sexta-feira, 28 de novembro de 2014

VLT em Uberlândia poderá custar mais de R$ 1 bilhão

28/11/2014 - G1 Triângulo Mineiro

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) concluiu os estudos finais sobre a viabilidade de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O estudo econômico realizado pela UFU estimou que o montante necessário para a implantação do VLT, tendo por base projetos similares em construção no país e a cotação junto a fornecedores, seria de mais de R$ 1 bilhão. 
O projeto será apresentado em uma audiência pública que acontecerá na próxima semana.

A proposta de percurso do VLT já havia sido apresentada pela UFU em agosto deste ano, indicando duas linhas a serem implantadas. A Linha Lilás conectará o Centro da cidade ao Bairro Alto Umuarama. Já a Linha Verde partiria do Aeroporto percorrendo as avenidas Anselmo Alves dos Santos e Rondon Pacheco, chegando até a avenida Getúlio Vargas ou até a Ponte do Val.

Segundo a professora do Instituto de Geografia da UFU e coordenadora do estudo do VLT, Marlene Colesanti, as opções de percursos também serão tema de discussão e avaliação pelos participantes da audiência pública.

No projeto da UFU, a Linha Lilás exigiria o investimento de R$ 619 milhões e a Linha Verde R$ 421 milhões nos cenários de menor custo, considerando a opção de trajeto na Linha Lilás o de ida e volta na avenida Afonso Pena e na Linha Verde chegando somente até a avenida Getúlio Vargas. Se as duas linhas forem implantadas exigirá o investimento de R$ 1.041.638.000.

No cenário mais elevado, considerando o trajeto na Linha Lilás indo pela avenida Afonso Pena e voltando pela Floriano Peixoto, o estudo apontou custo estimado em R$ 692 milhões, 12% maior que no cenário anterior, e na Linha Verde com parada final da Ponte do Val a estimativa tem o valor de R$ 495 milhões. Neste cenário o investimento seria 14% maior, alcançando a cifra de R$1.188.149.000.

Segundo o doutorando em Geografia e um dos técnicos do estudo Edson Pistori, o VLT exige um investimento inicial elevado, mas a longo prazo é vantajoso, pois a depreciação dos trens é quase três vezes menor que a dos ônibus.

Ele acrescentou que o VLT tem uma capacidade de atração de usuários muitas vezes maior que os ônibus. "Em razão do seu conforto e velocidade operacional, o VLT se torna mais eficiente enquanto alternativa de transporte coletivo de massas, afirmou.

Implantação x Custo Operacional

As linhas sugeridas têm extensões diferentes. A Lilás tem sete quilômetros e a Verde, 18. Apesar de menor, o custo da Lilás é maior em razão de dois aspectos. Nos custos da Linha Lilás estão inclusas as despesas com a construção da garagem, pátio de manutenção e centro de comando do VLT. Essa infraestrutura será comum às duas linhas, por isso, segundo o estudo, ele é rebatido do custo de implantação da Linha Verde.

O outro aspecto que torna mais cara a implantação da Linha Lilás é o custo de indenizações ao comércio para ressarcir as perdas decorrentes da interrupção das vias durante as obras do VLT. Para a Linha Lilás essa despesa pode alcançar até R$ 106 milhões devido à intensidade das atividades econômicas no Centro da cidade. Na Linha Verde, as indenizações seriam de R$ 10 milhões. 

Em relação ao custo operacional, o estudo apontou que a Linha Lilás teria um custo mensal de R$ 20 milhões com rateio por pessoa (passageiro) de R$ 1,94 e a Linha Verde teria um custo mensal estimado em 29 milhões com rateio per capita de R$ 3,11.

