segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Nova remessa dos trilhos do VLT chegam a Cuiabá

25/12/2013 - O Documento

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande irá utilizar cerca de 90 quilômetros, incluindo uma quantidade reserva.



Começam a ser descarregados em Várzea Grande mais dois itens importados que compõem a via permanente do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Os Aparelhos de Mudança de Via (AMVs) e dos trilhos "grooved", as cargas partem de São Paulo e do porto de Paranaguá (PR), dependendo da origem do material. O transporte está sendo feito por etapas.

O trilho grooved, com fabricação na Polônia, será instalado nos 22km da via permanente do VLT, passando sobre viadutos, pontes e trincheiras. O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande irá utilizar cerca de 90 quilômetros, incluindo uma quantidade reserva.

Outros componentes da via permanente, os Q-tracks (cola, película elec - de isolamento energético- , borrachas de envelopamento - para minimizar ruídos e vibrações decorrentes do contato das rodas do trem com o trilho- e os pórticos de posicionamento dos trilhos) já estão na área de preparação dos trilhos e também serão usados no trilho grooved, seguindo o mesmo procedimento do vignole.

Aparelho de mudança de via

Ao todo serão 62 Aparelhos de Mudança de Via (AMVs). Parte do material foi fabricada em São Paulo (para os trilhos vignole) e a outra parte na Alemanha (para os trilhos grooved). Os AMVs foram produzidos pela VAE, uma empresa com sede também em São Paulo, especializada na fabricação de AMVs e que foi contratada pelo consórcio.

Do total de AMVs, 32 serão instalados no pátio de estacionamento/manobras do CM e outros 30 distribuídos em pontos estratégicos da via permanente. Os aparelhos servem para que o VLT seja manobrado de uma linha para outra, tanto no trânsito do veículo (ida e volta) quanto diante de qualquer incidente que ocorra em um ponto da via permanente (parada emergencial; acidente ou pane mecânica com automóveis sobre o trilho, e qualquer outra eventualidade).

A previsão é que todo esse material – AMVs e trilhos grooved – esteja em Várzea Grande em até 60 dias.

Via permanente – A construção da via permanente é responsabilidade do Consórcio Construtor do VLT, formado pela CR Almeida e Santa Bárbara. O Consórcio VLT é composto por mais três empresas, as projetistas Astep e Magna e a CAF Brasil, fornecedora do material rodante (trens e sinalização ferroviária).

Os VLTs vão trafegar sobre as principais avenidas das duas cidades, partindo do Centro de Manutenções, parando no Terminal de Várzea Grande, passando pelo viaduto do Aeroporto e seguindo pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB. Seguirá pela ponte Júlio Müller e já em Cuiabá passará pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha) e Historiador Rubens de Mendonça (CPA), na linha 1; e pela Coronel Escolástico e Fernando Corrêa a Costa, na linha 2.

As atividades relacionadas à implantação da via permanente estão concentradas na Av. João Ponce de Arruda e FEB, Prainha e avenida do CPA, e serão ampliadas conforme o cronograma definido pelo Consórcio VLT.

Trilhos no Centro de Manutenções - As obras no CM estão em andamento. A instalação dos trilhos vignole atinge cerca de 720 metros de via singela, na área onde os trens ficarão estacionados. A execução dos trilhos é feita conforme o cronograma de obras elaborado pela equipe de Engenharia de Produção e se estenderá às linhas de manobras, passando pela oficina, área de lavagem dos VLTs e portaria de acesso.

Fonte: O Documento 
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Goiânia: Será aberta na segunda-feira a licitação do VLT do Eixo Anhanguera

05/12/2013 - TJGO

Está marcada para acontecer na segunda-feira a Concorrência Internacional 001/2013, para selecionar a proposta à contratação da empresa que irá implantar o veículo leve sobre trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera. A sessão será aberta às 8h na sede do Grupo Executivo do VLT, órgão da Secretaria Estadual de Desenvolvimento da Região Metropolitana (SDRMG), que funciona na Rua 84, nº 396, Setor Sul, em Goiânia. Vencerá a proposta mais vantajosa para a concessão patrocinada. O secretário Eduardo Zaratz frisa que o projeto do VLT foi proposto pelo governador Marconi Perillo para ampliar e melhorar os serviços à população usuária do Eixo Anhanguera.

O Aviso de realização da sessão de segunda já está no site da SDRMG. A licitação poderá será realizada por ter sido derrubada no Tribunal de Justiça de Goiás, uma liminar que suspendia a abertura da concorrência, marcada para o dia 3.

Conforme divulgado hoje, 6, pelo TJGO, por entender que o interesse público deve se sobrepor àqueles de "menor envergadura", o presidente do Tribunal, desembargador Ney Teles de Paula, cassou a liminar. O argumento do recurso, apresentado pelo Estado, reiterava o interesse público na instalação do VLT na capital, buscando garantir prestação adequada de serviço público essencial à população – no caso, transporte – além de gerar riqueza e aquecer a atividade econômica local.

A liminar suspensa por Ney Teles de Paula havia sido concedida pelo juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, atendendo pedido de uma das empresas interessadas no certame. A liminar impediu a realização da sessão pública de recebimento e abertura dos envelopes da concorrência, no dia 3.

Para o presidente do TJGO, as alterações questionadas pela empresa não prejudicaram as interessadas na concorrência pública, ao contrário: "Para além de prejudicar as concorrentes, as referidas alterações em muito as beneficiou, afigurando-se injustificável a suspensão de todo um procedimento porque uma única licitante encontra-se descontente com o novo prazo estipulado para a sessão pública", salientou o desembargador.

Ainda segundo ele, a suspensão da sessão configura lesão à ordem e à economia públicas. "Sabe-se que uma demanda judicial poderá tramitar por tempo demasiadamente longo, sendo que, enquanto isso, a administração pública estará impedida de prosseguir e escolher a empresa que melhor atenda a população", frisou.

Entenda a sessão

O presidente do Grupo Executivo do VLT, Carlos Maranhão, explica que na segunda-feira a sessão começará às 8h com o credenciamento das empresas interessadas na concorrência internacional. Na sequência, a Comissão de Licitação promoverá a habilitação, conferindo todos os documentos e atestados exigidos no edital.

Após terem sido habilitadas, as empresas concorrentes poderão apresentar suas propostas. De acordo com o presidente do Grupo, por envolver muitos documentos e, dependendo do número de participantes que comparecerem, a previsão é de que a sessão dure até o final da tarde de segunda, quando a proposta mais vantajosa deverá ser conhecida por meio de uma declaração pública por parte da Comissão de Licitação.

Fonte: Comunicação Setorial da SDRMG – com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO

sábado, 21 de dezembro de 2013

Primeiro teste do VLT de Cuiabá a partir de fevereiro

12/12/2013 - G1 MT

Os primeiros testes operacionais do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principal obra de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa de 2014, deverão ser feitos a partir de fevereiro em Várzea Grande, cidade da região metropolitana da capital. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (11) pelo governador Silval Barbosa (PMDB), que também já admitiu a possibilidade de não entregar a integralidade do projeto dentro do prazo contratual, no mês de março.

Licitado por mais de R$ 1,4 bilhão, o VLT é a intervenção urbana mais cara já realizada pelo estado. O trem movido a energia elétrica foi planejado para substituir o transporte coletivo convencional no canteiro central das artérias da região metropolitana.

Devem ser construídos 22 quilômetros de trilhos em dois grandes eixos cortando a região, mas o próprio governo já informou que está em análise uma reformulação do cronograma de obras.

Segundo o governador, a partir de fevereiro os primeiros testes do metrô de superfície deverão ser feitos sobre os 10 quilômetros de trilhos atualmente em instalação no local que deverá funcionar como centro de controle e operação, logo ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Somente após os testes dentro da área da futura central que os vagões deverão ser instalados sobre os trilhos na área urbana.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) inclusive já informou que os testes externos deverão ser feitos no primeiro 1,5 km de via permanente, na Avenida João Ponce de Arruda que dá acesso ao Aeroporto e que leva ao centro de controle. O trecho ainda se encontra em obras.

Enquanto isso, o governo deve iniciar a discussão sobre o modelo de gestão do VLT. Em discurso na noite desta quarta-feira, o governador Silval Barbosa enfatizou que é uma necessidade urgente definir o modelo de operação.

Mais tarde, ele explicou que está em andamento um estudo que deverá apontar a melhor forma de concessão do novo sistema de transporte, que deverá ser interligado às rotas de ônibus do transporte coletivo convencional.

Viaduto do VLT

O governador aproveitou para fazer o anúncio dos testes no momento em que inaugurava a primeira obra do conjunto de intervenções previstas no pacote do VLT. O viaduto “Clóvis Roberto” (em homenagem ao radialista e jornalista morto em 2010) tem 428 metros de extensão na Avenida Fernando Corrêa da Costa e foi projetado para promover a passagem do trem, numa via permanente e central, e para agilizar o fluxo de veículos nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com duas pistas de rolamento adjacentes em ambos os sentidos.

A obra, entretanto, foi entregue inacabada. A parte inferior da estrutura (com pistas marginais e uma rotatória) por enquanto não está disponível para tráfego porque está sendo executada junto às obras da Avenida Parque do Barbado, que deverá promover novo acesso à UFMT e à Avenida Archimedes Pereira Lima, a Estrada do Moinho.

Por já se encontrar pronta a parte superior do elevado, o governador declarou que “não é justo segurarmos essa obra” e resolveu entregá-la para tráfego de veículos. Segundo o titular da Secopa, Maurício Guimarães, cerca de 7 mil veículos por hora devem passar pelas pistas do elevado nos horários de pico.

O viaduto também se encontra num eixo do projeto do VLT que pode não ser finalizado para a Copa de 2014, o eixo Centro-Coxipó, de 7 km de extensão. Devido às dificuldades com as remoções de interferências e desapropriações, os trabalhos atrasaram – como já atestaram relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – e até o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a admitir a impossibilidade de entrega no prazo, recomendando ao governo dar prioridade ao eixo CPA – Aeroporto, de 15 km.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

VLT de Cuiabá não deve ficar pronto no prazo

09/12/2013 - G1 MT

O metrô de superfície VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), principal projeto de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa 2014, pode ser entregue apenas parcialmente para o evento.

O G1 publica, entre 9 e 15 de dezembro, uma série de reportagens sobre os preparativos para a Copa do Mundo 2014. Segundo levantamento, 75% das obras de mobilidade estão atrasadas ou foram descartadas.

