quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dada a largada para a construção da ponte rodoferroviária do Porto

30/05/2013 - Olhar Direto

Da Redação - Darwin Júnior

O consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela implantação do novo modal do transporte coletivo na capital, deu início nesta quarta-feira, aos preparativos para a duplicação da ponte Júlio Muller, no bairro do Porto. A construção de uma ponte rodoferroviária – para passagem de carros e trens do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) – terá início nos próximos dias, mas uma equipe já trabalha na instalação da passagem dos operários.

A nova passagem ficará à esquerda da ponte Júlio Muller para quem trafega no sentido Cuiabá-Várzea Grande. Nos primeiros trabalhos, hoje, os operários fizeram a limpeza do barranco e deram início à passarela de madeira, onde serão levantados os tubulões que sustentarão a nova plataforma. No centro, entre as duas pontes, serão instalados os trilhos da via permanente do VLT.

Para realizar os trabalhos de edificação da nova ponte, um canteiro de obras já foi preparado na avenida Beira-Rio. O mesmo canteiro será utilizado para as obras de abertura da via permanente na avenida XV de Novembro. Segundo o consórcio VLT, os operários já estão prontos para abrir uma nova frente de trabalho no centro da via, no entanto ainda é aguardada a liberação das novas rotas pela Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) que trabalha na preparação da sinalização.

Esta será a décima frente de trabalho do Consórcio VLT que atua simultaneamente em obras de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo viadutos (aeroporto, Sefaz, UFMT, MT-040) e a rotatória do Zero Km. Nos próximos meses, deve ter início o trabalho de duplicação da ponte sobre o Rio Coxipó na que deve ser uma das últimas obras da Copa em Cuiabá a ter início.

Fonte: http://copa.olhardireto.com.br/notic..._Porto&id=1896

Bonde volta a funcionar em Campos de Jordão

30/05/2013 - O Estado de SP

Depois de seis meses sem bondinho na Estrada de Ferro Campos do Jordão, o serviço será oferecido novamente a partir de hoje e em todo o feriado de Corpus Christi. Os passeios foram interrompidos em novembro, quando um acidente matou três pessoas e feriu mais de 40.

Os passeios da Estação Emílio Ribas, em Campos do Jordão, à Estação Eugênio Lefévre, em Santo Antônio do Pinhal, tem a duração aproximada de 2h30. Durante o feriado, vão ser duas viagens por dia, às 10h e às 14h. O trecho onde o vagão descarrilou em novembro permanece interditado, entre Santo Antônio do Pinhal e Pindamonhangaba.

As causas do acidente continuam sendo investigadas pela Polícia Civil. A sindicância interna instaurada pela empresa responsável pelo serviço de transporte aponta que uma imprudência do maquinista teria causado o acidente, mas o funcionário contesta.

Expectativa. A Secretaria de Turismo de Campos do Jordão espera receber cerca de 200 mil turistas durante o feriado prolongado. Todos os hotéis e pousadas já estão lotados, segundo a prefeitura.

No bairro Capivari, onde há maior concentração de turistas, atraídos pelos bares, lojas e restaurantes, os comerciantes vêm registrando aumento gradativo no movimento desde o início de maio, mês em que os termômetros chegaram a registrar -1°C.

Serviço

Estrada de Ferro Campos do Jordão: Compra de Passagens na Estação Emilio Ribas.

Tel.: (12) 3663-1531, das 9h às 17h. R$ 40

quarta-feira, 29 de maio de 2013

População ganhará trem VLT que liga Brasília a Luziânia

29/05/2013 - Governo de Goiás

Na próxima quarta-feira, a Sudeco publicará o edital de licitação do trem VLT ligando Brasília a Luziânia. Os 60 quilômetros entre as duas cidades será feito por via férrea já existente e que, atualmente, é utilizada apenas para o transporte de cargas.

Também para os estudos técnicos desse novo transporte ferroviário de passageiros, o prazo é de 10 meses. Levando-se em conta que a ferrovia já existe e precisará apenas de adaptações e construção de estações, o prazo para que seja disponibilizada aos usuários é de apenas dois anos, segundo informações da Sudeco.

A entrada em operação deste novo modal de transporte de passageiros entre as cidades do Entorno Sul com Brasília desafogará o intenso trânsito da BR-040. De acordo com informações da Sudeco, hoje, mais de 600 mil pessoas fazem, diariamente, o trajeto de Luziânia e demais cidades do Entorno até Brasília. O tempo mínimo da viagem é de duas horas. De trem, o percurso de 60 quilômetros poderá ser percorrido entre 45 e 60 minutos.

Cada composição de VLT, com quatro vagões, – cuja velocidade média é de 110 km/h – terá capacidade de transportar até 900 passageiros por viagem. Prevê-se que, por dia, serão transportadas entre 40 e 45 mil pessoas. Estudos preliminares da Sudeco indicam que com a entrada em operação do trem, entre 450 e 500 carros e 20 ônibus deixarão de circular pela BR-040 a cada hora.

Fonte: Governo de Goiás

VLT de Goiás não sai até 2015

28/05/2013 - Diário de Goiás

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a ser implantado no Eixo Anhanguera, viaja em ritmo lento e a chance de chegar em 2014, como o governo esperava inicialmente, já está descartada. A luta agora é para que a obra – e as desapropriações – comecem entre agosto e o final do ano e os carros estejam em circulação pelo menos até o final de 2015. Nem mesmo o edital para escolha do grupo que vai elaborar o projeto executivo, realizar a obra e operar o sistema por 35 anos tem data para ser divulgado. O governo evita publicar o documento antes do aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A conselheira Carla Santillo e uma equipe técnica criada para analisar a licitação da primeira parceria público privada (PPP) do Estado expediram 17 recomendações acerca do projeto básico, publicado em 2011. São 9 recomendações quanto a aspectos econômicos financeiros e fiscais, 4 quanto a aspectos técnicos e de engenharia e 4 quanto a aspectos jurídicos – entre eles, a realização de nova consulta pública. O tribunal informa ter recebido a resposta no dia 22 de maio e que ainda fará a análise. O órgão ressalta, no entanto, que a atuação é “pedagógica” e não impede a publicação do edital.

Carlos Maranhão afirma que prefere esperar as considerações do tribunal antes de publicar o documento. Quando isso acontecer, calcula que serão necessários mais 60 dias (45 de prazo para apresentação e análise de propostas e 15 para assinatura do contrato) para o início das obras – caso não haja nenhum entrave, como recursos judiciais contra o resultado da licitação. Se nada der errado, a expectativa é de que os bondes elétricos comecem a rodar somente no final de 2015. Isto porque o prazo de realização da obra é de dois anos, com chances quase nulas de ser reduzido. “Não tem jeito de entregar antes de dois anos”, diz Maranhão.