Além do custo de investimento, o estudo econômico do VLT avaliou as possíveis receitas que poderiam ser auferidas pelo empreendimento, considerando o valor das passagens, maior arrecadação de IPTU devido à valorização dos imóveis, além da renda com publicidade nos trens. A receita anual estimada para o VLT é de R$ 100 milhões.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Após 35 anos, Veículo Leve sobre Trilhos poderá chegar a Viçosa

13/11/2014 - G1

A cidade de Viçosa está perto de contar com um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que será uma alternativa para o transporte público no município e nas cidades vizinhas, além de um trem turístico.
Após o projeto ficar 35 anos no papel, o município aguarda agora apenas a vistoria de uma comissão do 11° Batalhão de Engenharia de Construção Araguari, cidade no Triângulo Mineiro, que ficou responsável por restaurar e reconstruir a linha férrea no trecho compreendido entre Teixeiras e Visconde do Rio Branco, para dar andamento ao processo.

"Estivemos em Araguari e fomos bem recebidos pelo comando local, que se interessou pela obra. Agora, aguardamos o aval do Comando do Exército em Brasília para que o processo seja agilizado", explicou o arquiteto Aguinaldo Pacheco, presidente do Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa.
Na última semana, uma reunião em Viçosa discutiu o que falta para efetivar o projeto. O encontro contou com a participação de deputados, prefeitos, e membros das equipes que coordenam os trabalhos. "Nós já temos o recursos para implantação, será uma parceria público-privada. Também já temos a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o apoio político das prefeituras. Estamos caminhando para que tudo dê certo", garantiu Aguinaldo Pacheco.
O projeto existe desde 1979 e foi criado por um grupo de arquitetos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do qual Aguinaldo Pacheco fazia parte.

"A ideia original surgiu por conta da crise do petróleo. Na época víamos que a estrada de ferro era subutilizada e podia desenvolver o transporte urbano. O tempo foi passando, as coisas foram mudando e chegamos aos dias atuais, quando enfrentamos uma crise de mobilidade na cidade. Em Viçosa há um carro para cada dois habitantes e a nossa estrada passa por toda a parte mais povoada do município. Ela irá ligar as cidades ao campus da UFV, ao Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTEV) e à faculdade particular Univiçosa. Será muito bom", disse.

De acordo com o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Jershon Ayres de Morais, conseguir essa revitalização da linha será o primeiro passo para a execução completa do projeto, que acabou sendo ampliado para duas iniciativas distintas. A primeira delas, um trem destinado ao transporte de passageiros dentro da cidade e entre municípios vizinhos.

"Primeiramente teremos um VLT para o transporte de passageiros urbano e intermunicipal, passando por Teixeiras, Cajuri, Coimbra, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, que são cidades muito ligadas a Viçosa por conta das universidades existentes no município. Atualmente, cerca de 15 mil estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mais cinco mil das particulares vão diariamente para a cidade. Então, acreditamos que o trem irá diminuir consideravelmente o problema do transporte", explicou.

A segunda inciativa é um trem turístico que irá ligar as mesmas cidades, mas circulará mais aos finais de semana. "Queremos implantar o turismo agroecológico na nossa região, apresentando a vida do mineiro. A ideia é fazer com que o trecho seja tipo um parque temático que mostre tudo que o morador mineiro tem de bom", destacou.

O Projeto é uma parceria da ONG Amigos do Trem, Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa, UFV e Circuito Turístico Serras de Minas, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Agência de Desenvolvimento de Viçosa e Região (Adevi) e das Prefeituras de Visconde do Rio Branco, São Geraldo, Coimbra, Cajuri, Viçosa e Teixeiras.

Fonte: G1
Publicada em:: 13/11/2014

Após 35 anos, Veículo Leve sobre Trilhos poderá chegar a Viçosa

13/11/2014 - G1

A cidade de Viçosa está perto de contar com um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que será uma alternativa para o transporte público no município e nas cidades vizinhas, além de um trem turístico.
Após o projeto ficar 35 anos no papel, o município aguarda agora apenas a vistoria de uma comissão do 11° Batalhão de Engenharia de Construção Araguari, cidade no Triângulo Mineiro, que ficou responsável por restaurar e reconstruir a linha férrea no trecho compreendido entre Teixeiras e Visconde do Rio Branco, para dar andamento ao processo.