As obras do VLT começaram em junho do ano passado com prazo para conclusão em março de 2014, mas, a seis meses da primeira partida do mundial na capital, o governo estadual fala em alterar o cronograma das obras. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também admitiu que apenas uma parte do VLT deve ficar pronta a tempo da competição.

Licitado por mais de R$ 1,4 bilhão, o VLT é a intervenção urbana mais cara já realizada pelo estado de Mato Grosso. O trem movido a energia elétrica foi planejado para substituir o transporte coletivo convencional no canteiro central das artérias de Cuiabá e Várzea Grande, cidade onde está o principal aeroporto do estado, o Marechal Rondon.

Devem ser construídos 22 quilômetros de trilhos em dois grandes eixos cortando a região metropolitana, os quais devem melhorar os serviços de transporte público e ajudar a reduzir o número de veículos particulares em circulação em até 12%, segundo projeções da equipe do governo.

Morosidade

Além da aquisição do trem e instalação de trilhos e estações, o contrato prevê a construção, entre outros, de cinco viadutos, quatro trincheiras e duas pontes.

O governo justifica o atraso devido à falta de informações sobre o memorial de obras da cidade, alega que o projeto é complexo, que há morosidade dos processos de desapropriações e burocracia para realizar a remoção de interferências, como fiação elétrica, tubulação de água e esgoto e fibra óptica.

Apesar da chegada dos primeiros vagões do trem (fabricados na Espanha), os quais até desfilaram pelas ruas de Cuiabá no início de novembro, os números referentes ao avanço das obras confirmam a situação de atraso.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que a construção do VLT avançou apenas 37,98% até julho deste ano, data-base do último levantamento. Conforme o contrato, a execução deveria estar nos 69%.

Atraso

Em visita a Cuiabá no início de outubro, o ministro Aldo Rebelo reconheceu atrasos na construção do VLT e defendeu que o governo deveria priorizar a implantação do eixo principal dos trilhos, de 15 km, que chega até o aeroporto - deixando para depois a instalação do segundo eixo, de 7,2 km de trilhos do centro de Cuiabá à região do Coxipó. O governador Silval Barbosa (PMDB) também falou na entrega parcial do VLT.

Procurado, o Consórcio VLT, grupo de três empreiteiras responsáveis pela execução do projeto, afirmou que quem deveria se manifestar seria o governo do estado.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), órgão do governo estadual responsável pelos preparativos em Cuiabá, informou por meio de nota ao G1 que está em análise uma mreformulação do cronograma de obras do VLT, mas que, hoje, trabalha com o prazo original – março de 2014.

Obra

A implantação do VLT substituiu a ideia original de implantar o modelo do Bus Rapid Transit (BRT), já aplicado em cidades como Curitiba (PR) e avaliado em cerca de R$ 350 milhões. O governo afirmou que o VLT é um modelo mais moderno, confortável e movido a energia limpa.

Assessor de mobilidade da Secopa, o engenheiro Rafael Detoni afirma que implantar um trem movido à eletricidade em uma região metropolitana como a Grande Cuiabá, com mais de 800 mil habitantes, é uma experiência inédita no país. "A gente ainda não possui VLT nessas configurações", diz.

Segundo ele, a maior dificuldade é que o VLT interfere no funcionamento da cidade. A construção de uma trincheira fora do projeto no final de novembro provocou falta de abastecimento de água para quase metade dos moradores do município.

A obra também já traz alguns incômodos a usuários do transporte coletivo. Na Avenida Fernando Corrêa, que integra o eixo que liga o centro de Cuiabá à região do Coxipó, foram retirados pontos de ônibus do centro comercial para a construção do viaduto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem cobertura, os passageiros procuram sombra das árvores.

"Atrapalhou a gente porque agora eu tenho que andar mais três quadras pra pegar o ônibus no sol. Graças a Deus eu tenho disposição", queixa-se a empregada doméstica Ana Caterine da Silva, 49 anos, que trabalha numa casa próxima às obras do viaduto.

Também é afetada pela obra uma loja de vestidos para festa. Uma das cabeceiras do viaduto está logo em frente à fachada e ocupa a área antes destinada às vagas de carros dos clientes. Além disso, a proprietária Joaquina Oliveira reclama que a poeira constante tem danificado seus produtos, geralmente feitos de tecidos delicados. "A gente está sobrevivendo a duríssimas penas", reclamou a comerciante sobre a queda no número de fregueses.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Licitação para construir VLT recebe apenas uma proposta em Goiânia

10/12/ 2013 - G1

Apenas um grupo demostrou interesse em construir o metrô de superfície. Obras na Avenida Anhanguera estão orçadas em R$ 1,3 bilhão.


A licitação para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera, em Goiânia, foi realizada nesta segunda-feira (9). Apenas um grupo de empresas demonstrou interesse em construir o metrô de superfície, em uma obra estimada em R$ 1,3 bilhão.

O VLT já existe em outros municípios brasileiros, como Juazeiro do Norte, no Ceará. No exterior, em cidades como Paris, o sistema é exemplo de eficiência. Os veículos são menos barulhentos e poluentes, uma vez que são movidos a energia elétrica.

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Em Goiânia, nove grupos buscaram informações sobre a obra. No entanto, apenas um protocolou interesse em participar da licitação. Ele é formado pela Odebrecht Transport e pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), que já opera as linhas de ônibus na capital e região.

Se a documentação necessária estiver correta, o único grupo poderá vencer a licitação e iniciar a obra já no começo do ano que vem. "Isso não inviabiliza, não é a melhor situação, mas foi a que aconteceu. Faremos a licitação mesmo assim", explicou o presidente do Grupo Executivo do VLT, Carlos Maranhão.

A implantação desse sistema na Avenida Anhanguera ocorreu em 1998 e a via precisou ser completamente fechada para as obras. Agora, no entanto, a ideia é que os trabalhos sejam realizados por etapas, fechando um quarteirão por vez e liberando o trânsito gradativamente.

Para a implantação do VLT, os terminais e plataformas dos 14 quilômetros da avenida serão reconstruídos. Dos 53 cruzamentos existentes, 18 devem ser fechados para garantir a velocidade do novo sistema. Com isso, entre uma ponta a outra da linha, cada viagem deve ficar 20 minutos mais rápida.

Essa promessa agradou os usuários, que reclamam da superlotação dos ônibus articulados e pedem mais qualidade do serviço. "O VLT será mais rápido e poderá levar um número maior de passageiros, isso com certeza vai ajudar muito", disse o agente de saúde Arnaldo Batista de Oliveira.

Fonte: Do G1 GO, com informações da TV Anhaguera

domingo, 15 de dezembro de 2013

Odebrecht TransPort vence licitação para construir e operar VLT de Goiânia

11/12/2013 - Portal Nacional de Seguros 

O projeto de Goiânia prevê a reurbanização completa do trecho por onde passará o VLT

O consórcio Mobilidade Anhanguera, formado por Odebrecht TransPort (90%) e operadores de ônibus de Goiânia (10%), venceu segunda-feira (09/12) o leilão para a construção e operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Goiânia. Trata-se de uma PPP (Parceria Público Privada) com duração de 35 anos, sendo os primeiros 24 meses para as obras.

O VLT de Goiânia será implantado no eixo da Avenida Anhanguera. Terá 13,6 quilômetros de extensão, 12 estações e 5 terminais de integração. É um investimento de R$ 1,3 bilhão (R$ 805 milhões do Governo do Estado e R$ 500 milhões da empresa privada), com reurbanização completa de todo o trecho por onde passará o VLT, que transportará 240 mil passageiros por dia no primeiro ano de operação.

"A Odebrecht TransPort, como empresa de investimento em infraestrutura e de prestação de serviços, tem o compromisso de realizar empreendimentos com significado transformador para a população e para o país", afirmou Paulo Cesena, diretor executivo da empresa.

"Como empresa da Organização Odebrecht, este é o nosso compromisso, por exemplo, na SuperVia, no Rio de Janeiro, na Linha 6 do Metrô de São Paulo, e em diversos outros empreendimentos em mobilidade urbana. Também agimos assim em rodovias e em logística. Da mesma forma acontecerá no Aeroporto do Galeão: queremos prestar serviços de primeira qualidade para a população e para melhorar a produtividade da economia brasileira", acrescentou Paulo Cesena.

O projeto de Goiânia prevê a reurbanização completa do trecho por onde passará o VLT, incluindo leito da avenida, calçadas e drenagem. O VLT terá uma composição de dois carros, cada um com 33 metros de comprimento, e transportará até 600 passageiros por viagem.

"Será um transporte de maior capacidade para a cidade, mais seguro e confortável, com menos impacto ambiental, e contribuirá decisivamente para a mobilidade da população de Goiânia", disse Rodrigo Carnaúba, diretor de Mobilidade Urbana da Odebrecht TransPort.

As empresas da Odebrecht TransPort

A Odebrecht TransPort emprega atualmente mais de 4 mil pessoas em suas empresas. Em 2012, registrou faturamento de R$ 1,507 bilhão. Além do VLT de Goiânia, são estas as empresas da Odebrecht TransPort, por área de investimento:

Mobilidade Urbana

SuperVia (RJ) – Maior malha ferroviária urbana de passageiros do país, com 270 km e 102 estações, atendendo a 600 mil passageiros por dia no Rio de Janeiro e em mais 11 municípios.

Linha 6 Laranja do Metrô de São Paulo – Investimento de R$ 9,6 bilhões. Ligará a zona norte à região central, com 15,9 quilômetros e 15 estações. É um consórcio formado pelas empresas Odebrecht TransPort, Queiroz Galvão e UTC.

Via 4 do Metrô de São Paulo (SP) - Foi o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) assinado no país. Inaugurada em 2010, a Linha 4-Amarela tem seis estações em operação que atendem 650 mil passageiros diariamente. A partir de 2014, estarão em funcionamento mais cinco estações.

VLT do Rio - Projeto para construção e operação pelo período de 25 anos do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), ligando a antiga Zona Portuária ao centro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O projeto prevê 6 linhas, 42 estações, em 28 quilômetros de vias. Fará interligação com os trens da SuperVia, metrô, barcas, BRTs e rede de ônibus.

Otima (SP) - Empresa responsável pela instalação e manutenção de 7,5 mil novos abrigos e 14,7 mil totens indicativos de parada de ônibus em São Paulo.

