sexta-feira, 22 de agosto de 2014

VLT terá prioridade em 80% de sinais e faixas de pedestre

21/08/2014 - Mídia News

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) terá prioridade em pelo menos 80% dos semáforos para travessia de pedestres e cruzamentos de veículos ao longo de seus dois eixos (Centro-Coxipó e Aeroporto-CPA). 

Pelo menos é o que aponta o estudo operacional do VLT, desenvolvido pela empresa Oficina – Engenheiros Consultores Associados Ltda. e entregue à Agência Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. 

Segundo o coordenador do estudo e engenheiro de tráfego, Rafael Detoni, uma viagem do Aeroporto Marechal Rondon até o Terminal do VLT no CPA, irá durar 82 minutos em horários de pico (ida e volta). 

Já do Terminal do Coxipó até o Centro de Cuiabá, o tempo de viagem será de 45 minutos (ida e volta) 

"Ao longo de todo o traçado do VLT, em 80% dos semáforos – seja de cruzamentos ou de travessia de pedestres –, ele terá prioridade", disse. 

"Em alguns casos essa prioridade não será possível, como é o caso dos cruzamentos entre a Avenida Isaac Povoas e a Prainha, o Ginásio São Gonçalo e a Avenida XV de novembro, a chegada da Avenida Coronel Escolástico na Prainha e também na entrada da Avenida Mato Grosso, onde o movimento de carros é grande", explicou. 

No entanto, segundo Detoni, todos esses "pontos de conflitos" estão previstos no tempo de viagem calculado e divulgado no estudo. 

Em cada um desses cruzamentos, de acordo com o engenheiro, serão instalados semáforos para o trânsito convencional e para o trem, além dos semáforos para travessia de pedestres – que serão implantados a cada entrada e saída de estação do VLT ao longo dos dois eixos. 

"O trem segue regra de trânsito como qualquer outro veículo. Mas ele tem prioridade. Nesse trecho de conflitos, por exemplo, não dá para manter 100%de prioridade para o VLT, porque ali o movimento é grande e há uma sobreposição de linhas", explicou. 

No trecho localizado entre o Morro da Luz e Porto, a operação será de injeção de um trem da linha 1 na Prainha, seguido por um carro da linha 2. 

"Aquele trecho entre a Mato Grosso e a São Gonçalo é de muito carregamento veicular e não dá para garantir que todos os trens terão prioridade sempre. Tem hora que o trem vai ter que esperar um pouco para deixar o trânsito fluir", explicou. 

Operação 

Conforme Detoni, o VLT irá operar em Cuiabá das 5h até meia-noite, diariamente, com intervalo que varia de quatro minutos a 12 minutos entre um trem e outro, durante os dias úteis. 

Aos sábados, domingos e feriados, a operação do trem será diferenciada, segundo o engenheiro, uma vez que a demanda nesses dias é baixa. 

"Tiramos isso em função das viagens e das lotações que são registradas hoje no sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande", disse. 

O estudo aponta que, nos horários de pico – das 6h30 às 8h30 e das 17h às 19h –, 36 trens deverão estar em operação nos dois eixos, passando nas estações em intervalos de quatro minutos. 

Nos horários mais "tranquilos", das 5h às 6h30 e das 21h à meia-noite, 12 trens se manterão em operação nas duas linhas, com intervalos de 12 minutos entre um carro e outro. 

Nos demais horários de dias de semana, das 8h30 às 16h30 e das 19h30 às 20h30, serão mantidos 25 carros em operação, passando pelas estações em intervalos de seis minutos. 

"À meia-noite os trens serão recolhidos para o pátio para inspeção, limpeza, manutenção e higienização. Nesse período, a operação de madrugada segue com os ônibus como já é feito, porque não há trânsito", disse Detoni. 

O engenheiro explicou, ainda, que os 40 carros do VLT – formados por sete vagões cada um – nunca irão operar em conjunto, para garantir a existência de uma frota reserva. 

