quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Trilhos do VLT de Cuiabá chegam em janeiro de 2013, diz Secopa

18/12/2012 - Mídia News, Lislaine dos Anjos

Com ampliação das frentes de obras, tendência do trânsito é de piorar

Os trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – modal de transporte escolhido pelo Governo do Estado para a Copa do Mundo de 2014 – começam a ser entregues na Capital em janeiro de 2013. Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), a implantação dos trilhos terá início imediatamente na Capital.

Em entrevista ao MidiaNews, o secretário da Copa, Maurício Guimarães, afirmou que o primeiro trecho a receber os trilhos será a Avenida XV de Novembro, seguida pela Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA).

"Nós começamos a preparar o canteiro central para receber os trilhos, que já foram comprados pelo Consórcio VLT Cuiabá e serão lançados nos 22,2 km do modal de transporte", disse.

Já os 40 vagões que serão utilizados para transportar os cuiabanos, quando o modal estiver em operação, começam a chegar em Mato Grosso em meados de agosto de 2013, segundo o secretário.

"Os vagões começam a chegar entre julho e agosto do ano que vem. Quatro estão previstos para chegar primeiro. Depois, vão chegar cerca de 10 por mês. Já até começamos a fazer o pátio de manutenção", afirmou Guimarães.

As interdições nessas duas avenidas estão previstas para logo após o Natal, em 26 de dezembro, provocando mais mudanças no trânsito de Cuiabá – Leia mais AQUI.

Caos no trânsito
A ampliação das frentes de trabalho do VLT em Cuiabá e Várzea Grande prometem complicar ainda mais a vida dos motoristas, segundo o secretário.

"Nós vamos ter um trânsito, que hoje já está difícil, ainda mais complicado no primeiro semestre de 2013", disse Guimarães.

O secretário voltou a pedir paciência dos motoristas, orientando a população a fazer uso do transporte coletivo, que terá prioridade durante a execução das obras da Copa, ou dar carona para os vizinhos que estão se dirigindo para o mesmo lugar.

"A população deve evitar sair de casa com o seu veículo. Quanto menos veículos nós tivermos nas ruas, mais tranquilidade teremos e menos tempo nós vamos gastar para concluir as obras. Todos devem entender que esses transtornos temporários irão gerar benefícios permanentes", afirmou.

Tarifa
O secretário da Copa afirmou que a população não precisa temer o preço que será cobrado pela passagem do VLT, quando o modal começar a ser operado na Grande Cuiabá. Segundo Guimarães, a tarifa será "acessível à população".

"Posso dizer à população que a tarifa do VLT, com o modelo que nós estamos implementando, vai ser muito parecida com a tarifa usada hoje pelos ônibus [R$ 2,70]. A população pode ficar tranquila. Ela não vai pagar a mais para utilizar um transporte público mais moderno", afirmou.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

VLT não fica pronto até a Copa, aponta Tribunal de Contas da União

07/12/2012 - Mídia News

Segundo a Secopa, liberação dos recursos dependeria apenas de trâmites burocráticos no Governo Federal

O TCU (Tribunal de Contas da União) entende que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá (MT) não deverá ficar pronto até a Copa do Mundo de 2014, segundo informa o órgão em publicação no Diário Oficial da União da última quinta-feira.

O principal motivo é a ausência de repasse de recursos da Caixa Econômica Federal para a obra. O banco estatal ainda não repassou o financiamento de R$ 423 milhões prometido ao Estado de Mato Grosso. O TCU entende que a Caixa age corretamente ao segurar o repasse, por não ter recebido as garantias acordadas.

A equipe do tribunal que analisou a questão ainda concluiu que "não há evidências que permitam concluir pela plausibilidade da informação prestada com relação ao fim das obras antes de junho de 2014", ou seja, falta evidência de que o VLT ficará pronto até o Mundial de futebol.

A conclusão da obra até a Copa é condição para que o VLT conte com alguns benefícios financeiros, como realizar contratações no sistema RDC (Regime Diferenciado de Contratação, que flexibiliza regras de concorrência pública para obras relacionadas à Copa). Esses benefícios deveriam cancelados se a obra não ficar pronta até o torneio, o que tecnicamente será difícil de executar, já que os trabalhos já acontecem em Cuiabá, e são executados por um consórcio contratado via RDC.

Assim, o TCU faz um alerta de que o Estado de Mato Grosso corre "risco de iniciar uma obra a ser inevitavelmente paralisada, por ausência de recursos para completa-la". A obra, em verdade, já segue em ritmo acelerado de trabalho há dois meses.

