domingo, 14 de dezembro de 2014

Consórcio retira trilhos de viaduto do VLT para evitar furto

13/12/2014 - Mídia News

O material estava exposto em elevado da MT-040 há dez meses, quando foi deixado pela empresa para ser instalado

Foto: Edson Rodrigues/Secopa | Reportagem de Karine Miranda

Os trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que estavam sobre o viaduto da MT-040, na região do Coxipó, foram removidos do local pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, após denúncia de moradores de que as armações de ferro usadas para fixar os trilhos estariam sendo visada por assaltantes.

O material seria implantado na faixa central do elevado, que integra o Eixo 2 da via permanente do VLT (Coxipó-Centro), e estava exposto no viaduto há, pelo menos, dez meses.

Segundo a assessoria do Consórcio, a retirada do material ocorreu na semana passada, após informações de moradores das imediações de que pessoas rondavam o viaduto à espera de uma oportunidade para furtar as armações de ferro.

Ainda segundo Consórcio, havia seguranças para realizar a vigilância, contudo, devido a suspeita, tanto o trilho quando as armações de ferro foram encaminhados para o Centro de Manutenção e Controle do VLT, em Várzea Grande.

Demora na instalação

A instalação deveria ocorrer após o Consórcio concluir as obras de drenagem e as pistas marginais do viaduto e da rotatória.

Contudo, o material não foi instalado devido a polêmica com o viaduto da UFMT, quando houveram diversas reclamações sobre a colocação dos trilhos sem a previsão de uso, segundo o Consórcio.

Isso porque as obras do eixo 2 do VLT, sentido Centro-Coxipó, estão paradas há meses, desde que o consórcio optou por priorizar os serviços no eixo 1 sentido Aeroporto-CPA, mais precisamente na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Obras do VLT

Até o momento, apenas o viaduto de 445 metros de extensão da MT-040, inaugurado em fevereiro de 2013, e o viaduto da UFMT, com 428 metros, inaugurado em dezembro de 2013, foram concluídos na região do Coxipó.

A paralisação das obras no Coxipó, inclusive, fez com que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinasse à Secretaria Extraordinária (Secopa) que entregasse, até o final deste ano, o cronograma referente à conclusão das etapas de obras do VLT.

A medida foi tomada para garantir que as obras sejam concluídas em 2015, visto que o modal deveria ser entregue em março passado.

Na ocasião, um aditivo foi firmado entre as partes, dando prazo para término da obra em dezembro.

Até o momento, a secretaria ainda não entregou o cronograma.

VLT

O projeto do VLT está orçado em R$ 1,477 bilhão ao Governo do Estado, sendo que, desse total, pelo menos R$ 896 milhões já foram destinados à aquisição do material rodante, como os trilhos e os carros.

Ao todo, serão instalados 22,2 km de trilhos nos dois eixos, por onde devem circular os 40 carros do VLT – formados por sete vagões cada um.

Além dos trilhos e implantação do modal, o projeto prevê a execução de estações e terminais, bem como de obras de arte (pontes, trincheiras e viadutos) ao longo dos dois eixos.

Fonte: Mídia News

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Alstom avança com a montagem de equipamentos em sua fábrica de VLT

08/12/2014 - Porto Gente 

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França).

Em fase final da construção civil de sua fábrica de Veículos Leves sobre Trilhos, a Alstom avançou com a montagem e instalação dos equipamentos responsáveis pela movimentação de carga na produção dos trens. As pontes rolantes, finalizadas recentemente, atuam transportando toda a carga ao longo do galpão. No total, são três pontes que medem entre 25 e 26 metros e possuem capacidade de até 10 toneladas. O transborder, que está em fase de montagem, é o maior equipamento estrutural da fábrica, medindo 48 metros e com capacidade de 144 toneladas. Ele será responsável por realizar a transferência de uma composição completa entre as linhas da fábrica. Além disso, também foram implantadas, nesta fase, três mesas giratórias, chamadas turn table e mais três JibCranes que estão localizados, especificamente, no fitting, que é considerada a principal fase do processo produtivo.

Os próximos passos são finalização das instalações e comissionamento da planta, bem como a liberação para a montagem dos dispositivos e ferramentas. "Com a parte civil interna praticamente encerrada, avançamos rapidamente nas instalações dos equipamentos. A fábrica está caminhando a todo vapor e será, sem dúvida, um importante marco para a evolução da mobilidade no Brasil," afirma Michel Boccaccio, Vice Presidente Sênior da Alstom Transporte na América Latina.

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França). Em operação total, a linha irá gerar cerca de 150 empregos diretos. A empresa já começou o treinamento profissional para futuros funcionários. A linha representa um investimento de cerca de 15 milhões de euros (50 milhões de reais).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Com custo estimado em R$ 1,18 bi, VLT de Uberlândia só sai a partir de 2024

08/12/2014 - Correio de Uberlândia

Daniela Nogueira 

Estimativa é do secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, que afirmou que a implantação é para daqui a 10 anos

Projeto contempla duas garagens para os vagões
Projeto contempla duas garagens para os vagões
créditos: Reprodução vltuberlandia.com
 
O sonho uberlandense de ter Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) na cidade não deve sair do papel até 2024. A estimativa é do secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, Alexandre Andrade. Ele afirmou que a implantação do modal é para daqui cerca de dez anos. Um grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou o estudo de viabilidade do VLT na cidade. A pesquisa começou no fim de 2012, teve como parâmetros cidades europeias que já possuem o sistema e cidades brasileiras que estão implementando esse tipo de transporte e foi apresentada à comunidade e autoridades durante audiência pública realizada na última terça-feira (2).
 
Pelos estudos feitos em Uberlândia, seria possível criar duas linhas de VLT. Foram apresentadas três opções para o trajeto de 7 km que ligaria o bairro Fundinho, setor central, ao bairro Alto Umuarama, na zona leste. Existem também duas possibilidades para o percurso de 18 km do aeroporto, zona leste, até o bairro Osvaldo Rezende, setor central da cidade [veja arte com as opções nesta página]. No cenário mais econômico, a implantação do VLT em Uberlândia custaria R$ 1,04 bilhão. Optando pelos trajetos mais caros, a instalação do modal seria no valor de R$ 1,18 bilhão. Além disso, o custo operacional do VLT seria de R$ 49 milhões por mês.
 
"Hoje, o modal da maneira que está colocado fica um pouco distante da realidade de investimento do poder público, mas é importante que Uberlândia se prepare para esse meio de transporte. A gente não sabe quando pode existir uma fonte de recurso, por que a prefeitura por si só não conta com toda a verba. No futuro, o governo federal pode lançar um PAC ou programa de expansão que garanta esse modo de transporte. Quem já tiver o projeto em mãos vai sair na frente", afirmou Andrade.
 
A proposta do VLT continuará aberta para discussão pública até 5 de fevereiro de 2015. As críticas e sugestões podem ser registradas no site do projeto (www.vltuberlandia.com). O estudo completo ainda deve ser concluído e será entregue à prefeitura em março de 2015. De acordo com o secretário, depois que a administração estiver com o projeto, começarão as articulações com iniciativas privadas e governos estadual e federal para tentar os aportes de recursos.
 
Na avaliação da coordenadora do projeto, Marlene Colesanti, o VLT é o transporte do futuro. "Ele não polui, não faz barulho, é mais rápido e confortável. Além disso, consegue transportar mais de 200 passageiros. O custo-benefício dele é baixo. A vida útil do VLT é de 30 anos, enquanto do ônibus é de, em média, de sete anos."
 
Para o geógrafo especialista em trânsito e mobilidade urbana, Vitor Ribeiro Filho, apesar do valor, o VLT é mais viável que o BRT (Bus Rapid Trânsit – Trânsito Rápido de Ônibus) porque comporta mais pessoas, tem mais conforto, segurança e é sustentável. Contudo, é preciso ter os dois sistemas. "O custo-benefício compensa. É importante para a cidade e para a população ter mais de uma opção de transporte e ter mais modais integrados. Os ônibus, o VLT e as ciclovias têm de ser integrados para funcionar melhor e atender melhor às necessidades de mobilidade dos uberlandenses", disse Ribeiro.
 
Projeto complementa corredores e futuras ciclovias
O estudo da viabilidade de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em Uberlândia foi feito pensando em complementar o atual sistema de transporte público. Também para ser integrado com o atual corredor de ônibus, com os novos cinco corredores – que devem comportar o Bus Rapid Trânsit (BRT), com previsão de conclusão no fim de 2016 -, e com ciclovias que também devem ser construídas. Por isso, de acordo com o professor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) William Rodrigues Ferreira, que participou da pesquisa, o VLT não contempla mais bairros da cidade.
 
"O VLT não é para concorrer com os ônibus. É para atender locais onde não estão programados corredores. Outro fator levado em conta é que o VLT não sobe grandes declives. Tem de ser implementado em lugares com relevo mais plano, com inclinação máxima de 5 graus", disse William Ferreira.
 
Para o geógrafo especialista em trânsito e mobilidade urbana, Vitor Ribeiro Filho, outras localidades também deveriam ser contempladas com o VLT. "Não adianta colocar só em um setor da cidade. Poderia ter sido pensado para passar nos novos corredores do BRT. Assim, a população de todos os setores de Uberlândia teria acesso a ônibus, VLT e ciclovia. Isso é possível, desde que haja sincronização entre os dois transportes."
 