"Essa grade será ajustada conforme a necessidade e demanda da cidade. Não precisa haver essa rigidez toda, mas essa tabela serve para se ter um parâmetro de funcionamento. Em dias de jogos na Arena Pantanal, por exemplo, haverá uma oferta maior de carros, em uma frequência maior", afirmou. 

Travessia de pedestres 

Detoni explicou que, nas travessias de pedestres que serão implantadas ao longo dos dois eixos do VLT, o trem também terá que parar. 

"As faixas de pedestre atendem tanto ao usuário que vai para a estação, quanto quem quiser atravessar a avenida. O semáforo será programado para que, enquanto o VLT estiver na plataforma, ficará fechado para o pedestre", disse. 

No projeto do VLT, segundo o engenheiro, estão previstas implantação de faixas de pedestres no início e fim de cada estação do trem – além da instalação de uma passarela para os pedestres em frente ao Shopping Pantanal. 

Tal medida, segundo ele, irá facilitar a vida dos usuários do transporte coletivo e dos pedestres de uma forma geral. 

"Um exemplo é aquele trecho localizado entre o Colégio Master, onde há um semáforo para pedestres. Se você descer em direção ao Coxipó, você vai encontrar apenas mais um ponto de travessia dos pedestres, que é a passarela, que ninguém usa. Depois disso, só após o viaduto da UFMT. Ali [na Avenida Fernando Corrêa], o pedestre está vendido", disse. 

Segundo Detoni, com a implantação do VLT, o pedestre irá contar com quatro pontos de travessia na avenida. Além disso, uma das estações do VLT acabará por eliminar a passarela hoje existente próximo ao viaduto da Miguel Sutil. 

"A prioridade é do pedestre e do transporte coletivo, não do carro. A ideia, aliás, é incentivar o uso do transporte coletivo", disse Detoni, sobre a possível criação de congestionamentos ao longo das avenidas, no trânsito comum. 


Fonte: Mídia News
Publicada em:: 21/08/2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Retomada a instalação de trilhos do VLT no MT

27/06/2014 - G1 Mato Grosso

Terminado o período de disputa de jogos da Copa do Mundo em Cuiabá, obras de mobilidade urbana foram retomadas na capital e em Várzea Grande, região metropolitana. Entre elas está a implantação de trilhos na via permanente do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O consórcio responsável pela obra, de acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), retomou algumas frentes de trabalho para dar continuidade à obra.

Estão em implantação dois tipos de trilhos do VLT. Um deles é chamado de vignole, fabricado na Espanha, e será instalado em 10 km do pátio do estacionamento dos vagões do VLT até o Centro de Manutenção e às linhas de manobras do veículo. A instalação destes trilhos começou em novembro de 2013 e todo o material já está em Várzea Grande.

O outro tipo de trilhos é chamado de grooved, produzido na Polônia, que será instalado nos 22 quilômetros do trajeto do VLT nas duas cidades. Ainda segundo a Secopa, 95% dos trilhos já foram descarregados no pátio do estacionamento dos vagões.

O VLT

Lançado em 2011 em substituição ao sistema de corredores exclusivos para ônibus Bus Rapid Transit (BRT), o projeto do VLT foi homologado em meio a indícios de fraude no Ministério das Cidades, mas acabou recebendo financiamento federal e sendo licitado em junho de 2012 por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) - novo modelo de licitação menos rígido que o imposto pela lei 8.666/93 e autorizado pelo governo federal para obras da Copa.

A construção de todo o projeto do VLT, licitado por R$ 1,477 bilhão, já deveria estar pronta no dia 13 de março, data estabelecida no contrato assinado com o consórcio de empreiteiras responsável. Entretanto, os trabalhos atrasaram e o governo admitiu que a população da Grande Cuiabá deve usufruir do novo modal de transporte somente em 2015.

A chamada linha 1 vai ligar o Aeroporto Marechal Rondon à região do Centro Político e Administrativo da capital. Já a linha 2 vai percorrer o trecho entre o centro de Cuiabá e a região do Coxipó.

No primeiro trecho, entre o aeroporto e a Ponte Júlio Müller, sobre o Rio Cuiabá, já foram instalados cerca de 1.350 metros de trilhos.