O custo do VLT deve ultrapassar R$1,5 bilhão. Destes, a Caixa responde por dois financiamentos: R$ 423,7 milhões do Programa Pró-Transporte para obras de mobilidade urbana e R$ 727 milhões (por intermédio do BNDES) do Programa de Aceleração do Crescimento.

As obras empregam 3,8 mil trabalhadores, atuando em turnos de 24 horas, em alguns pontos. O governo estadual insiste que o VLT ficará pronto até a Copa, com os testes começando já em março de 2014.

Segundo a Secopa MT (Secretaria Extraordinária da Copa), toda a documentação exigida já foi entregue na Caixa Econômica. A liberação dos recursos dependeria apenas de trâmites burocráticos no Governo Federal .

Além do problema do repasse, a obra acumula outros escândalos. Em princípio, o governo previu que fosse usado o sistema de corredor de ônibus BRT - três vezes mais barato que o VLT- mas o projeto foi alterado para o VLT usando um parecer supostamente fraudulento do Ministério das Cidades.

Além disso, o UOL Esporte mostrou que o consórcio vencedor da licitação para a obra principal já era conhecido antes do final do processo e que há uma denúncia de propina de R$ 80 milhões.

http://www.midianews.com.br/conteudo...=14&cid=142925

Consórcio responsável pela obra do VLT replanta 165 árvores em Cuiabá

Plantas serão acompanhadas por três meses e irrigadas diariamente.
Ao todo, previsão é que 2.584 unidades sejam cortadas.

07/12/2012 - G1 MT

Outras 181 árvores ainda devem ser replantadas em Cuiabá. (Foto: Edson Rodrigues/Secopa)
Por causa da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), 165 árvores foram replantadas em canteiros e jardins de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital, entre os meses de agosto e novembro. Em virtude das obras, mais de de 2,5 mil árvores devem ser retiradas das duas cidades.
De acordo com o consórcio VLT em Cuiabá, outras 181 árvores ainda devem ser replantadas. Além da realocação, o projeto paisagístico estima o plantio de 3,5 mil novas árvores ao longo do trajeto do metrô de superfície. "Para compensar, depois que o VLT ficar pronto haverá um projeto de paisagismo para a reposição dessas árvores. A previsão é de que aproximadamente três mil árvores sejam plantadas ao longo do canteiro por onde o VLT irá passar", explicou ao G1 o engenheiro florestal Ricardo Mastrangelli, em agosto deste ano.
Em Cuiabá, as árvores foram transplantadas no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no trevo que dá acesso à ponte Sérgio Mota e em algumas rotatórias da avenida das Torres. Em Várzea Grande, foram replantadas no jardim da prefeitura e no Parque Berneck.
saiba mais
Obra do VLT retira 2,5 mil árvores da Grande Cuiabá e replanta apenas 10%
Quase 30 anos depois, biólogo de MT replanta árvores 'atingidas' pelo VLT
Morador vai à Justiça contra corte de árvore com ninhos em obra da Copa
Das árvores que foram replantadas nos últimos três meses, 131 árvores foram retiradas das avenidas Fernando Corrêa da Costa, Coronel Escolástico e Rubens de Mendonça (CPA), na capital mato-grossense, e outras 34 unidades foram removidas do canteiro central das avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande. Após o transplante, as árvores serão acompanhadas por um período de três meses, e serão irrigadas diariamente no período de estiagem.
Segundo o engenheiro florestal, antes do transplante foi realizada análise e seleção de locais livres de interferência das redes de energia, água e esgoto, telefônica e de internet. A pré-definição foi feita pela equipe ambiental do consórcio e os responsáveis pelas prefeituras e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
De 21 de agosto até o fim de novembro foram suprimidas cerca de 640 árvores, sendo 550 em Cuiabá e 90 em Várzea Grande. Ao todo, a previsão é que 2.584 unidades sejam cortadas. Elas foram suprimidas das avenidas Fernando Correa da Costa, descendo pela avenida Coronel Escolástico e seguindo pela avenida do CPA. Em Várzea Grande foram retiradas das avenidas João Ponce de Arruda e FEB.

Avenida do CPA começa a receber as obras do VLT

07/12/2012 - A Copa do Pantanal

A avenida do CPA já está recebendo a preparação dos canteiros para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na altura da Secretaria da Fazenda (Sefaz), proximidades do Shopping Pantanal. Uma equipe do VLT Cuiabá atua na retirada de árvores e as máquinas começam a dividir espaço com o trânsito que já era conturbado na área.

