. Aí não tem jeito: é metrô, que transporta 30, 60, 70 mil passageiros hora/sentido.

"Então o modal é perfeitamente adequado às nossas demandas hoje: oito mil passageiros hora/sentido. E chegaremos a 2014 com uma tendência de crescimento da procura pelo transporte, a nove mil passageiros hora/sentido."


Veículo Leve sobre Trilhos terá 22 km de extensão (crédito: Divulgação)
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Os problemas com a Justiça chegaram a atrapalhar o cronograma de obras?

Não. Os consórcios têm trabalhado em três turnos, como foi colocado na época da licitação. Então não interferiu negativamente.

A Secopa costumava dar uma estimativa de 24 meses para as obras, e depois o consórcio garantiu as obras prontas até março. A que se deve essa diferença? Como o consórcio pretende cumprir este prazo?

Com os três turnos e com os seus métodos construtivos dele dentro da engenharia. Por exemplo, uma coisa positiva dentro do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) é que a gente estipulou as obras de arte, definimos os pontos onde teríamos uma trincheira ou um viaduto. Pela Lei de Licitações, a 8.666, tínhamos análise de solo, comportamento de solo, e então fazia-se uma previsão de um tipo de fundação. Mas o consórcio analisou, julgou e colocou que conseguiria fazer a mesma obra de arte com outro tipo de fundação cuja execução é mais rápida. Isso o próprio edital permite. Alternativas de construção podem ser apresentadas desde que garantam o princípio de eficiência, durabilidade e resistência e que não comprometam a obra em si. Então o consórcio apresentou e, em apenas uma semana lá na trincheira do Km Zero, conseguiu colocar 50, 60 estacas. Então é o método construtivo. Fez uma previsão orçamentária, métodos construtivos, previsão três turnos. O prazo dado para a execução de obra termina em março de 2014. O prazo de vigência do contrato é de 24 meses. Depois da obra pronta, vem a etapa de testes, que chamam de "operação branca". É quando você põe o VLT para rodar com o passageiro, para fazer ajuste de bilhetagem, de catraca, de linha, de integração com ônibus. E a CAF, dentro do consórcio, permanece na cidade até dois meses após junho de 2014. Se tiver que fazer manutenção, eles fazem. A execução da obra, apresentada pelo consórcio, encerra em março de 2014. A partir daí, entra a fase de testes para que em junho você tenha efetivamente o sistema em operação, com bilhetagem, integração, para atender a Copa do Mundo. E o contrato se encerra em junho. Porque eles são obrigados a acompanhar nesse período.

Você falou em acessibilidade nos vagões. Mas e nas estações?

Sim, 100%. E também tem a questão das calçadas. Porque a obra do VLT não contempla única e exclusivamente a implantação da infraestrutura do VLT. Tem também todos os tratamentos viários e tratamentos de passeio público. Então ao longo dos 22 km de extensão da linha, é obrigação, faz parte da obra, realizar toda a recuperação do passeio público. Cuiabá tem um problema seríssimo de passeio público rebaixado, guia rebaixada, ocupação irregular por automóvel, estacionamento irregular. Tem toda a recuperação. Vamos levantar o meio-fio, deixar os rebaixos para cadeirantes, fazer a sinalização de piso tátil para deficientes visuais, as estações nos canteiros centrais terão acesso via semáforo, dotados até com sinais sonoros, previstos na licitação, para atender a necessidade do deficiente visual. Quando o portador de deficiência chegar ao canteiro central, na estação, ele terá uma rampa com menos de 4% de inclinação, para ele atender um desnível de 90 cm, que é a diferença de nível do piso VLT para a via pública. É uma rampa bastante suave, quando a legislação exige 8%, trabalhamos com 4%. Vai ter piso tátil, piso com sinalização direcional, está tudo previsto no projeto do VLT.

Terá passarelas também? Vimos no Rio de Janeiro, embora sejam modais diferentes, que o BRT Transoeste registrou atropelamentos pela inexistência de passarelas, já que o plano diretor daquela região não permite a construção delas. No VLT, existirão passarelas ou só cruzamentos semaforizados?

