quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

União sugere PPP para conclusão do VLT e rejeita redução dos trilhos

 09/12/2015 – Folha Max – Cuiabá/MT

Uma das mais complexas e emblemáticas obras projetadas para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região metropolitana de Cuiabá precisa ser concluído. A defesa do modal, que tem gerado fortes debates, foi novamente discutida por especialistas nesta quarta-feira, na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, em audiência pública solicitada pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT).

A diretora de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide de Faria, é uma das defensoras da continuidade da obra. Ela destacou que o VLT tem que ser implantado “até por tudo que já aconteceu ao longo desse período” e também pelos investimentos já realizados. “Há uma infraestrutura montada e preparada. Fora os trens que já foram adquiridos”- frisou, ao enfatizar os estudos que estão sendo realizados para dar uma solução a obra.

Mesmo com o modelo de modal questionado, Luiza Gomide defendeu a construção por meio de uma Parceria Público Privada, a chamada PPP, para conclusão integral do empreendimento e também para sua operacionalização. Ela desaconselhou a redução dos 22 quilômetros de trilhos previstos no projeto original, pela metade. “Isso significa que uma parte da população vai ficar desassistida” – frisou.

Em outubro, o urbanista Tom Rebello, da CIP/Intercon Consultoria Internacional, durante debate sobre “Cidades Sustentáveis” na Comissão Senado do Futuro, foi taxativo ao fazer a defesa do VLT. “Eu não tenho a menor dúvida de que é o transporte do futuro, porque é um transporte que valoriza espaço, que cresce junto com a cidade e que, sobretudo hoje – nós vamos poder ver mais na frente –, convive de maneira agradável com o meio ambiente” – disse.

Para Rabello, metrôs e trens de subúrbio e os próprios corredores de ônibus, os chamados BRTs, estão ultrapassados. “Nós não podemos mais pensar que as cidades vão evoluir para ter cada vez mais transporte de massa” – enfatizou, na ocasião. O especialista previu que as cidades vão organizar-se de maneira diferente e a população se deslocará muito menos. “Acho que o VLT, ou bonde, como alguns gostam de chamar, é a melhor tecnologia, porque ela associa boa qualidade de transporte com a valorização do espaço urbano, ao contrário de outras tecnologias que nem sempre proporcionam isso” – salientou.

Está na região metropolitana de Cuiabá, o principal problema de obra da Copa relacionada à infraestrutura aeroportuária. O Aeroporto Marechal Rondon integra o rol de obras inacabadas.

No período da Copa, o terminal conseguiu atender a demanda, mas, em seguida, as melhorias previstas não se concretizaram. Solucionados os impasses, os empreendimentos terão prosseguimento e devem estar concluídos dentro de oito meses, segundo previsão do assessor especial da diretoria da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira. Para Neusvaldo Ferreira Lima, secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, a Copa do Mundo trouxe grandes benefícios ao setor. Ele destacou o incremento em todas as áreas, inclusive no fomento a cultura. Neusvaldo também assegurou que as arenas construídas para o evento têm amplas condições de serem utilizadas em práticas que ajudem a movimentar a economia local e assegurem o seu bom aproveitamento, além da prática de futebol. Projetos – Na audiência pública da CDR, os participantes voltaram a concordar que um dos maiores problemas que o poder público enfrenta é justamente a falta de bons projetos e planejamento adequado.

Para o secretário de Fiscalização de Infraestrutura – TCU, Rafael Jardim Cavalcanti, o legado da Copa pode ser dimensionado em três situações: “os que ficaram, os que ainda estão em andamento e os que não serão construídos”. Em busca da efetividade, ele defendeu consistência nos estudos de viabilidade técnico, financeira e ambiental.


sábado, 5 de dezembro de 2015

VLT de Petrolina (PE) deve ter editais até fevereiro

04/12/2015 - Revista Ferroviária


A Prefeitura de Petrolina (PE) está finalizando os estudos necessários para a implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) na cidade e pretende publicar dois editais até fevereiro de 2016. Um para a contratação de empresa que será responsável pela construção da via e outro para aquisição de material rodante.

Representes do Município, incluindo o prefeito Julio Lossio, participaram ontem (03/12) do 2º Fórum Movecidades, em São Paulo, para apresentar o projeto ao mercado. O VLT de Petrolina prevê uma linha com extensão de 4,8 km e sete estações. A intenção é usar três veículos elétricos na operação da linha, com capacidade para até 450 passageiros cada.

A Prefeitura conta com R$ 140 milhões para o projeto, via PAC Mobilidade, dos quais R$ 90 milhões devem ser destinados à construção da linha e R$ 50 milhões à aquisição do material rodante.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Prefeito do RJ conhecerá VLT de Cuiabá

20/11/2015  – Folha Max – Cuiabá/MT

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) declarou apoio político aos trabalhos da Frente Parlamentar em prol da Retomada e Conclusão das Obras do VLT de Cuiabá/Várzea Grande. O peemedebista confirmou presença no ato de instalação, que ocorrerá no dia 11 de dezembro, em Cuiabá.