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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tribunal questiona entrega antecipada de vagões e teme prejuízo

07/08/2014 - Midia News

Secopa diz que risco de armazenamento de carros é do Consórcio VLT

Cuiabá - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) teme que o armazenamento dos carros do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro de Operações e Manutenção do VLT, em Várzea Grande, até que o modal esteja plenamente implantado e pronto para rodar, pode trazer prejuízos ao Governo do Estado.

Durante apresentação do relatório sobre o andamento da obra, no dia 1º de julho, o conselheiro João Batista de Camargo afirmou que o fornecimento precoce dos vagões compromete a qualidade do material a ser utilizado, uma vez que estão expostos às intempéries do tempo.

“Os vagões contratados foram entregues e estão no pátio, ao relento, e podem estar obsoletos no momento do uso. As composições estão paradas no Centro de Manutenção e Operação, ao lado do Aeroporto [Marechal Rondon], e o Estado poderia ter comprado esse material com tecnologia mais avançada no final da obra”, disse Batista.

Em entrevista ao MidiaNews, o secretário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães, afirmou que nenhuma etapa da obra – sejam os carros entregues ou os viadutos já liberados para o tráfego – foi recebida formalmente pelo Estado, o que eximiria o Governo de arcar com possíveis prejuízos apresentados no momento de funcionamento do modal.

“A obra é uma contratação integrada. Eu não recebi todos os vagões. Os viadutos, por exemplo, foram liberados para uso, mas eu não os recebi. Os riscos de os vagões estarem parados e sem uso é da construtora, do Consórcio VLT, não do Estado”, disse

Segundo Guimarães, todos os 40 vagões já foram entregues pelo Consórcio VLT e se encontram armazenados no Centro de Manutenção, cabendo à contratada arcar com qualquer problema apresentado por eles no momento do uso.

“Só vou receber a obra quando ela estiver completa, com os trens andando e tudo operando. Enquanto eles [carros] estão lá [no Centro de Operações], a responsabilidade de manutenção é do Consórcio VLT”, afirmou.

Guimarães disse que, apesar dos temores apresentados no relatório, não acredita que haja qualquer risco ao material o armazenamento até estarem aptos para uso.

“Acredito que eles não trariam os carros para Cuiabá se houvesse algum risco, uma vez que o prejuízo seria integralmente deles”, disse.

“Jogo de cronograma”

O TCE questiona, no relatório, a razão pela qual o Estado aceitou adquirir os vagões e trilhos no início da obra e sugere que o fornecimento antecipado das composições possam atender a um “jogo de cronograma” por parte da empresa.

Isso porque, apesar de ter apresentado uma proposta global para execução da obra com valor 9% menos do que o estimado pela Secopa quando da época da licitação – que era de R$ 1,6 bilhão –, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande majorou o preço do seu material rodante (um dos itens do contrato) em 21,3% do que aquele previsto pela pasta.

Ou seja, apenas os trilhos e os vagões correspondem a R$ 498 milhões do valor global de R$ 1,477 bilhão do projeto.

O modal, porém, tem expectativa para começar a funcionar apenas em 2015.

Fonte: Midia News

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

2ª estação do VLT no MT deve ficar pronta até final do ano

01/08/2014 - G1 MT

A segunda estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá, deve ser concluída até dezembro deste ano, após um novo acordo judicial com o Ministério Público Estadual (MPE). O prazo para o término da estação na Avenida 15 de Novembro, na região do Porto, foi definido no processo movido pelo MPE que questiona a negociação de cessão da Rua Tufik Affi, nas proximidades, ao grupo Atacadão Distribuição de Comércio e Indústria Ltda em troca da construção de uma praça e de uma área de lazer.

Conforme o MPE, a princípio o término da estação do VLT na Avenida 15 de Novembro estava previsto para 20 de maio, porém, o prazo não foi cumprido. Agora, dentro desse novo prazo, devem ser feitos os acabamentos e instalações, pavimentação e urbanização, além da via permanente.