Fonte: Portal Nacional de Seguros 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Carros nas ruas de Cuiabá devem cair até 12% com VLT

02/12/2013 - G1 MT

Obra mais cara e mais complexa do pacote de mobilidade urbana da Copa de 2014 em Cuiabá, a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como novo sistema de transporte coletivo da região metropolitana tem potencial para desafogar o trânsito de veículos particulares, reduzindo sua quantidade em até 12%.

A expectativa é da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), responsável pela contratação do novo modal, avaliado em mais de R$ 1,477 bilhão.

De acordo com o engenheiro Rafael Detoni, que supervisiona as obras do pacote de mobilidade urbana, a expectativa por uma redução no número de veículos particulares em circulação tem como lógica a ideia de que o novo sistema – de deslocamento mais rápido e com maior conforto que o oferecido pelos ônibus atuais – deverá atrair usuários que, hoje, obtêm mais facilidade deslocando-se com veículos particulares.

Quando a cidade ainda tinha o Bus Rapid Transit (BRT) como grande projeto de mobilidade (o modelo acabou sendo substituído pelo VLT), foram coletados dados sobre o impacto deste tipo de modal em outras cidades do país. Constatou-se que o BRT – que consiste basicamente na implantação de corredores exclusivos para ônibus – chegou a provocar, na rotina da cidade, uma migração dos antigos usuários de veículos particulares para o novo sistema de transporte coletivo.

Menos veículos, mais usuários

A redução no número de veículos particulares, que também pode ser entendida no caso como um aumento na demanda pelo transporte coletivo, foi na faixa de 10 a 12%.

"Qualquer melhoria que você faça no sistema de transporte coletivo, qualquer atratividade que você dê ao transporte coletivo – seja na forma de corredor exclusivo, melhoria nos pontos de parada ou nos veículos – gera um incremento de demanda dessa natureza", resume Detoni, lembrando que, como não há experiências de instalação de VLT urbano como o de Cuiabá, a Secopa se baseia nas projeções obtidas pelas experiências com BRT. Cuiabá, portanto, pode ser considerada um laboratório de políticas de mobilidade urbana.

Em 2005, uma pesquisa de engenharia de tráfego encomendada pelo município e pelo estado constatou que 41% dos deslocamentos na região metropolitana eram realizados por meio do transporte coletivo, 22% por transporte privado e os outros 37%, a pé ou por veículos não motorizados, como bicicletas. A expecatativa é que dez anos depois, em 2015, o mesmo tipo de pesquisa constate um aumento na proporção de deslocamentos por meio de transporte coletivo, explica o egenheiro.

Ele recorda que a mesma pesquisa foi responsável por basear o desenho do BRT e do modelo agora adotado, o VLT, prevendo dois grandes "troncos" na malha urbana – no caso, os eixos entre a região do CPA e o Aeroporto Marechal Rondon (em Várzea Grande, região metropolitana da capital) e entre o centro de Cuiabá e a região do Coxipó.

Obras

Apontadas como atrasadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), as obras de implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande estão passando por uma reformulação de cronograma por parte da Secopa, mas nenhuma nova data de entrega do projeto concluído foi até agora divulgada em caráter oficial.

A primeira composição do veículo já foi entregue e se encontra em Várzea Grande, no local onde será construído o centro de controle do novo sistema, perto do Aeroporto Marechal Rondon. Informalmente, contudo, o governador Silval Barbosa (PMDB) já admitiu a possibilidade de não entregar a totalidade do projeto até a Copa do Mundo de 2014. Em sua última visita a Cuiabá, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também afirmou ser improvável o cumprimento de todas as etapas dentro do prazo contratual - março do ano que vem.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Do bondinho ao VLT, trilhos retornam a Cuiabá depois de quase um século

21/11/2013 - G1

Dias antes de seu casamento, a jovem Carmen Vilá Pitaluga, então com 22 anos, acordou cedo para preparar seu chá de panela. Era março do ano de 1914 e ela tinha de ir comprar o peixe que serviria de almoço às amigas em casa, no Bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Com seu irmão, saiu de casa, atravessou o córrego da Prainha por uma pinguela e chegou à Praça Ipiranga. De lá, pretendia chegar à região do porto. Não iria de charrete, carroça, carro ou ônibus, tampouco faria o trajeto todo a pé: Carmen fez como a maioria das pessoas na época e embarcou em um bondinho puxado por burros.

Parte pouco documentada e pouco conhecida da história local, o rudimentar transporte sobre trilhos usado por Dona Carmen - que viria a se casar com o servidor público Jaime Pitaluga - fez parte do cotidiano na capital cerca de um século antes de se falar em VLT, o novo sistema de transporte coletivo movido a eletricidade que deverá ser instalado na região metropolitana por conta da Copa de 2014. Seus primeiros vagões já estão na cidade e foram feitos para tomar, na rotina das pessoas, o lugar que pertenceu aos bondinhos de tração animal cerca de um século antes.

Planejado para interligar o centro de Cuiabá ao Porto, o antigo bondinho funcionou entre os anos de 1891 e 1918 e se locomovia puxado por burros ao longo de trilhos que se estendiam desde o Largo da Mandioca (Praça da Mandioca), passando por áreas centrais como o Beco do Candeeiro, Praça Alencastro e Praça da República, entre outras.

Do centro ao porto

"Vou à cidade", diziam os cuiabanos da afastada região portuária antes de embarcar rumo ao centro. A fala era recorrente, mas pouco restou de registros sobre este hábito. Quem conta é o neto de Dona Carmen, o historiador Paulo Pitaluga, apontando que a presença do bonde na vida urbana – mesmo que durante cerca de 30 anos – por pouco se perdeu na memória tal como os trilhos sumiram das ruas.

"Os jornais davam listas de nomes de quem desembarcava de barco aqui, mas não falavam do cotidiano da cidade. Falta muita informação. De 100%, não há nem 3% da informação que deveria existir sobre o bonde", explica o historiador.

De fato, não são muitos os documentos preservados. As fotografias da época não raro continham trechos dos trilhos, mas não em primeiro plano ou com a população a bordo. O livro "Cuiabá – Imagens da cidade" (Editora Entrelinhas) é um dos poucos com esse registro. Nele, a historiadora Maria Auxiliadora de Freitas conta que a Câmara de Cuiabá debatia o problema dos deslocamentos urbanos desde 1871, mas só em 1889 portugueses e cuiabanos formaram a Companhia Progresso Cuyabano, Ferro, Carril e Matadouro para, finalmente, consolidar as linhas de bonde puxado a burro entre as duas principais partes da cidade num prazo de dois anos.

Antes disso, não havia meios de transporte coletivo entre o centro (1° distrito) e o porto (2° distrito); a população se via diante de "desafios a serem vencidos, pois eram quase dois quilômetros a pé, a cavalo ou de carroça por ruas em pedra bruta, formadas por derrame de rochas cristalinas extraídas do rio ou vindas de Chapada dos Guimarães. Um caminho cheio de bifurcações estreitas e poeirentas", diz o livro, que também contém a fotografia que abre esta reportagem, do ano de 1891 e de autoria desconhecida. Com base nela, o arquiteto Moacyr Freitas produziu - com texto do próprio Pitaluga - uma de suas "Gravuras Cuiabanas", desenhos a bico-de-pena que hoje também ajudam a recuperar parte da história local.

O bondinho passava lentamente por vias que hoje são algumas das de tráfego mais intenso da capital, como as avenidas XV de Novembro e a própria Prainha, atualmente com o córrego oculto sob o pavimento.

A principal linha, porém, era a Rua Treze de Junho. Nos tempos iniciais da República, segundo a historiadora Elizabeth Madureira, a Treze era uma das mais movimentadas ruas da cidade - que só em 1938 passaria a ter mais de dois quilômetros quadrados de perímetro urbano.

Tecnologia uruguaia, burro brasileiro
Segundo o escritor Lenine Póvoas, os bondinhos de Cuiabá eram idênticos aos usados na capital uruguaia, Montevidéu, com a única diferença de serem movidos por tração animal. Era suficiente para um perímetro urbano pacato, mas a segunda companhia administradora do bonde queria mais velocidade e tentou substituir o esforço dos brasileiríssimos burricos pelo vapor das locomotivas. Duas delas chegaram a ser inauguradas, mas não deram certo. "A bitola estreita dos trilhos não permitia a velocidade um pouco mais desenvolvida pelas máquinas, que ora e outra se descarrilava, voltando a funcionar com parelhas de burros", conta o cronista Aníbal Alencastro.

Porém, tanto o animal quanto o bonde que ele puxava não tardariam a ser substituídos na condição de transporte coletivo em Cuiabá. Madureira conta que em 1918 o bonde foi substituído pelos primeiros automóveis e ônibus da cidade. Outra versão dá conta de que o administrador do bonde não teria suportado os prejuízos do negócio e suspendeu os serviços. Já o doutor em História Social Fernando Tadeu aponta um fim parecido ao relatado por Madureira, dizendo que em 1920 o bonde caiu num "ostracismo", perdendo espaço para os primeiros veículos motorizados.

Trilhos e progresso

De qualquer maneira, Tadeu enfatiza que os trilhos - do transporte urbano ou da frustrada interligação ferroviária com o restante do país - sempre estiveram associados à ideia de progresso no imaginário da população e devem desempenhar o mesmo papel agora, com o VLT, projeto de R$ 1,4 bilhão inicialmente alvo de polêmicas e atualmente criticado pelos atrasos constatados na obra.

"A espera dos trilhos foi despertada e alimentada a partir da segunda metade do século XIX, atravessou todo o século XX, e adentrou ao século XXI. A vontade da conquista do progresso por Cuiabá foi sempre uma forte bandeira de uma parte da sua população. Nada foi fácil para Cuiabá, que sempre enfrentou os mais diversos desafios", conta o professor.

Fonte: G1
Publicada em:: 21/11/2013

CAF testa VLT em Cuiabá

22/11/2013 - Revista Ferroviária

A CAF está realizando os testes estáticos do primeiro VLT que irá operar entre Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso. Os testes que estão sendo realizado compreendem funcionamento de portas, sistemas elétricos e de telecomunicações, entre outros. Os testes de via devem começar no início de 2014.

O primeiro VLT, com sete carros, chegou ao Brasil no final de outubro. Ele faz parte de um pacote de 40 VLTs que a CAF produzirá na Espanha. A produção foi dividida em três unidades fabris da empresa na Espanha.

Os VLTs estão sendo produzidos na Espanha para dar tempo de atender o contrato para entrega dos VLTs em dois anos. A ideia da companhia era produzir os veículos no Brasil, mas isso não foi possível por conta do prazo de entrega e das adaptações que seriam necessárias na fábrica da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo. Como o edital não exigia a produção nacional, os VLTs estão sendo produzidos na Espanha.

