sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Trilhos para o VLT são instalados em trincheira de avenida de Mato Grosso

26/09/2014 - G1

O processo de implantação dos trilhos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, onde deverá percorrer o Veículo Leve sobre os Trilhos (VLT) já chegou à Trincheira do Zero KM. Os trilhos estão sendo instalados no sentido Várzea Grande-Cuiabá e atualmente alcançam 2,8 quilômetros de extensão. De acordo com a Secopa, também estão sendo construídas no canteiro central da avenida as estações para o modal de transporte.

Em maio deste ano os trilhos começaram a ser instalados no viaduto do Aeroporto Marcehal Rondon, passando pela Estação do Aeroporto, se estendendo ao longo da Avenida João Ponce de Arruda e chegando até a trincheira.

A Secopa informou que o trecho que passa pela Estação Couto Magalhães, antes da trincheira, já está sendo preparado para a instalação dos trilhos. O modal terá dois eixos: aeroporto-CPA e Centro-Coxipó. O órgão ressaltou que os trilhos serão implantados no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande.

Também na XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.

Obra

A trincheira do Zero KM foi a primeira obra iniciada, em outubro de 2013, pelo Consórcio VLT, empresa contratada pelo governo do estado para a construção do projeto. A trincheira por onde passará o VLT e veículos está sendo construída no entroncamento das avenidas 31 de Março/Ulisses Pompeu de Campos com as avenidas João Ponce de Arruda/FEB, na rotatória do Km Zero e terá 384 metros de extensão. Cerca de 70 homens estão trabalhando nessa obra.

Fonte: G1
Publicada em:: 26/09/2014

Secopa apresenta estudo do VLT ao Conselho Metropolitano

25/09/2014 - Cenário MT

Durante a apresentação, Detoni tirou as dúvidas do membro do Codem e falou da possibilidade de integrar o sistema com outros municípios da região metropolitana

O Conselho de Desenvolvimento Metropolitano (Codem-VRC) realizou mais uma reunião ordinária nesta terça-feira (23.09). A principal pauta do encontro foi a apresentação do Estudo do Modelo de Operação e Delegação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O assessor de mobilidade urbana da Secopa, Rafael Detoni, foi o responsável por fazer a explicação.

Detoni explicou que o Estudo está dividido em três partes. A primeira é sobre a nova rede integrada entre os ônibus e o VLT. A segunda parte é sobre a tarifa integrada, estimada em R$ 2,99, baseado num fluxo de 350 mil pessoas por dia. A última parte discute os possíveis modelos de concessão do sistema e a Agência Metropolitana é o órgão competente para definir o modelo.

Durante a apresentação, Detoni tirou as dúvidas do membro do Codem e falou da possibilidade de integrar o sistema com outros municípios da região metropolitana, como Santo Antônio do Leverger e Nossa Senhora do Livramento.

De acordo com o presidente da Agência Metropolitana, Benedito Pinto, o objetivo é que o sistema de gestão do VLT esteja pronto quando a obra for concluída. Ele lembrou que o Codem-VRC tem algumas câmaras temáticas, incluindo uma para a mobilidade urbana.

Fonte: CenárioMT

sábado, 20 de setembro de 2014

Com VLT, Goiânia entra no século 21

18/09/2014 - Diário da Manhã

Parceria-público-privada que custará ao poder público (União e Estado de Goiás) e iniciativa privada R$ 1,3 bi, o Veículo Leve sobre Trilhos, a ser construído, em 24 meses, na Avenida Anhanguera, entre o Jardim Novo Mundo e o Terminal Padre Pelágio, pagará as 187 desapropriações de imóveis em dinheiro, ao preço de mercado. É o que garante ao Diário da Manhã o economista Ricardo Jayme, 47 anos de idade, presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT em Goiânia.