Administração pretende ampliar malha cicloviária

O projeto de implantação de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em Uberlândia também foi feito para ser integrado a ciclovias, que ainda não existem na cidade. Segundo o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Alexandre Andrade, a atual administração tem a intenção de ampliar a malha cicloviária de Uberlândia. "Nós temos deficiência de ciclovias, mas estamos analisando as possibilidades de locais para implantação de novas vias exclusivas para bicicletas em Uberlândia. No ano que vem devemos apresentar um projeto de novas ciclovias", afirmou Andrade.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

VLT inicia viagens nas linhas férreas de Natal

04/12/2014 - Tribuna do Norte

O trem é barulhento, quente, tem cadeiras quebradas, algumas portas não fecham, atrasa muito e às vezes quebra. Já fiquei na estrada à noite e tive que pegar dois ônibus, disse o comerciante Sandro Azevedo.


Foto:Humberto Sales |  Portal Tribuna do Norte

Para alguns foi surpresa chegar à estação de trem nessa terça-feira (2) e encontrar o moderno Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pronto para a primeira viagem em Natal. O preço da passagem continua R$ 0,50. A pontualidade chamou atenção com saída às 8h16 para Parnamirim.

Duas locomotivas passam a dividir as 24 viagens diárias entre Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim com duas composições do VLT. Em até 15 dias, serão três, das 12 que o Estado receberá. A expectativa é de que em 2016 o sistema possa ser utilizado integralmente.

A imagem mudou. A enfermeira Eva Maria das Neves parabeniza o Rio Grande do Norte e delineia: "agora temos conforto, agilidade, comodidade, ar condicionado e tranquilidade, além de visibilidade da estrada", diz.

A velocidade continua próxima ao do trem, cerca de 30 Km por hora, já que as linhas ainda operam junto com as locomotivas e os horários precisam permanecer os mesmos. Quando somente VLTs estiverem em circulação, a velocidade deve subir para 80 Km por hora. Por enquanto, o número de passageiros que suporta também continua próxima ao dos trens, com capacidade para 130 sentados e 445 em pé.

A operação branca, como está chamando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), tem como objetivo inserir as novas máquinas gradualmente, de início em horários intermediários e com menor fluxo de passageiros. De acordo com a coordenadora do projeto VLT Natal, Dulce Albuquerque, será feito um estudo para identificar os horários em que a demanda é maior. "Cada composição conta com três carros, mas podemos acoplar mais em uma única viagem", explicou.

A adequação também depende da modernização e ampliação da malha ferroviária. O projeto já foi licitado e deve ser entregue no início do segundo semestre de 2015, com custo estimado de R$ 311 milhões. Junto com a aquisição das máquinas o valor total chega próximo a R$ 500 milhões e foi assegurado pelo Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade e Equipamentos do governo Federal.

O percurso será automatizado, com GPS, acionamento de cancelas, 30 novas estações que terão projeto paisagístico e acessibilidade, linha duplicada e a retirada de interferências do tráfego rodoviário. Isso significa construção de túneis  e viadutos.

Dulce Albuquerque disse ainda que o projeto irá contemplar outros municípios em nova fase. Nísia Floresta, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu deverão ser beneficiados, além da capital potiguar, que ganhará duas linhas interbairros.

Fonte: Portal Tribuna do Norte 

Proposta do VLT é apresentada à população de Uberlândia

03/12/2014 - G1 Triângulo Mineiro

Foi realizada nesta terça-feira (2), em Uberlândia, a audiência pública que discutiu a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. A reunião ocorreu no Center Convention e reuniu autoridades e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Entre os assuntos foram apresentados os custos do projeto e as rotas do novo tipo de transporte público.

Estudos realizados pela universidade apontam que a implantação do VLT na cidade custará cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Para chegar a este orçamento, a UFU consultou projetos semelhantes em construção no Brasil e fez cotação de preços junto a fornecedores. "Trata-se de uma estimativa feita pelo curso de Economia que se baseou nos projetos já existentes e que estão em construção no país, como o VLT de Cuiabá e Goiânia. Além disso, fizemos cotações diretas com fornecedores, mas tendo em mente que se trata de uma estimativa, pois na fase inicial do projeto não se tem detalhamento suficiente para orçar minuciosamente", afirma o coordenador técnico Edson Pístori.

Os custos não se resumem apenas à implantação do sistema de transporte coletivo. Segundo Pístori, a estimativa é que a Linha Lilás teria custo de manutenção de R$ 20 milhões e a Linha Verde cerca de R$ 29 milhões por mês. "É claro que esse valor é rebatido com receitas que o VLT passa a ter, que são as passagens pagas pelos passageiros, recursos com publicidade dentro e fora dos trens e acréscimo no valor do IPTU com a valorização das áreas por onde as linhas do VLT passam", explica.

Também durante a audiência pública foram discutidos os percursos do veículo leve sobre trilhos. Pela proposta inicial seriam implantadas duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65 mil passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.

Já a Linha Verde, o VLT partirá do Bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Vau passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia.  Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.

"Agora cabe à Prefeitura de Uberlândia ter um projeto básico bem definido e, à medida que surgirem oportunidades de financiamento em nível federal ou de incentivo a esse tipo de transporte, Uberlândia já esteja apto a isso. A perspectiva é que até nos próximos 10 anos a população da cidade possa usufruir desse meio de transporte", disse o secretário municipal de Trânsito e Transportes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Tribunal exige cronograma de obras do VLT em Cuiabá após atrasos

02/12/2014 - G1 MT

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) apresente em 30 dias um cronograma de entrega por etapas das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região metropolitana de Cuiabá. A determinação partiu do conselheiro João Batista de Camargo Júnior, relator das contas da Secopa para o ano de 2013. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Secopa para comentar a exigência do cronograma.

A medida foi determinada diante da incerteza quanto à efetiva conclusão das obras do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. A conclusão foi originalmente estabelecida no contrato de mais de R$ 1,4 bilhão para março deste ano, mas mesmo antes daquele mês o governo já admitia a inexequibilidade do prazo.

Quatro meses após o fim do prazo a Secopa assinou um termo aditivo estendendo-o ao último dia deste ano, mas a secretaria desde então já admitia analisar um pedido do consórcio de empreiteiras para expandir o prazo em um ano. Ainda não há definição divulgada quanto a um segundo aditivo de prazo no contrato, que seria para o último dia de 2015. Os transtornos com as obras já provocaram até ação do Ministério Público contra o governador Silval Barbosa (PMDB), o titular da Secopa, Maurício Guimarães, e as empresas envolvidas.

Em sua análise das contas da Secopa, o TCE também verificou o cumprimento dos contratos e das medições das obras e, segundo o relator, nem mesmo o aditivo analisado pela Secopa teria condições de ser cumprido à risca.

"É impossível que o VLT esteja concluído mesmo no final de 2015. Talvez no final de 2016. Isso vai depender da gestão da obra a cargo do futuro governo", diagnosticou o conselheiro em seu voto, que foi seguido pelos demais conselheiros do Pleno do TCE.

Além de determinar a apresentação do cronograma detalhado da entrega do VLT por etapas, o TCE determinou que seja instaurado um processo administrativo disciplinar dentro da Secopa para apurar eventuais responsáveis pelos atrasos considerados injustificados na execução do contrato do VLT.

Contas da Secopa

Outros processos administrativos determinados pelo TCE são para que a Secopa apure atrasos na execução dos contratos das obras de duplicação da Estrada da Guarita, de pavimentação das ruas no entorno do estádio Arena Pantanal e de construção do Centro Oficial de Treinamento da Barra do Pari, que não foi entregue para a Copa do Mundo este ano.

Na análise da contabilidade da Secopa, o Pleno do TCE também determinou ao secretário Maurício Guimarães o pagamento de duas multas para restituição dos cofres públicos. A primeira, de R$ 30,9 mil, porque a Secopa patrocinou indevidamente e sem qualquer justificatica de interesse público um evento privado do Sindicato dos Profissionais de Tributação Arrecadação e Fiscalização Estadual de Mato Grosso (Siprotaf).

A segunda restituição é de pouco mais de R$ 145 mil devido a gastos também injustificados com 54º Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, sem qualquer relação com a Copa ou atividades-fins da Secopa.

Apesar de todos os problemas encontrados na gestão, as contas da Secopa para o ano de 2013 foram consideradas "regulares com recomendações legais" pelo TCE. O G1 procurou a assessoria da Secopa para comentar as determinações quanto ao VLT e o julgamento das contas, mas sem sucesso.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

VLT em Uberlândia poderá custar mais de R$ 1 bilhão

28/11/2014 - G1 Triângulo Mineiro

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) concluiu os estudos finais sobre a viabilidade de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O estudo econômico realizado pela UFU estimou que o montante necessário para a implantação do VLT, tendo por base projetos similares em construção no país e a cotação junto a fornecedores, seria de mais de R$ 1 bilhão. 
O projeto será apresentado em uma audiência pública que acontecerá na próxima semana.

A proposta de percurso do VLT já havia sido apresentada pela UFU em agosto deste ano, indicando duas linhas a serem implantadas. A Linha Lilás conectará o Centro da cidade ao Bairro Alto Umuarama. Já a Linha Verde partiria do Aeroporto percorrendo as avenidas Anselmo Alves dos Santos e Rondon Pacheco, chegando até a avenida Getúlio Vargas ou até a Ponte do Val.