Cada VLT tem capacidade para transportar 400 passageiros. Os 40 veículos serão utilizados nos 22 quilômetros de linha férrea em dois trechos: CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. Ao todos serão 33 estações.

Fonte: Revista Ferroviária
Publicada em:: 22/11/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prefeitura de São José dos Campos (SP) cancela implantação do VLT

25/11/2013 - G1

Em coletiva, prefeito anunciou modelo para substituir o veículo sobre trilhos. Novo planejamento será feito com transporte rápido de ônibus pelas vias

Coletiva foi realizada na manhã desta segunda-feira (25)
créditos: Fábio França/G1

A Prefeitura de São José dos Campos anunciou nesta segunda-feira (24) que não vai mais implementar o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na cidade. O projeto, que teria início em 2014, foi alterado para o modelo BRT (Bus Rapid Transit), que são os ônibus de trânsito rápido que trafegam por corredores exclusivos. Segundo a administração municipal, a mudança foi pedida ao Ministério das Cidades, que é quem vai financiar o valor da obra.

O governo alega que o orçamento de R$ 800 milhões do VLT não contemplaria a expansão para outras regiões da cidade e que o tempo estimado para pagamento da obra, 30 anos, poderia comprometer o orçamento da cidade. O novo modelo deve ter um custo menor do que o estipulado para o VLT e deve abranger ao menos quatro regiões da cidade. Segundo a prefeitura, o preço da passagem do VLT seria em torno de R$ 4,50 e com o novo projeto, a passagem deve custar o mesmo que no transporte coletivo, que atualmente é de R$ 3.

Carlinhos Almeida (PT) afirmou que o traçado de 10 quilômetros proposto no projeto do VLT deve ser mantido com o BRT. O projeto prevê que o veículo passe pelas principais avenidas do centro, como a São José e José Longo, corte a Via Dutra e chegasse ao início da Andrômeda, na zona sul. No VLT, o tempo estimado na viagem de ida e volta era de 55 minutos.

A proposta do VLT foi resultado de um estudo solicitado pela gestão Eduardo Cury (PSDB) ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O projeto, que foi feito de forma confidencial, será divulgado na íntegra no site da prefeitura nesta terça-feira (26). Porém, só após 11 meses de mandato, a administração do PT decidiu alterar o projeto. De acordo com o secretário de transportes, Wagner Balieiro, esse período foi dedicado para a análise do conteúdo. "Estudamos muito antes de decidir pela mudança", disse.

Segundo o prefeito, o modelo BRT é mais adequado para o município devido à demanda de passageiros. De acordo com a prefeitura, o principal modelo está em execução na cidade de Bogotá, na Colômbia. A administração informou também que aguarda a resposta do Ministério das Cidades para definir datas, prazos e o valor das obras, que de acordo com o governo, deve ficar abaixo dos R$ 800 milhões do VLT.

'Estranheza'
Por meio de nota, o ex-secretário de Transportes e atual presidente do PSDB de São José dos Campos, Anderson Farias Ferreira, diz ter visto a decisão do governo municipal com 'estranheza', já que quando a atual administração assumiu a prefeitura, em janeiro, decidiu 'por decisão e vontade própria encampar o projeto do VLT'.

Farias classificou ainda que o governo vem tratando o tema VLT 'na base do improviso e com total falta de planejamento', e que por várias vezes o prefeito e seus secretários viajaram a Brasília para tratar do assunto, com vistas a aprovação e captação de recursos para o projeto, o que gerou 'a perda de um ano entre idas e vindas que não levaram a nada'.

O ex-secretário encerra a nota afirmando que vai aguardar o modelo a ser anunciado para estudá-lo e se pronunciar sobre o assunto.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CAF testa VLT em Cuiabá

22/11/2013 - Revista Ferroviária

A CAF está realizando os testes estáticos do primeiro VLT que irá operar entre Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso.  Os testes que estão sendo realizado compreendem funcionamento de portas, sistemas elétricos e de telecomunicações, entre outros. Os testes de via devem começar no início de 2014.

O primeiro VLT, com sete carros, chegou ao Brasil no final de outubro. Ele faz parte de um pacote de 40 VLTs que a CAF produzirá na Espanha. A produção foi dividida em três unidades fabris da empresa na Espanha.

Os VLTs estão sendo produzidos na Espanha para dar tempo de atender o contrato para entrega dos VLTs em dois anos.  A ideia da companhia era produzir os veículos no Brasil, mas isso não foi possível por conta do prazo de entrega e das adaptações que seriam necessárias na fábrica da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo. Como o edital não exigia a produção nacional, os VLTs estão sendo produzidos na Espanha.

Cada VLT tem capacidade para transportar 400 passageiros. Os 40 veículos serão utilizados nos 22 quilômetros de linha férrea em dois trechos: CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. Ao todos serão 33 estações.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Governador anuncia ampliação de VLT de Cuiabá

31/10/2013 - G1

Apesar de admitir que as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá não devem ficar totalmente prontas para a Copa de 2014, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), anunciou nesta quinta-feira (31) a possibilidade de ampliação do novo sistema de transporte coletivo da cidade. O governador mencionou a chance de se obter recursos federais para estender a malha do VLT durante inauguração de uma ponte projetada para servir ao evento mundial.

O governador se referiu aos investimentos anunciados pela presidenta Dilma Rousseff (PT) no PAC Mobilidade Urbana, por meio do qual capitais como Cuiabá poderão pleitear recursos da União para aplicar em projetos de transporte de massa. São Paulo, Curitiba e Porto Alegre são exemplos de cidades que já foram beneficiadas com os recursos do programa federal. Segundo Silval, o projeto do VLT, mesmo atrasado, pode ser beneficiado com novos recursos a fundo perdido.

"Todas as grandes cidades estão congestionando e estão achando meios de urgência para fazer investimentos, para fazer transporte de massa moderno. Estão fazendo hoje, nós pensamos em 2010 e licitamos para que, quando eles começarem, estarmos entregando parte. Como deve aparecer dinheiro para ampliação de projetos, eu vou buscar", anunciou o governador.

Segundo ele, investimentos no projeto poderiam levar a malha do VLT até vias como a Avenida dos Trabalhadores ou até a bairros como o Pedra 90, um dos mais afastados do centro da cidade.

Dias atrás o governador chegou a admitir que somente um dos eixos do VLT – o que deve ligar o bairro CPA ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande (cidade da região metropolitana de Cuiabá) deverá ficar pronto para a Copa de 2014.

Atraso

Nesta quinta-feira, ele se negou a confirmar qual parte da obra de fato deverá ser executada para o evento mundial e até amenizou o prognóstico sobre o andamento dos trabalhos, afirmando que as chuvas dos próximos meses não afetarão tanto o ritmo. De qualquer modo, admitiu que um novo cronograma de obras deverá ser estabelecido junto ao consórcio vencedor da licitação de R$ 1,477 bilhão.
"Quero crer que nós vamos ter, senão tudo, uma boa parte deste projeto executado. Porque tem muitas obras que poderão ser executadas mesmo no período de chuvaradas, que são as subestações, as estações, enfim. Ela pode ficar pronta até toda porque vai ter várias frentes de serviço. Nós não vamos ficar fixos: 'Ó, vamos terminar essa'. Não, nós temos o compromisso de entregar a obra completa", declarou.

O governador alegou que a implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande acabou sendo prejudicada por três fatores: a "estréia" do novo modelo de licitação batizado de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), no qual a empresa vencedora executa as obras ao mesmo tempo em que elabora o projeto executivo das mesmas; as linhas de telefonia e sistemas de saneamento afetados pelas obras; e a lentidão das desapropriações. Tudo isso, afirmou Silval, levou a "extrapolar" o prazo contratual com o Consórcio VLT, que se encerra em março do ano que vem.

No início da sequência de inaugurações de obras para a Copa, o governador inaugurou na tarde desta quinta-feira a Ponte dos Eucaliptos, sobre o Rio Coxipó, e o prolongamento da Rua dos Eucaliptos, em Cuiabá. O empreendimento interliga as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Archimedes Pereira Lima, desafogando essas duas vias. Ao todo, os projetos custaram R$ 5,6 milhões aos cofres públicos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

VLT fará trecho entre aeroporto e Cuiabá em 45 minutos

28/10/2013 - G1 MT

Projetado como solução para os atuais entraves do trânsito na região metropolitana de Cuiabá, e como fator de redução no número de veículos particulares em circulação, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) terá capacidade para realizar o trajeto em um de seus eixos - entre a região do bairro CPA, na capital, até o Aeroporto Marechal Rondon, na cidade vizinha de Várzea Grande- em cerca de 45 minutos.

A estimativa para o trecho de 15 quilômetros é do Consórcio VLT, conjunto de empreiteiras que atualmente executa as obras do novo sistema de transporte público, licitado pelo governo do estado com vistas à Copa do Mundo de 2014 por mais de R$ 1,4 bilhão.

O consórcio explicou que este tempo médio estimado de viagem do trem na chamada linha 1 (CPA-Aeroporto) consta do anteprojeto do empreendimento. Para o segundo eixo, a linha Coxipó-Centro, o tempo estimado é de 45 minutos em ida e volta, mas o governador Silval Barbosa (PMDB) já chegou a admitir que o trecho pode não ser concluído para a Copa de 2014, ficando o primeiro eixo como prioridade.

O VLT será movido a energia elétrica e, ao todo, o trajeto entre a região do CPA e o aeroporto será estruturado com dois terminais de integração (um na região do bairro CPA 1 e outro próximo ao Aeroporto) e 22 estações de transbordo. Em cada estação, informou o consórcio, o tempo de permanência da composição deverá ser entre 15 e 40 segundos. Fora estes locais, o trem deverá parar apenas em travessias, cruzamentos e semáforos.

Em movimento, a velocidade do veículo será de, no máximo, 80 km/h. A ideia é que, combinado a uma reformulação nas linhas de ônibus, o VLT seja operado ao longo de 20 horas por dia e atenda não só à demanda de pessoas que já dependem do sistema de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, mas atraia aqueles que utilizam veículos próprios diariamente. Cada composição terá capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

Trajeto conturbado

Em espaços limitados por máquinas, buracos e interdições, a frota de veículos particulares tem encontrado cada vez mais dificuldades para se deslocar no trajeto onde será implantada a linha 1 do VLT. O caminho incorpora algumas das principais artérias da região metropolitana, como as avenidas do CPA, Prainha, XV de Novembro, João Ponce de Arruda e da FEB.

