segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Nova remessa dos trilhos do VLT chegam a Cuiabá

25/12/2013 - O Documento

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande irá utilizar cerca de 90 quilômetros, incluindo uma quantidade reserva.



Começam a ser descarregados em Várzea Grande mais dois itens importados que compõem a via permanente do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Os Aparelhos de Mudança de Via (AMVs) e dos trilhos "grooved", as cargas partem de São Paulo e do porto de Paranaguá (PR), dependendo da origem do material. O transporte está sendo feito por etapas.

O trilho grooved, com fabricação na Polônia, será instalado nos 22km da via permanente do VLT, passando sobre viadutos, pontes e trincheiras. O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande irá utilizar cerca de 90 quilômetros, incluindo uma quantidade reserva.

Outros componentes da via permanente, os Q-tracks (cola, película elec - de isolamento energético- , borrachas de envelopamento - para minimizar ruídos e vibrações decorrentes do contato das rodas do trem com o trilho- e os pórticos de posicionamento dos trilhos) já estão na área de preparação dos trilhos e também serão usados no trilho grooved, seguindo o mesmo procedimento do vignole.

Aparelho de mudança de via

Ao todo serão 62 Aparelhos de Mudança de Via (AMVs). Parte do material foi fabricada em São Paulo (para os trilhos vignole) e a outra parte na Alemanha (para os trilhos grooved). Os AMVs foram produzidos pela VAE, uma empresa com sede também em São Paulo, especializada na fabricação de AMVs e que foi contratada pelo consórcio.

Do total de AMVs, 32 serão instalados no pátio de estacionamento/manobras do CM e outros 30 distribuídos em pontos estratégicos da via permanente. Os aparelhos servem para que o VLT seja manobrado de uma linha para outra, tanto no trânsito do veículo (ida e volta) quanto diante de qualquer incidente que ocorra em um ponto da via permanente (parada emergencial; acidente ou pane mecânica com automóveis sobre o trilho, e qualquer outra eventualidade).

A previsão é que todo esse material – AMVs e trilhos grooved – esteja em Várzea Grande em até 60 dias.

Via permanente – A construção da via permanente é responsabilidade do Consórcio Construtor do VLT, formado pela CR Almeida e Santa Bárbara. O Consórcio VLT é composto por mais três empresas, as projetistas Astep e Magna e a CAF Brasil, fornecedora do material rodante (trens e sinalização ferroviária).

Os VLTs vão trafegar sobre as principais avenidas das duas cidades, partindo do Centro de Manutenções, parando no Terminal de Várzea Grande, passando pelo viaduto do Aeroporto e seguindo pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB. Seguirá pela ponte Júlio Müller e já em Cuiabá passará pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha) e Historiador Rubens de Mendonça (CPA), na linha 1; e pela Coronel Escolástico e Fernando Corrêa a Costa, na linha 2.

As atividades relacionadas à implantação da via permanente estão concentradas na Av. João Ponce de Arruda e FEB, Prainha e avenida do CPA, e serão ampliadas conforme o cronograma definido pelo Consórcio VLT.

Trilhos no Centro de Manutenções - As obras no CM estão em andamento. A instalação dos trilhos vignole atinge cerca de 720 metros de via singela, na área onde os trens ficarão estacionados. A execução dos trilhos é feita conforme o cronograma de obras elaborado pela equipe de Engenharia de Produção e se estenderá às linhas de manobras, passando pela oficina, área de lavagem dos VLTs e portaria de acesso.

Fonte: O Documento 
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Goiânia: Será aberta na segunda-feira a licitação do VLT do Eixo Anhanguera

05/12/2013 - TJGO

Está marcada para acontecer na segunda-feira a Concorrência Internacional 001/2013, para selecionar a proposta à contratação da empresa que irá implantar o veículo leve sobre trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera. A sessão será aberta às 8h na sede do Grupo Executivo do VLT, órgão da Secretaria Estadual de Desenvolvimento da Região Metropolitana (SDRMG), que funciona na Rua 84, nº 396, Setor Sul, em Goiânia. Vencerá a proposta mais vantajosa para a concessão patrocinada. O secretário Eduardo Zaratz frisa que o projeto do VLT foi proposto pelo governador Marconi Perillo para ampliar e melhorar os serviços à população usuária do Eixo Anhanguera.