Não há motivos para temor dos proprietários.
A ordem de serviço, que pode ser assinada em janeiro de 2015, requer o cumprimento de três pré-requisitos, revela. O primeiro é a desapropriação de apenas 187 de um total de cinco mil imóveis que em volta de toda a região. A obra terá uma extensão de 13,6 quilômetros, frisa. Registros: serão instalados cinco terminais de embarque e 12 estações, estes últimos terminais de alimentação para os ônibus. O projeto é integrado ao sistema de transporte metropolitano, afirma ele.

As licenças ambientais da obra já foram obtidas, expedidas em janeiro de 2014, pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). A licença de instalação dos canteiros de obras foram protocolados em agosto.
A terceira exigência para a execução do moderno projeto do VLT é a garantia financeira, observa. O projeto é uma parceria-público e privada, explica Ricardo Jayme. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de R$ 205 milhões, da União, além de R$ 600 milhões do Estado de Goiás e R$ 500 milhões da iniciativa privada, a Concessionária Mobilidade Anhanguera, um consórcio formado entre a Odebrecht e a Sitpar (Empresas de ônibus de Goiânia).

Vistoria

A fase do projeto, hoje, é o da vistoria dos imóveis para que se possa fazer uma avaliação técnica e estabelecer o valor de mercado para uma futura negociação, explica o gerente do Grupo Executivo. "Depois da avaliação, um por um dos 187 proprietários serão convidados para negociar valores com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-GO). O pagamento não será com precatórios, garante. "Mas à vista, em dinheiro", informa ao jornal Diário da Manhã.

A desapropriação e o pagamento não ocorrerão a toque de caixa! O governo do Estado tem sensibilidade com os proprietários e comerciantes.

Técnicos do projeto realizam também, paralelamente, estudos de impacto de vizinhança e de impacto de trânsito. Eles avaliarão as interfaces da obra e do empreendimento, sobretudo no entorno dos terminais, no trânsito da Avenida Anhanguera e adjacências, relata. "Assim como farão ainda estudos com pesquisas com a população", aponta, empolgado. Para que o projeto contemple a minimização dos impactos e a maximização dos benefícios do empreendimento, destaca.

A preocupação do governo do Estado é fazer a obra com o mínimo de impacto possível com a população, os comerciantes, a vizinhança e o trânsito.
Preto no branco: o Veículo Leve sobre Trilhos de Goiânia substituirá o BRT (Bus RapidTransport), atual modelo da Avenida Anhanguera, com 12 estações, cinco terminais de integração com ônibus, frota de 30 trens, todos com ar-condicionado, nível de solo para facilitar o embarque de portadores de necessidades especiais, idosos e crianças, assim como terá um baixo nível de ruído. "Não é poluente, é rápido, transportará 600 passageiros por trem ao preço da tarifa atual do eixo: R$ 1,40", atira.

Por dia, 240 mil.

O projeto do VLT trará um novo paisagismo para a Avenida Anhanguera, conta, bem-humorado, Ricardo Jayme. "Hoje decadente, principalmente na região de Campinas", dispara. Mais: a obra prevê calçadas padronizadas em todo o trecho, faixa de veículos reformadas, lixeiras e bancos. "Oito praças serão recuperadas e todo o eixo onde irá transitar o VLT vai ser gramado visando, além do novo paisagismo, a redução das ilhas de calor", confidencia ele, animado.

O trecho será todo drenado. Para que não ocorra alagamentos, sobretudo na área próxima ao Lago das Rosas.

O VLT carregará 600 pessoas por viagem. O que corresponde a oito ônibus comuns. Detalhe: com uma capacidade de 300 carros. Ele é projetado para seis passageiros por metro quadrado (M2). Ricardo Jayme faz o contraponto e revela que o metrô de São Paulo (SP) carrega até 14 pessoas por metro quadrado. O conforto, em Goiânia, será muito maior, insiste. O VLT é um dos veículos de transporte mais utilizados no mundo, hoje, em cidades do porte de Goiânia, fuzila.