Estamos vendo com o consórcio. Teremos travessia do tipo passarela em apenas duas estações, que são movimentadas, mais centrais e carregadas, para evitar o excesso de fechamento do semáforo e assim prejudicar a circulação de uma maneira geral. As demais, considerando as demandas previstas de tráfego do entorno, terão travessia em nível semaforizada.

Sobre os empréstimos para o sistema sobre trilhos. Um deles já foi liberado, era do BRT e será aplicado agora no VLT. E o segundo, do FGTS e Caixa, de R$ 700 milhões, como está?

O primeiro já está garantido, assinado, liberado. E o segundo está em tramitação na Secretaria do Tesouro Nacional e, pelo que foi informado pelo secretário, na segunda-feira (4) será feita a assinatura deste contrato.

Qual será a tarifa do VLT?

A gente só vai obter a tarifa do VLT quando tivermos, primeiro, o modelo de concessão definido pelo governo do Mato Grosso junto às prefeituras; e, segundo, quando tivermos toda a rede de transporte desenhada. Porque o VLT não pode ser entendido como um sistema independente. Ele vai ser integrado a toda rede de ônibus. Então, a partir do momento que você tem a inserção de um corredor estrutural de transporte coletivo, você tem que fazer todo o redesenho das linhas de ônibus. Isso interfere na quilometragem da frota, que é essencial para definir o custo tarifário. O que tem ser falado é que a tarifa do transporte coletivo vai ficar em torno do que já é operado hoje: entre R$ 2,50 e R$ 2,70. Agora, só saberemos mais quando tivermos um modelo de concessão e de exploração do sistema de transporte. Isso só vai acontecer a partir de fevereiro, mas o trabalho já está sendo desenvolvido.

Costumamos realizar o acompanhamento das obras da Copa a partir da Matriz de Responsabilidades. E, além do VLT, Cuiabá tem o compromisso de entregar as obras do Corredor Mário Andreazza. Em que pé estão estas obras? A ponte já foi entregue?

Na Mário Andreazza, a ponte nova está concluída e estamos agora fazendo o encabeçamento em uma das extremidades. No momento em que a gente concluir esta chegada, este encabeçamento da ponte, a gente libera ela para o tráfego e interdita a ponte antiga para fazer a restauração. Está basicamente pronta. E a duplicação [de 9km da rodovia Mário Andreazza] está 35% pronta. Já tem terraplanagem, e até pagamentos já apresentados pela Caixa Econômica. A trincheira da Ciríaco Cândia, que está no escopo da Arena Pantanal, por sua vez, será entregue em dezembro deste ano, tem 70% da obra pronta.

No Portal 2014, muitos dos nossos leitores de Cuiabá comentam que não há problema no VLT não ficar pronto até a Copa porque fica o legado para a cidade, porque a população vai poder desfrutar de um modal da mais alta qualidade e tecnologia. É correta esta intepretação?

Todas as obras que estão sendo tocadas foram pensadas com o objetivo de atender à Copa do Mundo e permanecer como legado para a cidade. Todas. Desde o Centro de Treinamento e a concepção da Arena Pantanal até as intervenções viárias. Todas têm o "motivo" Copa do Mundo, e também atendem à cidade. O VLT é o mesmo raciocínio. A população pode pensar dessa forma, mas o governo do Estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo. Porque existe um contrato firmado entre entes federativos, existe a Matriz de Responsabilidades, e esta obra foi colocada como uma obra que estará pronta para a Copa do Mundo. Assim ela está em contrato, assim ela foi licitada e assim ela foi contratada junta ao consórcio executor. Então, o governo do Estado não trabalha com essa hipótese. Não está errado a população pensar assim, eles estão preocupados com o que vai ficar depois, o raciocínio é coerente, mas temos um contrato e ele será cumprido.

"A população pode pensar dessa forma, mas o governo do Estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo."


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