domingo, 14 de dezembro de 2014

Consórcio retira trilhos de viaduto do VLT para evitar furto

13/12/2014 - Mídia News

O material estava exposto em elevado da MT-040 há dez meses, quando foi deixado pela empresa para ser instalado

Foto: Edson Rodrigues/Secopa | Reportagem de Karine Miranda

Os trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que estavam sobre o viaduto da MT-040, na região do Coxipó, foram removidos do local pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, após denúncia de moradores de que as armações de ferro usadas para fixar os trilhos estariam sendo visada por assaltantes.

O material seria implantado na faixa central do elevado, que integra o Eixo 2 da via permanente do VLT (Coxipó-Centro), e estava exposto no viaduto há, pelo menos, dez meses.

Segundo a assessoria do Consórcio, a retirada do material ocorreu na semana passada, após informações de moradores das imediações de que pessoas rondavam o viaduto à espera de uma oportunidade para furtar as armações de ferro.

Ainda segundo Consórcio, havia seguranças para realizar a vigilância, contudo, devido a suspeita, tanto o trilho quando as armações de ferro foram encaminhados para o Centro de Manutenção e Controle do VLT, em Várzea Grande.

Demora na instalação

A instalação deveria ocorrer após o Consórcio concluir as obras de drenagem e as pistas marginais do viaduto e da rotatória.

Contudo, o material não foi instalado devido a polêmica com o viaduto da UFMT, quando houveram diversas reclamações sobre a colocação dos trilhos sem a previsão de uso, segundo o Consórcio.

Isso porque as obras do eixo 2 do VLT, sentido Centro-Coxipó, estão paradas há meses, desde que o consórcio optou por priorizar os serviços no eixo 1 sentido Aeroporto-CPA, mais precisamente na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Obras do VLT

Até o momento, apenas o viaduto de 445 metros de extensão da MT-040, inaugurado em fevereiro de 2013, e o viaduto da UFMT, com 428 metros, inaugurado em dezembro de 2013, foram concluídos na região do Coxipó.

A paralisação das obras no Coxipó, inclusive, fez com que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinasse à Secretaria Extraordinária (Secopa) que entregasse, até o final deste ano, o cronograma referente à conclusão das etapas de obras do VLT.

A medida foi tomada para garantir que as obras sejam concluídas em 2015, visto que o modal deveria ser entregue em março passado.

Na ocasião, um aditivo foi firmado entre as partes, dando prazo para término da obra em dezembro.

Até o momento, a secretaria ainda não entregou o cronograma.

VLT

O projeto do VLT está orçado em R$ 1,477 bilhão ao Governo do Estado, sendo que, desse total, pelo menos R$ 896 milhões já foram destinados à aquisição do material rodante, como os trilhos e os carros.

Ao todo, serão instalados 22,2 km de trilhos nos dois eixos, por onde devem circular os 40 carros do VLT – formados por sete vagões cada um.

Além dos trilhos e implantação do modal, o projeto prevê a execução de estações e terminais, bem como de obras de arte (pontes, trincheiras e viadutos) ao longo dos dois eixos.

Fonte: Mídia News

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Alstom avança com a montagem de equipamentos em sua fábrica de VLT

08/12/2014 - Porto Gente 

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França).

Em fase final da construção civil de sua fábrica de Veículos Leves sobre Trilhos, a Alstom avançou com a montagem e instalação dos equipamentos responsáveis pela movimentação de carga na produção dos trens. As pontes rolantes, finalizadas recentemente, atuam transportando toda a carga ao longo do galpão. No total, são três pontes que medem entre 25 e 26 metros e possuem capacidade de até 10 toneladas. O transborder, que está em fase de montagem, é o maior equipamento estrutural da fábrica, medindo 48 metros e com capacidade de 144 toneladas. Ele será responsável por realizar a transferência de uma composição completa entre as linhas da fábrica. Além disso, também foram implantadas, nesta fase, três mesas giratórias, chamadas turn table e mais três JibCranes que estão localizados, especificamente, no fitting, que é considerada a principal fase do processo produtivo.

Os próximos passos são finalização das instalações e comissionamento da planta, bem como a liberação para a montagem dos dispositivos e ferramentas. "Com a parte civil interna praticamente encerrada, avançamos rapidamente nas instalações dos equipamentos. A fábrica está caminhando a todo vapor e será, sem dúvida, um importante marco para a evolução da mobilidade no Brasil," afirma Michel Boccaccio, Vice Presidente Sênior da Alstom Transporte na América Latina.