No Brasil

No Brasil, o VLT está sendo implantado no Rio de Janeiro, em Santos (SP) e Cuiabá (MT).
"Trata-se de um sistema moderno, confiável, confortável e pontual", afirma. Ele lembra que nos horários de pico o intervalo entre os trens será de apenas três minutos. "Um diferencial na cidade de Goiânia e na Região Metropolitana, onde já se vê, a partir de sábado, a extensão do Eixo Anhanguera para os municípios de Trindade, Senador Canedo e Goianira, política adotada pela Metrobus, que é a empresa que opera o eixo na Capital", analisa o gestor da obra.

A estratégia é oferecer um transporte público de massas de qualidade. Com isso, evitar a circulação de mais veículos nas ruas e melhorar a mobilidade urbana.
Com o projeto do VLT nas mãos, o executivo Ricardo Jayme informa ao Diário da Manhã que a obra foi planejada para ser executada por etapas. "O Plano de Ataque, início das obras, será no Jardim Novo Mundo, onde se concentrará a oficina, o centro operacional, o pátio e a sede da concessionária. Ele será no sentido Praça A. Progressivamente", observa. Já a segunda frente de trabalho irá da Praça A ao Terminal do Padre Pelágio, frisa.

Onde serão construídos, modularmente, quarteirão por quarteirão. Fecha-se um quarteirão e executa-se a obra e assim por diante...
A obra do VLT em Goiânia foi planejada para não impedir, em momento algum,o acesso dos clientes às lojas, garante. O VLT vai virar um passeio turístico na Capital, comemora. Trata-se de uma mudança cultural, de conceitos, no transporte, avalia. Segundo ele, haverá também uma ciclovia no trecho. Os terminais, como na Europa, terão bicicletários, adianta. Além disso, o projeto prevê a criação de bolsões de estacionamento para veículos.

Para que o usuário deixe seu carro no local, use o VLT, resolva as suas atividades, volte ao bolsão e não congestione o trânsito mais ainda.
24 meses

O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT em Goiânia, Ricardo Jayme, informa que, no auge da obra, 2.500 empregos diretos serão gerados, além de mais 600 na operação do sistema. O projeto prevê um prazo de 24 meses para a sua execução. Registro: os trens serão 100% de fabricação nacional. A estimativa para a assinatura da ordem de serviço é de janeiro de 2015.

Entenda o que é o VLT

VLT – É o Veículo Leve sobre Trilhos.

Extensão – 13,6 quilômetros na Avenida Anhanguera

Meio ambiente – Não polui, baixo nível de ruído e vegetação ao longo da via

Números – Cada VLT pode retirar oito ônibus ou 300 carros das ruas.

Concessão- Parceria-Público-Privada

Duração: 35 anos (Dois anos de obras e 33 anos de operação)

Investimentos – Público: R$ 800 milhões. Privado: R$ 500 milhões. Total: R$ 1,3 bi

Benefícios: 2.500 empregos diretos na obra e 600 na operação.

Revitalização: A avenida será repaginada, novo paisagismo, oito novas praças recuperadas, sistema de drenagem, calçadas padronizadas, faixas de veículos reformadas, bancos remodelados

Acessibilidade: conforto, confiança, segurança e pontualidade.

Fonte: Grupo Executivo de Implantação do Veículo Leve sobre Trilhos

Fonte: Diário da Manhã
Publicada em:: 18/09/2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Obras perdem ritmo e trabalhadores

10/08/2014 - A Gazeta

Thalyta Amaral

Após cerca de 3 anos de obras, onde todas deveriam ter sido entregues antes da Copa do Mundo, mas que se arrastam lentamente, a população de Várzea Grande cobra a chegada do 'legado do Mundial', ou seja, a entrega das obras que irão melhorar o trânsito da cidade. Os trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que antes do Mundial eram construídos por dezenas de trabalhadores, nessa semana eram um canteiro abandonado, com poucos operários.