Caso esse novo prazo seja confirmado, representará um atraso de mais de um ano no propósito inicial do governo. Em 9 de julho de 2012, o então secretário Metropolitano, Sílvio de Souza, garantia, em entrevista ao POPULAR, que o VLT seria concluído antes: “As obras de engenharia e infraestrutura são relativamente simples. O que requer um cuidado maior é o material rodante que deve ser todo importado, mas temos feito vários contatos com fornecedores estrangeiros e é possível sim (inaugurar em 2014)”, disse.

Desapropriações

O projeto básico para implantação do VLT, concluído em 2011, traz as áreas que deverão ser desapropriadas. O estudo foi elaborado pelo consórcio formado pela Odebrecht, uma das maiores empreiteiras do País e que recentemente ganhou licitação da Saneago para explorar o serviço de esgoto em quatro municípios do Estado, e pela Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), composta pelas empresas que operam o transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia.

Este foi o único consórcio a aderir ao Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), quando o governo contratou a elaboração dos estudos funcionais e básico. Os trabalhos foram avaliados em mais de R$ 9 milhões “Normalmente, em PMI, aparece só um mesmo”, afirma Maranhão. Se outras empresas concorrerem e vencerem a licitação para elaboração do projeto executivo, da obra e da operação do sistema por 35 anos, terão de ressarcir o custo dos estudos anteriores elaborados pelo consórcio Odebrecht/RMTC.

O projeto desse consórcio apontou para a necessidade de desapropriar aproximadamente 90 mil m² de terreno. Maranhão afirma que dois terços estão localizados próximo terminal do Eixo Anhanguera no Jardim Novo Mundo. O terreno a ser desapropriado inclui garagens e oficinas de grandes veículos. Área vizinha aos terminais da Praça A, em Campinas, e da Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário, também serão afetadas. Maranhão diz que estas áreas são “indicativos”, e que os locais exatos serão determinados pelo projeto executivo.

O prazo de execução da obra é de dois anos e dificilmente será reduzido. “A entrega dos carros demora 15 meses, e a construção só começa depois de assinado o contrato”, diz Maranhão. O projeto prevê ainda construção de elevados e outras intervenções infraestruturais que demandam tempo e dinheiro.

Sílvio Sousa, que coordenava o processo antes da criação do grupo executivo, em dezembro de 2012, chegou a anunciar a publicação do edital para janeiro deste ano.
Custo será todo do poder público

A obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) será bancada com recursos públicos e deverá custar mais do que R$ 1,3 bilhão. De acordo com cálculos do governo estadual, 91,8% dos recursos que bancarão o empreendimento serão de empréstimos – inclusive os R$ 495 milhões a cargo do grupo que vencer a licitação.

 “O Estado vai pagar o recurso privado. A parceria público privada (PPP) patrocinada significa isso: você põe o dinheiro e eu te retorno depois. Você está me emprestando, praticamente”, afirma o presidente do grupo executivo que coordena a implantação do VLT, Carlos Maranhão. Todos os empréstimos têm juros, que encarecerão o custo do dinheiro usado na obra. Apenas R$ 107 milhões do total não terão de ser pagos, pois serão do governo federal a fundo perdido.

Tarifa terá o mesmo valor dos ônibus

Constará no contrato de concessão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que o Estado vai subsidiar parte do custo da passagem para garantir o valor único da tarifa na Região Metropolitana. Apesar do investimento estatal, a viagem no Eixo Anhanguera custará o dobro porque atualmente o Estado subsidia 50% do valor.

O presidente do grupo executivo para implantação do VLT, Carlos Maranhão, afirma que só será possível saber custo da passagem na linha depois que o sistema entrar em operação. “Teremos auditoria permanente para acompanhar o custo de manutenção”, afirma. Ele observa que não há no país outro VLT semelhante.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Greve na Espanha atrasa fase de testes do VLT cuiabano

24/05/2013 - Mídia News

Cronograma de entrega dos vagões não sofreu alterações, diz Secopa

LISLAINE DOS ANJOS

Uma greve geral dos trabalhadores na Espanha fez com que a fase de testes dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá fosse prorrogada até o dia 7 de junho próximo.

Antes prevista para ser encerrada em 31 de maio, a fase é fundamental para a aprovação e liberação dos trens para o Brasil.

Apesar do imprevisto, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) mantém o cronograma de entrega dos dois vagões já concluídos para o mês de agosto.

Devido à paralisação, as atividades previstas para os dias 24 e 30 de maio foram adiadas para os dias 3 e 4 de junho.

Agora, a avaliação final e comprovação de resultados para aprovação documental dos testes serão realizadas nos dias 5 e 6 de junho, encerrando a fase de avaliação.

Teste

A CAF – empresa responsável pela montagem do modal – possui três fábricas com linhas de montagens diferenciadas na Espanha, situadas nas cidades de Beasain, Irún e Zaragoza, região basca no extremo norte do país.

Segundo o engenheiro da Secopa que acompanha a fase de testes em Irún, André Luiz Correia Gomes de Bento, as duas composições passam por testes de tração (movimentação dos trens) e funcionamento dos equipamentos elétricos e eletrônicos que compõem o VLT, além de radiofonia e sistema de GPS.

“Nos testes referentes à tração dos trens, pudemos tracionar com o VLT em linha reta, mesmo que em baixa velocidade, controlada pelo próprio sistema de tração, como parte do processo de verificação e avaliação dos componentes”, explicou.

Nessa fábrica também são feitos os serviços de pintura das caixas dos trens e cabines, trabalhos de instalações de cabeamento e montagens de estruturas, acabamentos internos e externos, além de aplicação de testes físicos. 

Ao serem instalados os equipamentos na composição, eles passam por testes de fixação, resistência, condução, receptividade de sinais e transmissões de dados.

O engenheiro explica que os testes são feitos pelo próprio instalador como parte do processo de qualidade e responsabilidade da empresa CAF em suas certificações.

“Nenhum equipamento sai sem antes ser testado e liberado para prova final que é o que estamos monitorando”, afirmou.

Foram feitas também simulações para verificar os sistemas de som e transmissão de mensagens entre o condutor do trem e o Centro de Controle Operacional e também com o restante da composição através de informações transmitidas aos usuários no interior do trem.

Outro trabalho em andamento são os testes referentes à sinalização dos trens. 