Segundo a professora do Instituto de Geografia da UFU e coordenadora do estudo do VLT, Marlene Colesanti, as opções de percursos também serão tema de discussão e avaliação pelos participantes da audiência pública.

No projeto da UFU, a Linha Lilás exigiria o investimento de R$ 619 milhões e a Linha Verde R$ 421 milhões nos cenários de menor custo, considerando a opção de trajeto na Linha Lilás o de ida e volta na avenida Afonso Pena e na Linha Verde chegando somente até a avenida Getúlio Vargas. Se as duas linhas forem implantadas exigirá o investimento de R$ 1.041.638.000.

No cenário mais elevado, considerando o trajeto na Linha Lilás indo pela avenida Afonso Pena e voltando pela Floriano Peixoto, o estudo apontou custo estimado em R$ 692 milhões, 12% maior que no cenário anterior, e na Linha Verde com parada final da Ponte do Val a estimativa tem o valor de R$ 495 milhões. Neste cenário o investimento seria 14% maior, alcançando a cifra de R$1.188.149.000.

Segundo o doutorando em Geografia e um dos técnicos do estudo Edson Pistori, o VLT exige um investimento inicial elevado, mas a longo prazo é vantajoso, pois a depreciação dos trens é quase três vezes menor que a dos ônibus.

Ele acrescentou que o VLT tem uma capacidade de atração de usuários muitas vezes maior que os ônibus. "Em razão do seu conforto e velocidade operacional, o VLT se torna mais eficiente enquanto alternativa de transporte coletivo de massas, afirmou.

Implantação x Custo Operacional

As linhas sugeridas têm extensões diferentes. A Lilás tem sete quilômetros e a Verde, 18. Apesar de menor, o custo da Lilás é maior em razão de dois aspectos. Nos custos da Linha Lilás estão inclusas as despesas com a construção da garagem, pátio de manutenção e centro de comando do VLT. Essa infraestrutura será comum às duas linhas, por isso, segundo o estudo, ele é rebatido do custo de implantação da Linha Verde.

O outro aspecto que torna mais cara a implantação da Linha Lilás é o custo de indenizações ao comércio para ressarcir as perdas decorrentes da interrupção das vias durante as obras do VLT. Para a Linha Lilás essa despesa pode alcançar até R$ 106 milhões devido à intensidade das atividades econômicas no Centro da cidade. Na Linha Verde, as indenizações seriam de R$ 10 milhões. 

Em relação ao custo operacional, o estudo apontou que a Linha Lilás teria um custo mensal de R$ 20 milhões com rateio por pessoa (passageiro) de R$ 1,94 e a Linha Verde teria um custo mensal estimado em 29 milhões com rateio per capita de R$ 3,11.

Além do custo de investimento, o estudo econômico do VLT avaliou as possíveis receitas que poderiam ser auferidas pelo empreendimento, considerando o valor das passagens, maior arrecadação de IPTU devido à valorização dos imóveis, além da renda com publicidade nos trens. A receita anual estimada para o VLT é de R$ 100 milhões.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Após 35 anos, Veículo Leve sobre Trilhos poderá chegar a Viçosa

13/11/2014 - G1

A cidade de Viçosa está perto de contar com um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que será uma alternativa para o transporte público no município e nas cidades vizinhas, além de um trem turístico.
Após o projeto ficar 35 anos no papel, o município aguarda agora apenas a vistoria de uma comissão do 11° Batalhão de Engenharia de Construção Araguari, cidade no Triângulo Mineiro, que ficou responsável por restaurar e reconstruir a linha férrea no trecho compreendido entre Teixeiras e Visconde do Rio Branco, para dar andamento ao processo.

"Estivemos em Araguari e fomos bem recebidos pelo comando local, que se interessou pela obra. Agora, aguardamos o aval do Comando do Exército em Brasília para que o processo seja agilizado", explicou o arquiteto Aguinaldo Pacheco, presidente do Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa.
Na última semana, uma reunião em Viçosa discutiu o que falta para efetivar o projeto. O encontro contou com a participação de deputados, prefeitos, e membros das equipes que coordenam os trabalhos. "Nós já temos o recursos para implantação, será uma parceria público-privada. Também já temos a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o apoio político das prefeituras. Estamos caminhando para que tudo dê certo", garantiu Aguinaldo Pacheco.
O projeto existe desde 1979 e foi criado por um grupo de arquitetos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do qual Aguinaldo Pacheco fazia parte.

"A ideia original surgiu por conta da crise do petróleo. Na época víamos que a estrada de ferro era subutilizada e podia desenvolver o transporte urbano. O tempo foi passando, as coisas foram mudando e chegamos aos dias atuais, quando enfrentamos uma crise de mobilidade na cidade. Em Viçosa há um carro para cada dois habitantes e a nossa estrada passa por toda a parte mais povoada do município. Ela irá ligar as cidades ao campus da UFV, ao Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTEV) e à faculdade particular Univiçosa. Será muito bom", disse.

De acordo com o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Jershon Ayres de Morais, conseguir essa revitalização da linha será o primeiro passo para a execução completa do projeto, que acabou sendo ampliado para duas iniciativas distintas. A primeira delas, um trem destinado ao transporte de passageiros dentro da cidade e entre municípios vizinhos.

"Primeiramente teremos um VLT para o transporte de passageiros urbano e intermunicipal, passando por Teixeiras, Cajuri, Coimbra, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, que são cidades muito ligadas a Viçosa por conta das universidades existentes no município. Atualmente, cerca de 15 mil estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mais cinco mil das particulares vão diariamente para a cidade. Então, acreditamos que o trem irá diminuir consideravelmente o problema do transporte", explicou.

A segunda inciativa é um trem turístico que irá ligar as mesmas cidades, mas circulará mais aos finais de semana. "Queremos implantar o turismo agroecológico na nossa região, apresentando a vida do mineiro. A ideia é fazer com que o trecho seja tipo um parque temático que mostre tudo que o morador mineiro tem de bom", destacou.

O Projeto é uma parceria da ONG Amigos do Trem, Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa, UFV e Circuito Turístico Serras de Minas, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Agência de Desenvolvimento de Viçosa e Região (Adevi) e das Prefeituras de Visconde do Rio Branco, São Geraldo, Coimbra, Cajuri, Viçosa e Teixeiras.

Fonte: G1
Publicada em:: 13/11/2014

Após 35 anos, Veículo Leve sobre Trilhos poderá chegar a Viçosa

13/11/2014 - G1

A cidade de Viçosa está perto de contar com um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que será uma alternativa para o transporte público no município e nas cidades vizinhas, além de um trem turístico.
Após o projeto ficar 35 anos no papel, o município aguarda agora apenas a vistoria de uma comissão do 11° Batalhão de Engenharia de Construção Araguari, cidade no Triângulo Mineiro, que ficou responsável por restaurar e reconstruir a linha férrea no trecho compreendido entre Teixeiras e Visconde do Rio Branco, para dar andamento ao processo.

"Estivemos em Araguari e fomos bem recebidos pelo comando local, que se interessou pela obra. Agora, aguardamos o aval do Comando do Exército em Brasília para que o processo seja agilizado", explicou o arquiteto Aguinaldo Pacheco, presidente do Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa.
Na última semana, uma reunião em Viçosa discutiu o que falta para efetivar o projeto. O encontro contou com a participação de deputados, prefeitos, e membros das equipes que coordenam os trabalhos. "Nós já temos o recursos para implantação, será uma parceria público-privada. Também já temos a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o apoio político das prefeituras. Estamos caminhando para que tudo dê certo", garantiu Aguinaldo Pacheco.
O projeto existe desde 1979 e foi criado por um grupo de arquitetos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do qual Aguinaldo Pacheco fazia parte.

"A ideia original surgiu por conta da crise do petróleo. Na época víamos que a estrada de ferro era subutilizada e podia desenvolver o transporte urbano. O tempo foi passando, as coisas foram mudando e chegamos aos dias atuais, quando enfrentamos uma crise de mobilidade na cidade. Em Viçosa há um carro para cada dois habitantes e a nossa estrada passa por toda a parte mais povoada do município. Ela irá ligar as cidades ao campus da UFV, ao Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTEV) e à faculdade particular Univiçosa. Será muito bom", disse.

De acordo com o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Jershon Ayres de Morais, conseguir essa revitalização da linha será o primeiro passo para a execução completa do projeto, que acabou sendo ampliado para duas iniciativas distintas. A primeira delas, um trem destinado ao transporte de passageiros dentro da cidade e entre municípios vizinhos.

"Primeiramente teremos um VLT para o transporte de passageiros urbano e intermunicipal, passando por Teixeiras, Cajuri, Coimbra, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, que são cidades muito ligadas a Viçosa por conta das universidades existentes no município. Atualmente, cerca de 15 mil estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mais cinco mil das particulares vão diariamente para a cidade. Então, acreditamos que o trem irá diminuir consideravelmente o problema do transporte", explicou.

A segunda inciativa é um trem turístico que irá ligar as mesmas cidades, mas circulará mais aos finais de semana. "Queremos implantar o turismo agroecológico na nossa região, apresentando a vida do mineiro. A ideia é fazer com que o trecho seja tipo um parque temático que mostre tudo que o morador mineiro tem de bom", destacou.