O coordenador-geral da Frente Parlamentar, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), esteve em audiência com o prefeito, no seu gabinete, nesta quinta-feira (19).

Segundo Pinheiro, o objetivo é verificar as peculiaridades do VLT carioca, que tem semelhanças ao da Região Metropolitana de Cuiabá, e buscar respaldo político, técnico, urbanístico, econômico-financeiro e social para subsidiar o movimento pela retomada e conclusão das obras.

Paes elogiou os trabalhos da Frente Parlamentar e aproveitou para discorrer sobre a implantação do VLT carioca, que conta com 85% das obras concluídas. “As pessoas precisam repensar o futuro da cidade. O VLT é um legado em mobilidade e requalificação urbana”, disse o prefeito, que destacou a importância do investimento privado, neste caso, a Parceria Público Privada (PPP), na execução das obras.

Pinheiro comenta que a experiência da Cidade Maravilhosa é bastante oportuna para a implantação do VLT na Região Metropolitana de Cuiabá, pois a cidade enfrenta uma onda de investimento na infraestrutura urbana devido os Jogos Olímpicos, previsto para o mês de julho de 2016.

“Estamos bastante honrado com o apoio do prefeito Eduardo Paes e isso mostra que estamos no rumo certo. A parceria estimula ainda mais nossa frente de trabalho. Vamos construir uma ponte Rio-Cuiabá em prol da retomada imediata das obras do VLT. Esse apoio político representa o que há de melhor em termos de moralidade política”, afirmou o parlamentar.

Após apresentação do projeto do VLT carioca feito pela equipe técnica, o coordenador-geral, acompanhado do diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano, Alberto Gomes Silva, vistoriaram as instalações do Centro de Operações e Manutenção, localizado na região portuária do Rio de Janeiro.

Em seguida, conferiram o protótipo do modal, na Praça Mauá. O sistema passará pelos primeiros testes no sábado (21). O deputado Emanuel Pinheiro foi convidado pelo prefeito Eduardo Paes a acompanhar esse grande momento, que irá remodelar a paisagem do Centro Histórico do Rio de Janeiro.

O VLT carioca é formado pelo Consórcio que conta com a união das empresas – CCR Almeida (também presente no Consórcio de Cuiabá); Odebrecht; RIOPAR e INVEPAR. O valor total é de R$ 1,1 bilhão; sendo R$ 600 milhões da iniciativa privada e R$ 500 milhões da União.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Governo assina contrato de consultoria para o VLT

04/11/2015 – Mídia News – Cuiabá/MT

O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, assinou a contratação, por R$ 3,8 milhões, da empresa KPMG Consultoria Ltda, que será responsável por uma consultoria especializada nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

O contrato e a ordem de serviço foram publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (04).

De acordo com a publicação, a empresa irá preparar relatórios detalhados sobre a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término da obra, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos, uma proposta de integração do modal à matriz de transporte das duas cidades, bem como o cronograma de desembolso do Estado para a implantação do VLT.

Serão produzidos relatórios que descrevem se os documentos apresentados pelo consórcio, no que diz respeito à solução de problemas, são suficientes

Os primeiros relatórios da consultoria deverão ser apresentados pela empresa em 45 dias após o início dos estudos.

Já a análise final tem prazo de 120 dias para ser concluída e entregue ao Estado.

O estudo

De acordo com o secretário, o início do trabalho será focado na estimativa de término das obras de implantação do VLT.

“Também serão produzidos relatórios que descrevem se os documentos apresentados pelo Consórcio VLT, no que diz respeito à solução de problemas verificados pelo Consórcio Planservi-Sondotécnica, são suficientes. A análise técnica sobre os reajustes financeiros solicitados pelo consórcio construtor também está na lista da primeira etapa de trabalho”, disse o secretário por meio de nota.

Polêmica

A contratação da empresa esteve envolvida em uma série de polêmicas na Assembleia Legislativa.

Isso porque o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) apresentou o que ele disse ser um “dossiê” com uma série de denúncias contra a KPMG.

Segundo o parlamentar, haveria suspeitas de direcionamento na contratação da empresa. Ele disse que a equipe técnica da Secretaria de Cidades, responsável pelo Termo de Referência do certame, teria desaconselhado a contratação da empresa.

Em resposta, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, negou o direcionamento e afirmou que o parlamentar estaria agindo de má-fé.

“Me causa estranheza a postura do deputado, quando ele vai contra uma auditoria sobre o VLT que é, pela primeira vez, séria. Fica parecendo que ele quer que alguma coisa que aconteceu fique escondida e não venha à tona”, afirmou, à época.

O VLT

O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.

Entretanto, os sucessivos atrasos levaram a gestão anterior do Governo do Estado a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano.

Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.

A atual gestão estadual discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra pelo menos mais R$ 800 milhões para a finalização da obra.

O consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda, venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

VLT Cuiabá/Várzea Grande pode passar para o Governo Federal

22/10/2015 - Folhamax

Está em curso a possibilidade da federalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT que não foi concluído dentro da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014 e se tornou um grande entrave político e financeiro para o governo Pedro Taques. O assunto estaria em sede do Ministério das Cidades, sob o comando do ministro Gilberto Kassab, mas já teria sido debatido com técnicos do governo do Estado, que por enquanto, aguarda a realização de uma auditoria independente da KPMG para, segundo o titular da Secretaria das Cidades, Eduardo Chilleto, conhecerem o que já foi executado em termos de obras e o que falta ser executado e quanto isto custará aos cofres públicos. 

A ideia inicial é a federalização das obras do VLT com o aporte de mais recursos público para a conclusão das mesmas, desaguando em uma PPP – Parceria Público-Privada para gerenciamento do sistema que segundo estudos iniciais, mas que precisam de nova avaliação, teria um custo da ordem de R$ 73 milhões/ano para operacionalizar o sistema na Grande Cuiabá. A possibilidade de uma PPP já chegou a ser assunto na pauta do governo do Estado, mas não prosperou, principalmente porque o governador Pedro Taques resiste à tese de simplesmente retomar as obras e concluí-la sem uma auditoria completa, já que existiriam falhas estruturais, de planejamento e possíveis irregularidades. 

Em audiência no mês de maio passado, o governador Pedro Taques e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab discutiram projetos de saneamento para vários municípios de Mato Grosso, além da política habitacional do Programa Minha Casa, Minha Vida, mas também discutiram a questão das obras da Copa do Mundo e principalmente o VLT. Gilberto Kassab teria sinalizado para o governador Pedro Taques a vontade do governo federal em retomar as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo que não ficaram prontas para atender ao mundial de futebol e resgatar a imagem abalada do governo da presidente Dilma Rousseff. 

Pelas estimativas apresentadas pelo Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande restariam entre obras executadas e não pagas, mais correção cambial em cima das aquisições de material importado como os veículos e o material rodante e correção da inflação com custos próximos de R$ 300 milhões, mas nem estes valores o governo do Estado reconhece. O secretário das Cidades, Eduardo Chilleto, em depoimento na Comissão de Infraestrutura Urbana e Mobilidade da Assembleia Legislativa, admitiu que o governo do Estado só assegura a aplicação de R$ 411 milhões de um total de R$ 1.477 bilhões contratados para as obras do VLT, pelo governo passado, já descontados os R$ 1.066 bilhão já investidos. 

O Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande estima serem necessários mais de R$ 2,2 bilhões para concluir as obras de um modal eficiente e moderno, ou seja, faltariam mais de R$ 800 milhões para a conclusão dos 22 km dos dois ramais do modal de transporte de massa de Cuiabá e Várzea Grande. 

Por Marcos Lemos
Informações: Folhamax

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Enquanto VLT do MT se deteriora, modal do Rio de Janeiro começa testes para rodar em 2016

19/10/2015 - Olhar Direto

Expectativa é que o sistema entre em funcionamento no ano que vem no Rio, enquanto que em Cuiabá sequer tem previsão

Autor: Wesley Santiago 

VLT se deteriora em Cuiabá
VLT se deteriora em Cuiabá
créditos: Rogerio Florentino

Enquanto o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) se deteriora no Centro de Manutenções de Várzea Grande, o do Rio de Janeiro já iniciou os testes. Na capital carioca, o primeiro trem fez um teste na noite da última quinta-feira (15). A expectativa é que o novo modal entre em funcionamento no ano que vem. Em Cuiabá, a perspectiva (mais otimista) é que não rode antes de 2018. O cuiabano custou R$ 1,47 bilhões (mas deve ultrapassar os R$ 2 bilhões), enquanto que o fluminense tem custo aproximado de R$ 1,77 bilhão.

No Rio de Janeiro, o novo modal terá aproximadamente 28 quilômetros de extensão e funcionará 24 horas e sete dias por semana. Além disto, o VLT terá integração total com o Aeroporto Santos Dumont, barcas, trens, metrô, ônibus e BRTs (Bus Rapid Transit). O intervalo entre os trens poderá variar entre três e 15 minutos, conforme a linha e o horário do dia, segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro.

O trem carioca interligará a Região Portuária com a área central de negócios de forma rápida. A expectativa é que aproximadamente 300 mil passageiros utilizem o novo meio de transporte por dia. Ao contrário do de Mato Grosso, parte do VLT carioca está sendo produzido na França (cinco primeiros) e 27 produzidos em São Paulo. O abastecimento de energia será feito pelo sistema APS (alimentação pelo solo), que é uma espécie de terceiro trilho. O VLT do Rio de Janeiro tem um investimento aproximado de R$ 1,77 bilhão. 

"O VLT é o bonde do futuro. A cidade até hoje se ressente de lá atrás ter feito uma opção pelo rodoviarismo. O VLT vai permitir que as pessoas deixem o carro em casa, vai ser a libertação dos automóveis. Ele não foi feito para as Olimpíadas. Foi construído para tornar a cidade mais justa e melhor. Os testes já devem começar ao longo do segundo semestre e no primeiro semestre de 2016 já estaremos em operação", disse o prefeito Eduardo Paes.