“Todos os testes aplicados até o momento foram executados com sucesso e com rigorosa inspeção de qualidade pelos profissionais do próprio fabricante, bem como de representantes de fornecedores de equipamentos específicos que não fabricados pela CAF”, disse.

http://www.midianews.com.br/conteudo...=14&cid=160360

Ferrovias: Sonho saindo do papel

23/05/2013 - Diário da Manhã

Um conjunto de obras estruturantes no setor de transporte rodoferroviário, de cargas e passageiros, foi anunciado na manhã de ontem, na Câmara Municipal de Luziânia, durante o Fórum "Mobilidade Luziânia-Brasília", evento que contou com a participação de prefeitos, vereadores e legisladores de Goiás e do Distrito Federal, além do superintendente executivo da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Marcelo Dourado.

No encontro, o governador Marconi Perillo recebeu em primeira mão a informação de que a Sudeco, em parceria com a ANTT e os governos de Goiás e do Distrito Federal, anunciaria o consórcio vencedor e responsável pela realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental - EVTEA - para a implementação da ligação ferroviária de Brasília a Goiânia, com estações em Alexânia e Anápolis.

Segundo o governador Marconi Perillo, a empresa vencedora terá prazo de 10 meses para concluir e apresentar os estudos. A previsão é a de que a licitação para a contratação da empreiteira responsável pela obra seja aberta e concluída ainda no primeiro semestre do ano que vem e a ferrovia colocada em operação no prazo máximo de seis anos.

O percurso será feito através de um TMV - Trem de Média Velocidade -, o mais utilizado em todo o mundo para médias e pequenas distâncias. A uma velocidade de 180 km/h, a ligação entre as duas capitais poderá ser feita em pouco mais de uma hora.

"Esta obra – declarou o governador – significa uma completa harmonia na ligação Goiânia/Brasília. É uma obra que eu reivindico há muitos anos. Estamos plantando agora para colhermos os bons frutos muito em breve", comemorou Marconi.

Trajeto entre Luziânia e Brasília

Na próxima quarta-feira (29), a Sudeco publicará o edital de licitação do trem VLT ligando Brasília a Luziânia. Os 60 quilômetros entre as duas cidades será feito por via férrea já existente e que, atualmente, é utilizada apenas para o transporte de cargas.

Também para os estudos técnicos desse novo transporte ferroviário de passageiros, o prazo é de 10 meses. Levando-se em conta que a ferrovia já existe e precisará apenas de adaptações e construção de estações, o prazo para que seja disponibilizada aos usuários é de apenas dois anos, segundo informações da Sudeco.

A entrada em operação deste novo modal de transporte de passageiros entre as cidades do Entorno Sul com Brasília desafogará o intenso trânsito da BR-040. De acordo com informações da Sudeco, hoje, mais de 600 mil pessoas fazem, diariamente, o trajeto de Luziânia e demais cidades do Entorno até Brasília. O tempo mínimo da viagem é de duas horas. De trem, o percurso de 60 quilômetros poderá ser percorrido entre 45 e 60 minutos.

Cada composição de VLT, com quatro vagões, – cuja velocidade média é de 110 km/h – terá capacidade de transportar até 900 passageiros por viagem. Prevê-se que, por dia, serão transportadas entre 40 e 45 mil pessoas. Estudos preliminares da Sudeco indicam que com a entrada em operação do trem, entre 450 e 500 carros e 20 ônibus deixarão de circular pela BR-040 a cada hora.

Intervenções do governo

Ao comemorar o anúncio das duas obras ferroviárias, o governador Marconi Perillo disse que elas irão se somar às várias intervenções que o governo do Estado estuda implementar para melhorar o sistema de transporte de passageiros no Entorno de Brasília.

Em seu discurso, destacou que no dia 1º de junho próximo serão iniciadas as obras de pavimentação da ligação entre os distritos de Osfaya e ABC, uma rodovia que servirá de alternativa para a ligação das cidades do Entorno Sul a Brasília.

Em fase de conclusão de projeto, estão também as ligações entre Luziânia e Novo Gama, Luziânia e Abadiânia e Luziânia e Jardim Ingá. Por intermédio do programa Rodovida Reconstrução,  anunciou também, para o dia 15 de junho, o início das obras de reconstrução da rodovia Luziânia/Vianópolis.

Como alternativa para melhorar o sistema de transporte de passageiros por ônibus dos moradores da região, Marconi informou que o Estado de Goiás está reivindicando assumir a concessão do transporte público entre Luziânia e o Distrito Federal, hoje sob o comando da ANTT.

O assunto já foi discutido entre o governo do Estado, através do vice-governador,  José Eliton Júnior, e diretores da ANTT, durante reunião ocorrida no último dia 22 em Brasília. "O convênio já está aprovado pela ANTT. A minuta será entregue agora ao governo do Distrito Federal para aprovação. Estamos trazendo para o nosso colo um problema que hoje é da ANTT. Mas estamos dispostos a isso porque queremos melhorar a forma como os passageiros desta região são transportados", declarou.

Secopa divulga novas imagens dos vagões do VLT; 1° lote chega em agosto

21/05/2013 - O Documento - Cuiabá/MT -

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) divulgou as imagens dos novos vagões do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), novo modal de transporte coletivo para Cuiabá e Várzea Grande, que estão sendo fabricados na cidade de Zaragoza (Espanha).

De acordo com a Secopa, dois vagões já estão em fase de testes na cidade espanhola. Eles devem ser embarcados para a capital matogrossense no final do mês, e tem previsão de chegada em agosto. Uma remessa dos trilhos do modal também será transportadas para Cuiabá junto com os vagões.

Além dos testes que vem sendo realizados, a empresa CAF Brasil Indústria e Comércio dá sequência a fabricação das 40 embarcações previstas para integrarem o pacote do VLT de Cuiabá. A previsão é de que até janeiro todos os vagões estejam em solo matogrossense para iniciar os testes nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande a partir de março.

Paralelo a fabricação dos vagões na Espanha, o Consórcio VLT Cuiabá segue com as obras relacionadas ao modal nas duas maiores cidades de Mato Grosso. Estão em andamentos obras de trincheiras, viadutos, pontes e estudo de solo para passagem dos trilhos. Ao todo, serão 12 obras de arte no trajeto do VLT.

A previsão é de que em março os trilhos já estejam rodando em Cuiabá e Várzea Grande para testes. Em junho, época da Copa do Mundo, o modal estará funcionando a todo vapor.

TRAJETO
Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa. Serão três terminais de integração e 33 estações, que terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.

Na execução das obras, o consórcio será responsável pela edificação de obras de arte especial. Ao longo dos 22,2 km de trajeto do VLT, serão edificados cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes.