O Projeto é uma parceria da ONG Amigos do Trem, Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa, UFV e Circuito Turístico Serras de Minas, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Agência de Desenvolvimento de Viçosa e Região (Adevi) e das Prefeituras de Visconde do Rio Branco, São Geraldo, Coimbra, Cajuri, Viçosa e Teixeiras.

Fonte: G1
Publicada em:: 13/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Proposta de VLT em Uberlândia será apresentada em audiência pública

06/11/2014 - G1

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) apresentará à sociedade a proposta de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O evento acontece em audiência pública no dia 2 de dezembro, das 18h30 às 22h, no Center Convention. O estudo econômico para viabilizar o projeto ficou pronto nesta semana e deve ser divulgado nas vésperas da audiência.

O VLT é uma tecnologia de transporte coletivo sob trilhos movida a energia elétrica com capacidade de passageiros superior aos ônibus e com mais flexibilidade em relação os metrôs, pois compartilha as vias com os carros, motos e pedestres circulando pelas mesmas avenidas.

Pelas características, os VLTs tornaram-se mais que um simples meio de transporte. Eles têm sido utilizados para desenvolver a mobilidade urbana sustentável, repensar as cidades, revitalizar áreas urbanas degradadas e valorizar o patrimônio arquitetônico.

Segundo o técnico do projeto, o doutorando em geografia Edson Pistori, a realização de audiência pública é etapa final do estudo de viabilidade, sendo exigência legal para projetos dessa natureza prevista pelo Estatuto das Cidades e pela Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal nº 12.587/2012). Com a conclusão do estudo, caberá a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores a decisão de implantar o empreendimento. A audiência é aberta ao público e os interessados em participar devem se inscrever pelo site.

Segundo Edson Pistori, a audiência é um momento onde as pessoas podem opinar se estão de acordo com o projeto, acrescentar algum dado e ajudar a definir sobre as estações e tempo de implementação do projeto. "Para participar do encontro, temos um limite de vagas de 500 pessoas devido ao espaço. Representantes da Prefeitura e Câmara participarão do evento. Já a Aciub, OAB e Ministério Público também foram convidados", concluiu.

Estudo

Há dois anos, uma Comissão Interdisciplinar composta por professores e pesquisadores dos cursos de Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Economia recebeu a incumbência de avaliar a viabilidade da implantação dessa modalidade de transporte em Uberlândia.

O estudo de viabilidade realizado pela UFU definiu duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65.000 passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.

Já a Linha Verde, o VLT partirá do bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Val passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia. Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.

"Durante a audiência, os participantes poderão ajudar na definição de qual o melhor trecho a ser feito pela Linha Lilás. Temos três opções viáveis e podem ser votados", disse o técnico do projeto, o doutorando em geografia Edson Pistori.

Passo importante

Em matéria divulgada em setembro deste ano pelo G1, o arquiteto Francisco Nogueira disse acreditar que o VLT poderia ser um passo importante para desafogar o transporte público da cidade, principalmente nos horários de pico. "Nosso transporte é um caos, passar pelo trecho da Praça Tubal Vilela em horário de pico, por exemplo, é muito complicado", opinou.

Ainda na opinião do uberlandense, o VLT poderia levar mudanças à rotina da população que talvez passaria a deixar mais os carros em casa para começar a usar um transporte público de qualidade.

A cidade compartilha de uma frota que gira em torno de 380 mil veículos e frota flutuante de 450 mil. Na opinião do analista de sistemas, Blayton Portela, 29 anos, trazer melhorias ao trânsito de Uberlândia sem dúvidas seria um dos principais benefícios do metrô de superfície considerando o aumento contínuo da frota de veículos.

Informações: G1 Triângulo Mineiro

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Governador de MT quer emprestar R$ 200 mi para obras do VLT

31/10/2014 - G1 MT

O governador Silval Barbosa (PMDB) pediu autorização da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para emprestar até R$ 200 milhões da Caixa Econômica Federal a fim de arcar com as depesas geradas ao estado por conta da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital. O pedido feito formalmente por meio de mensagem ainda não teve aval dos deputados estaduais.

Silval argumentou, na mensagem, que a capacidade de financiamento do estado não é suficiente para atender toda a demanda da sociedade e que arrecada somente o necessário para a prestação de serviços básicos. "Portanto, se faz necessário o aporte de recursos oriundos de operações de crédito para fazer frente as suas necessidades de investimentos", disse. Até agora, a previsão era gastar R$ 1,4 bilhão com a instalação do modal de transporte, que deveria atender a demanda da Copa do Mundo, realizada em junho deste ano.

Desse montante, o estado tem a obrigação de dar a contrapartida de R$ 325,9 milhões, sendo R$ 257,3 milhões de desoneração tributária e R$ 68,6 mil diretamente ao Tesouro estadual. Segundo o governador, esse financiamento não aumentará o custo de implantação do VLT e que esse dinheiro será usado para suprir parte da desoneração tributária e arcar com a responsabilidade do Tesouro estadual.

Ainda no documento, o atual governador que deve deixar o cargo em dois meses frisou sobre a importância do VLT para melhorar o trânsito da região metropolitana. "O VLT tem o objetivo de proporcionar melhores condições de vida aos usuários do transporte coletivo, através de um sistema moderno e com tecnologia que existe de mais eficiente no mercado mundial", enfatizou, sobre o transporte que deveria ter ficado em março deste ano, pelo cronograma de obras previstas em contrato firmado com o consórcio de empresas responsáveis pela execução do projeto de mobilidade urbana.

A mensagem foi lida em plenário na sessão de terça-feira (28) e estava prevista para ser votada na quinta-feira (30), mas não houve consenso e os deputados defenderam a ampliação da discussão acerca do empréstimo. A mensagem pode entrar na pauta de votação na próxima semana.

A previsão é que o VLT comece a operar até o final de 2015. Ao todo, 36 dos 40 vagões devem funcionar durante os horários de pico ao longo de 22 quilômetros do trecho do VLT, segundo a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).O VLT deve percorrer as avenidas João Ponce de Arruda e Feb, em Várzea Grande, passando pelas avenidas 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte, a Prainha; Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Para integrar o VLT com os ônibus coletivos, devem ser construídos terminais de integração em Cuiabá e Várzea Grande. O preço da tarifa não deve ser mais cara do que a de ônibus.

domingo, 2 de novembro de 2014

Nova data para o VLT de Cuiabá é publicada 4 meses após fim de prazo

22/07/2014 - G1

Mais de quatro meses após expirar seu prazo original de execução, as obras do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá tiveram publicado nesta terça-feira (22) o primeiro termo aditivo ao contrato. O aditivo serve mais como formalidade, uma vez que visa apenas oficializar a nova data divulgada pelo governo do estado para o fim dos trabalhos, em dezembro deste ano, prazo do qual até o próprio governador Silval Barbosa (PMDB) já admitiu ter perdido o controle diante do atraso nos serviços. A construção foi licitada por mais de R$ 1,4 bilhão em 2012 como o mais caro projeto para a Copa do Mundo em cidades-sede brasileiras.

A assinatura do aditivo ao contrato do VLT já era esperada desde o ano passado. Primeiramente, a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) admitiu a possibilidade de não entregar a totalidade do projeto dentro do prazo e até o início da Copa do Mundo, diante do evidente ritmo moroso das obras na região metropolitana da capital. As dificuldades alegadas pela Secopa eram com a remoção de interferências (tubulações, redes de água, esgoto, energia elétrica e telefonia) e com as desapropriações necessárias.

Depois, o governo chegou a anunciar que o novo sistema estaria ainda em fase de testes durante o evento mundial. Em seguida, o titular da Secopa, Maurício Guimarães, reconheceu a impossibilidade de o projeto ficar pronto antes de 2015. Desde a mudança de perspectivas para a obra, era aguardada a publicação de um termo aditivo ao contrato com o Consórcio VLT que oficializasse um novo prazo.

O governo alegou em diversas ocasiões à imprensa que já havia assinado o termo, mas a publicação demorou a aparecer. Diante desse cenário, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a apontar uma insegurança jurídica em relação às obras. Segundo relatório do tribunal, os trabalhos estariam sendo conduzidos sem respaldo de um contrato.

A publicação do aditivo só ocorreu na edição do Diário Oficial do Estado que circula nesta terça-feira (22). O extrato do termo aparece na publicação como se tivesse sido assinado no exato dia em que o prazo original da obra expirou - 13 de março deste ano.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secopa esclareceu que a assinatura do termo aditivo compete à secretaria, mas a publicação no Diário Oficial é responsabilidade de outro setor do governo.

De qualquer maneira, a secretaria explicou que o governo já estuda um segundo aditivo ao contrato da obra, uma vez que se mostra impossível cumprir até mesmo o prazo oficializado agora, de dezembro deste ano.

Fonte: G1
Publicada em:: 22/07/2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Anunciado consórcio que vai implantar VLT em Goiânia

28/10/2014 - O Hoje

O consórcio foi o único concorrente da licitação para o metrô de superfície e a concessão dura 35 anos
 
Eduardo Pinheiro

Presidente do grupo, Carlos Maranhão: concessão po
Presidente do grupo, Carlos Maranhão: concessão po
Grupo terá concessão por 35 anos
créditos: O Hoje
 
Com expectativas para iniciar na segunda quinzena de janeiro de 2014, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a ser implantado no Eixo Anhanguera em Goiânia, tem previsão para ficarem prontas em dois anos. As intervenções no principal eixo de mobilidade urbana da capital dependem de licenças da prefeitura de Goiânia. A licitação para implantação e exploração foi vencida pelo consórcio Anhanguera, formado pela Odebrecht Transportes e as quatro empresas privadas que formam a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC).
 