"Estivemos em Araguari e fomos bem recebidos pelo comando local, que se interessou pela obra. Agora, aguardamos o aval do Comando do Exército em Brasília para que o processo seja agilizado", explicou o arquiteto Aguinaldo Pacheco, presidente do Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa.
Na última semana, uma reunião em Viçosa discutiu o que falta para efetivar o projeto. O encontro contou com a participação de deputados, prefeitos, e membros das equipes que coordenam os trabalhos. "Nós já temos o recursos para implantação, será uma parceria público-privada. Também já temos a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o apoio político das prefeituras. Estamos caminhando para que tudo dê certo", garantiu Aguinaldo Pacheco.
O projeto existe desde 1979 e foi criado por um grupo de arquitetos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do qual Aguinaldo Pacheco fazia parte.

"A ideia original surgiu por conta da crise do petróleo. Na época víamos que a estrada de ferro era subutilizada e podia desenvolver o transporte urbano. O tempo foi passando, as coisas foram mudando e chegamos aos dias atuais, quando enfrentamos uma crise de mobilidade na cidade. Em Viçosa há um carro para cada dois habitantes e a nossa estrada passa por toda a parte mais povoada do município. Ela irá ligar as cidades ao campus da UFV, ao Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTEV) e à faculdade particular Univiçosa. Será muito bom", disse.

De acordo com o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Trem, Jershon Ayres de Morais, conseguir essa revitalização da linha será o primeiro passo para a execução completa do projeto, que acabou sendo ampliado para duas iniciativas distintas. A primeira delas, um trem destinado ao transporte de passageiros dentro da cidade e entre municípios vizinhos.

"Primeiramente teremos um VLT para o transporte de passageiros urbano e intermunicipal, passando por Teixeiras, Cajuri, Coimbra, São Geraldo e Visconde do Rio Branco, que são cidades muito ligadas a Viçosa por conta das universidades existentes no município. Atualmente, cerca de 15 mil estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mais cinco mil das particulares vão diariamente para a cidade. Então, acreditamos que o trem irá diminuir consideravelmente o problema do transporte", explicou.

A segunda inciativa é um trem turístico que irá ligar as mesmas cidades, mas circulará mais aos finais de semana. "Queremos implantar o turismo agroecológico na nossa região, apresentando a vida do mineiro. A ideia é fazer com que o trecho seja tipo um parque temático que mostre tudo que o morador mineiro tem de bom", destacou.

O Projeto é uma parceria da ONG Amigos do Trem, Núcleo de Preservação Ferroviária de Viçosa, UFV e Circuito Turístico Serras de Minas, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Agência de Desenvolvimento de Viçosa e Região (Adevi) e das Prefeituras de Visconde do Rio Branco, São Geraldo, Coimbra, Cajuri, Viçosa e Teixeiras.

Fonte: G1
Publicada em:: 13/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Proposta de VLT em Uberlândia será apresentada em audiência pública

06/11/2014 - G1

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) apresentará à sociedade a proposta de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O evento acontece em audiência pública no dia 2 de dezembro, das 18h30 às 22h, no Center Convention. O estudo econômico para viabilizar o projeto ficou pronto nesta semana e deve ser divulgado nas vésperas da audiência.

O VLT é uma tecnologia de transporte coletivo sob trilhos movida a energia elétrica com capacidade de passageiros superior aos ônibus e com mais flexibilidade em relação os metrôs, pois compartilha as vias com os carros, motos e pedestres circulando pelas mesmas avenidas.

Pelas características, os VLTs tornaram-se mais que um simples meio de transporte. Eles têm sido utilizados para desenvolver a mobilidade urbana sustentável, repensar as cidades, revitalizar áreas urbanas degradadas e valorizar o patrimônio arquitetônico.