Isso tudo é apenas o começo do grande transtorno que está por vir: assim que a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) liberar as rotas alternativas, as máquinas do consórcio vão invadir a avenida e um lado da pista será interditado para obras. Em frente à Sefaz já foi montado um alojamento. Na manhã desta sexta-feira, máquinas trabalhavam com remoção de terra. Alguns cones foram colocados na altura do supermercados Comper. As sinalizações seguem até o templo da Igreja Assembleia de Deus. Em todo esse trecho, os condutores de veículo devem dobrar a atenção.

Enquanto isso, as obras do VLT prosseguem com mais duas frentes, sendo uma no trevo da Universidade Federal de Mato Grosso, onde será erguido um viaduto e outra no Zero Quilômetro, nas imediações do aeroporto, em Várzea Grande. Nesse local, o consórcio instalou uma grande cobertura para evitar alagamentos com as chuvas incessantes. Confira o vídeo das obras no Zero Km:

sábado, 8 de dezembro de 2012

Itaipu participa em Brasília de audiência para instalação do VLT em Foz do Iguaçu

Itaipu participa em Brasília de audiência para instalação do VLT em Foz do Iguaçu

06/12/2012 - Click Foz do Iguaçu

VLT de Itaipu será parecido com o projetado para Brasília

Audiência é a última fase antes da divulgação do nome dos municípios contemplados com recursos do PAC

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, participou na manhã desta terça-feira (4), no Ministério das Cidades, em Brasília (DF), da audiência para defesa do projeto de instalação do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) em Foz do Iguaçu. A audiência é a última fase antes da divulgação do nome dos municípios contemplados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, prevista para o próximo dia 14.

O projeto do VLT, que foi elaborado com o apoio técnico da binacional, foi apresentado pelo diretor de Trânsito e Sistema Viário do município, Ali Safadi. O assessor da diretoria-geral brasileira, Herlon de Almeida, também estava presente.

Por parte do Ministério das Cidades, participaram da audiência os analistas de infraestrutura Paula Nóbrega, Gláucia Maia e Marcos Daniela, que atuam na Diretoria de Mobilidade Urbana da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana. O setor é o responsável por elaborar os pareceres técnicos do ministério.

A proposta levada à Brasília prevê um ramal de 12 quilômetros de VLT ligando a futura sede do campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em construção ao lado de Itaipu, até a Praça da Paz, no final da Avenida Juscelino Kubitscheck. O investimento estimado é de R$ 210 milhões.Na defesa do projeto, a comitiva de Foz apresentou um vídeo produzido pela equipe da Comunicação Social de Itaipu, além de dados técnicos do sistema viário, planilha de custos, mapas e estudos de demanda.

Jorge Samek destacou que a proposta de instalação do VLT tem conexão com outros projetos do governo federal para Foz do Iguaçu, como a própria Unila. A iniciativa também está alinhada com pesquisas desenvolvidas por Itaipu na área de mobilidade sustentável, entre elas, os estudos do primeiro VLT elétrico do Brasil e a nova bateria de sódio avançada.

"Deixamos muito claro para os gestores do Ministério das Cidades que do VLT vai potencializar outros projetos que Itaipu desenvolve em Foz do Iguaçu com o apoio do governo Dilma", comentou Herlon de Almeida. "O projeto também nos dará expertise em relação ao VLT, que depois poderá beneficiar outras cidades brasileiras de grande e médio portes", acrescentou.

No final da audiência, Samek convidou a equipe técnica do Ministério das Cidades para conhecer os projetos de mobilidade sustentável desenvolvidos pela binacional.

Detalhamento
A proposta em análise no Ministério das Cidades indica que o VLT passaria pelo canteiro central das avenidas JK e Tancredo Neves, com terminais intermodais instalados na Unila e na Praça da Paz, e outras 12 estações intermediárias. A demanda prevista para o sistema é de 40 mil passageiros por dia.

No custo total de R$ 210 milhões estão incluídos a aquisição dos trens, a construção dos terminais e das estações, as obras de infraestrutura para instalação dos trilhos, readequações viárias, sinalização, paisagismo, a revitalização da Avenida Tancredo Neves, o viaduto de acesso ao futuro campus da Unila e a implantação de ciclovia em todo o trecho.

No futuro, a ideia é estender o trajeto do VLT até o Parque Nacional do Iguaçu, passando pelo Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com trajeto total de 40 quilômetros. Também há estudos para levar o sistema para outras regiões da cidade.

