terça-feira, 28 de outubro de 2014

Anunciado consórcio que vai implantar VLT em Goiânia

28/10/2014 - O Hoje

O consórcio foi o único concorrente da licitação para o metrô de superfície e a concessão dura 35 anos
 
Eduardo Pinheiro

Presidente do grupo, Carlos Maranhão: concessão po
Presidente do grupo, Carlos Maranhão: concessão po
Grupo terá concessão por 35 anos
créditos: O Hoje
 
Com expectativas para iniciar na segunda quinzena de janeiro de 2014, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a ser implantado no Eixo Anhanguera em Goiânia, tem previsão para ficarem prontas em dois anos. As intervenções no principal eixo de mobilidade urbana da capital dependem de licenças da prefeitura de Goiânia. A licitação para implantação e exploração foi vencida pelo consórcio Anhanguera, formado pela Odebrecht Transportes e as quatro empresas privadas que formam a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC).
 
O consórcio foi o único concorrente da licitação para o metrô de superfície e já havia bancado os estudos de viabilidade do VTL no Eixo Anhanguera. A concessão dura 35 anos – contando dois relativos às obras e 33, para exploração da via. A obra está estimada em R$ 1,3 bilhão. Destes, R$ 600 milhões serão injetados pelo governo estadual, R$ 200 milhões pelo governo federal e R$ 500 milhões a ser investidos pelas empresas privadas vencedoras da licitação.
 
As obras terão inicio pelos dois extremos do Eixo Anhanguera – os terminais Padre Pelágio, na região noroeste, e o Novo Mundo (leste da capital). As intervenções, que prevêem instalação de trilhos, reconstrução das plataformas, cabeamentos subterrâneos, nova iluminação e recapeamento, serão feitas quadra a quadra, num regime de cerca de 250 metros por mês. Alternando-se o centro da via e as laterais.
 
Embora o projeto não prevê a implantação de passagens de níveis para veículos nos cruzamentos, o presidente do grupo executivo que coordena a implantação do VLT, Carlos Maranhão, afirma que o governo estadual busca recursos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), junto ao governo federal. "A ideia é que a captação de recursos garanta intervenções em cruzamentos com maior volume de trânsito, como da Araguaia e Tocantis", argumenta.
 
Ainda segundo Maranhão há a possibilidade de integração entre usuários de carros e terminais por meio de construção de três estacionamentos ao longo da linha do VLT: um no Padre Pelágio, um no Novo Mundo e outro junto ao Terminal da Bíblia (Setor Universitário). Os estacionamentos funcionarão como paradas para que o motorista use o VLT para chegar até o Centro, desafogando o trânsito. O estudo feito pelo consórcio vencedor ainda apontou a necessidade de desapropriar cerca de 90 mil m2 de áreas próximas aos terminais da Praça A e da Praça da Bíblia.
 
Tarifa
Embora o custo de operação do VLT seja mais caro, o preço da passagem não terá diferença do ônibus comum. Maranhão afirma que, embora o desconto subsidiado pelo governo não será aplicado no metrô de superfície, a passagem será subsidiada pelo governo, garantindo equidade com o sistema de transporte metropolitano.
 
A composição com dois vagões do VLT tem a capacidade para transportar 600 passageiros, podendo triplicar a atual capacidade de transporte em horário de pico no Eixo Anhanguera. "O sistema do Eixo Anhanguera está no limite. Hoje o Eixo conta com um ônibus a cada minuto, um minuto e meio. Se houver um aumento para 10 mil ou 12 mil passageiros, esse tempo entre um e outro teria que diminuir. Ou seja, o Eixo iria travar. O sistema está no limite, por isso é que estamos implantando um sistema com maior capacidade", diz Maranhão.
 
Cerca de 200 mil passageiros são transportados por dia pelo Eixo Anhanguera, atualmente. A composição com dois vagões do VLT, quando implantado, vai triplicar a capacidade total do Eixo, sobretudo em horário de pico.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Demora nas desapropriações atrasa VLT no MT

16/10/2014 - Midia News (MT)

A continuidade das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principalmente nos trechos das avenidas Tenente-Coronel Duarte (Prainha – Eixo 1) e Fernando Corrêa da Costa (Eixo 2), depende da desapropriação de 217 imóveis. O processo depende de uma iniciativa por parte do Governo do Estado.

Essa quantidade representa 60% de um total de 362 desapropriações necessárias para a implantação do modal na Grande Cuiabá.

Esse problema, conforme informação do próprio Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande – responsável pela obra – atrapalha o avanço da construção da via permanente.

Conforme o MidiaNews informou, no final do ano passado, um relatório da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) previa desapropriação de imóveis, para implantação do VLT em Cuiabá, nas avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico, XV de Novembro e Prainha.

Em Várzea Grande, houve necessidade de desapropriar imóveis nas avenidas FEB e João Ponce de Arruda, onde o serviço hoje se encontra mais avançado, com os trilhos já instalados na via permanente do Aeroporto Marechal Rondon até à Trincheira do KM Zero.