Características do VLT
- Velocidade de operação: 60 km/h
- Operação contínua de até 20 horas por dia;
- Umidade relativa do ar variando entre 10 a 95%.
- Veículos bidirecionais com cabine de condução em ambas as extremidades;
- Carga máxima de 400 pass/veiculo, à taxa de 6 pass/m² (veículo de aprox. 44 m);
- Largura 2,40;
-Contrato de fornecimento de 40 VLTs com 7 módulos;
-Altura aproximada de 3,60 m.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Secopa divulga novas imagens do interior do VLT de Cuiabá


20/05/2013 - Mídia News

Carros são construídos na Espanha e passam por fase de testes


Os dois carros já prontos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá continuam em testes na Espanha até o final deste mês, mas a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) já recebeu novas imagens do modal, durante o final de semana.

O MidiaNews teve acesso a mais imagens dos carros (cada um formado por sete vagões), que estão previstos para desembarcar no Brasil até agosto deste ano, que mostram detalhes do interior dos vagões e das cabines bidirecionais.

Um dos integrantes da Comissão de Fiscalização da Secopa, o arquiteto e engenheiro de tráfego André Luiz Gomes de Bento, se encontra na cidade espanhola de Zaragoza e deve enviar relatório sobre o andamento dos testes ainda nesta segunda-feira (20).

Os carros estão sendo construídos pela CAF Brasil Indústria e Comércio, empresa que integra o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pela execução da obra na Grande Cuiabá.

Ao todo, a Secopa licitou 40 carros, com capacidade para abrigar 400 passageiros cada um.

Em janeiro deste ano, o MidiaNews mostrou, em primeira mão, como será o interior do VLT de Cuiabá. Confira – e compare – o projeto de design interior AQUI.

Secopa

Interior de um dos carros do VLT de Cuiabá, que está em fase de testes na Espanha Características do VLT

Os veículos do VLT de Cuiabá serão bidirecionais, com cabines de condução localizadas em ambas as extremidades, bem como funcionarão com velocidade contínua de 60 km/h, por até 20 horas por dia.

Cada veículo terá aproximadamente 44 metros de comprimento, com largura de 2,40 metros e altura aproximada de 3,60 metros.

Segundo a pasta, o projeto prevê que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados.

A expectativa da Secopa é de que o VLT demore em torno de 20 minutos para percorrer, de uma extremidade a outra, cada eixo.

Nos horários de pico, a previsão é de que os terminais tenham um VLT saindo de quatro em quatro minutos.

Implantação do modal

Constituído de dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado nos canteiros centrais das principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande: Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), FEB, XV de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.

O VLT contará com três terminais de integração e 33 estações de embarque e desembarque, com distância média de 600 metros entre um ponto e outro.

Além de implantar o modal e construir os veículos, entregando-os prontos para operação, o Consórcio VLT Cuiabá será responsável também pela edificação de obras de arte ao longo dos 22,2 km de trajeto do VLT, sendo cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes.

Secopa

Cabine de controle do VLT: testes continuam até o final do mês Eixo CPA-Aeroporto

Com 15 quilômetros de extensão, o trajeto CPA-Aeroporto contará com dois terminais de integração (CPA I e André Maggi), além de um elevado ferroviário no Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

Quatro trincheiras serão construídas (Km Zero, Avenida da FEB-Cristo Rei, Rua Desembargador Trigo Loureiro, Rua Luis Felipe), além de 22 estações de transbordo, uma ponte sobre o Rio Cuiabá e dois viadutos: um elevado ferroviário no Aeroporto e outro próximo à Secretaria de Fazenda, na Avenida do CPA.

Nesse eixo deverá ser feita também a reestruturação do Canal da Prainha, na região central de Cuiabá.

Eixo Coxipó-Centro

O eixo Coxipó-Centro terá 7,2 quilômetros de extensão e contará com um terminal de integração na região do Coxipó, 11 estações de transbordo, três viadutos: um na rodovia MT-040, outro na Avenida Beira Rio e um no trevo que dá acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Além disso, duas pontes serão construídas sobre o Rio Coxipó. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: MidiaNews 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Testes com trens começam dia 18

16/05/2013 - Diário de Cuiabá - Cuiabá/MT

As duas primeiras composições (compostas de sete módulos cada) do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão prontas na Espanha para serem testadas e enviadas a Cuiabá. Os testes acontecem entre os dais 18 e 31 de maio. 

Designado pela Secopa para acompanhar os testes, o arquiteto especialista em engenharia de tráfego, André Luis Gomes Correia de Bento é quem dará o parecer final para o embarque dos veículos. 

Ao todo serão fabricados na Espanha 40 veículos pela CAF (uma das empresas que compõe o Consórcio VLT/Cuiabá-Várzea Grande). ?A vistoria está prevista contratualmente e tem como objetivo a certificação do material rodante, bem como a aplicação dos planos de qualidade?, comentou o secretário Maurício Guimarães.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vagões do VLT de Cuiabá passarão por testes da Espanha

15/05/2013 - A Gazeta / Só Notícias

Engenheiro de trafego da Secretaria Extraordinaria da Copa do Mundo em Mato Grosso (Secopa/MT), Andre Luis Gomes de Bento, embarcou nesta segunda-feira (13) para a cidade espanhola,

As duas primeiras composições do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal de transporte urbano que será implantado em Cuiabá e Várzea Grande já estão prontos na Espanha, país onde são fabricados. Compostos por 7 vagões cada, os trens passarão, a partir deste sábado (18), por vários testes, entre eles o de velocidade e, caso aprovados,serão despachados para o Brasil até o final do mês, chegando em Mato Grosso no início de agosto.

Engenheiro de tráfego da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo em Mato Grosso (Secopa/MT), André Luís Gomes de Bento, embarcou nesta segunda-feira (13) para a cidade espanhola. Ele irá acompanhar todos os testes e será o responsável pelo aval nas composições. "Os testes vão ocorrer até o dia 31. Vamos avaliar itens como segurança, telecomunicações, ventilação, abertura de portas e outros itens. Caso esteja tudo certo, daremos a liberação".

Ao todo, o engenheiro irá viajar outras 8 vezes para a Espanha, com a intenção de acompanhar os testes em todos os outros 38 trens que serão produzidos. De acordo com o cronograma acertado entre a Secopa e a CAF, empresa responsável pela fabricação dos trens, outras composições serão embarcadas nos próximos meses. Serão 3 em junho, 4 em julho, 4 em agosto, 6 em setembro, 8 em outubro, 6 em novembro, 4 em dezembro e os últimos 3 em janeiro do ano que vem. De acordo com a previsão da pasta, o VLT começará a rodar em testes em março de 2014. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: A Gazeta/Só Notícias

terça-feira, 14 de maio de 2013

Secopa divulga imagens de vagões prontos do VLT


14/05/2013 - Mídia News


Veículos passam por fase de testes antes de serem enviados para o Brasil

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) divulgou as fotos dos dois primeiros carros (cada um formado por sete vagões) do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já estão prontos para serem embarcados para o Brasil.