Desde o início de agosto uma nova interdição foi realizada na Avenida da FEB, trazendo novos transtornos para os motoristas que novamente têm que trafegar pelas vias laterais do viaduto, o que causa longas filas no horário de pico.

Até mesmo as obras entregues, como a rodovia Mário Andreazza, são alvo de reclamações por causa da falta de iluminação e de redutores de velocidade, pois o número de acidentes aumentou na rodovia depois que foram feitas melhorias.

Um funcionário das obras do VLT, que pediu para não ser identificado, afirma que muitos trabalhadores foram demitidos e que as obras estão quase paradas por causa disso. "Antes da Copa quem passava via várias máquinas e pessoas trabalhando, agora dá pra contar nos dedos. A empresa fala que não está recebendo os repasses corretamente e precisou demitir os operários para poder pagar os custos. Se terminassem as obras poderíamos ter um legado da Copa do Mundo para Várzea Grande".

Em Várzea Grande ainda falta entregar o viaduto da Avenida da FEB e a recuperação das ruas laterais, a Estrada da Guarita e o VLT, que tem parada inicial no Aeroporto Internacional Marechal Rondon e segue até o Porto, na Capital. Mesmo com a maior parte das obras pronta, a demora na entrega é o fator de maior reclamação para os moradores em relação às obras, o que foi confirmado pelo prefeito Wallace Guimarães (PMDB).

Nascido e criado em Várzea Grande, além de trabalhar na cidade, o taxista Celestino Benedito da Silva, 60, se alegra com as mudanças pelas quais o município passa, porém, reclama dos constantes adiamentos para o término das construções.

"Ainda vamos demorar um pouco para ver o legado da Copa na nossa cidade. Não tínhamos nada e já estamos bem melhor na questão da infraestrutura. Isso foi uma coisa muito boa para a população, mas precisamos que entreguem as obras para melhorarmos de fato Várzea Grande e para estimular as pessoas a terem coragem de investir aqui, pois hoje quase não tem atrativos", lamenta o taxista.

Por trabalhar diariamente ao lado do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, o vendedor ambulante Welton Machado da Silva, 38, tem esperanças de ver o VLT pelas ruas da cidade, mas se preocupa com os atrasos nas obras. "Foi muito bom para a gente receber essas obras, só falta terminar. Antes da Copa, tinha uns 60 trabalhadores aqui no trecho próximo do aeroporto e hoje são poucos. O Governo fala que vai entregar até dezembro e é o que esperamos ver".

Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/cont...-trabalhadores

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Uberlandenses falam de expectativas sobre implantação do VLT na cidade

14/09/2014 - G1

Nos próximos meses a Comissão Interdisciplinar da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que estuda a possível implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade, vai apresentar à população todo o projeto e a viabilidade do transporte. O G1 conversou com alguns uberlandenses que se adiantaram e, mesmo sem conhecer os estudos a fundo, opinaram e se mostraram favoráveis ao investimento.

O arquiteto Francisco Nogueira acredita que a medida poderia ser um passo importante para desafogar o transporte público da cidade, principalmente nos horários de pico. "Nosso transporte é um caos, passar pelo trecho da Praça Tubal Vilela em horário de pico, por exemplo, é muito complicado", opinou.

Ainda na opinião do uberlandense, o VLT poderia trazer mudanças à rotina da população que talvez passaria a deixar mais os carros em casa para começar a usar um transporte público de qualidade.

A estudante Camila Castro, de 25 anos, depende dos ônibus do transporte coletivo diariamente para poder ir para a universidade. Ela contou que sempre tem que sair muito cedo de casa para não se atrasar para aula, em virtude do trajeto demorado. Favorável ao VLT, ela acredita que se o transporte fosse implantado seria muito vantajoso aos usuários por causa da rapidez e praticidade.