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França). Em operação total, a linha irá gerar cerca de 150 empregos diretos. A empresa já começou o treinamento profissional para futuros funcionários. A linha representa um investimento de cerca de 15 milhões de euros (50 milhões de reais).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Com custo estimado em R$ 1,18 bi, VLT de Uberlândia só sai a partir de 2024

08/12/2014 - Correio de Uberlândia

Daniela Nogueira 

Estimativa é do secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, que afirmou que a implantação é para daqui a 10 anos

Projeto contempla duas garagens para os vagões
Projeto contempla duas garagens para os vagões
créditos: Reprodução vltuberlandia.com
 
O sonho uberlandense de ter Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) na cidade não deve sair do papel até 2024. A estimativa é do secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, Alexandre Andrade. Ele afirmou que a implantação do modal é para daqui cerca de dez anos. Um grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou o estudo de viabilidade do VLT na cidade. A pesquisa começou no fim de 2012, teve como parâmetros cidades europeias que já possuem o sistema e cidades brasileiras que estão implementando esse tipo de transporte e foi apresentada à comunidade e autoridades durante audiência pública realizada na última terça-feira (2).
 
Pelos estudos feitos em Uberlândia, seria possível criar duas linhas de VLT. Foram apresentadas três opções para o trajeto de 7 km que ligaria o bairro Fundinho, setor central, ao bairro Alto Umuarama, na zona leste. Existem também duas possibilidades para o percurso de 18 km do aeroporto, zona leste, até o bairro Osvaldo Rezende, setor central da cidade [veja arte com as opções nesta página]. No cenário mais econômico, a implantação do VLT em Uberlândia custaria R$ 1,04 bilhão. Optando pelos trajetos mais caros, a instalação do modal seria no valor de R$ 1,18 bilhão. Além disso, o custo operacional do VLT seria de R$ 49 milhões por mês.
 
"Hoje, o modal da maneira que está colocado fica um pouco distante da realidade de investimento do poder público, mas é importante que Uberlândia se prepare para esse meio de transporte. A gente não sabe quando pode existir uma fonte de recurso, por que a prefeitura por si só não conta com toda a verba. No futuro, o governo federal pode lançar um PAC ou programa de expansão que garanta esse modo de transporte. Quem já tiver o projeto em mãos vai sair na frente", afirmou Andrade.
 
A proposta do VLT continuará aberta para discussão pública até 5 de fevereiro de 2015. As críticas e sugestões podem ser registradas no site do projeto (www.vltuberlandia.com). O estudo completo ainda deve ser concluído e será entregue à prefeitura em março de 2015. De acordo com o secretário, depois que a administração estiver com o projeto, começarão as articulações com iniciativas privadas e governos estadual e federal para tentar os aportes de recursos.
 
Na avaliação da coordenadora do projeto, Marlene Colesanti, o VLT é o transporte do futuro. "Ele não polui, não faz barulho, é mais rápido e confortável. Além disso, consegue transportar mais de 200 passageiros. O custo-benefício dele é baixo. A vida útil do VLT é de 30 anos, enquanto do ônibus é de, em média, de sete anos."
 
Para o geógrafo especialista em trânsito e mobilidade urbana, Vitor Ribeiro Filho, apesar do valor, o VLT é mais viável que o BRT (Bus Rapid Trânsit – Trânsito Rápido de Ônibus) porque comporta mais pessoas, tem mais conforto, segurança e é sustentável. Contudo, é preciso ter os dois sistemas. "O custo-benefício compensa. É importante para a cidade e para a população ter mais de uma opção de transporte e ter mais modais integrados. Os ônibus, o VLT e as ciclovias têm de ser integrados para funcionar melhor e atender melhor às necessidades de mobilidade dos uberlandenses", disse Ribeiro.
 
Projeto complementa corredores e futuras ciclovias
O estudo da viabilidade de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em Uberlândia foi feito pensando em complementar o atual sistema de transporte público. Também para ser integrado com o atual corredor de ônibus, com os novos cinco corredores – que devem comportar o Bus Rapid Trânsit (BRT), com previsão de conclusão no fim de 2016 -, e com ciclovias que também devem ser construídas. Por isso, de acordo com o professor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) William Rodrigues Ferreira, que participou da pesquisa, o VLT não contempla mais bairros da cidade.
 
"O VLT não é para concorrer com os ônibus. É para atender locais onde não estão programados corredores. Outro fator levado em conta é que o VLT não sobe grandes declives. Tem de ser implementado em lugares com relevo mais plano, com inclinação máxima de 5 graus", disse William Ferreira.
 