O Aviso de realização da sessão de segunda já está no site da SDRMG. A licitação poderá será realizada por ter sido derrubada no Tribunal de Justiça de Goiás, uma liminar que suspendia a abertura da concorrência, marcada para o dia 3.

Conforme divulgado hoje, 6, pelo TJGO, por entender que o interesse público deve se sobrepor àqueles de "menor envergadura", o presidente do Tribunal, desembargador Ney Teles de Paula, cassou a liminar. O argumento do recurso, apresentado pelo Estado, reiterava o interesse público na instalação do VLT na capital, buscando garantir prestação adequada de serviço público essencial à população – no caso, transporte – além de gerar riqueza e aquecer a atividade econômica local.

A liminar suspensa por Ney Teles de Paula havia sido concedida pelo juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, atendendo pedido de uma das empresas interessadas no certame. A liminar impediu a realização da sessão pública de recebimento e abertura dos envelopes da concorrência, no dia 3.

Para o presidente do TJGO, as alterações questionadas pela empresa não prejudicaram as interessadas na concorrência pública, ao contrário: "Para além de prejudicar as concorrentes, as referidas alterações em muito as beneficiou, afigurando-se injustificável a suspensão de todo um procedimento porque uma única licitante encontra-se descontente com o novo prazo estipulado para a sessão pública", salientou o desembargador.

Ainda segundo ele, a suspensão da sessão configura lesão à ordem e à economia públicas. "Sabe-se que uma demanda judicial poderá tramitar por tempo demasiadamente longo, sendo que, enquanto isso, a administração pública estará impedida de prosseguir e escolher a empresa que melhor atenda a população", frisou.

Entenda a sessão

O presidente do Grupo Executivo do VLT, Carlos Maranhão, explica que na segunda-feira a sessão começará às 8h com o credenciamento das empresas interessadas na concorrência internacional. Na sequência, a Comissão de Licitação promoverá a habilitação, conferindo todos os documentos e atestados exigidos no edital.

Após terem sido habilitadas, as empresas concorrentes poderão apresentar suas propostas. De acordo com o presidente do Grupo, por envolver muitos documentos e, dependendo do número de participantes que comparecerem, a previsão é de que a sessão dure até o final da tarde de segunda, quando a proposta mais vantajosa deverá ser conhecida por meio de uma declaração pública por parte da Comissão de Licitação.

Fonte: Comunicação Setorial da SDRMG – com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO

sábado, 21 de dezembro de 2013

Primeiro teste do VLT de Cuiabá a partir de fevereiro

12/12/2013 - G1 MT

Os primeiros testes operacionais do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principal obra de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa de 2014, deverão ser feitos a partir de fevereiro em Várzea Grande, cidade da região metropolitana da capital. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (11) pelo governador Silval Barbosa (PMDB), que também já admitiu a possibilidade de não entregar a integralidade do projeto dentro do prazo contratual, no mês de março.

Licitado por mais de R$ 1,4 bilhão, o VLT é a intervenção urbana mais cara já realizada pelo estado. O trem movido a energia elétrica foi planejado para substituir o transporte coletivo convencional no canteiro central das artérias da região metropolitana.

Devem ser construídos 22 quilômetros de trilhos em dois grandes eixos cortando a região, mas o próprio governo já informou que está em análise uma reformulação do cronograma de obras.

Segundo o governador, a partir de fevereiro os primeiros testes do metrô de superfície deverão ser feitos sobre os 10 quilômetros de trilhos atualmente em instalação no local que deverá funcionar como centro de controle e operação, logo ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Somente após os testes dentro da área da futura central que os vagões deverão ser instalados sobre os trilhos na área urbana.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) inclusive já informou que os testes externos deverão ser feitos no primeiro 1,5 km de via permanente, na Avenida João Ponce de Arruda que dá acesso ao Aeroporto e que leva ao centro de controle. O trecho ainda se encontra em obras.