   
Melhorias no trânsito

Com o transporte modernizado, alguns uberlandenses também acreditam que o trânsito do município seria beneficiado, além de contribuir efetivamente à mobilidade urbana. "Acredito que se o projeto for administrado corretamente, o trânsito da cidade irá melhorar bastante, pois o VLT é capaz de transportar de maneira eficiente um grande número de pessoas, interligando pontos importantes da cidade. Esse é o momento ideal de introduzi-lo à malha urbana. Além disso, se o projeto for executado, Uberlândia pode se tornar referência em mobilidade urbana para outras cidades do país", opinou a bióloga Verena Rabenschlag.

A cidade compartilha de uma frota que gira em torno de 380 mil veículos e frota flutuante de 450 mil. Na opinião do analista de sistemas, Blayton Portela, 29 anos, trazer melhorias ao trânsito de Uberlândia sem dúvidas seria um dos principais benefícios do metrô de superfície considerando o aumento contínuo da frota de veículos.

Ele se diz favorável ao sistema, contudo, afirmou que o projeto não é necessário para a cidade nos próximos dez anos. "Existem projetos em andamento visando melhorar o trânsito e o transporte público em Uberlândia com um custo bem menor, como a criação dos novos corredores de ônibus e viadutos, que tiveram um orçamento aprovado em cerca de R$ 130 milhões. Enquanto que uma prévia de orçamento inicial do VLT é de cerca de R$ 500 milhões, valor que dava para ser investido em outras áreas mais urgentes", comentou.

Segunda etapa finalizada

O grupo de engenheiros, arquitetos, economistas, geógrafos e biólogos finalizou no início deste mês a segunda etapa dos estudos, que definiu as linhas de circulação e o trajeto que o metrô de superfície irá percorrer. Serão duas: Linha Lilás e Linha Verde.

De acordo com a coordenadora geral do estudo, Marlene Colessanti, a Linha Lilás beneficia o Centro, onde há a concentração do maior número de passageiros. Ela ligará o Bairro Fundinho, passando pelas avenidas Floriano Peixoto e Afonso Pena, e indo até o Bairro Umuarama.

Seria um percurso de quase sete quilômetros, com 23 estações e capacidade para transporte de 65 mil passageiros por dia.

A Linha Verde passará próximo ao Praia Clube e chegaria ao aeroporto da cidade. "Essa linha que desenvolvemos foi pensando no futuro da cidade mesmo. Porque aquela região próxima ao aeroporto está crescendo muito e precisava ser contemplada", disse Marlene.
 
O estudo e etapa final

A publicação final dos estudos completos deve ser entregue em março de 2015 à Prefeitura Municipal de Uberlândia, que posteriormente deverá incluir o VLT no Plano de Mobilidade e no Plano Diretor do Município por meio da aprovação de lei pela Câmara Municipal. Mas antes disso, Marlene afirmou que em breve será realizada uma audiência pública para que o projeto seja apresentado à população.

Ainda segundo a coordenadora, a terceira e última etapa do estudo está sendo iniciada. "Agora o próximo passo é fazer os estudos da viabilidade econômica e sustentável do Veículo Leve sobre Trilhos. Até novembro devemos nos reunir nessa audiência para mostrar aos uberlandenses o quanto esse transporte é benéfico. Mais silencioso, mais confortável e a cidade merece", pontuou.

O transporte

O VLT é uma tecnologia de transporte coletivo sob trilhos movida a energia elétrica com capacidade de passageiros superior aos ônibus, além de apresentar mais flexibilidade em relação aos metrôs, pois compartilha as mesmas vias com os carros, motos e pedestres circulando pelas mesmas avenidas.

Por suas características, os VLTs têm sido utilizados para desenvolver a mobilidade urbana sustentável, revitalizar áreas urbanas degradadas e valorizar o patrimônio arquitetônico.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Obra do VLT em Cuiabá já consumiu R$ 896 mi dos cofres públicos

09/09/2014 - G1

Os cofres públicos de Mato Grosso já destinaram R$ 896 milhões em recursos para a implantação do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital. Divulgado pela Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), o montante pago até este mês representa 60,6% do valor total da obra, a mais cara licitada pelo poder público no Brasil para a Copa do Mundo deste ano.