Na ocasião, aliás, o modal demandava a reintegração de posse de um número menor de áreas do que o atual, totalizando 304 imóveis.

Ao todo, as desapropriações do VLT irão custar R$ 52 milhões aos cofres públicos. Até o momento, o Estado realizou o depósito, em juízo, referente à reintegração de posse de 209 áreas.

Desapropriações em geral

No total, o Estado já desapropriou 681 áreas para a realização de obras de mobilidade urbana – como duplicação da Avenida Jornalista Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho) e Estrada da Guarita –, das quais 145 referem-se apenas à implantação do VLT.

Segundo dados da Secopa, 972 áreas precisam ser desapropriadas para que as obras, iniciadas no contexto do "pacote" da Copa do Mundo, sejam finalizadas.

No entanto, segundo declaração recentes do governador Silval Barbosa (PMDB), as áreas restantes (291) são conflitos que devem ser resolvidos pela próxima gestão, por se tratarem de processos judiciais demorados.

"Desapropriações são feitas por etapas. Até agora, já superamos essas desapropriações, todas elas, judicialmente. Quem conhece, sabe da demora. Essas nós já conseguimos fazer e pagar. Mas, é claro que, ao longo da execução, vai surgir uma ou outra desapropriação que ficará para quem estiver no comando fazer", disse.

Os imóveis já desocupados ou em vias de desapropriação se encontram nas avenidas Miguel Sutil, Oito de Abril, Parque do Barbado e Archimedes Pereira Lima, Estrada da Guarita, Mário Andreazza e Dom Orlando Chaves.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Governo define traçado de VLT até Confins (MG)

10/10/2014 - O Estado de Minas

Foi definida, na tarde desta quinta-feira, a diretriz básica que será empregada no transporte Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará o hipercentro de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana da capital. As sugestões haviam sido apresentadas pelas empresas que participam do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e foram avaliadas pelo Governo do Estado em conjunto com a Prefeitura de BH.

Segundo o governador Alberto Pinto Coelho, o desenvolvimento do projeto contribui para a melhoria da mobilidade urbana na Grande BH. "O transporte leve sobre trilhos será integrado ao Move, às linhas de ônibus convencionais existentes na região e ao próprio metrô, observando os projetos de sua expansão. Ganha o cidadão em qualidade de vida, e ganha o estado em desenvolvimento e modernidade", enfatizou o chefe de estado.

Traçado

De acordo com o governo do Estado, a rota proposta tem como ponto de partida o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip). Em seguida, o trajeto passa pela Via Expressa Leste-Oeste, sentido Bairro Carlos Prates. Pelo Bairro Padre Eustáquio, o traçado alcança a Avenida Pedro II e continua até o cruzamento com o Anel Rodoviário, passando pela Avenida Tancredo Neves e chegando próximo à orla da Lagoa da Pampulha.

O trajeto continua por um vale até o Bairro Pio XII e depois segue acompanhando leito de córregos até a Avenida Vilarinho, na altura da Avenida Baleares, onde transpõe o relevo e chega ao Bairro Morro Alto, próximo à Cidade Administrativa, através da Alameda José Maria Alkimin.

Já no final do trecho, haverá duas opções: seguir para o Aeroporto de Confins, acompanhando a rodovia MG 010 ou ir em direção ao Aeroporto da Pampulha, passando pela Estação Vilarinho e pelo Bairro Planalto.

PMI

Conforme informações do governo, a primeira etapa do PMI buscou definir, através de estudos de alternativas, o trajeto mais viável e a definição da tecnologia a ser utilizada. Nesta etapa, quatro grupo de empresas apresentaram propostas.
O sistema deverá atender as seguintes demandas:

- ser preferencialmente em nível com as vias existentes, reduzindo-se os custos de implantação;
- ser segregado do sistema de transporte atual, com vias exclusivas, para garantir maior velocidade, frequência e pontualidade
- ser conectado, a partir do Centro de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, sem necessidade de baldeação.

As empresas interessadas em continuar participando do PMI deverão apresentar estudos complementares de demanda, de engenharia e infraestrutura, de impacto, social e ambiental, além de modelo econômico-financeiro e plano de negócios.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Movimentação do VLT de Cuiabá atrai populares à Estação Aeroporto

09/10/2014 - MT Notícias

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande realizou na manhã desta terça-feira (07.10) mais uma demonstração de movimentação o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) fora do pátio de estacionamento. O segundo evento de circulação do novo modal de transporte foi acompanhado pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, pelo titular da Secopa, Maurício Guimarães, e representantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, que está trabalhando na implantação do novo modal de transporte nas duas cidades.

A movimentação do VLT ocorreu através da alimentação energética que passa na rede aérea de tração, instalada na via permanente e que se estende por um trecho de 1.400 metros, entre o Centro de Manutenções, Administrativo e Operacional (CM/CAO), passando pelo Viaduto Aeroporto, Estação Aeroporto, se estendendo pela avenida João Ponce de Arruda, até a esquina com a rua Coronel Gonçalo de Figueiredo. A energização da rede aérea de tração do VLT só foi possível após energização da subestação energética do VLT, instalada no CM/CAO.