Enquanto isso, o governo deve iniciar a discussão sobre o modelo de gestão do VLT. Em discurso na noite desta quarta-feira, o governador Silval Barbosa enfatizou que é uma necessidade urgente definir o modelo de operação.

Mais tarde, ele explicou que está em andamento um estudo que deverá apontar a melhor forma de concessão do novo sistema de transporte, que deverá ser interligado às rotas de ônibus do transporte coletivo convencional.

Viaduto do VLT

O governador aproveitou para fazer o anúncio dos testes no momento em que inaugurava a primeira obra do conjunto de intervenções previstas no pacote do VLT. O viaduto “Clóvis Roberto” (em homenagem ao radialista e jornalista morto em 2010) tem 428 metros de extensão na Avenida Fernando Corrêa da Costa e foi projetado para promover a passagem do trem, numa via permanente e central, e para agilizar o fluxo de veículos nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com duas pistas de rolamento adjacentes em ambos os sentidos.

A obra, entretanto, foi entregue inacabada. A parte inferior da estrutura (com pistas marginais e uma rotatória) por enquanto não está disponível para tráfego porque está sendo executada junto às obras da Avenida Parque do Barbado, que deverá promover novo acesso à UFMT e à Avenida Archimedes Pereira Lima, a Estrada do Moinho.

Por já se encontrar pronta a parte superior do elevado, o governador declarou que “não é justo segurarmos essa obra” e resolveu entregá-la para tráfego de veículos. Segundo o titular da Secopa, Maurício Guimarães, cerca de 7 mil veículos por hora devem passar pelas pistas do elevado nos horários de pico.

O viaduto também se encontra num eixo do projeto do VLT que pode não ser finalizado para a Copa de 2014, o eixo Centro-Coxipó, de 7 km de extensão. Devido às dificuldades com as remoções de interferências e desapropriações, os trabalhos atrasaram – como já atestaram relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – e até o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a admitir a impossibilidade de entrega no prazo, recomendando ao governo dar prioridade ao eixo CPA – Aeroporto, de 15 km.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

VLT de Cuiabá não deve ficar pronto no prazo

09/12/2013 - G1 MT

O metrô de superfície VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), principal projeto de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa 2014, pode ser entregue apenas parcialmente para o evento.

O G1 publica, entre 9 e 15 de dezembro, uma série de reportagens sobre os preparativos para a Copa do Mundo 2014. Segundo levantamento, 75% das obras de mobilidade estão atrasadas ou foram descartadas.

As obras do VLT começaram em junho do ano passado com prazo para conclusão em março de 2014, mas, a seis meses da primeira partida do mundial na capital, o governo estadual fala em alterar o cronograma das obras. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também admitiu que apenas uma parte do VLT deve ficar pronta a tempo da competição.

Licitado por mais de R$ 1,4 bilhão, o VLT é a intervenção urbana mais cara já realizada pelo estado de Mato Grosso. O trem movido a energia elétrica foi planejado para substituir o transporte coletivo convencional no canteiro central das artérias de Cuiabá e Várzea Grande, cidade onde está o principal aeroporto do estado, o Marechal Rondon.

Devem ser construídos 22 quilômetros de trilhos em dois grandes eixos cortando a região metropolitana, os quais devem melhorar os serviços de transporte público e ajudar a reduzir o número de veículos particulares em circulação em até 12%, segundo projeções da equipe do governo.

Morosidade

Além da aquisição do trem e instalação de trilhos e estações, o contrato prevê a construção, entre outros, de cinco viadutos, quatro trincheiras e duas pontes.

O governo justifica o atraso devido à falta de informações sobre o memorial de obras da cidade, alega que o projeto é complexo, que há morosidade dos processos de desapropriações e burocracia para realizar a remoção de interferências, como fiação elétrica, tubulação de água e esgoto e fibra óptica.

Apesar da chegada dos primeiros vagões do trem (fabricados na Espanha), os quais até desfilaram pelas ruas de Cuiabá no início de novembro, os números referentes ao avanço das obras confirmam a situação de atraso.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que a construção do VLT avançou apenas 37,98% até julho deste ano, data-base do último levantamento. Conforme o contrato, a execução deveria estar nos 69%.