Serão 32 veículos, compostos de sete módulos articulados, climatizados com ar condicionado e com capacidade para 420 passageiros e espaço para cadeiras de rodas com cinto de segurança. A tecnologia do VLT apresenta características importantes para o usuário, como a facilidade de acesso, com portas largas e sem degraus, sobretudo para pessoas com dificuldade de locomoção, e tratamento acústico, que reduz ao mínimo o ruído do veículo. 

Enquanto isso em Cuiabá...

Já o VLT cuiabano ainda não tem previsão de quando entrará em funcionamento, muito menos dos testes que serão feitos. A obra está parada por conta de uma determinação da Justiça Federal e um estudo, que será realizado pela KPMG Consultoria, determinará o futuro do modal mato-grossense.

A empresa terá de apresentar relatórios detalhados sobre viabilidade economia, cronograma de término de obras, entre outros pontos. O valor fixado em R$ 3.880.981,58 será debitado, posteriormente, do que o Consórcio VLT tem a receber do Executivo, conforme adiantou o governador Pedro Taques (PSDB).

A KPMG deverá apresentar relatórios detalhados ao Estado sobre os seguintes itens: A viabilidade financeira do modal; O cronograma de término de obras; A estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos; Uma proposta de integração do modal à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande e O cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

A Justiça suspendeu por quatro meses as obras do VLT para que este estudo seja finalizado pelo Executivo. Com isto, os trabalhos só devem ser retomados em 2016. A previsão é que o trem sobre trilhos não fique pronto antes de 2018. Ao todo, já foram gastos mais de R$ 1 bilhão com as obras. O projeto estava orçado em R$ 1,47 bilhão e pode ultrapassar os R$ 2 bilhões com as correções.

Enquanto isso, os vagões seguem parados no Centro de Manutenções de Várzea Grande, onde ficam expostos a intempéries. Os vagões foram feitos para durar pelo menos 30 anos. Porém, com o atraso na implantação do novo modal, o ‘prazo de validade’ vai expirando mesmo sem o VLT estar funcionando a serviço da população.

O modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.

domingo, 18 de outubro de 2015

VLT de Cuiabá terá auditoria de 3,8 milhões

14/10/2015 - Circuito de Mato Grosso

O secretário de Cidades Eduardo Chiletto aprovou a contratação da empresa KPMG consultoria, pelo valor de R$ 3,8 milhões. A empresa deverá fazer uma auditoria que definirá os rumos das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Este foi o resultado do certame que circulou no Diário Oficial do Estado, desta quarta-feira (14).

A contratação da empresa obedece a uma decisão do juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Ciro Arapiraca, que suspendeu por quatro meses o contrato e o aditivo para a retomada das obras.

A nova empresa deverá ‘realizar serviços de verificação independente da estimativa de termino atual da implantação do VLT, bem como a elaboração dos estudos tarifários, modelo operacional ideal e de viabilidade econômico-financeira e estruturação do projeto VLT de Cuiabá a Várzea Grande’, diz trecho da publicação.

Os prazos para os primeiros relatórios não deverão ultrapassar 45 dias após o início dos estudos. Já a análise final tem prazo de 120 dias para ser concluída e entregue ao Estado.

VLT

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), licitada por R$ mais de 1,4 bilhão, segue sendo um dos grandes entraves para o Governo. O projeto deveria ter sido concluído e entregue até março do ano passado, mas o consórcio responsável não deu continuidade aos serviços, alegando falta de pagamento. Ainda não se sabe como será o desenrolar do caso, que segue à mercê da Justiça.

O VLT visa atender 160 mil pessoas/dia, com 40 vagões e 22 quilômetros de trilhos. A obra envolveu 2500 trabalhadores e, de acordo com os empresários, 75% do contrato já foi cumprido, tendo recebido até o momento R$ 1,066 bilhão.

A apresentação do consórcio informou ainda que foram concluídas 56% das obras, 65% dos sistemas de funcionamento já foram instalados, 98% dos vagões foram adquiridos e 68% do projeto está concluído, dentro do que prevê o contrato. Isto porque foi aplicado o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não exige a apresentação do projeto executivo antes do início da obra.

O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Mas, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo. A nova gestão do Estado discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra, pelo menos, R$ 800 milhões para a finalização da obra.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Empresas devem apresentar propostas

25/09/2015 - Diário de Cuiabá

Acaba hoje o prazo para as empresas de auditoria apresentarem propostas visando à contratação de consultoria para a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), 12 empresas participam do trâmite, mas não informou quantas propostas já teriam sido recebidas. Os documentos serão analisados já na próxima semana.

Segundo uma fonte do governo, porém, até ontem nenhuma proposta havia sido protocolada, fato que não foi confirmado. Questionada, a Secid informou que vai divulgar os dados apenas na próxima semana, quando o prazo estiver vencido.

Para o Governo do Estado, o resultado do estudo a ser contratado por até R$ 4,3 milhões é o que vai decidir o rumo da implantação do modal, que está com as obras paradas desde janeiro deste ano e deve continuar assim até o começo de 2016, uma vez que a Justiça determinou a suspensão do contrato da obra pelo período em que o estudo estiver sendo elaborado.