O consórcio foi o único concorrente da licitação para o metrô de superfície e já havia bancado os estudos de viabilidade do VTL no Eixo Anhanguera. A concessão dura 35 anos – contando dois relativos às obras e 33, para exploração da via. A obra está estimada em R$ 1,3 bilhão. Destes, R$ 600 milhões serão injetados pelo governo estadual, R$ 200 milhões pelo governo federal e R$ 500 milhões a ser investidos pelas empresas privadas vencedoras da licitação.
 
As obras terão inicio pelos dois extremos do Eixo Anhanguera – os terminais Padre Pelágio, na região noroeste, e o Novo Mundo (leste da capital). As intervenções, que prevêem instalação de trilhos, reconstrução das plataformas, cabeamentos subterrâneos, nova iluminação e recapeamento, serão feitas quadra a quadra, num regime de cerca de 250 metros por mês. Alternando-se o centro da via e as laterais.
 
Embora o projeto não prevê a implantação de passagens de níveis para veículos nos cruzamentos, o presidente do grupo executivo que coordena a implantação do VLT, Carlos Maranhão, afirma que o governo estadual busca recursos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), junto ao governo federal. "A ideia é que a captação de recursos garanta intervenções em cruzamentos com maior volume de trânsito, como da Araguaia e Tocantis", argumenta.
 
Ainda segundo Maranhão há a possibilidade de integração entre usuários de carros e terminais por meio de construção de três estacionamentos ao longo da linha do VLT: um no Padre Pelágio, um no Novo Mundo e outro junto ao Terminal da Bíblia (Setor Universitário). Os estacionamentos funcionarão como paradas para que o motorista use o VLT para chegar até o Centro, desafogando o trânsito. O estudo feito pelo consórcio vencedor ainda apontou a necessidade de desapropriar cerca de 90 mil m2 de áreas próximas aos terminais da Praça A e da Praça da Bíblia.
 
Tarifa
Embora o custo de operação do VLT seja mais caro, o preço da passagem não terá diferença do ônibus comum. Maranhão afirma que, embora o desconto subsidiado pelo governo não será aplicado no metrô de superfície, a passagem será subsidiada pelo governo, garantindo equidade com o sistema de transporte metropolitano.
 
A composição com dois vagões do VLT tem a capacidade para transportar 600 passageiros, podendo triplicar a atual capacidade de transporte em horário de pico no Eixo Anhanguera. "O sistema do Eixo Anhanguera está no limite. Hoje o Eixo conta com um ônibus a cada minuto, um minuto e meio. Se houver um aumento para 10 mil ou 12 mil passageiros, esse tempo entre um e outro teria que diminuir. Ou seja, o Eixo iria travar. O sistema está no limite, por isso é que estamos implantando um sistema com maior capacidade", diz Maranhão.
 
Cerca de 200 mil passageiros são transportados por dia pelo Eixo Anhanguera, atualmente. A composição com dois vagões do VLT, quando implantado, vai triplicar a capacidade total do Eixo, sobretudo em horário de pico.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Demora nas desapropriações atrasa VLT no MT

16/10/2014 - Midia News (MT)

A continuidade das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principalmente nos trechos das avenidas Tenente-Coronel Duarte (Prainha – Eixo 1) e Fernando Corrêa da Costa (Eixo 2), depende da desapropriação de 217 imóveis. O processo depende de uma iniciativa por parte do Governo do Estado.

Essa quantidade representa 60% de um total de 362 desapropriações necessárias para a implantação do modal na Grande Cuiabá.

Esse problema, conforme informação do próprio Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande – responsável pela obra – atrapalha o avanço da construção da via permanente.

Conforme o MidiaNews informou, no final do ano passado, um relatório da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) previa desapropriação de imóveis, para implantação do VLT em Cuiabá, nas avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico, XV de Novembro e Prainha.

Em Várzea Grande, houve necessidade de desapropriar imóveis nas avenidas FEB e João Ponce de Arruda, onde o serviço hoje se encontra mais avançado, com os trilhos já instalados na via permanente do Aeroporto Marechal Rondon até à Trincheira do KM Zero.

Na ocasião, aliás, o modal demandava a reintegração de posse de um número menor de áreas do que o atual, totalizando 304 imóveis.

Ao todo, as desapropriações do VLT irão custar R$ 52 milhões aos cofres públicos. Até o momento, o Estado realizou o depósito, em juízo, referente à reintegração de posse de 209 áreas.

Desapropriações em geral

No total, o Estado já desapropriou 681 áreas para a realização de obras de mobilidade urbana – como duplicação da Avenida Jornalista Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho) e Estrada da Guarita –, das quais 145 referem-se apenas à implantação do VLT.

Segundo dados da Secopa, 972 áreas precisam ser desapropriadas para que as obras, iniciadas no contexto do "pacote" da Copa do Mundo, sejam finalizadas.

No entanto, segundo declaração recentes do governador Silval Barbosa (PMDB), as áreas restantes (291) são conflitos que devem ser resolvidos pela próxima gestão, por se tratarem de processos judiciais demorados.

"Desapropriações são feitas por etapas. Até agora, já superamos essas desapropriações, todas elas, judicialmente. Quem conhece, sabe da demora. Essas nós já conseguimos fazer e pagar. Mas, é claro que, ao longo da execução, vai surgir uma ou outra desapropriação que ficará para quem estiver no comando fazer", disse.

Os imóveis já desocupados ou em vias de desapropriação se encontram nas avenidas Miguel Sutil, Oito de Abril, Parque do Barbado e Archimedes Pereira Lima, Estrada da Guarita, Mário Andreazza e Dom Orlando Chaves.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Governo define traçado de VLT até Confins (MG)

10/10/2014 - O Estado de Minas

Foi definida, na tarde desta quinta-feira, a diretriz básica que será empregada no transporte Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará o hipercentro de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana da capital. As sugestões haviam sido apresentadas pelas empresas que participam do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e foram avaliadas pelo Governo do Estado em conjunto com a Prefeitura de BH.

Segundo o governador Alberto Pinto Coelho, o desenvolvimento do projeto contribui para a melhoria da mobilidade urbana na Grande BH. "O transporte leve sobre trilhos será integrado ao Move, às linhas de ônibus convencionais existentes na região e ao próprio metrô, observando os projetos de sua expansão. Ganha o cidadão em qualidade de vida, e ganha o estado em desenvolvimento e modernidade", enfatizou o chefe de estado.

Traçado

De acordo com o governo do Estado, a rota proposta tem como ponto de partida o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip). Em seguida, o trajeto passa pela Via Expressa Leste-Oeste, sentido Bairro Carlos Prates. Pelo Bairro Padre Eustáquio, o traçado alcança a Avenida Pedro II e continua até o cruzamento com o Anel Rodoviário, passando pela Avenida Tancredo Neves e chegando próximo à orla da Lagoa da Pampulha.

O trajeto continua por um vale até o Bairro Pio XII e depois segue acompanhando leito de córregos até a Avenida Vilarinho, na altura da Avenida Baleares, onde transpõe o relevo e chega ao Bairro Morro Alto, próximo à Cidade Administrativa, através da Alameda José Maria Alkimin.

Já no final do trecho, haverá duas opções: seguir para o Aeroporto de Confins, acompanhando a rodovia MG 010 ou ir em direção ao Aeroporto da Pampulha, passando pela Estação Vilarinho e pelo Bairro Planalto.

PMI

Conforme informações do governo, a primeira etapa do PMI buscou definir, através de estudos de alternativas, o trajeto mais viável e a definição da tecnologia a ser utilizada. Nesta etapa, quatro grupo de empresas apresentaram propostas.
O sistema deverá atender as seguintes demandas:

- ser preferencialmente em nível com as vias existentes, reduzindo-se os custos de implantação;
- ser segregado do sistema de transporte atual, com vias exclusivas, para garantir maior velocidade, frequência e pontualidade
- ser conectado, a partir do Centro de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, sem necessidade de baldeação.

As empresas interessadas em continuar participando do PMI deverão apresentar estudos complementares de demanda, de engenharia e infraestrutura, de impacto, social e ambiental, além de modelo econômico-financeiro e plano de negócios.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Movimentação do VLT de Cuiabá atrai populares à Estação Aeroporto

09/10/2014 - MT Notícias

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande realizou na manhã desta terça-feira (07.10) mais uma demonstração de movimentação o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) fora do pátio de estacionamento. O segundo evento de circulação do novo modal de transporte foi acompanhado pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, pelo titular da Secopa, Maurício Guimarães, e representantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, que está trabalhando na implantação do novo modal de transporte nas duas cidades.

A movimentação do VLT ocorreu através da alimentação energética que passa na rede aérea de tração, instalada na via permanente e que se estende por um trecho de 1.400 metros, entre o Centro de Manutenções, Administrativo e Operacional (CM/CAO), passando pelo Viaduto Aeroporto, Estação Aeroporto, se estendendo pela avenida João Ponce de Arruda, até a esquina com a rua Coronel Gonçalo de Figueiredo. A energização da rede aérea de tração do VLT só foi possível após energização da subestação energética do VLT, instalada no CM/CAO.