Na última semana, o G1 percorreu o trajeto da linha 1. Em 48 minutos de viagem - desde a região onde será a primeira estação na Avenida do CPA até o ponto final do Aeroporto de Várzea Grande – a reportagem se deparou com as dificuldades que o motorista atualmente encontra para se deslocar no trecho.
Além das interdições que provocam redução das pistas disponíveis ao longo da viagem, atualmente existem pelo menos quatro desvios que retardam a viagem de quem trafega pelas avenidas do futuro eixo do VLT: no viaduto da Sefaz; no viaduto Dom Orlando Chaves; na avenida da FEB; e na avenida João Ponce de Arruda.

Viaduto da Sefaz

A primeira delas, na visão de quem sai de Cuiabá para a cidade vizinha, é o desvio da construção do viaduto da Sefaz, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA). Parte do conjunto de intervenções para implantação do VLT, a construção ainda não está pronta e, por isso, o trecho da avenida sob o elevado ainda não foi liberado.

A situação obriga os motoristas a sair da Avenida do CPA e realizar um desvio por algumas ruas do Centro Político Administrativo. Como não foram feitas para fluxo intenso, as ruas têm ficado congestionadas nos horários de pico.

Interdições

Diversas outras interdições se seguem ao desvio da Sefaz no atual trajeto da linha 1. São restrições de tráfego marcadas por tapumes ou cones com potencial para gerar engarrafamentos mesmo fora dos horários mais críticos. Na Avenida do CPA, por exemplo, elas estão no trecho de construção da trincheira Luis Felipe (próximo à entrada para o bairro Alvorada) e no canteiro central, nos pontos onde já se iniciaram os trabalhos de preparação para os trilhos do VLT.

O mesmo se passa em alguns trechos da Prainha, onde costumam ser registrados alguns dos piores congestionamentos de Cuiabá. Afetado por máquinas, semaforizado e conturbado pela passagem de ônibus, veículos de grande porte e os demais convencionais, o trecho entre o Morro da Luz e o cruzamento com a Rua Generoso Ponce retarda a viagem do motorista: a reportagem chegou a demorar 12 minutos para vencer o trecho de aproximadamente 700 metros, por volta das 15h20.

Várzea Grande

Passando em seguida pela Avenida XV de Novembro e cruzando a ponte Júlio Müller, o motorista tem na obra do viaduto Dom Orlando Chaves o primeiro grande transtorno do atual trajeto do VLT em Várzea Grande.

Todo o tráfego da avenida da FEB foi transposto para um dos vãos do viaduto em construção. Além de o desvio se reduzir à passagem de um carro por vez em cada sentido, o asfaltamento é precário. A demanda de veículos é alta, pois a área absorve parte significativa do tráfego entre Cuiabá e Várzea Grande.
Em seguida, grande parte da linha reta da avenida da FEB atualmente está interditada até a trincheira da região do Zero Quilômetro.

Com o canteiro central todo demolido para a instalação do VLT, o motorista tem que seguir as placas indicadoras dos desvios. Estes caminhos são ruas de bairros majoritariamente residenciais e estão prejudicadas por buracos abertos pela intensidade do tráfego de agora.

Aeroporto

A partir daí as obras da Copa já não permitem que, atualmente, o motorista de veículo comum execute o trajeto do que será a linha 1 do VLT, pois a avenida João Ponce de Arruda – antes facilmente acessível por meio da FEB - está intrafegável no sentido de quem se dirige ao aeroporto Marechal Rondon.

Os desvios conduzem o motorista por ruas de bairros até chegar à avenida Filinto Müller, esta já de tráfego mais rápido, até o semáforo que marca a entrada do terminal aeroportuário, onde também podem ser vistas obras do centro de operações do VLT, logo ao lado.Para quem chega ao aeroporto, o trecho final não reserva muita dificuldade, e sim para quem sai do terminal com destino a Cuiabá.

Isso porque a avenida João Ponce de Arruda, interditada para quem vai até o terminal, até que permite o sentido inverso, mas apenas em uma pista. O restante está tomado pelas obras dos trilhos do VLT.

O resultado são carros em fila tentando sair dos arredores do Marechal Rondon. Segundo taxistas que trabalham no terminal, nos horários de pico chega-se a demorar 30 minutos só para apanhar o passageiro em frente ao desembarque e ultrapassar o trecho em obras, pelo qual só passa um carro por vez.

Nessas ocasiões, levar um passageiro até Cuiabá e retornar ao ponto - viagem que o consórcio VLT promete fazer em até 90 minutos - pode levar duas horas. A expectativa é de que, até 2030, o novo trem urbano atenda nesta linha cerca de oito mil passageiros por hora.







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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Primeiros trilhos do VLT em MT são preparados para a instalação

21/10/2013 - G1 MT


Materiais que compõem a primeira etapa dos trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos ( VLT) estão sendo preparados para a instalação, de acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). Os equipamentos estão armazenados em uma área, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, onde deverá funcionar o centro de manutenção do VLT. Eles ainda estão recebendo os últimos acabamentos antes da montagem. Os trilhos devem ser instalados em um percurso de 22,8 km em Cuiabá e Várzea Grande.
 
Esses são os primeiros trilhos, que estão guardados no centro de manutenção do VLT. Os demais ainda devem chegar. A Secopa informou que serão utilizados dois tipos de trilhos no VLTCuiabá-Várzea Grande: os grooved, produzidos na Polônia, e os vignole, fabricados na Espanha. Os materiais virão até o o porto paranaense de Paranaguá e depois serão transportados de caminhão até a Capital.
 
Segundo a Secopa, foram fabricados 90 km de trilhos "grooved", que serão instalados nos 22,2 km de trajeto do VLT. Já os trilhos "vignole" serão instalados apenas no Centro de Manutenção e pátio de estacionamento do VLT.
 
A construção da via permanente é responsabilidade do Consórcio Construtor, formado pela CR Almeida e Santa Bárbara, além de mais três empresas, as projetistas Astep e Magna e a CAF Brasil, fornecedora dos trens e da sinalização férrea.
Fonte http://www.topnews.com.br/noticias_ver.php?id=24746

Apenas um trecho do VLT fica pronto para Copa, declara Silval

23/10/2013 - Reporter MT

O governador Silval Barbosa (PMDB) admitiu publicamente nesta quarta-feira, durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás, que somente parte do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) fica pronta antes da Copa do Mundo de 2014.

Apesar da "má notícia", o chefe do Executivo garantiu que o novo modal estará em funcionamento até dezembro deste ano. Serão implantados apenas o Eixo 1, que vai da Avenida do CPA até o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Silval afirmou que o período de chuvas prejudicou, e muito, a execução das obras. "Não vai dar tempo mesmo. Precisamos mexer com drenagem e escavação, e o período de chuvas prejudica esse trabalho", disse ele.

O Consórcio VLT, empresa responsável pela implantação do modal, não teria solicitado ainda um aditivo de prazos e também já teria garantido ao Governo que não irá solicitar suplementação financeira para terminar a obra.

"A empresa precisa solicitar esse aditivo, que seja de um, dois ou três meses, mas precisamos de prazos para estabelecer um cronograma. O prazo pode até ser alterado, mas o valor continuará o mesmo", disse Silval.

Para a implantação do novo modal, o Governo do Estado assinou o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões. A segunda etapa da liberação dos recursos ocorrerá com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) por meio da CEF, além de arcar com os custos das desapropriações.

SOBRE O VLT

O modal de transporte coletivo era pra ser o principal legado da Copa do Mundo em Cuiabá. O sistema escolhido pelo governo do Estado previa a construção de 33 estações em duas linhas troncos: a maior será a que vai ligar o CPA ao Aeroporto.

A outra linha sairia da avenida Fernando Correa da Costa com destino à praça Bispo Dom José, onde deve ser construído a integração entre as duas linhas troncos. Serão 22,2 quilômetros de trilhos.

O VLT cuiabano prevê um sistema com 40 composições de 44 metros cada. Cada uma destas composições comporta até 71 passageiros sentados. Com uma composição em tráfego por estação no intervalo de 3 minutos, nos horários de pico, haverá uma demanda de até 8 mil passageiros. Cada uma das estações deverá receber um módulo de integração com o transporte coletivo tradicional (ônibus).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Trem do VLT sai de Santos rumo a Cuiabá na semana que vem

23/10/2013 - Cenário MT

A primeira composição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que rodará em Cuiabá e Várzea Grande a partir de 2014 já está no Porto de Santos (SP) e deve partir rumo a Cuiabá na próxima semana com carretas especiais. A previsão é do secretário Extraordinário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães que nesta quarta-feira (16) acompanhou a chegada do primeiro lote de trilhos que serão instalados no Centro de Manutenção e na via permanente.

A estimativa do secretário da Secopa é de que a primeira composição, com sete vagões chegue ao pátio do Centro de Manutenção (CM), em Várzea Grande no início do mês de novembro. Até lá, os trilhos já deverão estar instalados no local, para que possam acomodar os trens do VLT. O Governo do Estado encomendou 40 composições para servir duas linhas tronco – Aeroporto-CPA e Coxipó-Centro.

A chegada do primeiro lote de trilhos significou mais um avanço no processo de implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. De acordo com a Secopa, ao todo, serão 10 quilômetros de trilhos vignole, totalizando 592 toneladas de material. A primeira carreta com os trilhos vignole chegou na quarta-feira (16), dentro do cronograma previsto pelo Consórcio VLT, cuja carga está sendo armazenada em Várzea Grande.

O outro tipo de trilho, o grooved, será instalado ao longo da via permanente do VLT, num trajeto de aproximadamente 22 km, o que corresponde a aproximadamente 90 km de trilhos (ida e volta). Esse material foi fabricado na Polônia e a previsão é que eles cheguem a Cuiabá em novembro.

 O consórcio informou ainda que outras nove carretas chegarão nos próximos dias. Os trilhos foram fabricados na Espanha e serão estocados no pátio do Centro de Manutenção. Boa parte servirá para a área de estacionamento dos trens, de manobras e de manutenções do VLT. Lá mesmo serão realizados os primeiros testes com os veículos que chegam a partir de novembro.

O desembarque dos trilhos na quarta-feira foi um marco para a implantação do novo modal do transporte. Com a chegada dos trilhos vignole, os trabalhos para implantação na via começam imediatamente. A princípio, cerca de 30 colaboradores trabalham no envelopamento dos trilhos, usando o Q-track, material que chegou à cidade em agosto.