PAC Médias Cidades
O PAC Mobilidade Médias Cidades – lançado em agosto pela presidente Dilma Rousseff – dispõe no total de R$ 7 bilhões para municípios brasileiros com mais de 250 mil habitantes e menos de 700 mil. O objetivo é fomentar, com financiamento público, "ações estruturantes para o sistema de transporte coletivo urbano, por meio de qualificação e ampliação da infraestrutura de mobilidade urbana".

Herlon de Almeida disse que dos 75 municípios pré-habilitados para receber recursos do PAC, 71 apresentaram projetos, que totalizam R$ 13 bilhões – ou seja, quase o dobro do teto definido pelo governo federal. No Paraná, além de Foz, disputam os recursos Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Consórcio instala cobertura para evitar chuva e atraso na obra do VLT

05/12/2012 - Midia News

Sistema de transporte coletivo urbano para a Copa deve ser entregue em março de 2014
Edson Rodrigues/Secopa
Clique para ampliar

Obras em Várzea Grande: canteiro de obras ganhou cobertura para proteger construção de chuvas
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

O Consórcio VLT Cuiabá montou uma grande cobertura no canteiro de obras da Trincheira do Km Zero, em Várzea Grande, a fim de impedir que as chuvas constantes atrapalhem o andamento das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A trincheira foi a primeira frente de trabalho montada pelo consórcio para a implantação do metrô de superfície - sistema de transporte coletivo urbano com vistas à Copa do Mundo de 2014.

A estrutura tem 11 metros de altura por 30 metros de largura, podendo chegar a 400 metros de comprimento quando a intervenção estiver mais avançada.

Segundo as empresas que conduzem a obra, além de proteger o local durante o período chuvoso, a cobertura garante a regularidade da execução dos trabalhos.

Edson Rodrigues/Secopa

Cobertura permite que operários continuem trabalhando, em caso de chuva Além da cobertura, foi implantado um sistema de bombeamento que evita o acúmulo de água no local, assegurando a continuidade dos trabalhos de escavação já iniciados no local, bem como os estágios de atirantamento das estacas , execução dos dois viadutos da rotatória e a execução das faixas de rolamento, por onde irão circular os veículos.

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) afirmou que as medidas também facilitam a remoção de interferências, como fiações elétrica, telefônica, de internet e tubulações de saneamento.

A obra

Cerca de 120 trabalhadores estão trabalhando direta e indiretamente na construção da Trincheira do KM Zero, uma das 12 obras previstas para serem erguidas ao longo dos dois eixos do VLT, em Cuiabá e Várzea Grande.

Atualmente, os trabalhos estão concentrados no canteiro central e no seu entorno, com a remoção de interferências e criação de infraestrutura dentro da área da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), para retirada de uma adutora que passa pelo local.

Prevista para ser entregue em dezembro deste ano, a trincheira do Km Zero deverá ter 384 metros de comprimento e 24 metros de largura. A obra foi iniciada em agosto deste ano e já foi suspensa por duas vezes, por decisões judiciais.
A trincheira está sendo construída no entroncamento das avenidas 31 de Março/Ulisses Pompeo de Campos com as avenidas João Ponce de Arruda/FEB e faz parte do Eixo 1 do VLT, que compreende a ligação entre o Aeroporto Marechal Rondon e a região do CPA, em Cuiabá.

Divulgação

Como deverá ficar a Trincheira do KM Zero, após a conclusão das obras A obra será composta por duas faixas de circulação por sentido, para o tráfego geral, e uma via central, para circulação permanente do VLT.

VLT

O consórcio VLT Cuiabá é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda., que venceu a licitação com a proposta de R$ 1,477 bilhão.

No contrato, está prevista a construção dos 22,2 quilômetros de trilhos, 33 estações e três terminais de integração, além da implantação do material rodante e construção de 12 obras de arte especiais (viadutos, trincheiras e pontes), entre outras intervenções.


Enviado via iPhone

sábado, 1 de dezembro de 2012

Trem VLT para Santa Maria

31/10/2011 - A Razão, José Mauro Batista

Reunião, ontem, na Prefeitura debateu implantação do VLT (Foto: Divulgação/A Razão)