Atraso

Em visita a Cuiabá no início de outubro, o ministro Aldo Rebelo reconheceu atrasos na construção do VLT e defendeu que o governo deveria priorizar a implantação do eixo principal dos trilhos, de 15 km, que chega até o aeroporto - deixando para depois a instalação do segundo eixo, de 7,2 km de trilhos do centro de Cuiabá à região do Coxipó. O governador Silval Barbosa (PMDB) também falou na entrega parcial do VLT.

Procurado, o Consórcio VLT, grupo de três empreiteiras responsáveis pela execução do projeto, afirmou que quem deveria se manifestar seria o governo do estado.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), órgão do governo estadual responsável pelos preparativos em Cuiabá, informou por meio de nota ao G1 que está em análise uma mreformulação do cronograma de obras do VLT, mas que, hoje, trabalha com o prazo original – março de 2014.

Obra

A implantação do VLT substituiu a ideia original de implantar o modelo do Bus Rapid Transit (BRT), já aplicado em cidades como Curitiba (PR) e avaliado em cerca de R$ 350 milhões. O governo afirmou que o VLT é um modelo mais moderno, confortável e movido a energia limpa.

Assessor de mobilidade da Secopa, o engenheiro Rafael Detoni afirma que implantar um trem movido à eletricidade em uma região metropolitana como a Grande Cuiabá, com mais de 800 mil habitantes, é uma experiência inédita no país. "A gente ainda não possui VLT nessas configurações", diz.

Segundo ele, a maior dificuldade é que o VLT interfere no funcionamento da cidade. A construção de uma trincheira fora do projeto no final de novembro provocou falta de abastecimento de água para quase metade dos moradores do município.

A obra também já traz alguns incômodos a usuários do transporte coletivo. Na Avenida Fernando Corrêa, que integra o eixo que liga o centro de Cuiabá à região do Coxipó, foram retirados pontos de ônibus do centro comercial para a construção do viaduto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem cobertura, os passageiros procuram sombra das árvores.

"Atrapalhou a gente porque agora eu tenho que andar mais três quadras pra pegar o ônibus no sol. Graças a Deus eu tenho disposição", queixa-se a empregada doméstica Ana Caterine da Silva, 49 anos, que trabalha numa casa próxima às obras do viaduto.

Também é afetada pela obra uma loja de vestidos para festa. Uma das cabeceiras do viaduto está logo em frente à fachada e ocupa a área antes destinada às vagas de carros dos clientes. Além disso, a proprietária Joaquina Oliveira reclama que a poeira constante tem danificado seus produtos, geralmente feitos de tecidos delicados. "A gente está sobrevivendo a duríssimas penas", reclamou a comerciante sobre a queda no número de fregueses.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Licitação para construir VLT recebe apenas uma proposta em Goiânia

10/12/ 2013 - G1

Apenas um grupo demostrou interesse em construir o metrô de superfície. Obras na Avenida Anhanguera estão orçadas em R$ 1,3 bilhão.


A licitação para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera, em Goiânia, foi realizada nesta segunda-feira (9). Apenas um grupo de empresas demonstrou interesse em construir o metrô de superfície, em uma obra estimada em R$ 1,3 bilhão.

O VLT já existe em outros municípios brasileiros, como Juazeiro do Norte, no Ceará. No exterior, em cidades como Paris, o sistema é exemplo de eficiência. Os veículos são menos barulhentos e poluentes, uma vez que são movidos a energia elétrica.

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Em Goiânia, nove grupos buscaram informações sobre a obra. No entanto, apenas um protocolou interesse em participar da licitação. Ele é formado pela Odebrecht Transport e pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), que já opera as linhas de ônibus na capital e região.

Se a documentação necessária estiver correta, o único grupo poderá vencer a licitação e iniciar a obra já no começo do ano que vem. "Isso não inviabiliza, não é a melhor situação, mas foi a que aconteceu. Faremos a licitação mesmo assim", explicou o presidente do Grupo Executivo do VLT, Carlos Maranhão.

A implantação desse sistema na Avenida Anhanguera ocorreu em 1998 e a via precisou ser completamente fechada para as obras. Agora, no entanto, a ideia é que os trabalhos sejam realizados por etapas, fechando um quarteirão por vez e liberando o trânsito gradativamente.