Os veículos passam, no momento, pela fase de testes. Um dos integrantes da Comissão de Fiscalização da Secopa, o arquiteto e engenheiro de tráfego André Luiz Gomes de Bento, já embarcou para Zaragoza, na Espanha, para acompanhar os testes (leia mais AQUI).

Os carros estão sendo construídos na Espanha pela CAF Brasil Indústria e Comércio, empresa que integra o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pela execução da obra na Grande Cuiabá.

Ao todo, a Secopa licitou 40 carros, com capacidade para abrigar 400 passageiros cada um. A previsão é de que os veículos comecem a chegar à Capital entre o fim de julho e o início de agosto deste ano.

Em janeiro deste ano, o MidiaNews mostrou, em primeira mão, como será o interior do VLT de Cuiabá.

Características do VLT

Os veículos do VLT de Cuiabá serão bidirecionais, com cabines de condução localizadas em ambas as extremidades, bem como funcionarão com velocidade contínua de 60 km/h, por até 20 horas por dia.

Cada veículo terá aproximadamente 44 metros de comprimento, com largura de 2,40 metros e altura aproximada de 3,60 metros. Segundo a pasta, o projeto prevê que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados .

A expectativa da Secopa é que o VLT demore em torno de 20 minutos para percorrer, de uma extremidade a outra, cada eixo.

Nos horários de pico, a previsão é que os terminais tenham um VLT saindo de quatro em quatro minutos.

Implantação do modal

Constituído de dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado nos canteiros centrais das principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande: Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), FEB, XV de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.

O VLT contará com três terminais de integração e 33 estações de embarque e desembarque, com distância média de 600 metros entre um ponto e outro.

Além de implantar o modal e construir os veículos, entregando-os prontos para operação, o Consórcio VLT Cuiabá será responsável também pela edificação de obras de arte ao longo dos 22,2 km de trajeto do VLT, sendo cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes.

Eixo CPA-Aeroporto

Com 15 quilômetros de extensão, o trajeto CPA-Aeroporto contará com dois terminais de integração (CPA I e André Maggi), além de um elevado ferroviário no Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

Quatro trincheiras serão construídas (Km Zero, Avenida da FEB-Cristo Rei, Rua Desembargador Trigo Loureiro, Rua Luis Felipe), além de 22 estações de transbordo, uma ponte sobre o Rio Cuiabá e dois viadutos: um elevado ferroviário no Aeroporto e outro próximo à Secretaria de Fazenda, na Avenida do CPA.

Nesse eixo será feita também a reestruturação do Canal da Prainha, na região central de Cuiabá.

Eixo Coxipó-Centro

O eixo Coxipó-Centro terá 7,2 quilômetros de extensão e contará com um terminal de integração na região do Coxipó, 11 estações de transbordo, três viadutos: um na rodovia MT-040, outro na Avenida Beira Rio e um no trevo que dá acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Além disso, duas pontes serão construídas sobre o Rio Coxipó. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: MidiaNews 

Primeiro VLT de Cuiabá já está em teste na Espanha


13/05/2013 - Olhar Copa

Em agosto deste ano chegam a Mato Grosso as primeiras composições do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), sistema escolhido como o modal do transporte coletivo da capital mato-grossense para a Copa do Mundo e considerado como um dos mais modernos do mundo. Os dois primeiros trens fabricados para rodar em Cuiabá e Várzea Grande já estão prontos e iniciaram a fase de testes na cidade de Zaragoza, na Espanha. A revelação foi feita pelo gerente do Consórcio VLT Cuiabá-VG, Fernando Orsini em entrevista exclusiva ao site Olhar Copa. Ele adiantou que ainda este mês essas composições serão despachadas e devem chegar a Mato Grosso em agosto, após o trâmite natural de três meses com a exportação. O Governo do Estado, através da Secopa divulgou a imagem do primeiro VLT em testes nesta segunda-feira (13).

Segundo Orsini, os dois primeiros carros já estão montados com sete vagões cada. Finalizados na semana passada, esses trens passarão por todos os testes obrigatórios em trilhos apropriados para rodagem sob pressão e velocidade máxima. Um dos carros já está passando por esses testes e deve receber o aval para exportação em breve, se não apresentar qualquer problema.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) informou que no mês de agosto devem chegar os dois primeiros carros que hoje se encontram em testes. A partir daí, a fábrica deverá respeitar um cronograma de entrega mensal com envio de composições a cada 30 dias, de acordo com contrato firmado junto ao Governo do Estado de Mato Grosso. Os últimos carros saem da Espanha em janeiro e devem chegar a Cuiabá em março. A exemplo dos vagões, os trilhos também seguem na fase de fabricação e a primeira remessa deve chegar em agosto junto com os primeiros VLT’s.

Na visita que fez recentemente à Espanha, o engenheiro da Secopa, Felipe Nascimento conheceu a fábrica e constatou a fabricação dos primeiros carros. Segundo o engenheiro, a fabricação dos trucks, caixas e até a fase de acabamento estão com parte do cronograma adiantado. No mês passado, ele fez uma apresentação à imprensa das imagens registradas em Zaragoza, na fábrica dos trens. O engenheiro informou que ainda em abril oito conjuntos já tiveram carcaça concluída e instalação das cabines em cima do primeiro chassi.

 “E podemos afirmar hoje, seguramente, que a fabricação das composições do VLT que rodarão em Cuiabá e Várzea Grande estão rigorosamente dentro do prazo e até com uma ligeira folga no cronograma. Não temos qualquer dúvida de que em agosto estes primeiros carros estarão sendo apresentados à imprensa e à sociedade cuiabana”, afirmou o gerente do consórcio VLT, Fernando Orsini, que vai além: “Também as obras de implantação do sistema estão dentro do seu cronograma para serem entregues dentro do prazo que é março de 2014. Até aqui, tudo anda conforme a planilha estabelecida e não há qualquer atraso”.

O chefe do Consórcio informou que as obras do VLT segue em várias frentes com trabalhos em trincheira (rotatória do Zero Km) e viadutos (UFMT, Sefaz e ferroviário da MT-040) e ainda na abertura dos trabalhos de remoção dos canteiros para a instalação de trilhos que tiveram início em Várzea Grande, há alguns dias. Os trechos da avenida João Ponce (em frente ao aeroporto) e avenida da FEB, recebem tratamento em canteiros para a instalação da via permanente. A avenida Prainha, em Cuiabá, já passou pelo trabalho de recuperação arqueológica e também deve ser interditada parcialmente nas próximas semanas para o trabalho de reforço do canal.