Com a movimentação do trem, mesmo em curta distância, é possível checar o funcionamento os sistemas elétricos, abertura e fechamento das portas, acendimento das luzes internas e faróis, mecânicos como aceleração e frenagem e pneumáticos do trem.

O VLT é um novo modal de transporte que está sendo implantado em Várzea Grande e Cuiabá e que trafegará pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB – em Várzea Grande -, seguindo pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte, Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa – em Cuiabá, melhorando o sistema de transporte público e levando mais qualidade de vida à população.

Movimentação do VLT– A rede aérea de tração do VLT, onde os veículos são abastecidos por energia elétrica, é de 750 Volts. Desde a primeira circulação, na sexta-feira passada (03.10), a rede passará a ser energizada constantemente. Por isso, a recomendação para o público em geral é que sejam tomadas todas as precauções habituais envolvendo energia.

A rede aérea do VLT passa a uma altura mínima de 5,50 metros entre o fio de contato e o solo, ao longo de todo o trajeto do VLT. Apesar disso, a altura permitida para circulação de veículos automotores sob a rede aérea de energia do VLT é de 4,50 metros. Placas de sinalização foram implantadas em pontos estratégicos na avenida onde ela já está instalada para orientar a população, principalmente os motoristas.

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande recomenda que os procedimentos de segurança sejam rigorosamente cumpridos para evitar incidentes. A instalação do VLT é uma realidade, e vai contribuir com o progresso das duas maiores cidades de Mato Grosso conduzindo para uma mudança, não só na rede pública de transporte, mas também no comportamento e nos hábitos das pessoas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vagões do VLT 'andam' pela primeira vez no MT

03/10/2014 - G1 MT

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) se movimentou pela primeira vez nos trilhos dentro do pátio do Centro de Manutenção, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A movimentação nesta quinta-feira (2) foi realizada para que os técnicos pudessem inspecionar alguns funcionamentos do sistema. Esta foi a primeira vez que os vagões do VLT se movimentaram com o funcionamento da rede aérea de tração energizada.

Equipamentos como ar condicionado e bateria foram checados e os técnicos puderam avaliar o funcionamento de luzes de sinalização internas e externas, abertura e fechamento de portas. Os testes oficiais, estáticos e dinâmicos como previstos em contratos, devem ocorrer quando estiver completa a implantação do modal.

Prazo descumprido

Lançado em 2011 em substituição ao sistema de corredores exclusivos para ônibus Bus Rapid Transit (BRT), o projeto do VLT foi homologado em meio a indícios de fraude no Ministério das Cidades, mas acabou recebendo financiamento federal e sendo licitado em junho de 2012 por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) - novo modelo de licitação menos rígido que o imposto pela lei 8.666/93 e autorizado pelo governo federal para obras da Copa.

Sob o nome Consórcio VLT Cuiabá, um grupo de empreiteiras venceu a licitação e se comprometeu no contrato com prazo para término das obras em 13 de março deste ano, o que não ocorreu. A previsão da Secretaria Extraordinária da Copa é que o VLT possa ser utilizado pela população em 2015.

O projeto inicial do VLT prevê a implantação dos 22 quilômetros de trilhos da via permanente em duas linhas: a primeira parte do Aeroporto Marechal Rondon até o Centro Político e Administrativo de Cuiabá. O segundo vai do centro da capital até a região do Bairro Tijucal.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CAF realizou ontem primeiro teste de energização do VLT de Cuiabá

03/10/2014 - Diário de Cuiabá


A primeira composição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) passou por um teste preliminar de energização e movimentação dentro do pátio localizado no Centro de Manutenção, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (02.10).

Com a movimentação do trem, mesmo em curta distância, é possível inspecionar o funcionamento de alguns sistemas do trem que incluem os sistemas elétricos, mecânicos, pneumáticos.

Foi a primeira circulação com a rede aérea de tração funcionando já energizada. Equipamentos como ar condicionado e bateria foram checados, os técnicos puderam avaliar o funcionamento de luzes de sinalização internas e externas, abertura e fechamento de portas.

Técnicos da Secopa que compõem a Comissão do VLT explicam que ainda não se trata dos testes estáticos e dinâmicos previstos em contrato. Os testes oficiais vão ocorrer quando estiver completa a implantação do modal.

Por ser a primeira movimentação do trem nos trilhos, por meio de energia elétrica, após a chegada em Cuiabá, a atividade deixou os funcionários do Consórcio entusiasmados e todos quiseram registrar o momento.

Para a movimentação do trem, a condução foi realizada por um engenheiro da CAF, fabricante dos veículos, e uma das consorciadas na implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Além da CAF, compõem o Consórcio VLT as construtoras CR Almeida e Santa Bárbara e as projetistas Astep e Magna. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Trilhos para o VLT são instalados em trincheira de avenida de Mato Grosso

26/09/2014 - G1

O processo de implantação dos trilhos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, onde deverá percorrer o Veículo Leve sobre os Trilhos (VLT) já chegou à Trincheira do Zero KM. Os trilhos estão sendo instalados no sentido Várzea Grande-Cuiabá e atualmente alcançam 2,8 quilômetros de extensão. De acordo com a Secopa, também estão sendo construídas no canteiro central da avenida as estações para o modal de transporte.

Em maio deste ano os trilhos começaram a ser instalados no viaduto do Aeroporto Marcehal Rondon, passando pela Estação do Aeroporto, se estendendo ao longo da Avenida João Ponce de Arruda e chegando até a trincheira.

A Secopa informou que o trecho que passa pela Estação Couto Magalhães, antes da trincheira, já está sendo preparado para a instalação dos trilhos. O modal terá dois eixos: aeroporto-CPA e Centro-Coxipó. O órgão ressaltou que os trilhos serão implantados no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande.

Também na XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.

Obra

A trincheira do Zero KM foi a primeira obra iniciada, em outubro de 2013, pelo Consórcio VLT, empresa contratada pelo governo do estado para a construção do projeto. A trincheira por onde passará o VLT e veículos está sendo construída no entroncamento das avenidas 31 de Março/Ulisses Pompeu de Campos com as avenidas João Ponce de Arruda/FEB, na rotatória do Km Zero e terá 384 metros de extensão. Cerca de 70 homens estão trabalhando nessa obra.

Fonte: G1
Publicada em:: 26/09/2014

Secopa apresenta estudo do VLT ao Conselho Metropolitano

25/09/2014 - Cenário MT

Durante a apresentação, Detoni tirou as dúvidas do membro do Codem e falou da possibilidade de integrar o sistema com outros municípios da região metropolitana

O Conselho de Desenvolvimento Metropolitano (Codem-VRC) realizou mais uma reunião ordinária nesta terça-feira (23.09). A principal pauta do encontro foi a apresentação do Estudo do Modelo de Operação e Delegação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O assessor de mobilidade urbana da Secopa, Rafael Detoni, foi o responsável por fazer a explicação.

Detoni explicou que o Estudo está dividido em três partes. A primeira é sobre a nova rede integrada entre os ônibus e o VLT. A segunda parte é sobre a tarifa integrada, estimada em R$ 2,99, baseado num fluxo de 350 mil pessoas por dia. A última parte discute os possíveis modelos de concessão do sistema e a Agência Metropolitana é o órgão competente para definir o modelo.

Durante a apresentação, Detoni tirou as dúvidas do membro do Codem e falou da possibilidade de integrar o sistema com outros municípios da região metropolitana, como Santo Antônio do Leverger e Nossa Senhora do Livramento.

De acordo com o presidente da Agência Metropolitana, Benedito Pinto, o objetivo é que o sistema de gestão do VLT esteja pronto quando a obra for concluída. Ele lembrou que o Codem-VRC tem algumas câmaras temáticas, incluindo uma para a mobilidade urbana.

Fonte: CenárioMT

sábado, 20 de setembro de 2014

Com VLT, Goiânia entra no século 21

18/09/2014 - Diário da Manhã

Parceria-público-privada que custará ao poder público (União e Estado de Goiás) e iniciativa privada R$ 1,3 bi, o Veículo Leve sobre Trilhos, a ser construído, em 24 meses, na Avenida Anhanguera, entre o Jardim Novo Mundo e o Terminal Padre Pelágio, pagará as 187 desapropriações de imóveis em dinheiro, ao preço de mercado. É o que garante ao Diário da Manhã o economista Ricardo Jayme, 47 anos de idade, presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT em Goiânia.

Não há motivos para temor dos proprietários.
A ordem de serviço, que pode ser assinada em janeiro de 2015, requer o cumprimento de três pré-requisitos, revela. O primeiro é a desapropriação de apenas 187 de um total de cinco mil imóveis que em volta de toda a região. A obra terá uma extensão de 13,6 quilômetros, frisa. Registros: serão instalados cinco terminais de embarque e 12 estações, estes últimos terminais de alimentação para os ônibus. O projeto é integrado ao sistema de transporte metropolitano, afirma ele.