O secretário das Cidades, Eduardo Chiletto, explicou que a contratação dará mais segurança ao Estado, para que a obra do modal possa ser encaminhada de forma viável.

“É importante lembrar que este trabalho é algo que deveria ter sido realizado antes do início da obra. O que a gestão Pedro Taques está fazendo é investir em planejamento, para que o modal seja executado de forma responsável e viável para os municípios de Cuiabá e Várzea Grande”, afirmou o secretário.

A empresa vencedora será responsável por apresentar o relatório sobre viabilidade financeira do VLT, análise técnica sobre o cronograma de térmico das obras, estimativa de demanda de operação nos próximos 20 anos, proposta de integração do modal à matriz de transporte da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, além do cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

Além de planilhas orçamentárias, as empresas devem protocolar documentos técnicos que detalhem o modo como o trabalho será desenvolvido, bem como a documentação necessária para a contratação. O estudo deve ser realizado no prazo de 120 dias.

Após o anúncio da empresa vencedora, a assinatura do contrato deve ser realizada na primeira quinzena de outubro.

Enquanto os fatos não são resolvidos, a população aguarda pelas intervenções urbanas que serão realizadas no canteiro do VLT em Cuiabá e Várzea Grande, para melhorar o aspecto das cidades. Por enquanto, não há informações de quando é que vão começar.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

KPMG fará consultoria das obras do modal

10/10/2015 – Folha MT – Cuiabá/MT

A empresa KPMG Consultoria é a vencedora do processo de dispensa de licitação determinado pela Justiça Federal que fará a consultoria especializada da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O resultado do trâmite foi divulgado pelo secretário de Estado das Cidades (Secid), Eduardo Chiletto, na tarde desta sexta-feira (09.10). O processo segue agora para elaboração de contrato. A previsão é de que na próxima semana, a KPMG Consultoria assine os documentos da contratação.

As demais empresas que também participavam do certame (Accenture do Brasil e Cinclus Engineering Consultancy) foram inabilitadas devido a não apresentação adequada de documentos. O resultado do processo licitatório também foi encaminhado às empresas, nesta sexta, para o devido conhecimento.

A definição para contrato dos estudos especializados foi dada pela Justiça Federal, no dia 25 de agosto. Na mesma data, também foi determinada a suspensão do contrato 037/2012, enquanto os trabalhos de consultoria forem realizados. Para que o Estado realizasse a contratação da consultoria, 12 empresas foram convidadas a participar do trâmite licitatório. Deste total, três apresentaram propostas, que foram analisadas por comissão técnica formada por servidores da Secid, Controladoria Geral do Estado e Gabinete de Assuntos Estratégicos.

Para o titular da Secid, Eduardo Chiletto, a contratação da empresa irá contribuir para o que o Estado dê o andamento adequado à obra do VLT. “O trabalho de análise das propostas foi minucioso, conforme determinação do governador Pedro Taques. Os estudos que serão desenvolvidos pela empresa darão suporte ao Estado e o andamento da obra poderá ser dado com a devida qualidade e responsabilidade. Além disso, os órgãos de controle também poderão ser subsidiados em seus questionamentos”.

Conforme termo de referência, a empresa será responsável por apresentar relatórios detalhados ao Estado sobre a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término de obras, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos, proposta de integração do modal à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande, como também o cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

Histórico

O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo. A atual gestão estadual discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra, pelo menos, R$ 800 milhões para a finalização da obra.

O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Estado abrirá mão de outorga para garantir conclusão do VLT

05/10/2015 - Folha Max - Cuiabá

O governo do Estado deverá abrir mão dos valores de outorga pela concessão das obras e exploração do Veículo Leve sobre Trilho – VLT, obra da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014 que não ficaram prontas e está entre as mais problemáticas por causa dos altos valores para sua conclusão.

"A contratação pelo governo do Estado de uma consultoria que deverá ser conhecida nesta semana, é para se saber na realidade o que já foi gasto, quanto ainda falta para concluir a obra e apontar as possíveis soluções, inclusive para a questão que mais importa neste momento, a definição do valor da tarifa, já que se trata de um transporte de massa para atender a maioria da população”, disse o vice-governador Carlos Henrique Baquetá Fávaro.

O vice-governador lembrou que a determinação do governador Pedro Taques é pela conclusão da obra que já consumiu mais de R$ 1 bilhão em recursos público que o Tesouro do Estado terá que arcar. "O governo do Estado vai entregar para a população o VLT, mas de forma transparente, honesta e com lisura no trato da coisa pública”, disse Carlos Fávaro para quem a necessidade de se auditar contratos e obras decorre do fato que a população precisa conhecer a realidade e como o atual governo atua na questão de obras com problemas.

Os estudos iniciais do VLT apontavam para uma obra com dois ramais a um custo de R$ 1.477 bilhão, valores que devem se alterar para R$ 2.2 bilhões e uma perspectiva de conclusão em 2018.