Para o geógrafo especialista em trânsito e mobilidade urbana, Vitor Ribeiro Filho, outras localidades também deveriam ser contempladas com o VLT. "Não adianta colocar só em um setor da cidade. Poderia ter sido pensado para passar nos novos corredores do BRT. Assim, a população de todos os setores de Uberlândia teria acesso a ônibus, VLT e ciclovia. Isso é possível, desde que haja sincronização entre os dois transportes."
 
Administração pretende ampliar malha cicloviária

O projeto de implantação de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em Uberlândia também foi feito para ser integrado a ciclovias, que ainda não existem na cidade. Segundo o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Alexandre Andrade, a atual administração tem a intenção de ampliar a malha cicloviária de Uberlândia. "Nós temos deficiência de ciclovias, mas estamos analisando as possibilidades de locais para implantação de novas vias exclusivas para bicicletas em Uberlândia. No ano que vem devemos apresentar um projeto de novas ciclovias", afirmou Andrade.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

VLT inicia viagens nas linhas férreas de Natal

04/12/2014 - Tribuna do Norte

O trem é barulhento, quente, tem cadeiras quebradas, algumas portas não fecham, atrasa muito e às vezes quebra. Já fiquei na estrada à noite e tive que pegar dois ônibus, disse o comerciante Sandro Azevedo.


Foto:Humberto Sales |  Portal Tribuna do Norte

Para alguns foi surpresa chegar à estação de trem nessa terça-feira (2) e encontrar o moderno Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pronto para a primeira viagem em Natal. O preço da passagem continua R$ 0,50. A pontualidade chamou atenção com saída às 8h16 para Parnamirim.

Duas locomotivas passam a dividir as 24 viagens diárias entre Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim com duas composições do VLT. Em até 15 dias, serão três, das 12 que o Estado receberá. A expectativa é de que em 2016 o sistema possa ser utilizado integralmente.

A imagem mudou. A enfermeira Eva Maria das Neves parabeniza o Rio Grande do Norte e delineia: "agora temos conforto, agilidade, comodidade, ar condicionado e tranquilidade, além de visibilidade da estrada", diz.

A velocidade continua próxima ao do trem, cerca de 30 Km por hora, já que as linhas ainda operam junto com as locomotivas e os horários precisam permanecer os mesmos. Quando somente VLTs estiverem em circulação, a velocidade deve subir para 80 Km por hora. Por enquanto, o número de passageiros que suporta também continua próxima ao dos trens, com capacidade para 130 sentados e 445 em pé.

A operação branca, como está chamando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), tem como objetivo inserir as novas máquinas gradualmente, de início em horários intermediários e com menor fluxo de passageiros. De acordo com a coordenadora do projeto VLT Natal, Dulce Albuquerque, será feito um estudo para identificar os horários em que a demanda é maior. "Cada composição conta com três carros, mas podemos acoplar mais em uma única viagem", explicou.

A adequação também depende da modernização e ampliação da malha ferroviária. O projeto já foi licitado e deve ser entregue no início do segundo semestre de 2015, com custo estimado de R$ 311 milhões. Junto com a aquisição das máquinas o valor total chega próximo a R$ 500 milhões e foi assegurado pelo Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade e Equipamentos do governo Federal.

O percurso será automatizado, com GPS, acionamento de cancelas, 30 novas estações que terão projeto paisagístico e acessibilidade, linha duplicada e a retirada de interferências do tráfego rodoviário. Isso significa construção de túneis  e viadutos.

Dulce Albuquerque disse ainda que o projeto irá contemplar outros municípios em nova fase. Nísia Floresta, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu deverão ser beneficiados, além da capital potiguar, que ganhará duas linhas interbairros.

Fonte: Portal Tribuna do Norte 

Proposta do VLT é apresentada à população de Uberlândia

03/12/2014 - G1 Triângulo Mineiro

Foi realizada nesta terça-feira (2), em Uberlândia, a audiência pública que discutiu a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. A reunião ocorreu no Center Convention e reuniu autoridades e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Entre os assuntos foram apresentados os custos do projeto e as rotas do novo tipo de transporte público.

Estudos realizados pela universidade apontam que a implantação do VLT na cidade custará cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Para chegar a este orçamento, a UFU consultou projetos semelhantes em construção no Brasil e fez cotação de preços junto a fornecedores. "Trata-se de uma estimativa feita pelo curso de Economia que se baseou nos projetos já existentes e que estão em construção no país, como o VLT de Cuiabá e Goiânia. Além disso, fizemos cotações diretas com fornecedores, mas tendo em mente que se trata de uma estimativa, pois na fase inicial do projeto não se tem detalhamento suficiente para orçar minuciosamente", afirma o coordenador técnico Edson Pístori.