O consórcio responsável pela instalação do VLT na capital informou que a preparação dos trilhos será executada de acordo com o cronograma de produção elaborado pelo Consórcio VLT, a partir da chegada de todo o material. Neste início, os trilhos serão instalados na área que compreende o pátio de estacionamento dos trens, o que equivale a cerca de 60% dos 10 km.

De acordo com a Secopa, as obras do Centro de Manutenção prosseguem em ritmo acelerado. Já foi realizado o trabalho de terraplenagem da área do CM e Centro de Controle e Operações (CCO). No fim de agosto começaram as atividades de fundação da edificação da estrutura do CM e CCO, com a execução de estacas.

A equipe de engenharia de produção já vem trabalhando na preparação das bases para o assentamento dos trilhos e colocação de dutos para instalação do sistema elétrico e de telecomunicações. Depois disso pronto, o próximo passo é a instalação dos trilhos.

Paralelamente, seguem à pleno vapor as obras de viadutos e escavações da via permanente em quase 20 frentes de trabalho em Cuiabá e Várzea Grande. A prioridade do consórcio é concluir a linha Aeroporto-CPA antes da Copa do Mundo. O governador Silval Barbosa admitiu pela primeira vez esta semana, que "é possível que o VLT não fique pronto totalmente para a Copa do Mundo, mas, pelo menos a linha ligando o aeroporto ao CPA será entregue até março de 2014".

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Justiça determina a retirada de posto da Avenida do CPA

23/10/2013 - Midia News

O Governo do Estado conseguiu, na Justiça, o deferimento do pedido para reintegração de posse da área onde hoje está localizado o posto de combustível operado pela empresa Amazônia Petróleo, no canteiro central da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

A remoção do empreendimento da área é necessária para a implantação do Eixo 1 (Aeroporto-CPA) da via permanente do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O posto foi erguido no local – próximo à Praça Ulisses Guimarães – há décadas. Na ocasião, ele era de propriedade da empresa Comercial Santa Rita.

De acordo com o secretário da Copa, Maurício Guimarães, o terreno ocupado pelo imóvel foi avaliado em R$ 1,070 milhão, valor que deverá ser depositado pelo Estado, dentro dos próximos dias.

"A Justiça acatou o nosso pedido, deferiu e nos mandou fazer o depósito. Agora, a bola está nas mãos do Estado. Só precisa fazer o depósito judicial e informar ao juiz que, de imediato, deve decretar a liminar para tomarmos posse do terreno. Logicamente, demora alguns dias para se fazer a desmobilização", disse.

Ação na Justiça

"A Justiça acatou o nosso pedido, deferiu e nos mandou fazer o depósito. Agora, a bola está nas mãos do Estado. Só precisa fazer o depósito judicial e informar ao juiz "
O laudo técnico de avaliação do terreno para desapropriação não leva em conta, porém, o fundo de comércio (bens materiais utilizados pelo posto na exploração do seu negócio).

Atualmente, a dona da área é a Petrobras Distribuidora - que deverá ser notificada e indenizada -, que aluga o posto de combustível para a Amazônia Petróleo.

Segundo a defesa da empresa, o investimento feito no posto e a existência de um contrato de locação por tempo indeterminado com a Petrobras devem ser levados em conta pela Justiça.

Por essa razão, o advogado da empresa já acionou a Justiça para garantir que ela também seja indenizada pela remoção do posto da avenida. A decisão é esperada para esta semana.

Caso o juiz seja desfavorável ao pagamento de indenização por parte do Estado, a empresa irá recorrer ao Tribunal de Justiça.

A obra

As escavações para implantação dos trilhos do VLT já tiveram início na via. A obra está agendada para ser entregue em 13 de março de 2014.

O prazo já foi admitido pelo Estado como desafiador, fazendo com o que governador Silval Barbosa (PMDB) afirmasse que a prioridade é a finalização do Eixo 1 até a Copa do Mundo, que ocorre nos meses de junho e julho de 2014. O Eixo 2 (Coxipó-Centro), por sua vez, pode ficar pronto depois do Mundial.

Pedro Alves/MidiaNews


Secretário da Copa, Maurício Guimarães: emissão de laudo de reintegração de posse depende de depósito judicial
Ao MidiaNews, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela implantação do novo modal de transporte coletivo, afirmou, por meio de nota, que a saída do posto de combustível não é algo que possa ser discutido e é necessária, principalmente, por uma questão de segurança.

De acordo com os construtores, o VLT deverá ocupar apenas oito metros de largura do canteiro central de todas as avenidas por onde irá passar. No caso da área específica do posto, os estudos técnicos apontam que, para a implantação do projeto, não há necessidade de toda a área ser desocupada.

No entanto, para garantir a segurança do projeto – uma vez que o VLT será movido à eletricidade –, há necessidade da desativação e desmobilização integral do estabelecimento.

domingo, 20 de outubro de 2013

Primeiros trilhos do VLT em Cuiabá são preparados para instalação

21/10/2013 - Cenário MT

O governador comemorou o avanço na obras do VLT e afirmou que os trabalhos estão em ritmo acelerado.

A primeira etapa dos trilhos que vão compor o Veículo Leve Sobre Trilhos ( VLT) já estão sendo preparados para a instalação. Na tarde da última quarta-feira (16.10), o governador Silval Barbosa e o secretário Extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, visitaram a área em Várzea Grande onde os trilhos são armazenados e recebem os acabamentos. Ao todo, o VLT terá 22.8 km de trilhos permanentes.

O governador comemorou o avanço na obras do VLT e afirmou que os trabalhos estão em ritmo acelerado. "...e podem ser feitos independente da chuva. Por isso estou confiante", avaliou. Segundo Mauricio Guimarães, estes são os primeiros trilhos do centro de manutenção do VLT. "Os trilhos da via permanente ainda estão para chegar ao Brasil. Tem muito trilho para chegar, isto é só o início. Daqui a alguns dias vamos receber os primeiros veículos que já estão no país", explicou.

Como o transporte será feito por meio rodoviário, serão necessárias 125 viagens de caminhão, entre o porto paranaense de Paranaguá e a Capital para trazer todos os trilhos. Os trilhos do VLT cuiabano já foram fabricados e serão de dois tipos: "grooved", produzidos na Polônia, e "vignole", da Espanha. Ao todo, foram fabricados 90 km de trilhos "grooved", que serão instalados nos 22,2 km de trajeto do VLT. Já os trilhos "vignole" serão implementados apenas no Centro de Manutenção e pátio de estacionamento do VLT (antiga Vila Militar, em Várzea Grande).

Fonte: CenárioMT

sábado, 19 de outubro de 2013

Primeiros trilhos do VLT chegam ao Mato Grosso, para montagem

18/10/2013 - Revista Grandes Construções

Material, denominado vignole, será instalado no pátio de estacionamento e manobras, no Centro de Manutenções; ao todo, serão 10 km de trilhos

Chegou ao Mato Grosso o primeiro lote de trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá-Várzea Grande. Eles serão montados no Centro de Manutenções (CM), em Várzea Grande e, ao todo,correspondem a 10 km de trilhos vignole - mais uma quantidade reserva -, totalizando 592 toneladas de material. A Secopa informou que serão utilizados dois tipos de trilhos no VLT: os grooved, produzidos na Polônia (que chegam ao país em novembro), e os vignole, fabricados na Espanha.
A primeira carreta com os trilhos vignole chegou na quarta-feira (16), de caminhão, vinda do Porto de Paranaguá (PR). Outras nove carretas chegarão nos próximos dias. No pátio de estacionamento, de manobras e de manutenções do VLT, localizado em Várzea Grande, serão feitos os primeiros testes com os veículos, que chegarão em lotes, a partir de novembro.
Com a chegada dos trilhos vignole, os trabalhos para implantação na via já podem ser iniciados. Neste primeiro momento, cerca de 30 colaboradores trabalham no envelopamento dos trilhos, usando o material que chegou à cidade no fim de agosto, denominado de Q-track.
O Q-track reúne os equipamentos que compõem o sistema de instalação dos trilhos (cola, película elec de isolamento energético, borrachas de envelopamento e os pórticos de posicionamento dos trilhos). Imediatamente após a descarga do material, os trabalhadores iniciaram o processo de preparação dos trilhos, que antecedem a instalação efetiva na via.
Primeiramente é colada a película elec para em seguida serem instaladas as borrachas, que têm a função de minimizar o atrito das rodas dos trens sobre o trilho, reduzindo os ruídos e vibrações. Além do envelopamento será feita a curvatura dos trilhos, conforme a necessidade. Vale lembrar que parte da remessa dos trilhos vignole foi transportada para a fábrica da VAE, em São Paulo, onde serão fabricados os AMVs (Aparelho de Mudança de Via), para que os trens passem de uma linha para outra. A VAE é uma empresa contratada pelo Consórcio VLT especializada na fabricação de AMVs.
A preparação dos trilhos será executada de acordo com o cronograma de produção elaborado pelo Consórcio VLT, a partir da chegada de todo o material. Primeiramente os trilhos serão instalados na área que compreende o pátio de estacionamento dos trens, o que equivale a cerca de 60% dos 10 km. É nesse local que os veículos serão armazenados até que parte da via permanente esteja concluída e ele possa se movimentar, iniciando a fase de testes.
O outro tipo de trilho, o grooved, será instalado ao longo da via permanente do VLT, num trajeto de aproximadamente 22 km, o que corresponde a aproximadamente 90 km de trilhos. A previsão é que eles cheguem a Cuiabá em novembro, quando receberão o mesmo tratamento dos vignole antes de serem instalados na via permanente.
Centro de Manutenções e Operações
As obras do Centro de Manutenções (CM) prosseguem, com a terraplenagem já concluída na área do CM e do Centro de Controle e Operações (CCO), e sendo executada na área reservada ao Terminal de Integração de Várzea Grande.
Outras ações concluídas referem-se à limpeza, corte e aterro, além da drenagem na área, que foi direcionada para um canal existente próximo ao local. Em paralelo, seguem as escavações e a compactação do solo.
A colocação das estacas de fundação da edificação da estrutura do CM e CCO tiveram início no fim de agosto, e hoje a equipe de engenharia de produção trabalha na preparação das bases para o assentamento dos trilhos e colocação de dutos para instalação do sistema elétrico e de telecomunicações, que também faz parte da via permanente. Com essa estrutura pronta, a próxima etapa é a instalação dos trilhos.
O Centro de Manutenções, como o próprio nome diz, será o local para reparos, ajustes e outras atividades referentes ao bom estado e funcionamento dos veículos. Próximo será construído o pátio de estacionamento dos VLTs.
Já o CCO concentrará todo o funcionamento do VLT, onde serão instalados modernos equipamentos, que vão monitorar horário de chegada e partida dos trens, parada nas estações, velocidade, fluxo de passageiros, etc. Será desse local que os controladores se comunicarão com os condutores dos trens, com as estações e terminais.