O aumento nos valores, segundo explicaram os próprios diretores das construtoras do VLT Cuiabá (CR Almeida, Santa Bárbara, Alstep, Magma e CAF) em apresentação aos deputados estaduais, é decorrente do repasse anual da inflação, da correção cambial dos materiais adquiridos em moeda estrangeira e dos custos econômicos e financeiros que se alteram mensalmente por causa da instabilidade econômica.

Mesmo não confirmando quais são as principais medidas que serão adotadas pelo governo do Estado após o resultado da auditoria, o vice-governador sinalizou que uma das propostas discutidas e que se demonstra viável é a aplicação dos R$ 411 milhões já contratados e não utilizados, pois já foram gastos R$ 1.066 bilhão, e abrir mão dos valores de outorga que o Estado receberia pela concessão por 30 anos da exploração do VLT.

"Na minha visão, portanto, pessoal, mas que foi debatido, o Estado abriria mão de receber qualquer valor pela concessão da exploração por 30 anos, sendo que estes recursos seriam somados ao que falta investir para concluir as obras”, explicou Carlos Fávaro.

Segundo ele, falta pouco mais de R$ 400 milhões para o Estado através de a Caixa Econômica investir na obra que somados ao valor estimado que se receberia pela exploração do modal, seriam os valores mais do que necessário para conclusão da obra.

"Na prática em vez da empresa pagar ao Estado para explorar o VLT, ele investiria os recursos na conclusão total da obra e diante de um compromisso para que o valor das tarifas não ficasse acima da realidade daqueles que precisam e merecem um sistema de transporte de massa moderno, eficiente e que é direito da população, pois os recursos públicos vieram dos impostos pagos por eles”, acrescentou Carlos Henrique Baquetá Fávaro.

Fávaro reafirmou a determinação do governador Pedro Taques em fazer as coisas com transparência, honestidade e principalmente voltado para atender a população de uma maneira em geral.

"Todas as decisões deste governo são tomadas depois de esgotadas todas as possibilidades. Não se admite mais fazer as coisas como no passado, sem critério, sem compromisso e sem medir consequências”, assegurou o vice-governador.

domingo, 4 de outubro de 2015

Câmara tem acesso a projeto detalhado do VLT de Salvador

03/10/2015 - Tribuna da Bahia

Voltado para atender às necessidades de mobilidade no subúrbio ferroviário, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que será instalado no lugar do antigo trem que ligava a região suburbana à Calçada, foi apresentado nessa sexta-feira (2/10), durante uma audiência pública no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador.

O meio de transporte que substitui o antigo modal da Cidade Baixa terá 18,5 km de extensão, onde serão investidos aproximadamente R$ 1,5 bilhão, provenientes de recursos dos governos federal e estadual.

Representando o governo do estado, o coordenador executivo da Secretaria da Casa Civil, Eracy Lafuente, ressaltou a importância de implantação do novo sistema de transporte. "O VLT não é um ‘capricho’, é uma necessidade já hoje em razão do deslocamento daquelas comunidades, bem como o sistema interligado ao metrô”.

No entanto, Lafuente destacou que o equipamento ainda não foi licitado. "Como todos tem conhecimento, este ano tem sido algo que gerou atrasos para investimentos futuros, não só os nossos, mas como também da municipalidade”, afirmou.

Ainda assim, ele também adianta que o projeto de engenharia e o orçamento já foram aprovados pela Caixa Econômica Federal, e só está aguardando a definição de fontes.   

Em sua versão mais recente, o projeto agora terá duas linhas: uma ligando o Paripe ao Comércio, onde se concentra a maior parte do percurso entre o subúrbio e o centro, com 18,5 km, de extensão. E outra linha ligando o Comércio à estação da Lapa, com 0,8 km, em um túnel subterrâneo, possibilitando a integração com o metrô.

No total serão 21 paradas que têm início na Avenida São Luiz, do bairro suburbano, encerrando o percurso na estação de transbordo do centro da cidade. No entanto, a etapa ligando o Comércio à Lapa ainda está sob análise de viabilidade econômica e arquitetônica.

O conceito se baseia em um sistema moderno, onde ao invés de estações – como é o caso dos metrôs –, existem paradas, que são de fácil execução e locomoção, compostas de uma plataforma elevada de 30 cm, com piso permanente, sendo voltados a todo tipo de elementos indicados na legislação no que diz respeito à acessibilidade e aos usuários com dificuldades de locomoção.

As paradas também terão comprimentos de 60 e 80 metros, tamanho suficiente para comportar até sete carros. Como o veículo andará no chão, na mesma altura que os passageiros, as dez estações atuais terão outras utilidades para a prestação de outros serviços aos moradores.

Desapropriação é discutida

Embora ainda não haja prazos para o lançamento do edital de licitação, o representante da Casa Civil afirma que está em diálogo com investidores alemães e chineses. As obras deverão durar 36 meses.

Apesar dos benefícios, parte do público criticou a falta de dados mais específicos sobre o projeto, a começar pelo número de casas que deverão ser desapropriadas por conta das obras.