Assim como o gerente do consórcio VLT, o secretário da Secopa, Maurício Guimarães mostra confiança na conclusão do novo modal em março de 2014. “O ritmo dos trabalhos está de acordo com previsto e não tenho dúvida de que o sistema será entregue dentro do prazo e cumprindo a Matriz de Responsabilidade da Fifa. As frentes de trabalho serão ampliadas e essas obras terão maior celeridade a partir de agora com o fim do período das chuvas”, disse o secretário que, no entanto, previu mais transtornos quando as obras atingirem a região central. “Não diria que a cidade vai parar, mas que vamos estar com o nosso dia a dia mais impactado”, avisou.

A preparação dos canteiros para a instalação dos trilhos chega a Cuiabá nos próximos dias. Neste final de semana teve início o trabalho de logística e preparação de vias para as obras na avenida XV de Novembro. Ainda este mês, haverá interdição parcial de uma faixa central da via para a instalação da via permanente. A avenida permanecerá liberada ao trânsito, porém com apenas duas faixas de rolamento em cada lado. Uma equipe técnica da SMTU (Secretaria Municipal de Transporte Urbano) já está preparando a nova sinalização do local e trabalhando na elaboração de novas rotas.

Mais sobre o VLT cuiabano

Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa. Serão três terminais de integração e 33 estações, que terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.

Na execução das obras, o consórcio será responsável pela edificação de obras de arte especial. Ao longo dos 22,2 kms de trajeto do VLT, serão edificados cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes.

Eixo Aeroporto-CPA

Com 15 Km de extensão, o trajeto CPA-Aeroporto contará com dois terminais de integração (CPA1 e André Maggi, que terá um elevado ferroviário no aeroporto Marechal Rondon), 22 estações de transbordo, quatro trincheiras (KM Zero, Avenida da FEB- Cristo Rei, Trigo Loureiro, Rua Luis Felipe, dois viadutos (elevado ferroviário no aeroporto Marechal Rondon e próximo à Sefaz, na região do CPA) e uma ponte sobre o rio Cuiabá. Nesse eixo será feito também a reestruturação do canal da Prainha, na região central de Cuiabá.

Eixo Coxipó - Centro

O eixo Coxipó-Centro terá 7,2 Km de extensão, um terminal de integração (Coxipó), 11 estações de transbordo, três viadutos (MT 040, avenida Beira Rio e um no trevo da UFMT) e duas pontes sobre o rio Coxipó. Os terminais terão estacionamento para veículos e bicicletário, ampliando o potencial de mobilidade urbana na Capital e em Várzea Grande. O projeto prevê também que todos os critérios de acessibilidade na execução das obras e na implantação das obras. O sistema de bilhetagem deverá ser compatível e integrado aos sistemas de arrecadação utilizados nos transportes públicos de Cuiabá e Várzea Grande, hoje em operação em seus ônibus (bilhetes, cartões, máquinas de venda e validadores).

sábado, 11 de maio de 2013

Carros do VLT Cuiabá devem começar a chegar em maio

17/04/2013 - G1 MT

Os primeiros vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal de transporte em via de ser instalado entre Cuiabá e Várzea Grande, devem chegar a Mato Grosso a partir do mês de maio. Atualmente em fabricação na Espanha, os vagões devem ser remetidos ao Brasil de navio e têm prazo de 90 dias para chegar.

A informação é da Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 (Secopa), que convocou a imprensa nesta quarta-feira (17) para apresentar o primeiro parecer a respeito do que observou, com sua equipe técnica, nas linhas de produção espanholas. Outros componentes do sistema estão sendo produzidos em países como Alemanha, Polônia e Canadá.

Ao todo, a fabricante CAF está produzindo 40 veículos, cada um composto por sete módulos. Em cada módulo, podem se acomodar cerca de 400 passageiros. Em diversas cidades da Espanha, a CAF está produzido os truques, as caixas (cabines) e o acabamento dos veículos. Enquanto isso, a empresa Hispacold, em Sevilha, produz o sistema de refrigeração de ar.

Conforme apontou o representante local da CAF, Jesús Escudero, o contrato firmado com o governo do estado para a fabricação do VLT de Cuiabá e Várzea Grande é a maior responsabilidade já assumida pela empresa, que geralmente recebe "encomendas" com prazos mais amplos. "A CAF está fazendo um esforço fora do normal", resumiu o espanhol.

De acordo com o engenheiro civil Felipe Nascimento Fernandes, que visitou as linhas de montagem na Espanha em nome da Secopa, por enquanto o andamento dos trabalhos está de acordo com as exigências da secretaria para com os fabricantes.

Ele chegou a acompanhar testes de operação dos veículos e solicitou alterações no sistema de refrigeração de ar. Isso porque os testes estavam sendo feitos com aparelhos voltados para um calor não tão intenso quanto o que se vive na capital mato-grossense.

A requisição forçou os fabricantes a projetarem o mais potente sistema de ar-condicionado já produzido por eles, segundo o engenheiro, que presenciou simulações de falhas de compressores em ambientes climatizados em até 48 graus Celsius.

Segundo o titular da Secopa, Maurício Guimarães, dentro dos próximos 60 dias a pasta se pronunciará a respeito do modelo de operação, tarifas e concessão da exploração do VLT em seus 22,6 quilômetros e 33 estações previstas entre Cuiabá e Várzea Grande.

Ministério Público investiga desapropriações do VLT Cuiabá

24/04/2013 - Mídia News

O Ministério Público Estado (MPE) instaurou um procedimento investigatório para averiguar se há irregularidades nas desapropriações de imóveis que serão necessárias para a implantação do Eixo Coxipó-Centro do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Avenida Coronel Escolástico, com vistas à Copa do Mundo de 2014.

Assinada pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, a portaria questiona se os imóveis localizados na chamada "Ilha da Banana" – entre o Morro da Luz e a Praça da Igreja do Rosário – poderiam ser removidos do local ou se seriam tombados como patrimônio histórico pelo Governo Federal.

O procedimento foi instaurado no último dia 15 de abril e, segundo a assessoria do MPE, foi motivado por denúncias de moradores dos arredores, que temem por prejuízos ao entorno da Igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

Concluídas as investigações, o caso poderá ser arquivado ou convertido em Inquérito Civil Público e Ação Civil Pública.

Outro lado

A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Mato Grosso, Marina Lacerda, foi procurada pela reportagem do MidiaNews para esclarecer se o local se trata de um bem tombado pela União e se foram concedidas autorizações para a realização de desapropriações de bens tombados no local.

Porém, Lacerda não retornou as ligações feitas em seu celular e não foi localizada na sede do Iphan-MT.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Consórcio prevê que obras do VLT vão parar Cuiabá


08/05/2013 - Mídia News

Empresa anuncia trabalhos simultâneos nos 22 km de itinerário do sistema

Por Mary Juruna

O gerente de contrato do Consórcio VLT Cuiabá, engenheiro civil Fernando Orsini, reafirmou a previsão de conclusão das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos na Grande Cuiabá em março de 2014, conforme o cronograma já divulgado pelo Governo do Estado.