Até meados do segundo semestre do próximo ano os santa-marienses poderão contar com um novo transporte coletivo. O primeiro passo para viabilizar a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Santa Maria foi dado ontem à tarde em reunião do prefeito Cezar Schirmer (PMDB) com o diretor da empresa Bom Sinal, Eduardo Bissacot, fabricante exclusiva no Brasil desse modelo de veículo de transporte de massa já existente em cidades como Recife (PE), Maceió (AL) e Fortaleza (CE).
O modelo menor, com dois vagões, transporta 358 passageiros, e o maior, com quatro vagões, tem capacidade máxima para 776 pessoas. A primeira etapa do projeto, se viabilizado, contemplará o eixo Leste-Oeste, unindo os campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) a partir de três "estações-mães", uma na Ulbra, na Gare da Viação Férrea e outra na Base Aérea.
Conforme o secretário de Controle e Mobilidade Urbana, Marcelo Bisogno, cada carro com dois vagões custa entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões. Movidos a biodiesel, os VLT atingem velocidade máxima de 80 km/h. (Confira no quadro os modelos de VLT, o trajeto e o projeto de implantação). Para viabilizar a implantação, a Prefeitura terá de alterar o Plano Diretor de Mobilidade Urbana e buscar recursos para a aquisição dos veículos. O projeto também envolveria uma negociação com a América Latina Logística (ALL), detentora da malha ferroviária, para utilização dos trilhos.
"Estamos pensando Santa Maria para 20 anos", disse Schirmer. O secretário de Planejamento Estratégico e Projetos Especiais, Carlos Brasil Pippi Brisola, um dos encarregados por Schirmer de buscar soluções de transporte de massa para Santa Maria, destacou que o VLT é uma das opções. "A reunião foi positiva. Estamos avançando", disse.
Solução – Superintendente de Programas e Projetos da Secretaria de Município da Cultura, o arquiteto Fábio Vasconcelos foi escalado por Schirmer para, juntamente com Pippi Brisola, estudar a implantação do sistema VLT em Santa Maria. "É uma ideia visionária, já pensando a próxima década. Com a implantação desse tipo de transporte há muitos ganhos para a comunidade, como a diminuição da circulação de veículos em massa no centro e a prioridade para o transporte coletivo de qualidade. Esse é o papel dele (do VLT) na Europa", diz Vasconcelos. O também arquiteto Luiz Binato de Almeida, professor da Ulbra, concorda com a busca de soluções urgentes para a mobilidade urbana. "O transporte individual está saturado. Não tem outra saída a não ser o transporte de massa. Isso vale para São Paulo e também para Santa Maria", diz Binato. Conforme o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Santa Maria tem uma frota de 116.471 veículos.

Prefeito quer “trem” elétrico em SM

16/06/2011 - A Razão

VLT é sucesso nas principais cidades europeias, inclusive em Bourdeax e Amsterdãn e pode chegar em SM

A preocupação com a mobilidade urbana de Santa Maria chegou à Prefeitura. O prefeito Cezar Schirmer, em entrevista na tarde de ontem no jornal A Razão, afirmou que esteve na França buscando informações para a instalação de uma alternativa de transporte coletivo. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) seria uma das soluções para desafogar o trânsito e dar mobilidade ao cidadão. Como o investimento é alto, a cidade foi oferecida para um projeto piloto da empresa Alstom, construtora do veículo, para implantação de uma plataforma em território gaúcho.

Schirmer teve estimulada a sua ideia de colocar em funcionamento o VLT no município, quando conferiu a tecnologia usada para mover os veículos. Para ele, colocar Santa Maria à disposição é inserir uma proposta de avanços urbanos à comunidade santa-mariense. "Estivemos conversando com os empresários para buscar informações. O custo é alto, mas alternativas foram apresentadas. O ideal seria colocar uma linha direta do centro para o campus da universidade, mas se for um projeto piloto o trecho a ser construído é menor", salienta o prefeito.

O sistema opera com energia limpa, ou seja, a eletricidade é o propulsor dos veículos. Para funcionar na cidade, seria feito uma grande instalação de cabos elétricos pelo trajeto do VLT. A rede pode ser subterrânea ou aérea, com cabos de ligações entre os fios e o motor.

A Alstom foi convidada a conhecer o município e fazer um estudo técnico de implantação do serviço. A data ainda está sendo acertada, mas a intenção é de que dentro de três meses os empresários franceses desembarquem em Santa Maria. A empresa teria pressa em acertar um investimento no território gaúcho para o VLT, pois teria como vitrine a Copa do Mundo.

O contato de Schirmer com o sistema ocorreu na cidade de Bourdeax, França, quando teve a oportunidade de conferir a movimentação dos pequenos "trens" transitando entre pessoas e não atrapalhando a movimentação dos veículos automotores.

"É um projeto arrojado e inovador. Se tudo der certo, a cidade terá um bom meio de locomoção. Já que é um projeto piloto poderia fazer a ligação da Gare com a rodoviária, assim seria uma alternativa de aliviar o fluxo no centro", finaliza o prefeito.



Marcelo Almirante
69 - 9985 7275