Segundo o coordenador executivo, as famílias serão deslocadas para outras moradias adquiridas na região, assim como à outras residências do programa Minha Casa, Minha Vida.

Organizada pela Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Câmara, a audiência foi avaliada como um passo positivo pelo presidente da comissão, o vereador Arnando Lessa (PT).

"A audiência, ocorrendo mesmo antes das obras serem iniciadas, demonstra o interesse de que a população seja agente participativo nesse processo, para que o governo não empurre goela abaixo da população uma obra vinda de cima pra baixo, sem ouvir os moradores e os principais atingidos. Tivemos 117 lideranças comunitárias presentes, a maioria moradora daquela região, que tomou conhecimento das melhorias, mas também dos impactos, para que dessa forma, os problemas sejam amenizados ao longo do processo”, analisou Lessa.

 O edil também explicou que as desapropriações serão acompanhadas pela Câmara. "O coordenador da Casa Civil deixou claro que elas ocorrerão corretamente, analisando o valor de mercado dos imóveis, sem deixar ninguém desassistido, com todos indenizados, tal como ocorreu com as desapropriações da via expressa”, observou.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Manutenção é responsabilidade do governo, diz secretário

29/09/2015 - A Gazeta - MT

Redação do GD

O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, contestou a informação de Ricardo Sanchez, gerente comercial da CAF Indústria e Comércio, empresa que integra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande e pretende ir à Justiça pedir o ressarcimento do "prejuízo financeiro" que a contar de janeiro, já chega a R$ 10,8 milhões. Em nota, o secretário afirma  esclareceu que, conforme previsto no contrato (037/2012/Secopa/MT), é de responsabilidade do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande a manutenção das obras, que deveriam estar prontas em junho de 2014.

Ele reiterou ainda o compromisso assumido pelo governador Pedro Taques com a população de entregar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com responsabilidade e transparência. Chiletto reforçou que a retomada das obras do VLT é uma das prioridades da gestão e é objeto de análise desde os primeiros meses do governador Pedro Taques à frente do Executivo estadual, dados os investimentos já empenhados pela administração na ordem de mais de R$ 1 bilhão. 

“Por determinação do governador Pedro Taques, desde que assumimos o governo do Estado, jamais nos esquivamos do compromisso de discutir com o cidadão mato-grossense e com o consórcio responsável pela obra qual a melhor forma da retomada ser feita com planejamento e responsabilidade, diferente de quando ela começou a sair do papel. Continuamos a defender a transparência e a eficiência no processo em respeito ao cidadão porque o VLT não é do Governo. O VLT é do e para o cidadão”, endossou o secretário.

A Secretaria de Cidades destaca que a obra do VLT conta com inúmeros problemas e que desde o ano de 2013 tais inconsistências já vinham sendo apontadas pelo Consórcio Planservi-Sondotécnica, contratado para realizar consultoria especializada em gerenciamento. Os relatórios gerenciais concluíram que as incompatibilidades encontradas prejudicaram diretamente o andamento das obras e sua conclusão.

Entre os problemas encontrados está a ausência de projetos completos e de desapropriação; ausência de cronograma físico-financeiro atualizado para término das obras; ausência de plano de ação para implantação do VLT; ausência de indicação de origem de recursos para finalização das obras; desatualização e inadequação do plano de operação do modal VLT; desatualização e inadequação da previsão de custos de operação do modal; inconsistências no modelo tarifário apresentado; e desatualização da matriz origem e do plano para implantação da rede de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande.

Em agosto de 2015, o Governo de Mato Grosso iniciou um processo licitatório para contratação de empresa de consultoria especializada que definirá a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término de obras, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos, uma proposta de integração do modal à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande, bem como o cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT. A previsão é de que a empresa vencedora do certame seja apresentada no dia 1º de outubro.

Histórico

O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Mas, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo. A nova gestão do Estado discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra, pelo menos, R$ 800 milhões para a finalização da obra.

O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modalidade que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão, sendo que já foi pago R$ 1,066 bilhão pela obra.

O contrato 037/2012/Secopa/MT, celebrado entre o Consórcio VLT e o governo do Estado, que prevê a execução das obras, está suspenso por 120 dias em razão de uma decisão judicial da Justiça Federal determinada em 25 de agosto.

Contrato

O secretário de Cidades reforça as cláusulas contratuais que responsabilizam o Consórcio VLT. Dentre elas estão:

7.1.14 – Executar, às suas custas, os refazimentos dos serviços executados em desacordo com este Contrato; 
7.1.22 – Reparar, corrigir, remover ou substituir às suas expensas, durante o período de fornecimento e garantia, no total ou em parte, o objeto do Contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais e equipamentos empregados;

7.5.18 – Manter a garantia técnica pelo prazo de cada um dos sistemas objeto deste Contrato por 24 (vinte e quatro) meses contados da data de emissão dos respectivos Termos de Aceitação Provisória ou da data da entrada em operação do equipamento como disciplinado nas condições de recebimento. (Com assessoria)

Comissão da Assembleia do MT faz vistoria nos trilhos do VLT

28/09/2015 - Cenário MT

Comissão de Infraestrutura Urabana e Transporte da casa pretende verificar in loco as condições que se encontram os trilhos e vagões do VLT

A Comissão de Infraestrutura Urbana e Transporte (CIUT) da Assembleia Legislativa realiza, nesta segunda-feira (28), às 14h30, uma vistoria aos trilhos e vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro de Comando Operacional, localizado ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. A inspeção ocorrerá devido a solicitação do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR).