Com a movimentação do trem, mesmo em curta distância, é possível checar o funcionamento os sistemas elétricos, abertura e fechamento das portas, acendimento das luzes internas e faróis, mecânicos como aceleração e frenagem e pneumáticos do trem.

O VLT é um novo modal de transporte que está sendo implantado em Várzea Grande e Cuiabá e que trafegará pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB – em Várzea Grande -, seguindo pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte, Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa – em Cuiabá, melhorando o sistema de transporte público e levando mais qualidade de vida à população.

Movimentação do VLT– A rede aérea de tração do VLT, onde os veículos são abastecidos por energia elétrica, é de 750 Volts. Desde a primeira circulação, na sexta-feira passada (03.10), a rede passará a ser energizada constantemente. Por isso, a recomendação para o público em geral é que sejam tomadas todas as precauções habituais envolvendo energia.

A rede aérea do VLT passa a uma altura mínima de 5,50 metros entre o fio de contato e o solo, ao longo de todo o trajeto do VLT. Apesar disso, a altura permitida para circulação de veículos automotores sob a rede aérea de energia do VLT é de 4,50 metros. Placas de sinalização foram implantadas em pontos estratégicos na avenida onde ela já está instalada para orientar a população, principalmente os motoristas.

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande recomenda que os procedimentos de segurança sejam rigorosamente cumpridos para evitar incidentes. A instalação do VLT é uma realidade, e vai contribuir com o progresso das duas maiores cidades de Mato Grosso conduzindo para uma mudança, não só na rede pública de transporte, mas também no comportamento e nos hábitos das pessoas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vagões do VLT 'andam' pela primeira vez no MT

03/10/2014 - G1 MT

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) se movimentou pela primeira vez nos trilhos dentro do pátio do Centro de Manutenção, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A movimentação nesta quinta-feira (2) foi realizada para que os técnicos pudessem inspecionar alguns funcionamentos do sistema. Esta foi a primeira vez que os vagões do VLT se movimentaram com o funcionamento da rede aérea de tração energizada.

Equipamentos como ar condicionado e bateria foram checados e os técnicos puderam avaliar o funcionamento de luzes de sinalização internas e externas, abertura e fechamento de portas. Os testes oficiais, estáticos e dinâmicos como previstos em contratos, devem ocorrer quando estiver completa a implantação do modal.

Prazo descumprido

Lançado em 2011 em substituição ao sistema de corredores exclusivos para ônibus Bus Rapid Transit (BRT), o projeto do VLT foi homologado em meio a indícios de fraude no Ministério das Cidades, mas acabou recebendo financiamento federal e sendo licitado em junho de 2012 por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) - novo modelo de licitação menos rígido que o imposto pela lei 8.666/93 e autorizado pelo governo federal para obras da Copa.

Sob o nome Consórcio VLT Cuiabá, um grupo de empreiteiras venceu a licitação e se comprometeu no contrato com prazo para término das obras em 13 de março deste ano, o que não ocorreu. A previsão da Secretaria Extraordinária da Copa é que o VLT possa ser utilizado pela população em 2015.

O projeto inicial do VLT prevê a implantação dos 22 quilômetros de trilhos da via permanente em duas linhas: a primeira parte do Aeroporto Marechal Rondon até o Centro Político e Administrativo de Cuiabá. O segundo vai do centro da capital até a região do Bairro Tijucal.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CAF realizou ontem primeiro teste de energização do VLT de Cuiabá

03/10/2014 - Diário de Cuiabá


A primeira composição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) passou por um teste preliminar de energização e movimentação dentro do pátio localizado no Centro de Manutenção, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (02.10).

Com a movimentação do trem, mesmo em curta distância, é possível inspecionar o funcionamento de alguns sistemas do trem que incluem os sistemas elétricos, mecânicos, pneumáticos.

Foi a primeira circulação com a rede aérea de tração funcionando já energizada. Equipamentos como ar condicionado e bateria foram checados, os técnicos puderam avaliar o funcionamento de luzes de sinalização internas e externas, abertura e fechamento de portas.

Técnicos da Secopa que compõem a Comissão do VLT explicam que ainda não se trata dos testes estáticos e dinâmicos previstos em contrato. Os testes oficiais vão ocorrer quando estiver completa a implantação do modal.

Por ser a primeira movimentação do trem nos trilhos, por meio de energia elétrica, após a chegada em Cuiabá, a atividade deixou os funcionários do Consórcio entusiasmados e todos quiseram registrar o momento.

Para a movimentação do trem, a condução foi realizada por um engenheiro da CAF, fabricante dos veículos, e uma das consorciadas na implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Além da CAF, compõem o Consórcio VLT as construtoras CR Almeida e Santa Bárbara e as projetistas Astep e Magna.