Segundo o técnico do projeto, o doutorando em geografia Edson Pistori, a realização de audiência pública é etapa final do estudo de viabilidade, sendo exigência legal para projetos dessa natureza prevista pelo Estatuto das Cidades e pela Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal nº 12.587/2012). Com a conclusão do estudo, caberá a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores a decisão de implantar o empreendimento. A audiência é aberta ao público e os interessados em participar devem se inscrever pelo site.

Segundo Edson Pistori, a audiência é um momento onde as pessoas podem opinar se estão de acordo com o projeto, acrescentar algum dado e ajudar a definir sobre as estações e tempo de implementação do projeto. "Para participar do encontro, temos um limite de vagas de 500 pessoas devido ao espaço. Representantes da Prefeitura e Câmara participarão do evento. Já a Aciub, OAB e Ministério Público também foram convidados", concluiu.

Estudo

Há dois anos, uma Comissão Interdisciplinar composta por professores e pesquisadores dos cursos de Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Economia recebeu a incumbência de avaliar a viabilidade da implantação dessa modalidade de transporte em Uberlândia.

O estudo de viabilidade realizado pela UFU definiu duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65.000 passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.

Já a Linha Verde, o VLT partirá do bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Val passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia. Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.

"Durante a audiência, os participantes poderão ajudar na definição de qual o melhor trecho a ser feito pela Linha Lilás. Temos três opções viáveis e podem ser votados", disse o técnico do projeto, o doutorando em geografia Edson Pistori.

Passo importante

Em matéria divulgada em setembro deste ano pelo G1, o arquiteto Francisco Nogueira disse acreditar que o VLT poderia ser um passo importante para desafogar o transporte público da cidade, principalmente nos horários de pico. "Nosso transporte é um caos, passar pelo trecho da Praça Tubal Vilela em horário de pico, por exemplo, é muito complicado", opinou.

Ainda na opinião do uberlandense, o VLT poderia levar mudanças à rotina da população que talvez passaria a deixar mais os carros em casa para começar a usar um transporte público de qualidade.

A cidade compartilha de uma frota que gira em torno de 380 mil veículos e frota flutuante de 450 mil. Na opinião do analista de sistemas, Blayton Portela, 29 anos, trazer melhorias ao trânsito de Uberlândia sem dúvidas seria um dos principais benefícios do metrô de superfície considerando o aumento contínuo da frota de veículos.

Informações: G1 Triângulo Mineiro

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Governador de MT quer emprestar R$ 200 mi para obras do VLT

31/10/2014 - G1 MT

O governador Silval Barbosa (PMDB) pediu autorização da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para emprestar até R$ 200 milhões da Caixa Econômica Federal a fim de arcar com as depesas geradas ao estado por conta da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital. O pedido feito formalmente por meio de mensagem ainda não teve aval dos deputados estaduais.

Silval argumentou, na mensagem, que a capacidade de financiamento do estado não é suficiente para atender toda a demanda da sociedade e que arrecada somente o necessário para a prestação de serviços básicos. "Portanto, se faz necessário o aporte de recursos oriundos de operações de crédito para fazer frente as suas necessidades de investimentos", disse. Até agora, a previsão era gastar R$ 1,4 bilhão com a instalação do modal de transporte, que deveria atender a demanda da Copa do Mundo, realizada em junho deste ano.

Desse montante, o estado tem a obrigação de dar a contrapartida de R$ 325,9 milhões, sendo R$ 257,3 milhões de desoneração tributária e R$ 68,6 mil diretamente ao Tesouro estadual. Segundo o governador, esse financiamento não aumentará o custo de implantação do VLT e que esse dinheiro será usado para suprir parte da desoneração tributária e arcar com a responsabilidade do Tesouro estadual.