As licenças ambientais da obra já foram obtidas, expedidas em janeiro de 2014, pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). A licença de instalação dos canteiros de obras foram protocolados em agosto.
A terceira exigência para a execução do moderno projeto do VLT é a garantia financeira, observa. O projeto é uma parceria-público e privada, explica Ricardo Jayme. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de R$ 205 milhões, da União, além de R$ 600 milhões do Estado de Goiás e R$ 500 milhões da iniciativa privada, a Concessionária Mobilidade Anhanguera, um consórcio formado entre a Odebrecht e a Sitpar (Empresas de ônibus de Goiânia).

Vistoria

A fase do projeto, hoje, é o da vistoria dos imóveis para que se possa fazer uma avaliação técnica e estabelecer o valor de mercado para uma futura negociação, explica o gerente do Grupo Executivo. "Depois da avaliação, um por um dos 187 proprietários serão convidados para negociar valores com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-GO). O pagamento não será com precatórios, garante. "Mas à vista, em dinheiro", informa ao jornal Diário da Manhã.

A desapropriação e o pagamento não ocorrerão a toque de caixa! O governo do Estado tem sensibilidade com os proprietários e comerciantes.

Técnicos do projeto realizam também, paralelamente, estudos de impacto de vizinhança e de impacto de trânsito. Eles avaliarão as interfaces da obra e do empreendimento, sobretudo no entorno dos terminais, no trânsito da Avenida Anhanguera e adjacências, relata. "Assim como farão ainda estudos com pesquisas com a população", aponta, empolgado. Para que o projeto contemple a minimização dos impactos e a maximização dos benefícios do empreendimento, destaca.

A preocupação do governo do Estado é fazer a obra com o mínimo de impacto possível com a população, os comerciantes, a vizinhança e o trânsito.
Preto no branco: o Veículo Leve sobre Trilhos de Goiânia substituirá o BRT (Bus RapidTransport), atual modelo da Avenida Anhanguera, com 12 estações, cinco terminais de integração com ônibus, frota de 30 trens, todos com ar-condicionado, nível de solo para facilitar o embarque de portadores de necessidades especiais, idosos e crianças, assim como terá um baixo nível de ruído. "Não é poluente, é rápido, transportará 600 passageiros por trem ao preço da tarifa atual do eixo: R$ 1,40", atira.

Por dia, 240 mil.

O projeto do VLT trará um novo paisagismo para a Avenida Anhanguera, conta, bem-humorado, Ricardo Jayme. "Hoje decadente, principalmente na região de Campinas", dispara. Mais: a obra prevê calçadas padronizadas em todo o trecho, faixa de veículos reformadas, lixeiras e bancos. "Oito praças serão recuperadas e todo o eixo onde irá transitar o VLT vai ser gramado visando, além do novo paisagismo, a redução das ilhas de calor", confidencia ele, animado.

O trecho será todo drenado. Para que não ocorra alagamentos, sobretudo na área próxima ao Lago das Rosas.

O VLT carregará 600 pessoas por viagem. O que corresponde a oito ônibus comuns. Detalhe: com uma capacidade de 300 carros. Ele é projetado para seis passageiros por metro quadrado (M2). Ricardo Jayme faz o contraponto e revela que o metrô de São Paulo (SP) carrega até 14 pessoas por metro quadrado. O conforto, em Goiânia, será muito maior, insiste. O VLT é um dos veículos de transporte mais utilizados no mundo, hoje, em cidades do porte de Goiânia, fuzila.

No Brasil

No Brasil, o VLT está sendo implantado no Rio de Janeiro, em Santos (SP) e Cuiabá (MT).
"Trata-se de um sistema moderno, confiável, confortável e pontual", afirma. Ele lembra que nos horários de pico o intervalo entre os trens será de apenas três minutos. "Um diferencial na cidade de Goiânia e na Região Metropolitana, onde já se vê, a partir de sábado, a extensão do Eixo Anhanguera para os municípios de Trindade, Senador Canedo e Goianira, política adotada pela Metrobus, que é a empresa que opera o eixo na Capital", analisa o gestor da obra.

A estratégia é oferecer um transporte público de massas de qualidade. Com isso, evitar a circulação de mais veículos nas ruas e melhorar a mobilidade urbana.
Com o projeto do VLT nas mãos, o executivo Ricardo Jayme informa ao Diário da Manhã que a obra foi planejada para ser executada por etapas. "O Plano de Ataque, início das obras, será no Jardim Novo Mundo, onde se concentrará a oficina, o centro operacional, o pátio e a sede da concessionária. Ele será no sentido Praça A. Progressivamente", observa. Já a segunda frente de trabalho irá da Praça A ao Terminal do Padre Pelágio, frisa.

Onde serão construídos, modularmente, quarteirão por quarteirão. Fecha-se um quarteirão e executa-se a obra e assim por diante...
A obra do VLT em Goiânia foi planejada para não impedir, em momento algum,o acesso dos clientes às lojas, garante. O VLT vai virar um passeio turístico na Capital, comemora. Trata-se de uma mudança cultural, de conceitos, no transporte, avalia. Segundo ele, haverá também uma ciclovia no trecho. Os terminais, como na Europa, terão bicicletários, adianta. Além disso, o projeto prevê a criação de bolsões de estacionamento para veículos.

Para que o usuário deixe seu carro no local, use o VLT, resolva as suas atividades, volte ao bolsão e não congestione o trânsito mais ainda.
24 meses

O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT em Goiânia, Ricardo Jayme, informa que, no auge da obra, 2.500 empregos diretos serão gerados, além de mais 600 na operação do sistema. O projeto prevê um prazo de 24 meses para a sua execução. Registro: os trens serão 100% de fabricação nacional. A estimativa para a assinatura da ordem de serviço é de janeiro de 2015.

Entenda o que é o VLT

VLT – É o Veículo Leve sobre Trilhos.

Extensão – 13,6 quilômetros na Avenida Anhanguera

Meio ambiente – Não polui, baixo nível de ruído e vegetação ao longo da via

Números – Cada VLT pode retirar oito ônibus ou 300 carros das ruas.

Concessão- Parceria-Público-Privada

Duração: 35 anos (Dois anos de obras e 33 anos de operação)

Investimentos – Público: R$ 800 milhões. Privado: R$ 500 milhões. Total: R$ 1,3 bi

Benefícios: 2.500 empregos diretos na obra e 600 na operação.

Revitalização: A avenida será repaginada, novo paisagismo, oito novas praças recuperadas, sistema de drenagem, calçadas padronizadas, faixas de veículos reformadas, bancos remodelados

Acessibilidade: conforto, confiança, segurança e pontualidade.

Fonte: Grupo Executivo de Implantação do Veículo Leve sobre Trilhos

Fonte: Diário da Manhã
Publicada em:: 18/09/2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Obras perdem ritmo e trabalhadores

10/08/2014 - A Gazeta

Thalyta Amaral

Após cerca de 3 anos de obras, onde todas deveriam ter sido entregues antes da Copa do Mundo, mas que se arrastam lentamente, a população de Várzea Grande cobra a chegada do 'legado do Mundial', ou seja, a entrega das obras que irão melhorar o trânsito da cidade. Os trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que antes do Mundial eram construídos por dezenas de trabalhadores, nessa semana eram um canteiro abandonado, com poucos operários.

Desde o início de agosto uma nova interdição foi realizada na Avenida da FEB, trazendo novos transtornos para os motoristas que novamente têm que trafegar pelas vias laterais do viaduto, o que causa longas filas no horário de pico.

Até mesmo as obras entregues, como a rodovia Mário Andreazza, são alvo de reclamações por causa da falta de iluminação e de redutores de velocidade, pois o número de acidentes aumentou na rodovia depois que foram feitas melhorias.

Um funcionário das obras do VLT, que pediu para não ser identificado, afirma que muitos trabalhadores foram demitidos e que as obras estão quase paradas por causa disso. "Antes da Copa quem passava via várias máquinas e pessoas trabalhando, agora dá pra contar nos dedos. A empresa fala que não está recebendo os repasses corretamente e precisou demitir os operários para poder pagar os custos. Se terminassem as obras poderíamos ter um legado da Copa do Mundo para Várzea Grande".

Em Várzea Grande ainda falta entregar o viaduto da Avenida da FEB e a recuperação das ruas laterais, a Estrada da Guarita e o VLT, que tem parada inicial no Aeroporto Internacional Marechal Rondon e segue até o Porto, na Capital. Mesmo com a maior parte das obras pronta, a demora na entrega é o fator de maior reclamação para os moradores em relação às obras, o que foi confirmado pelo prefeito Wallace Guimarães (PMDB).

Nascido e criado em Várzea Grande, além de trabalhar na cidade, o taxista Celestino Benedito da Silva, 60, se alegra com as mudanças pelas quais o município passa, porém, reclama dos constantes adiamentos para o término das construções.

"Ainda vamos demorar um pouco para ver o legado da Copa na nossa cidade. Não tínhamos nada e já estamos bem melhor na questão da infraestrutura. Isso foi uma coisa muito boa para a população, mas precisamos que entreguem as obras para melhorarmos de fato Várzea Grande e para estimular as pessoas a terem coragem de investir aqui, pois hoje quase não tem atrativos", lamenta o taxista.

Por trabalhar diariamente ao lado do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, o vendedor ambulante Welton Machado da Silva, 38, tem esperanças de ver o VLT pelas ruas da cidade, mas se preocupa com os atrasos nas obras. "Foi muito bom para a gente receber essas obras, só falta terminar. Antes da Copa, tinha uns 60 trabalhadores aqui no trecho próximo do aeroporto e hoje são poucos. O Governo fala que vai entregar até dezembro e é o que esperamos ver".

Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/cont...-trabalhadores

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Uberlandenses falam de expectativas sobre implantação do VLT na cidade

14/09/2014 - G1

Nos próximos meses a Comissão Interdisciplinar da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que estuda a possível implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade, vai apresentar à população todo o projeto e a viabilidade do transporte. O G1 conversou com alguns uberlandenses que se adiantaram e, mesmo sem conhecer os estudos a fundo, opinaram e se mostraram favoráveis ao investimento.

O arquiteto Francisco Nogueira acredita que a medida poderia ser um passo importante para desafogar o transporte público da cidade, principalmente nos horários de pico. "Nosso transporte é um caos, passar pelo trecho da Praça Tubal Vilela em horário de pico, por exemplo, é muito complicado", opinou.

Ainda na opinião do uberlandense, o VLT poderia trazer mudanças à rotina da população que talvez passaria a deixar mais os carros em casa para começar a usar um transporte público de qualidade.

A estudante Camila Castro, de 25 anos, depende dos ônibus do transporte coletivo diariamente para poder ir para a universidade. Ela contou que sempre tem que sair muito cedo de casa para não se atrasar para aula, em virtude do trajeto demorado. Favorável ao VLT, ela acredita que se o transporte fosse implantado seria muito vantajoso aos usuários por causa da rapidez e praticidade.

   
Melhorias no trânsito

Com o transporte modernizado, alguns uberlandenses também acreditam que o trânsito do município seria beneficiado, além de contribuir efetivamente à mobilidade urbana. "Acredito que se o projeto for administrado corretamente, o trânsito da cidade irá melhorar bastante, pois o VLT é capaz de transportar de maneira eficiente um grande número de pessoas, interligando pontos importantes da cidade. Esse é o momento ideal de introduzi-lo à malha urbana. Além disso, se o projeto for executado, Uberlândia pode se tornar referência em mobilidade urbana para outras cidades do país", opinou a bióloga Verena Rabenschlag.

A cidade compartilha de uma frota que gira em torno de 380 mil veículos e frota flutuante de 450 mil. Na opinião do analista de sistemas, Blayton Portela, 29 anos, trazer melhorias ao trânsito de Uberlândia sem dúvidas seria um dos principais benefícios do metrô de superfície considerando o aumento contínuo da frota de veículos.

Ele se diz favorável ao sistema, contudo, afirmou que o projeto não é necessário para a cidade nos próximos dez anos. "Existem projetos em andamento visando melhorar o trânsito e o transporte público em Uberlândia com um custo bem menor, como a criação dos novos corredores de ônibus e viadutos, que tiveram um orçamento aprovado em cerca de R$ 130 milhões. Enquanto que uma prévia de orçamento inicial do VLT é de cerca de R$ 500 milhões, valor que dava para ser investido em outras áreas mais urgentes", comentou.

Segunda etapa finalizada

O grupo de engenheiros, arquitetos, economistas, geógrafos e biólogos finalizou no início deste mês a segunda etapa dos estudos, que definiu as linhas de circulação e o trajeto que o metrô de superfície irá percorrer. Serão duas: Linha Lilás e Linha Verde.

De acordo com a coordenadora geral do estudo, Marlene Colessanti, a Linha Lilás beneficia o Centro, onde há a concentração do maior número de passageiros. Ela ligará o Bairro Fundinho, passando pelas avenidas Floriano Peixoto e Afonso Pena, e indo até o Bairro Umuarama.

Seria um percurso de quase sete quilômetros, com 23 estações e capacidade para transporte de 65 mil passageiros por dia.

A Linha Verde passará próximo ao Praia Clube e chegaria ao aeroporto da cidade. "Essa linha que desenvolvemos foi pensando no futuro da cidade mesmo. Porque aquela região próxima ao aeroporto está crescendo muito e precisava ser contemplada", disse Marlene.
 
O estudo e etapa final

A publicação final dos estudos completos deve ser entregue em março de 2015 à Prefeitura Municipal de Uberlândia, que posteriormente deverá incluir o VLT no Plano de Mobilidade e no Plano Diretor do Município por meio da aprovação de lei pela Câmara Municipal. Mas antes disso, Marlene afirmou que em breve será realizada uma audiência pública para que o projeto seja apresentado à população.

Ainda segundo a coordenadora, a terceira e última etapa do estudo está sendo iniciada. "Agora o próximo passo é fazer os estudos da viabilidade econômica e sustentável do Veículo Leve sobre Trilhos. Até novembro devemos nos reunir nessa audiência para mostrar aos uberlandenses o quanto esse transporte é benéfico. Mais silencioso, mais confortável e a cidade merece", pontuou.

O transporte

O VLT é uma tecnologia de transporte coletivo sob trilhos movida a energia elétrica com capacidade de passageiros superior aos ônibus, além de apresentar mais flexibilidade em relação aos metrôs, pois compartilha as mesmas vias com os carros, motos e pedestres circulando pelas mesmas avenidas.

Por suas características, os VLTs têm sido utilizados para desenvolver a mobilidade urbana sustentável, revitalizar áreas urbanas degradadas e valorizar o patrimônio arquitetônico.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Obra do VLT em Cuiabá já consumiu R$ 896 mi dos cofres públicos

09/09/2014 - G1

Os cofres públicos de Mato Grosso já destinaram R$ 896 milhões em recursos para a implantação do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital. Divulgado pela Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), o montante pago até este mês representa 60,6% do valor total da obra, a mais cara licitada pelo poder público no Brasil para a Copa do Mundo deste ano.

Afetada por atrasos, hoje a construção sequer possui data oficialmente estipulada para ser entregue e o Ministério Público prevê que não deve ser totalmente executada nem mesmo dentro dos próximos dois anos.

Ao todo, o estado se comprometeu a desembolsar R$ 1,477 bilhão para pagamento da obra. Segundo a Secopa, que divulgou o montante já pago, grande parte do valor do empreendimento, na ordem de R$ 500 milhões, diz respeito à aquisição do chamado material rodante – trilhos, vagões e os demais equipamentos do metrô de superfície.

Todo esse material já foi importado e se encontra no canteiro do que será o centro de controle e operações (CCO) do sistema, ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, de forma que o restante do valor a ser pago deve corresponder em sua maioria à execução das obras de construção e instalação ao longo de 22 km de trajeto na região metropolitana.

Obras atrasadas
Enquanto isso, a sensação nas ruas é de que o valor pago não corresponde proporcionalmente à execução do projeto do VLT e as obras atrasadas seguem causando transtorno diário em trechos de avenidas da região metropolitana, como a João Ponce de Arruda, a FEB, a Tenente Coronel Duarte (Avenida da Prainha), a Fernando Corrêa da Costa e a Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

Nesta última, por exemplo, o canteiro central foi destruído em grande parte, com a retirada da vegetação, para dar lugar aos trilhos que nem começaram a ser instalados. Motoristas convivem diariamente com interdições e agravamento das condições do asfalto, enquanto pedestres perderam ainda mais espaço para travessia e têm de conviver com poeira e lama constantes. O mesmo ocorre na FEB e na Prainha.

Gerenciados pelo estado, os trabalhos de engenharia são responsabilidade do Consórcio VLT, grupo de empreiteiras que venceu a licitação em 2012 para realizar o projeto do novo sistema de transporte coletivo e executá-lo. A licitação seguiu os moldes do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo de processo lançado pelo governo federal para simplificar as contratações com vistas à Copa do Mundo, permitindo que o projeto executivo da obra seja desenvolvido ao longo da própria execução em prazos curtos.

Porém, o próprio governo do estado retirou o VLT do escopo de projetos para a Copa do Mundo e também não conseguiu cumprir o prazo contratual de finalização das obras, em março deste ano. A saída foi assinar um termo aditivo ao contrato original, estendendo o prazo de execução para o último dia de 2014 – prazo que a Secopa já avisou que deverá ser alterado por meio de um próximo aditivo, dada a morosidade do andamento dos trabalhos.

Perspectivas
Para o Ministério Público, além do prazo, o próprio contrato deve ser revisto. De acordo com o promotor Clóvis de Almeida, que fiscaliza as obras do VLT, seria "otimismo" estipular o fim das obras até mesmo para daqui a dois anos. Para ele, a população está vivendo um dos piores cenários possíveis diante das obras, repletas de erros de projeto e falhas de planejamento permitidas pela modalidade contratual.

"A obra é exequível, mas não na forma em que foi contratada. É risível que as pessoas tenham caído nesse conto. Os políticos fizeram disso uma bandeira e o povo comprou", criticou o promotor, lembrando que os prazos assumidos pelo governo já eram "irreais" já na época de contratação do projeto.

Ainda segundo Almeida, o Ministério Público já contabiliza mais de R$ 900 milhões destinados pelo estado para pagamento das obras, conforme as últimas medições. "Difícil é ver esses R$ 900 milhões materializados na rua", ironizou, prevendo dificuldades para o próximo governador manter o andamento dos trabalhos a partir de janeiro a não ser que mude as condições do contrato e implemente um verdadeiro choque de gestão. "Senão, esse contrato ainda vai render muita dor de cabeça para a população", declarou.