Composições

De acordo com o secretário da Secopa, Maurício Guimarães, a primeira composição do VLT já está no Porto de Santos, em São Paulo, e deve partir rumo a Cuiabá na próxima semana. A expectativa é que o veículo chegue ao pátio de manutenção, em Várzea Grande, até novembro.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Chegam os primeiros trilhos para o sistema VLT de cuiabá

17/10/2013 - Mídia News

Os primeiros trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que serão implantados no Centro de Manutenção do Complexo Operacional do VLT – que está sendo construído próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande – já chegaram à Capital. 

A entrega acontece 10 meses após a data inicialmente prevista, em janeiro deste ano.


No total, serão entregues dez carretas do material tipo "vignole", fabricados na Espanha e que são diferentes dos demais trilhos (tipo "grooved"), que são produzidos na Polônia e serão alocados ao longo dos 22,2 km de via permanente do VLT.

A chegada da primeira carreta ocorreu na quarta-feira (16) e foi acompanhada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e pelo secretário extraordinário da Copa do Mundo (Secopa), Maurício Guimarães.

Os trilhos já começaram a ser preparados para instalação no Centro de Manutenções e no pátio de estacionamento do VLT, localizado na antiga Vila Militar. Apenas do tipo "vignole", serão 10 km de trilhos implantados – mais uma quantidade reserva –, totalizando 592 toneladas de material.

Os equipamentos estão sendo armazenados em uma área especial, na cidade de Várzea Grande, que será destinada para o descarregamento de todos os materiais que compõem o VLT.

O Governo do Estado informou que o primeiro lote foi descarregado e está passando, agora, pelo período de acabamento que precede a implantação, fase essa que, segundo o governador, independe do período de chuva que se inicia na Capital.

Entre os procedimentos que antecedem a implantação dos trilhos na via permanente, estão a instalação da película, o envelopamento (enjaquetamento) e a calandragem (curvatura) dos trilhos.

Os 90 km de trilhos da via permanente, por sua vez, ainda não chegaram ao Brasil, segundo informações da Secopa.

Preparação

Cerca de 30 colaboradores já deram início ao trabalho de envelopamento dos trilhos, usando o material que chegou à cidade no fim de agosto, denominado de Q-track – que reúne os equipamentos que compõem o sistema de instalação dos trilhos (cola, película elec de isolamento energético, borrachas de envelopamento e os pórticos de posicionamento dos trilhos).

Primeiramente, é colada a película elec para em seguida serem instaladas as borrachas, que têm a função de minimizar o atrito das rodas dos trens sobre o trilho, reduzindo os ruídos e vibrações. Além do envelopamento será feita a curvatura dos trilhos, conforme a necessidade.

Depois de prontos, os trilhos serão instalados na área que compreende o pátio de estacionamento dos trens, o que equivale a cerca de 60% dos 10 km. É nesse local que os veículos serão armazenados até que parte da via permanente esteja concluída e ele possa se movimentar, iniciando a fase de testes.

Manutenções e Operações 

As obras do CM, segundo a Secopa, estão em ritmo acelerado. 

A terraplenagem da área do CM e Centro de Controle e Operações (CCO) já foi concluída, atividade que agora está sendo executada na área reservada ao Terminal de Integração de Várzea Grande.

Outras ações já executadas são referentes à limpeza, corte e aterro, além da drenagem na área, que foi direcionada para um canal existente próximo ao local. Em paralelo, seguem as escavações e a compactação do solo.

No fim de agosto começaram as atividades de fundação da edificação da estrutura do CM e CCO, com a execução de estacas. Atualmente, a equipe de engenharia de produção trabalha na preparação das bases para o assentamento dos trilhos e colocação de dutos para instalação do sistema elétrico e de telecomunicações, que também faz parte da via permanente. Com essa estrutura pronta, a próxima etapa é a instalação dos trilhos.

O Centro de Manutenções, como o próprio nome diz, será o local para reparos, ajustes e outras atividades referentes ao bom estado e funcionamento dos veículos. Próximo será construído o pátio de estacionamento dos vagões do VLT.

Já o CCO concentrará todo o funcionamento do VLT, onde serão instalados modernos equipamentos, que vão monitorar horário de chegada e partida dos trens, parada nas estações, velocidade, fluxo de passageiros, etc. Será desse local que os controladores se comunicarão com os condutores dos trens, com as estações e terminais.

VLT

De acordo com o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a última medição, feita em julho deste ano, constatou que 37,9% da obra do VLT estava pronta.

As obras do VLT tem prazo de conclusão para 13 de março de 2014. No início desta semana, o governador Silval Barbosa (PMDB) admitiu que a obra inteira, formada por dois eixos (Aeroporto-CPA e Coxipó-Centro) pode não ser concluída no prazo estabelecido, sendo prioridade a finalização do Eixo 1.

"Espero que todas as linhas do VLT fiquem prontas antes da Copa. Mas se não ficar, a prioridade é o eixo central, do Aeroporto até o Comando-geral da Polícia Militar [na Avenida do CPA]", explicou.
A obra está sendo executada pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.

O valor global da obra é de R$ 1,57 bilhão.

Operação do modal

O novo modal será implantado em dois corredores estruturais do transporte coletivo e passará pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande, e também pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

O Eixo 1, que ligará a região do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, terá 15 km. Esse trajeto contará ainda com dois terminais de integração (CPA e André Maggi).

Já o Eixo 2, que fará a ligação entre o Centro e a região do Coxipó, terá 7,2 km, com um terminal de integração no Coxipó.

Nessas vias serão construídas 33 estações (22 no Eixo 1 e 11 no Eixo 2), bem como três terminais de integração e obras de arte (viadutos, pontes ou trincheiras), necessárias para implantação do modal.

Por Lislaine dos Anjos
Informações: Midia News

Feirantes e moradores de Santos querem mudar o trajeto do VLT

18/10/2013 - G1 Santos

Abaixo-assinado com 7 mil assinaturas foi entregue ao Ministério Público. Documento pede que traçado siga antiga linha do trem

Feirantes e moradores de Santos querem mudar traje
Feirantes e moradores de Santos querem mudar trajeto do VLT
créditos: Reprodução/TV Tribuna
 
Feirantes e moradores de Santos, no litoral de São Paulo, entregaram um abaixo-assinado com sete mil assinaturas para o Ministério Público (MP) solicitando a mudança do trajeto previsto para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O documento pede que o traçado seja alterado do canteiro central da Avenida Francisco Glicério para a antiga linha do trem.
 
Os feirantes alegam que se o VLT passar pelo canteiro central, eles não terão para onde ir. Já a preocupação dos moradores das proximidades é que o zoneamento dos bairros seja alterado, passando a ser comerciais.
 
Segundo o Ministério Público, um estudo de 2008 aponta a antiga linha do trem como o traçado ideal para o VLT. O abaixo-assinado será usado como argumento pela Promotoria para defender a tese de que isso deve ser mantido.
 
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) apresentou um estudo para justificar a alteração. De acordo com o MP, uma equipe técnica está analisando o documento e no dia 5 de novembro deve haver uma reunião para definir o impasse. Caso não haja acordo, o Ministério Público deve entrar com uma ação para interromper a obra.

Marconi assegura recursos federais para o VLT de Goiânia

18/10/2013 - Goiás Agora

O governador Marconi Perillo saiu da reunião com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, otimista em relação à implantação do VLT de Goiânia. No encontro desta quinta-feira, dia 17, em Brasília, Aguinaldo Ribeiro assegurou ao governador que o Ministério das Cidades garantirá parte dos recursos para as obras se o projeto do VLT de Goiânia ficar pronto até o mês de março do ano que vem. O projeto total do VLT está orçado em R$ 1,3 bilhão e deverá contar com recursos de várias fontes.

Marconi afirmou estar confiante com o cumprimento do prazo e assegurou que o projeto em elaboração será composto de alguns aditivos que irão tornar o VLT mais moderno e dinâmico. "Havia o projeto do trem apenas por superfície. Agora, estamos trabalhando algumas mudanças que permitirão a construção de trechos subterrâneos e algumas obras de arte a mais", explicou.

Também estão incluídos nos projetos a serem beneficiados com recursos do Ministério das Cidades os prolongamentos do Eixo Leste/Oeste para Senador Canedo, de um lado, e o da Vila Mutirão e Vera Cruz, do outro. "São projetos consistentes e muito importantes para a área da mobilidade urbana de Goiânia e da Região Metropolitana", disse o governador.

Para o Entorno do Distrito Federal, onde o transporte urbano tem enfrentado sérios problemas de superlotação e atrasos no cumprimento de horários, o Governo de Goiás trabalha para estender o BRT, em construção, até a cidade de Luziânia. O projeto original, de responsabilidade do Governo do Distrito Federal, prevê a construção do BRT de Brasília até Santa Maria. "Já mostramos a necessidade e a viabilidade de levar o BRT até Luziânia e acreditamos que isso será possível. As conversas estão bem adiantadas e eu estou confiante que isso vai ocorrer", declarou.

Trilhos do VLT começam a ser implantados neste mês em Cuiabá e VG

17/10/2013 - O Documento

Segundo a Secopa, foram fabricados 90 km de trilhos grooved, que serão instalados nos 22,2 km de trajeto do VLT.

Materiais que compõem a primeira etapa dos trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos ( VLT) estão sendo preparados para a instalação, de acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). Os equipamentos estão armazenados em uma área, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, onde deverá funcionar o centro de manutenção do VLT.

Eles ainda estão recebendo os últimos acabamentos antes da montagem. Os trilhos devem ser instalados em um percurso de 22,8 km em Cuiabá e Várzea Grande.

Esses são os primeiros trilhos, que estão guardados no centro de manutenção do VLT. Os demais ainda devem chegar. A Secopa informou que serão utilizados dois tipos de trilhos no VLT Cuiabá-Várzea Grande: os grooved, produzidos na Polônia, e os vignole, fabricados na Espanha. Os materiais virão até o o porto paranaense de Paranaguá e depois serão transportados de caminhão até a Capital.