Para a implantação do VLT, os terminais e plataformas dos 14 quilômetros da avenida serão reconstruídos. Dos 53 cruzamentos existentes, 18 devem ser fechados para garantir a velocidade do novo sistema. Com isso, entre uma ponta a outra da linha, cada viagem deve ficar 20 minutos mais rápida.

Essa promessa agradou os usuários, que reclamam da superlotação dos ônibus articulados e pedem mais qualidade do serviço. "O VLT será mais rápido e poderá levar um número maior de passageiros, isso com certeza vai ajudar muito", disse o agente de saúde Arnaldo Batista de Oliveira.

Fonte: Do G1 GO, com informações da TV Anhaguera

domingo, 15 de dezembro de 2013

Odebrecht TransPort vence licitação para construir e operar VLT de Goiânia

11/12/2013 - Portal Nacional de Seguros 

O projeto de Goiânia prevê a reurbanização completa do trecho por onde passará o VLT

O consórcio Mobilidade Anhanguera, formado por Odebrecht TransPort (90%) e operadores de ônibus de Goiânia (10%), venceu segunda-feira (09/12) o leilão para a construção e operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Goiânia. Trata-se de uma PPP (Parceria Público Privada) com duração de 35 anos, sendo os primeiros 24 meses para as obras.

O VLT de Goiânia será implantado no eixo da Avenida Anhanguera. Terá 13,6 quilômetros de extensão, 12 estações e 5 terminais de integração. É um investimento de R$ 1,3 bilhão (R$ 805 milhões do Governo do Estado e R$ 500 milhões da empresa privada), com reurbanização completa de todo o trecho por onde passará o VLT, que transportará 240 mil passageiros por dia no primeiro ano de operação.

"A Odebrecht TransPort, como empresa de investimento em infraestrutura e de prestação de serviços, tem o compromisso de realizar empreendimentos com significado transformador para a população e para o país", afirmou Paulo Cesena, diretor executivo da empresa.

"Como empresa da Organização Odebrecht, este é o nosso compromisso, por exemplo, na SuperVia, no Rio de Janeiro, na Linha 6 do Metrô de São Paulo, e em diversos outros empreendimentos em mobilidade urbana. Também agimos assim em rodovias e em logística. Da mesma forma acontecerá no Aeroporto do Galeão: queremos prestar serviços de primeira qualidade para a população e para melhorar a produtividade da economia brasileira", acrescentou Paulo Cesena.

O projeto de Goiânia prevê a reurbanização completa do trecho por onde passará o VLT, incluindo leito da avenida, calçadas e drenagem. O VLT terá uma composição de dois carros, cada um com 33 metros de comprimento, e transportará até 600 passageiros por viagem.

"Será um transporte de maior capacidade para a cidade, mais seguro e confortável, com menos impacto ambiental, e contribuirá decisivamente para a mobilidade da população de Goiânia", disse Rodrigo Carnaúba, diretor de Mobilidade Urbana da Odebrecht TransPort.

As empresas da Odebrecht TransPort

A Odebrecht TransPort emprega atualmente mais de 4 mil pessoas em suas empresas. Em 2012, registrou faturamento de R$ 1,507 bilhão. Além do VLT de Goiânia, são estas as empresas da Odebrecht TransPort, por área de investimento:

Mobilidade Urbana

SuperVia (RJ) – Maior malha ferroviária urbana de passageiros do país, com 270 km e 102 estações, atendendo a 600 mil passageiros por dia no Rio de Janeiro e em mais 11 municípios.

Linha 6 Laranja do Metrô de São Paulo – Investimento de R$ 9,6 bilhões. Ligará a zona norte à região central, com 15,9 quilômetros e 15 estações. É um consórcio formado pelas empresas Odebrecht TransPort, Queiroz Galvão e UTC.

Via 4 do Metrô de São Paulo (SP) - Foi o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) assinado no país. Inaugurada em 2010, a Linha 4-Amarela tem seis estações em operação que atendem 650 mil passageiros diariamente. A partir de 2014, estarão em funcionamento mais cinco estações.