As obrigações constam de acordo - proposto pelo Atacadão, Prefeitura de Cuiabá, Ministério Público e governo de Mato Grosso após duas audiências públicas –  homologado pelo juiz Rodrigo Roberto Curvo, da Vara Especializada do Meio Ambiente da capital. A multa diária para o não cumprimento é de R$ 1 mil.

A previsão era que o trecho do VLT ligando o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, ao Porto, ficasse pronto até a Copa do Mundo para atender a demanda de turistas que chegassem na capital para assistir aos jogos do mundial. No entanto, nenhum trecho ficou pronto e apenas uma estação, em frente ao aeroporto, foi concluída até a Copa. O VLT só deve ser usado pela população em 2015.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

VLT de Cuiabá: acordo garante Estação Porto até 31 de dezembro

01/08/2014 - Midia News

Ação do MPE questiona venda de rua onde seria construída a estação do VLT à empresa Atacadão. Esta, em contrapartida, doou área de 11 mil m² para a obra

Lislaine dos Anjos


Perspectiva artística da estação do VLT de Cuiabá
Perspectiva artística da estação do VLT de Cuiabá
créditos: Divulgação

O governo do estado do MT se comprometeu, em acordo judicial firmado com o Ministério Público Estadual (MPE), a concluir a Estação Porto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até o dia 31 de dezembro deste ano, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.
 
O acordo foi selado nos autos da ação civil pública de autoria do promotor de Justiça Gerson Barbosa, em dezembro de 2009.
 
Na ação, ele questionou a desafetação e alienação da rua Tufik Affi, no bairro Porto, às empresas Atacadão Distribuição, Comércio e Indústria Ltda. e Royal Brasil Administração, Empreendimentos e Participações Ltda.
 
Antes, a obra estava prevista para ser entregue pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande – responsável pela execução da implantação do VLT na região metropolitana – até 20 de maio.
 
Conforme o acordo, a fundação da obra deve ser finalizada até 31 de agosto e a estrutura da obra, até 14 de novembro.
 
O prazo para finalização dos acabamentos e instalação expira em 30 de novembro, enquanto a pavimentação e urbanização devem ser concluídas até 22 de dezembro. A via permanente, por sua vez, deverá ser finalizada até o dia 31 de dezembro.
 
A ação
São réus na ação ingressada pelo MPE a empresa Atacadão Distribuição Comércio, o Município de Cuiabá, a Câmara Municipal, a empresa Royal Brasil Administração, Empreendimentos e Participações Ltda. e os vereadores que aprovaram o projeto de lei regulamentando a alienação da via pública.
 
Em janeiro de 2010, o Poder Judiciário concedeu liminar ao Ministério Público Estadual (MPE) e determinou a suspensão da venda da Rua Tuffki Affi.
 
O governo do estado anexou à ação um parecer técnico informando a necessidade de desocupação da via para a obra do VLT e, diante disso, as empresas acionadas, o município e o estado de Mato Grosso fizeram proposta de acordo.
 
Após, realizou-se uma audiência pública sobre o assunto, na vara especializada do Meio Ambiente, para que todas as dúvidas relacionadas aos termos da proposta fossem esclarecidas.
 
Ao final, as partes concordaram que a venda da rua seria consolidada e que, em contrapartida, o Atacadão doaria ao estado uma área de 11 mil m² para as obras de mobilidade urbana.
 


Atacadão doou área de 11 mil m² para obras de mobilidade. Foto: Mídia News

A obra

A Estação Porto é apenas mais uma das obras previstas no pacote de implantação do VLT na Grande Cuiabá, ao custo de R$ 1,477 bilhão.
 
Até o momento, o consórcio já entregou – ainda que parcialmente – as obras dos viadutos da UFMT, MT-040 e Sefaz, além da Trincheira do km zero, bem como deu início à preparação das avenidas João Ponce de Arruda, FEB e Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA) para implantação do modal.
 
Além disso, a empresa deu início à construção dos demais terminais e estações do VLT – apenas a do Aeroporto já foi concluída –, bem como segue construindo o Centro de Controle e Manutenção do modal, a Trincheira Luiz Felipe (na Avenida do CPA), o Viaduto da Beira Rio e executando o reforço sobre o canal da Prainha.
 