Afetada por atrasos, hoje a construção sequer possui data oficialmente estipulada para ser entregue e o Ministério Público prevê que não deve ser totalmente executada nem mesmo dentro dos próximos dois anos.

Ao todo, o estado se comprometeu a desembolsar R$ 1,477 bilhão para pagamento da obra. Segundo a Secopa, que divulgou o montante já pago, grande parte do valor do empreendimento, na ordem de R$ 500 milhões, diz respeito à aquisição do chamado material rodante – trilhos, vagões e os demais equipamentos do metrô de superfície.

Todo esse material já foi importado e se encontra no canteiro do que será o centro de controle e operações (CCO) do sistema, ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, de forma que o restante do valor a ser pago deve corresponder em sua maioria à execução das obras de construção e instalação ao longo de 22 km de trajeto na região metropolitana.

Obras atrasadas
Enquanto isso, a sensação nas ruas é de que o valor pago não corresponde proporcionalmente à execução do projeto do VLT e as obras atrasadas seguem causando transtorno diário em trechos de avenidas da região metropolitana, como a João Ponce de Arruda, a FEB, a Tenente Coronel Duarte (Avenida da Prainha), a Fernando Corrêa da Costa e a Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

Nesta última, por exemplo, o canteiro central foi destruído em grande parte, com a retirada da vegetação, para dar lugar aos trilhos que nem começaram a ser instalados. Motoristas convivem diariamente com interdições e agravamento das condições do asfalto, enquanto pedestres perderam ainda mais espaço para travessia e têm de conviver com poeira e lama constantes. O mesmo ocorre na FEB e na Prainha.

Gerenciados pelo estado, os trabalhos de engenharia são responsabilidade do Consórcio VLT, grupo de empreiteiras que venceu a licitação em 2012 para realizar o projeto do novo sistema de transporte coletivo e executá-lo. A licitação seguiu os moldes do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo de processo lançado pelo governo federal para simplificar as contratações com vistas à Copa do Mundo, permitindo que o projeto executivo da obra seja desenvolvido ao longo da própria execução em prazos curtos.

Porém, o próprio governo do estado retirou o VLT do escopo de projetos para a Copa do Mundo e também não conseguiu cumprir o prazo contratual de finalização das obras, em março deste ano. A saída foi assinar um termo aditivo ao contrato original, estendendo o prazo de execução para o último dia de 2014 – prazo que a Secopa já avisou que deverá ser alterado por meio de um próximo aditivo, dada a morosidade do andamento dos trabalhos.

Perspectivas
Para o Ministério Público, além do prazo, o próprio contrato deve ser revisto. De acordo com o promotor Clóvis de Almeida, que fiscaliza as obras do VLT, seria "otimismo" estipular o fim das obras até mesmo para daqui a dois anos. Para ele, a população está vivendo um dos piores cenários possíveis diante das obras, repletas de erros de projeto e falhas de planejamento permitidas pela modalidade contratual.

"A obra é exequível, mas não na forma em que foi contratada. É risível que as pessoas tenham caído nesse conto. Os políticos fizeram disso uma bandeira e o povo comprou", criticou o promotor, lembrando que os prazos assumidos pelo governo já eram "irreais" já na época de contratação do projeto.

Ainda segundo Almeida, o Ministério Público já contabiliza mais de R$ 900 milhões destinados pelo estado para pagamento das obras, conforme as últimas medições. "Difícil é ver esses R$ 900 milhões materializados na rua", ironizou, prevendo dificuldades para o próximo governador manter o andamento dos trabalhos a partir de janeiro a não ser que mude as condições do contrato e implemente um verdadeiro choque de gestão. "Senão, esse contrato ainda vai render muita dor de cabeça para a população", declarou.