Segundo a Secopa, foram fabricados 90 km de trilhos "grooved", que serão instalados nos 22,2 km de trajeto do VLT. Já os trilhos "vignole" serão instalados apenas no Centro de Manutenção e pátio de estacionamento do VLT.

A construção da via permanente é responsabilidade do Consórcio Construtor, formado pela CR Almeida e Santa Bárbara, além de mais três empresas, as projetistas Astep e Magna e a CAF Brasil, fornecedora dos trens e da sinalização férrea.

Fonte: O Documento 

Trilhos do VLT em MT são preparados para a instalação

17/10/2013 - G1 MT

Materiais que compõem a primeira etapa dos trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) estão sendo preparados para a instalação, de acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). Os equipamentos estão armazenados em uma área, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, onde deverá funcionar o centro de manutenção do VLT. Eles ainda estão recebendo os últimos acabamentos antes da montagem. Os trilhos devem ser instalados em um percurso de 22,8 km em Cuiabá e Várzea Grande.

Esses são os primeiros trilhos, que estão guardados no centro de manutenção do VLT. Os demais ainda devem chegar. A Secopa informou que serão utilizados dois tipos de trilhos no VLT Cuiabá-Várzea Grande: os grooved, produzidos na Polônia, e os vignole, fabricados na Espanha. Os materiais virão até o o porto paranaense de Paranaguá e depois serão transportados de caminhão até a Capital.

Segundo a Secopa, foram fabricados 90 km de trilhos "grooved", que serão instalados nos 22,2 km de trajeto do VLT. Já os trilhos "vignole" serão instalados apenas no Centro de Manutenção e pátio de estacionamento do VLT.

A construção da via permanente é responsabilidade do Consórcio Construtor, formado pela CR Almeida e Santa Bárbara, além de mais três empresas, as projetistas Astep e Magna e a CAF Brasil, fornecedora dos trens e da sinalização férrea.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Aeroporto próximo ao VLT é pioneiro no Brasil

20/06/2013 - Governo MT

Foto: Pedro Alves

A proximidade do aeroporto Internacional Marechal Rondon, de Várzea Grande, com o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) será um diferencial em comparação a outras cidades brasileiras. De acordo com o professor de arquitetura da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), José Afonso Portocarrero, metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro e até mesmo a capital do Brasil, Brasília, ainda não dispõem de sistema de transporte coletivo em trilhos nos arredores dos aeroportos.

"Essa facilidade será um ganho para Várzea Grande e Cuiabá. A Cidade Industrial será pioneira nesse quesito no Brasil", destacou o docente. O Aeroporto Internacional Marechal Rondon, uma das portas de entrada e saída de Mato Grosso, terá papel importante para a Copa do Mundo de 2014. Consciente que o empreendimento será "a primeira impressão do estado" para os turistas, a Infraero está investindo R$ 77,2 milhões na ampliação e reformas.

Se hoje a capacidade anual do aeroporto é de 2,1 milhões de passageiros, com as intervenções esse número chegará a 5,7 milhões de pessoas no ano, um acréscimo superior a 170%. Atualmente, calcula-se que 20 mil pessoas transitem pelo local por dia, sendo que, desse montante, 7.670 são passageiros.

Para atender o fluxo de visitantes, o aeroporto conta com 33 pontos comerciais. No entanto, após a conclusão das obras, prevista para março de 2014, o número se ampliará para 68 estabelecimentos. Segundo o superintendente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Várzea Grande, Jean Ibrahim, as lojas do aeroporto têm como foco geralmente os turistas. "É um público muito rotativo", descreve.

Fonte: Assessoria

Marconi Perillo faz reunião para discutir Implantação do Projeto do VLT

24/06/2013 - Gazeta do Estado

Em reunião na última sexta-feira, 21, o governador Marconi Perillo e o coordenador de Implantação do Projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Carlos Maranhão, reuniram-se com representantes do Fórum Empresarial e dos comerciantes da Avenida Anhanguera, em Goiânia, para ouvir as reivindicações e sugestões sobre a implantação do novo transporte.

Segundo Carlos Maranhão, a licitação do VLT será aberta esta semana. "Estamos empenhados em promover a melhoria do transporte coletivo para a capital, além de contribuir para amenizar os transtornos naturais causados pela obra.

Portanto, estamos estabelecendo o diálogo com os representantes dos comerciantes diretamente afetados, para que possamos atenuar os impactos decorrentes desta obra de grande envergadura", alegou Carlos Maranhão. E acrescentou: "Esse governo não pensa em obras sob o ponto de vista eleitoral, mas sim em conferir bem-estar à população. Se a obra vai se alongar além deste mandato, isso apenas sinaliza para o tamanho da sua envergadura", argumentou.

Os recursos para a sua realização já foram assegurados. Segundo Maranhão, serão R$ 215 milhões provenientes do PAC, mais de R$ 500 milhões dos cofres estaduais e outros R$ 500 milhões levantados pela iniciativa privada, no formato Parceria Público-Privada. "Já estamos com os recursos assegurados para o início das obras, que serão realizadas trecho a trecho para atenuar os impactos negativos do projeto", finalizou.

Fonte: Gazeta do Estado
Publicada em:: 24/06/2013

VLT vai retirar 80% dos ônibus das 3 principais avenidas de Cuiabá

16/06/2013 - A Gazeta

Aproximadamente 80% dos ônibus deixarão de trafegar por três das principais vias de Cuiabá e Várzea Grande após a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O dado faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, atualmente em fase de elaboração por parte de uma consultoria contratada pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de Mato Grosso (Secopa/MT). Nas avenidas da FEB, Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e Fernando Corrêa da Costa, o metrô de superfície passará a contar com total prioridade.
Entre os tipos de linhas existentes, a redução de quilometragem rodada varia de 12% para as municipais de Várzea Grande, até 60% no caso das intermunicipais. As linhas municipais de Cuiabá sofrerão uma redução de cerca de 50%. Uma das novidades está a mudança da localização do Terminal André Maggi, em Várzea Grande, para atender a demanda de passageiros.
A medida pode resultar na redução da frota atual de ônibus das quatro empresas que operam os sistemas nos e entre os dois municípios. Cuiabá conta hoje com 380 carros, Várzea Grande 78 e os intemunicipais chegam a 92 ônibus. Engenheiro da Secopa, Rafael Detoni Moraes, ressalta que algumas linhas que passam por estas avenidas, ou as cruzam, serão mantidas. "Mas teremos mudanças importantes no sistema como um todo na cidade".

Explica que as mudanças fazem parte de um processo de racionalização do transporte coletivo das duas cidades e podem representar um marco da mudança do conceito de locomoção nos municípios, a exemplo do que ocorre em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. "Com um transporte mais racional, muitas pessoas poderão deixar seus veículos em casa e utilizar, com rapidez, o VLT, os ônibus, ou o sistema integrado".

Atualmente, grande parte das linhas está sobreposta e, em alguns casos, faz junto até 80% do itinerário. Detoni cita como exemplo a região do Coxipó, composta por cerca de 40 bairros. "Hoje, eles (ônibus) saem dos bairros e passam a trafegar juntos pela Fernando Corrêa da Costa, até o centro da cidade. Com o VLT, boa parte dos ônibus vai transportar os passageiros até uma estação de integração e será o metrô de superfície que levará à região central". Para efeito de comparação, cada composição do VLT comporta passageiros de 4 ônibus e meio.
O estudo está sendo tocado por uma das maiores empresas do ramo de transportes da América do Sul, que já realizou diversos estudos nas duas principais cidades de Mato Grosso. "Eles possuem know how e todos os dados necessários para propor as mudanças. Encaminhamos a eles os dados atualizados e isso fez parte do estudo".

A empresa foi contratada em 2010 para realizar o estudo de integração do sistema existente com o modal escolhido até então, o Bus Rapid Transport (BRT).
Detoni salienta parte do plano executado será fruto do reaproveitamento do estudo realizado pela Oficina. "É necessário apenas alguns ajustes, como nos indicadores de demanda do VLT, que comporta mais passageiros do que o BRT, bem como os pontos de cruzamento dos modais, mas ele vai ser reaproveitado, sim".

Outra novidade prevista no plano está a mudança na forma de integração entre veículos. Atualmente, o procedimento é limitado a uma vez por viagem. "A integração passará a ocorrer por tempo, porque para se chegar a alguns lugares será necessário efetuar duas integrações. Uma
pessoa que vai da Morada do Ouro para o Liceu Cuiabano, poderá pegar um ônibus direto, mas se achar que a demora será maior, pode pegar o ônibus até o VLT e da Prainha outro ônibus até o Liceu pagando uma passagem".
As mudanças no sistema de transporte coletivo agradam ao doutor em Engenharia de Transportes Luiz Miguel de Miranda. Para ele, a melhor saída para a solução dos problemas hoje enfrentados pelo usuário está na racionalização do sistema. "Não existe mágica quando se fala em plano de sistema de transporte ou engenharia de tráfego. Planejar é muito mais importante do que fazer obra".

O problema, na opinião do especialista, é que o desenvolvimento de projetos leva tempo e requer, acima de tudo, que o usuário do transporte seja ouvido. "Um plano, para ser elaborado, maturado, modificado e definitivamente implementado não leva menos de 3 anos e ouve, mais do que a todos, o cidadão, usuário do transporte, que paga a conta e sofre com os problemas".
Detoni concorda com a opinião de Miranda e afirma que os dados
atualizados do sistema estão
sendo levados em
consideração pela consultoria, desde 2010.
Presidente da Associação Matogrossense dos Transportes Urbanos (MTU), Ricardo Caixeta Ribeiro salienta que as empresas que atualmente operam o sistema não foram procuradas para discutir o Plano. "Temos notícia de que há um estudo em andamento, mas não nos sentamos à mesa para falarmos sobre ele". Caixeta destaca que se as empresas forem chamadas pela Secopa para conversar sobre o assunto, irão.

O presidente afirma que até que haja a implantação do VLT e o sistema for mantido, as empresas continuarão a atender a população normalmente. "Temos ordens de serviço, uma frota de veículos e funcionários e iremos atender a população da melhor maneira possível de acordo com o que é determinado".
O VLT será composto por 2 eixos de rodagem e terá mais de 22 quilômetros de extensão, divididos em 33 estações. O metrô de superfície ligará o Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, ao CPA e o centro da cidade à região do Coxipó, passando pela avenida Fernando Corrêa da Costa.