Além disso, 36 dos 40 carros do VLT (formados por sete vagões cada um) foram entregues em Mato Grosso – foram fabricados na Espanha – bem como todos os trilhos que serão utilizados para o deslocamento do trem.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Com 1.100 operários, Consórcio VLT corre para concluir obra

29/07/2014 - Olhar Copa

O Consórcio VLT continua correndo para concluir as obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará diversos trechos de Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente a empresa conta com 1.100 operários que estão distribuídos em diversos pontos das duas cidades. Enquanto os serviços não são finalizados, os trens seguem parados.

Em resposta aos questionamentos da reportagem do Olhar Copa, a assessoria de imprensa do Consórcio VLT afirmou que: "As obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão sendo executadas em diferentes pontos entre Cuiabá e Várzea Grande. Entre eles estão os trabalhos relacionados às edificações no Centro de Manutenções e Centro Administrativo e Operacional (CM/CAO), a implantação da via permanente nas avenidas João Ponce de Arruda e FEB e a drenagem na avenida da FEB, em Várzea Grande".

Já em Cuiabá, o consórcio diz que: "são executadas atividades de acabamento na ponte Júlio Muller, assim como no viaduto da UFMT com execução de meio-fio, sarjeta e calçada; no viaduto MT-040 com a finalização da drenagem e continuidade da pavimentação da rotatória. Outras frentes de obras são as estações do VLT, em Várzea Grande, e as subestações de energia, nas duas cidades".

A empresa responsável adianta ainda que estão sendo programadas atividades relacionadas às próximas etapas das obras da Trincheira Luis Felipe, do Viaduto Miguel Sutil, da Trincheira Trigo de Loureiro, sobreposição e via permanente na Prainha, FEB, entre outras. A empresa conta atualmente com 1.100 operários. Porém, no ápice da construção, o número chegou a 2.500 trabalhadores.

Previsão – Conforme foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na semana passada, o prazo para a conclusão da execução das obras da implantação do novo modal é dezembro de 2014. Porém, a vigência contratual seguirá até março de 2015. As estimativas apontam que aproximadamente R$ 1,5 bilhão deve ser gasto neste empreendimento.

Trens – Vale lembrar que todos os trens do novo modal já estão no Centro de Manutenções (CM), em Várzea Grande, desde o dia 21 de junho deste ano. Lá as composições passam por manutenções programadas, além de testes mecânicos e eletrônicos, obedecendo aos procedimentos descritos nos manuais de instrução.

Questionado pela reportagem do Olhar Copa sobre a situação das composições, o Consórcio VLT respondeu que: "A fabricante garante que os trens não sofrem prejuízo quanto à exposição a intempéries. Isso porque foram projetados para suportar as mais variadas condições climáticas como sol, chuva, ventos, raios, poeira, frio, entre outros, por um período de 30 anos".

A Obra - No total, serão 22 km divididos em duas linhas do VLT. A primeira ligará o Aeroporto até o CPA (Centro Político Administrativo), enquanto a outra conectará o Coxipó ao Centro da capital mato-grossense. O projeto inicial previa a entrega do novo modal em março deste ano, antes da Copa do Mundo de 2014. Porém, isso não aconteceu e as obras ainda não estão perto do fim.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que se o ritmo atual se mantiver, não existe nenhuma chance do novo modal ser implantado até dezembro de 2014, como planeja o governo do Estado. Porém, há uma possibilidade que pelo menos um dos trechos já esteja operando. "É improvável que o VLT fique pronto até o primeiro semestre do ano que vem (2015)", relatou o conselheiro substituto e relator da Secopa, João Batista Camargo.

O último relatório do TCE também mostrou que segundo as medições realizadas, 65% de toda a obra está concluída, porém, estes números incluem os vagões que já estão na cidade. Se eles forem excluídos e verificar-se apenas a parte estrutural das construções, este número cai para 48%.O documento foi divulgado no dia 1º de julho.

Fonte: Olhar Copa

http://acopadopantanal.com.br/?p=not...concluir-obra-