“É possível concluir a obra até março de 2014. Nós temos um compromisso e um contrato com o Governo do Estado, que tem que ser cumprido e assim nós estamos fazendo”, afirmou.

Para garantir que o prazo seja cumprido, o consórcio já se prepara para trabalhar, simultaneamente, nos 22,2 km de trajeto do VLT, a partir de julho deste ano. Como isso, a previsão é de que as obras vão “parar” o trânsito nas principais avenidas da região metropolitana de Cuiabá.

“A partir de julho, os 22 km estarão passando por intervenções. Não tem como avançar as obras de outra forma. O nosso prazo é extremamente desafiador e nós não podemos atuar em trechos. Vamos ter que parar mesmo, parar tudo”, disse Orsini, em entrevista ao MidiaNews.

Segundo o engenheiro, com o fim das chuvas, inicia-se o processo de "pico" da obra, que deve durar de maio até dezembro deste ano, e se baseia essencialmente em processos de escavações, terraplanagem e pavimentação.

Para evitar transtornos, Orsini pede aos motoristas para que evitem as principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, onde o VLT estará sendo implantado, e façam uso das rotas alternativas já aprovadas pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU), em Cuiabá, e pela Secretaria de Infraestrutura de Várzea Grande.

“As pessoas vão ter que usar as rotas alternativas e nós temos recomendado para que os motoristas não usem as grandes vias nos horários de pico, porque as obras do VLT passam pelas principais vias de Cuiabá e de Várzea Grande e, efetivamente, o trânsito estará congestionado nessas artérias”, afirmou.

Avanço das obras

Atualmente, as frentes do VLT se encontram, em Cuiabá, na construção dos viadutos da UFMT e da MT-040, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, e do Viaduto da Sefaz, na Avenida do CPA; no reforço do Canal da Prainha, na Avenida Tenente-Coronel Duarte; e na adequação da Avenida Coronel Escolástico, para implantação dos trilhos do VLT.

Já em Várzea Grande, tiveram início as obras de construção da Trincheira do KM Zero, na Avenida da FEB; do Viaduto do Aeroporto, na Avenida João Ponce de Arruda; e do Centro de Comando, Controle e Manutenção do VLT, na área onde se localizava a Vila Militar (ao lado do Aeroporto Internacional Marechal Rondon).

Segundo Orsini, a próxima interdição a ser feita pelo VLT será na Avenida Fernando Corrêa da Costa, para a implantação da via permanente e alargamento das vias.

O gerente do contrato do VLT assumiu, ainda, que as obras na Avenida Coronel escolástico encontram-se lentas.

“Está um pouco lento porque lá nós temos um problema ainda de liberação de resgate arqueológico”, explicou.

Quanto ao quadro de pessoal trabalhando nos canteiros de obras do VLT, Orsini diz que o número atual deve dobrar dentro dos próximos meses.

“Hoje, nós estamos com mil pessoas distribuídas em várias frentes. Mas, o pico prevê 2,5 mil pessoas durante junho e julho”, disse.

Vagões e trilhos

Segundo a Secopa, dois dos 40 carros que compõem o VLT de Cuiabá devem chegar à Capital entre o final de julho e o início de agosto deste ano.

Formados por sete módulos cada um e com capacidade para transportar até 400 passageiros por carro, os veículos estão sendo construídos na Espanha e começam a ser enviados para o Brasil ainda em maio próximo (leia mais AQUI).

A obra

Previsto para ser implantado em dois eixos (CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro), que somam 22,2 km de extensão, o VLT deverá passar pelos canteiros centrais das principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande: Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), FEB, XV de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.

O VLT contará com três terminais de integração e 33 estações de embarque e desembarque, com distância média de 600 metros entre um ponto e outro. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: MidiaNews

terça-feira, 7 de maio de 2013

Consórcio VLT adere a projeto de neutralização de carbono

04/05/2013 - Midia News

Empresas fecham parceria para compensar gases poluentes emitidos durante a implantação do modal

Mary Juruna

Visando a neutralizar os impactos que as obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande irão causar no meio ambiente, o Consórcio VLT Cuiabá aderiu ao Programa Brasileiro de Inventário dos Gases de Efeito Estufa do Governo Federal, administrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para tanto, o consórcio fechou uma parceria com a empresa ECO2 Neutralização, para a elaboração de um relatório do inventário sobre quanto de gases agravadores do efeito estufa serão emitidos durante todo o andamento da obra do VLT.

O diretor técnico da Eco2 Neutralização, Bernardo Tabaczenski, explicou que todo o cálculo de emissão e neutralização de carbono é feito com base no GHG Protocol – uma ferramenta utilizada mundialmente.

"No caso do VLT, nós estamos investindo em área preservada, fazendo a aquisição desse carbono já de uma área preservada na nascente do Rio Cuiabá" "O inventário de gases de efeito estufa é um diagnóstico ambiental, que leva em conta as máquinas usadas nos canteiros, os carros utilizados pelos funcionários do consórcio, as viagens e os deslocamentos dos funcionários, a emissão de resíduos, a aquisição de bens e serviços terceirizados e a compra de energia elétrica para o funcionamento do VLT. Tudo isso é inventariado", afirmou.

Assim, a empresa contabiliza diariamente a quantidade de poluentes que são emitidos pelo Consórcio e, como forma de neutralização ou compensação, a empresa se torna responsável pela manutenção de uma reserva de árvores nativas ou reflorestamento de uma determinada área.

Nesse caso, o Consórcio VLT adquiriu um estoque de 200 mil toneladas de carbono, que serão reduzidos à medida que as obras forem avançando. O estoque adquirido pela empresa é parte do Projeto Águas do Pantanal, que visa a conservação das 33 primeiras nascentes do Rio Cuiabá.

Comparação

Segundo o secretário da Copa, Maurício Guimarães, a adesão ao programa também atende à uma recomendação da Federação Internacional de Futebol (Fifa), que pede para que todo o evento da Copa atenda aos princípios da sustentabilidade.

Ele aproveitou para comparar o projeto com a Copa Verde, que já foi adotada na construção da Arena Pantanal.

"Na Arena Pantanal, nós temos a compensação, ou seja, nós investimos em área degradada, em parceria com o Instituto Verde, para recuperar as margens do Rio Cuiabá. No caso do VLT, nós estamos investindo em área preservada, fazendo a aquisição desse carbono já de uma área preservada na nascente do Rio Cuiabá, para que as pessoas que moram nessas áreas continuem preservando e não transformem a fazenda, por exemplo, em lavoura. Mas o intuito é o mesmo: neutralizar o carbono emitido na atmosfera com a construção dessas obras", explicou.