Ainda no documento, o atual governador que deve deixar o cargo em dois meses frisou sobre a importância do VLT para melhorar o trânsito da região metropolitana. "O VLT tem o objetivo de proporcionar melhores condições de vida aos usuários do transporte coletivo, através de um sistema moderno e com tecnologia que existe de mais eficiente no mercado mundial", enfatizou, sobre o transporte que deveria ter ficado em março deste ano, pelo cronograma de obras previstas em contrato firmado com o consórcio de empresas responsáveis pela execução do projeto de mobilidade urbana.

A mensagem foi lida em plenário na sessão de terça-feira (28) e estava prevista para ser votada na quinta-feira (30), mas não houve consenso e os deputados defenderam a ampliação da discussão acerca do empréstimo. A mensagem pode entrar na pauta de votação na próxima semana.

A previsão é que o VLT comece a operar até o final de 2015. Ao todo, 36 dos 40 vagões devem funcionar durante os horários de pico ao longo de 22 quilômetros do trecho do VLT, segundo a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).O VLT deve percorrer as avenidas João Ponce de Arruda e Feb, em Várzea Grande, passando pelas avenidas 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte, a Prainha; Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Para integrar o VLT com os ônibus coletivos, devem ser construídos terminais de integração em Cuiabá e Várzea Grande. O preço da tarifa não deve ser mais cara do que a de ônibus.

domingo, 2 de novembro de 2014

Nova data para o VLT de Cuiabá é publicada 4 meses após fim de prazo

22/07/2014 - G1

Mais de quatro meses após expirar seu prazo original de execução, as obras do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá tiveram publicado nesta terça-feira (22) o primeiro termo aditivo ao contrato. O aditivo serve mais como formalidade, uma vez que visa apenas oficializar a nova data divulgada pelo governo do estado para o fim dos trabalhos, em dezembro deste ano, prazo do qual até o próprio governador Silval Barbosa (PMDB) já admitiu ter perdido o controle diante do atraso nos serviços. A construção foi licitada por mais de R$ 1,4 bilhão em 2012 como o mais caro projeto para a Copa do Mundo em cidades-sede brasileiras.

A assinatura do aditivo ao contrato do VLT já era esperada desde o ano passado. Primeiramente, a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) admitiu a possibilidade de não entregar a totalidade do projeto dentro do prazo e até o início da Copa do Mundo, diante do evidente ritmo moroso das obras na região metropolitana da capital. As dificuldades alegadas pela Secopa eram com a remoção de interferências (tubulações, redes de água, esgoto, energia elétrica e telefonia) e com as desapropriações necessárias.

Depois, o governo chegou a anunciar que o novo sistema estaria ainda em fase de testes durante o evento mundial. Em seguida, o titular da Secopa, Maurício Guimarães, reconheceu a impossibilidade de o projeto ficar pronto antes de 2015. Desde a mudança de perspectivas para a obra, era aguardada a publicação de um termo aditivo ao contrato com o Consórcio VLT que oficializasse um novo prazo.

O governo alegou em diversas ocasiões à imprensa que já havia assinado o termo, mas a publicação demorou a aparecer. Diante desse cenário, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a apontar uma insegurança jurídica em relação às obras. Segundo relatório do tribunal, os trabalhos estariam sendo conduzidos sem respaldo de um contrato.

A publicação do aditivo só ocorreu na edição do Diário Oficial do Estado que circula nesta terça-feira (22). O extrato do termo aparece na publicação como se tivesse sido assinado no exato dia em que o prazo original da obra expirou - 13 de março deste ano.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secopa esclareceu que a assinatura do termo aditivo compete à secretaria, mas a publicação no Diário Oficial é responsabilidade de outro setor do governo.

De qualquer maneira, a secretaria explicou que o governo já estuda um segundo aditivo ao contrato da obra, uma vez que se mostra impossível cumprir até mesmo o prazo oficializado agora, de dezembro deste ano.

Fonte: G1
Publicada em:: 22/07/2014