Os custos não se resumem apenas à implantação do sistema de transporte coletivo. Segundo Pístori, a estimativa é que a Linha Lilás teria custo de manutenção de R$ 20 milhões e a Linha Verde cerca de R$ 29 milhões por mês. "É claro que esse valor é rebatido com receitas que o VLT passa a ter, que são as passagens pagas pelos passageiros, recursos com publicidade dentro e fora dos trens e acréscimo no valor do IPTU com a valorização das áreas por onde as linhas do VLT passam", explica.

Também durante a audiência pública foram discutidos os percursos do veículo leve sobre trilhos. Pela proposta inicial seriam implantadas duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65 mil passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.

Já a Linha Verde, o VLT partirá do Bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Vau passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia.  Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.

"Agora cabe à Prefeitura de Uberlândia ter um projeto básico bem definido e, à medida que surgirem oportunidades de financiamento em nível federal ou de incentivo a esse tipo de transporte, Uberlândia já esteja apto a isso. A perspectiva é que até nos próximos 10 anos a população da cidade possa usufruir desse meio de transporte", disse o secretário municipal de Trânsito e Transportes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Tribunal exige cronograma de obras do VLT em Cuiabá após atrasos

02/12/2014 - G1 MT

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) apresente em 30 dias um cronograma de entrega por etapas das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região metropolitana de Cuiabá. A determinação partiu do conselheiro João Batista de Camargo Júnior, relator das contas da Secopa para o ano de 2013. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Secopa para comentar a exigência do cronograma.

A medida foi determinada diante da incerteza quanto à efetiva conclusão das obras do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. A conclusão foi originalmente estabelecida no contrato de mais de R$ 1,4 bilhão para março deste ano, mas mesmo antes daquele mês o governo já admitia a inexequibilidade do prazo.

Quatro meses após o fim do prazo a Secopa assinou um termo aditivo estendendo-o ao último dia deste ano, mas a secretaria desde então já admitia analisar um pedido do consórcio de empreiteiras para expandir o prazo em um ano. Ainda não há definição divulgada quanto a um segundo aditivo de prazo no contrato, que seria para o último dia de 2015. Os transtornos com as obras já provocaram até ação do Ministério Público contra o governador Silval Barbosa (PMDB), o titular da Secopa, Maurício Guimarães, e as empresas envolvidas.

Em sua análise das contas da Secopa, o TCE também verificou o cumprimento dos contratos e das medições das obras e, segundo o relator, nem mesmo o aditivo analisado pela Secopa teria condições de ser cumprido à risca.

"É impossível que o VLT esteja concluído mesmo no final de 2015. Talvez no final de 2016. Isso vai depender da gestão da obra a cargo do futuro governo", diagnosticou o conselheiro em seu voto, que foi seguido pelos demais conselheiros do Pleno do TCE.

Além de determinar a apresentação do cronograma detalhado da entrega do VLT por etapas, o TCE determinou que seja instaurado um processo administrativo disciplinar dentro da Secopa para apurar eventuais responsáveis pelos atrasos considerados injustificados na execução do contrato do VLT.

Contas da Secopa

Outros processos administrativos determinados pelo TCE são para que a Secopa apure atrasos na execução dos contratos das obras de duplicação da Estrada da Guarita, de pavimentação das ruas no entorno do estádio Arena Pantanal e de construção do Centro Oficial de Treinamento da Barra do Pari, que não foi entregue para a Copa do Mundo este ano.

Na análise da contabilidade da Secopa, o Pleno do TCE também determinou ao secretário Maurício Guimarães o pagamento de duas multas para restituição dos cofres públicos. A primeira, de R$ 30,9 mil, porque a Secopa patrocinou indevidamente e sem qualquer justificatica de interesse público um evento privado do Sindicato dos Profissionais de Tributação Arrecadação e Fiscalização Estadual de Mato Grosso (Siprotaf).

A segunda restituição é de pouco mais de R$ 145 mil devido a gastos também injustificados com 54º Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, sem qualquer relação com a Copa ou atividades-fins da Secopa.

Apesar de todos os problemas encontrados na gestão, as contas da Secopa para o ano de 2013 foram consideradas "regulares com recomendações legais" pelo TCE. O G1 procurou a assessoria da Secopa para comentar as determinações quanto ao VLT e o julgamento das contas, mas sem sucesso.