VLT do Rio - Projeto para construção e operação pelo período de 25 anos do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), ligando a antiga Zona Portuária ao centro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O projeto prevê 6 linhas, 42 estações, em 28 quilômetros de vias. Fará interligação com os trens da SuperVia, metrô, barcas, BRTs e rede de ônibus.

Otima (SP) - Empresa responsável pela instalação e manutenção de 7,5 mil novos abrigos e 14,7 mil totens indicativos de parada de ônibus em São Paulo.

Fonte: Portal Nacional de Seguros 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Carros nas ruas de Cuiabá devem cair até 12% com VLT

02/12/2013 - G1 MT

Obra mais cara e mais complexa do pacote de mobilidade urbana da Copa de 2014 em Cuiabá, a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como novo sistema de transporte coletivo da região metropolitana tem potencial para desafogar o trânsito de veículos particulares, reduzindo sua quantidade em até 12%.

A expectativa é da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), responsável pela contratação do novo modal, avaliado em mais de R$ 1,477 bilhão.

De acordo com o engenheiro Rafael Detoni, que supervisiona as obras do pacote de mobilidade urbana, a expectativa por uma redução no número de veículos particulares em circulação tem como lógica a ideia de que o novo sistema – de deslocamento mais rápido e com maior conforto que o oferecido pelos ônibus atuais – deverá atrair usuários que, hoje, obtêm mais facilidade deslocando-se com veículos particulares.

Quando a cidade ainda tinha o Bus Rapid Transit (BRT) como grande projeto de mobilidade (o modelo acabou sendo substituído pelo VLT), foram coletados dados sobre o impacto deste tipo de modal em outras cidades do país. Constatou-se que o BRT – que consiste basicamente na implantação de corredores exclusivos para ônibus – chegou a provocar, na rotina da cidade, uma migração dos antigos usuários de veículos particulares para o novo sistema de transporte coletivo.

Menos veículos, mais usuários

A redução no número de veículos particulares, que também pode ser entendida no caso como um aumento na demanda pelo transporte coletivo, foi na faixa de 10 a 12%.

"Qualquer melhoria que você faça no sistema de transporte coletivo, qualquer atratividade que você dê ao transporte coletivo – seja na forma de corredor exclusivo, melhoria nos pontos de parada ou nos veículos – gera um incremento de demanda dessa natureza", resume Detoni, lembrando que, como não há experiências de instalação de VLT urbano como o de Cuiabá, a Secopa se baseia nas projeções obtidas pelas experiências com BRT. Cuiabá, portanto, pode ser considerada um laboratório de políticas de mobilidade urbana.

Em 2005, uma pesquisa de engenharia de tráfego encomendada pelo município e pelo estado constatou que 41% dos deslocamentos na região metropolitana eram realizados por meio do transporte coletivo, 22% por transporte privado e os outros 37%, a pé ou por veículos não motorizados, como bicicletas. A expecatativa é que dez anos depois, em 2015, o mesmo tipo de pesquisa constate um aumento na proporção de deslocamentos por meio de transporte coletivo, explica o egenheiro.

Ele recorda que a mesma pesquisa foi responsável por basear o desenho do BRT e do modelo agora adotado, o VLT, prevendo dois grandes "troncos" na malha urbana – no caso, os eixos entre a região do CPA e o Aeroporto Marechal Rondon (em Várzea Grande, região metropolitana da capital) e entre o centro de Cuiabá e a região do Coxipó.

Obras

Apontadas como atrasadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), as obras de implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande estão passando por uma reformulação de cronograma por parte da Secopa, mas nenhuma nova data de entrega do projeto concluído foi até agora divulgada em caráter oficial.

A primeira composição do veículo já foi entregue e se encontra em Várzea Grande, no local onde será construído o centro de controle do novo sistema, perto do Aeroporto Marechal Rondon. Informalmente, contudo, o governador Silval Barbosa (PMDB) já admitiu a possibilidade de não entregar a totalidade do projeto até a Copa do Mundo de 2014. Em sua última visita a Cuiabá, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também afirmou ser improvável o cumprimento de todas as etapas dentro do prazo contratual - março do ano que vem.