A fazenda que atende ao projeto está localizada em Rosário Oeste (a 129 km de Cuiabá) e é um dos principais mananciais que abastece o Pantanal Mato-grossense, considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Certificação

Várias exigências deverão ser cumpridas pelo Consórcio para que ele obtenha, no final da obra, a certificação internacional do programa. O diretor institucional da ECO2, Ewerson Duarte da Costa, ressaltou que essa é a primeira obra do Brasil que busca essa certificação.

Entre as atividades que devem ser cumpridas pelo Consórcio está o selo Pegada Limpa, que foi colocado em todos os veículos usados durante a construção do novo modal, bem como nas placas de obras e tapumes dos canteiros de trabalho.

"É um selo de identificação que estará presente em todos os veículos das 35 empresas terceirizadas e de todos os funcionários do Consórcio VLT Cuiabá. Todas as ações que resultem na emissão de gases poluentes serão monitoradas. Essa é a primeira obra do Brasil que está sendo certificada dentro do Programa de Inventários. Existe um impacto socioambiental, mas com benefícios, porque a gente está preservando uma área fantástica e trazendo conforto e qualidade para todos os habitantes", disse.

"Com o selo Pegada Limpa, o Consórcio VLT Cuiabá está se comprometendo a preservar as 33 primeiras nascentes do Rio Cuiabá. Lá na fazenda, o rio tem ainda um metro e meio de largura, ou seja, é o início de toda essa água que chega para alimentar as cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A biodiversidade da fauna e flora é preservada", completou Tabaczenski.

Fonte: Midia News

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Universidade estuda VLT para Uberlândia


04/05/2013 - Correio de Uberlândia

Professores do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) visitaram cidades do exterior a fim de reforçar o estudo de viabilização da implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT), também chamado de metrô de superfície, como meio de transporte público na cidade de Uberlândia. Além dos professores da Geografia, integraram o grupo docentes e estudantes das áreas de Arquitetura e Urbanismo, engenharias Civil e Elétrica, Economia, Administração e Biologia. Eles conheceram novidades a ser incorporadas no estudo que deve ser finalizado no segundo semestre deste ano.

Os projetos internacionais bem-sucedidos visitados estão em Nortfolk e Charlotte (nos Estados Unidos), Paris (França), Barcelona (Espanha), Lisboa (Portugal) e Singapura (Ásia).

Nestas visitas, os pesquisadores observaram que podem adotar o uso de um passe único para a utilização do metrô e do ônibus nas ruas já existentes. Coordenadora da pesquisa, a doutora em Geografia Marlene de Muno Colesanti afirmou que ficou “encantada com o VLT da Alemanha e da Turquia por causa da segurança, da rapidez e do conforto”.

Para a professora doutora Denise Labrea Ferreira, também envolvida no estudo, o próximo passo da pesquisa é avaliar a demanda, a tecnologia a ser utilizada e as adequações na cidade, como “calçadas e ruas que devem estar em bom estado”. Nesta avaliação, o professor doutorando em Geografia Edson Pistori, que também faz parte do grupo da UFU, aponta desafios básicos como “a escolha dos pontos onde o VLT vai passar na cidade e de que maneira podem-se baratear as tarifas”.

Este grupo já visitou os principais projetos de VLT existentes no Brasil, como o de Cuiabá (MT) e o de Brasília (DF).

Avaliação – Visitas

Grupo de estudo da UFU para viabilizar a implantação do transporte público como metrô ou veículo leve sobre trilhos (VLT) na cidade de Uberlândia
Alguns locais onde visitados para aquisição de novos conhecimentos

Brasil – Cuiabá (MT), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE)

EUA – Nortfolk e Charlotte

França – Paris

Espanha – Barcelona

Portugal – Lisboa

Turquia – Istambul

Ásia – Singapura

Previsão da apresentação do estudo de implantação do transporte público como metrô ou veículo leve sobre trilhos (VLT) na cidade de Uberlândia – final de semestre de 2013.

Juiz suspende demolição de imóvel tombado para obra do VLT em Cuiabá


06/05/2013 - G1

Prédio localizado no Centro seria desapropriado para a instalação de trilhos. Magistrado pontuou que há controvérsias e intimou Iphan a esclarecer.

Pollyana Araújo

A Justiça suspendeu a desapropriação de um imóvel localizado na Avenida Coronel Escolástico, no Centro de Cuiabá, para a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal de transporte escolhido para atender a demanda da Copa de 2014, na capital. Autor da decisão, o juiz Roberto Teixeira Seror, da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, declarou que a propriedade foi tombada como patrimônio histórico da cidade pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que há controvérsia, já que o governo estadual autorizou a desapropriação.



O governo do estado, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), informou ao G1 que todas as desapropriações foram autorizadas pelo Iphan, mas que a decisão judicial será cumprida. A reportagem tentou contato com o Iphan, mas a superintendente do órgão estava em reunião.

Desse modo, o magistrado intimou o superintendente do Iphan a esclarecer se o imóvel foi tombado ou não pelo governo federal. Isso no prazo máximo de 10 dias, a contar de sexta-feira (3). Enquanto isso, o prédio não poderá ser demolido. Segundo o juiz, há documentos datados de 2002, 2006 e 2009, emitidos pelo Instituto dizendo que o imóvel foi tombado pelo governo federal.

"Ora, se o governo federal realmente tombou o imóvel, não pode o governo do estado editar decreto autorizando a sua desapropriação, pois isso implica em invadir competência legistativa da União, em detrimento do direito difuso da sociedade brasileira", salientou o juiz. Ele ainda pontua que imóveis tombados pertencem à população e "às futuras gerações".

Em março deste ano, o governo do estado ingressou com uma ação de reintegração de posse com pedido de liminar contra os proprietários do imóvel, já falecidos, pedindo o direito de posse e demolição do prédio alegando a necessidade de execução de obras de mobilidade urbana que visam preparar Cuiabá para a Copa do Mundo. A liminar foi concedida.

Porém, a ONG Moral ingressou com uma petição junto ao processo do herdeiro dos proprietários do prédio apresentando vários documentos de tombamento do imóvel. De acordo com o advogado da entidade, Bruno Boaventura, o imóvel faz parte do conjunto arquitetônio e histórico da capital. "Temos três declarações do Iphan, o livro de registro de tombo e dois mapas do IPDU (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá) mostrando que ali faz parte do patrimônio histórico da capital", afirmou.

Além do Iphan, o juiz intimou a Procuradoria-Geral do Estado a apresentar documentos que auxiliem no esclarecimento da questão. www.facebook.com/nf365

Fonte: Do G1 MT