Os parlamentares serão recepcionados pela diretoria do Consórcio VLT Cuiabá; que conduzem as obras de implantação do modal de transporte. “O nosso objetivo é verificar in loco as condições que se encontram o VLT. Temos que nos inteirar sobre os prejuízos e a dimensão do impacto na vida das pessoas. Temos a obrigação de zelar pelo patrimônio público e, o mais importante, possibilitar a retomadas das obras”, destacou. As obras estão paradas desde o início do ano, trazendo vários prejuízos para os empresários. A situação tem prejudicado drasticamente a economia de Várzea Grandeo e, consequentemente, a economia do estado de Mato Grosso.

Pinheiro solicitou recentemente audiência pública com intuito de debater e discutir com os comerciantes da Avenida da FEB, na Cidade Industrial, os impactos da obra de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Cuiabá;. A solenidade será realizada no dia 22 de outubro, às 14h, na Assembleia Legislativa, no auditório Milton Figueiredo. O modal tinha custo inicialmente estimado em R$ 1,477 bilhão e que poderá chegar a R$ 2 bilhões se a obra ficar pronta em 2018.

O consórcio que conduz o projeto recebeu mais de R$ 1 bilhão na gestão passada e exigiu do atual governo cerca de R$ 1 bilhão em aditivos para a conclusão do modal. A obra está paralisada desde o início deste ano e sem previsão de retomada. A Comissão de Infraestrutura Urbana e Transporte é composta pelos deputados Eduardo Botelho (PSB), Nininho (PR), Sebastião Rezende (PR), Pedro Satélite (PSD) e Zeca Viana (PDT).

Consultoria vai desatar os nós do VLT de Cuiabá

30/09/2015 - Olhar Direto

Governo de Mato Grosso define amanhã (1) a empresa que fará estudo para a continuidade e conclusão das obras. Sistema deveria ficar pronto em 2014

Marcos de Sousa

Consultoria vai desatar os nós do VLT de Cuiabá
Cuiabá: veículos aguardam término de obras
créditos: pacgov @ flickr

A consultoria que definirá o futuro do VLT de Cuiabá-MT será escolhida na próxima quinta-feira (1), pelo governo do estado de Mato Grosso. Três empresas participam do certame: Accenture do Brasil, Cinclus Engineering Consultancy e KPMG Consultoria. 

A vencedora terá de apresentar relatórios detalhados sobre viabilidade economia, cronograma de obras, entre outros pontos. O governador Pedro Taques (PSDB) já adiantou que o valor (que deve girar em torno de R$ 4 milhões) será debitado, posteriormente, do que o Consórcio VLT tem a receber do Executivo.

As análises das propostas técnicas e orçamentárias para contratação de consultoria especializada para a obra do VLT começaram nesta terça-feira (29). Os documentos serão analisados hoje e amanhã pelo Executivo. A empresa vencedora deverá apresentar em 120 dias relatórios detalhados sobre os seguintes itens:

- viabilidade financeira do modal; 
- cronograma de término de obras; 
- estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos; 
- proposta de integração do VLT à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande; 
- cronograma de desembolso do estado para implantação do VLT. 

Projeto para a Copa de 2014

O projeto do VLT Cuiabá-Várzea Grande começou a ser elaborado em 2010, tendo em vista a Copa de 2014. Antes, a proposta previa a construção de um corredor de ônibus (BRT), mas uma decisão do governo local levou à opção pelo sistema de veículos leves sobre trilhos. Posteriormente, uma sucessão de embargos dos órgãos de controle paralisou as obras, embora os veículos já estejam no pátio de manobras e em condições de operação.

Neste ano foi a vez de a Justiça de Mato Grosso suspender por quatro meses as obras do VLT para que o estudo de viabilidade seja finalizado. Desta forma, a montagem dos trilhos só deve ser retomada em 2016. A previsão é que o sistema de bondes não fique pronto antes de 2018. O projeto estava orçado em R$ 1,47 bilhão e pode ultrapassar os R$ 2 bilhões por conta das correções. O estado já investiu mais de R$ 1 bilhão com as obras e material rodante.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cuiabá: comissão técnica inicia análise de propostas para consultoria do VLT

24/09/2015 - Só Notícias - Sinop/MT


Para dar continuidade ao processo licitatório que prevê a contratação de consultoria para a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), servidores da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE) e Controladoria Geral do Estado (CGE) iniciam a análise das propostas na próxima semana. Os documentos, que estão sendo protocolados na sede da Secid, devem ser entregues pelas concorrentes até às 18h de sexta-feira (25) em envelope lacrado. Ao todo, 12 empresas participam do trâmite público.

Conforme solicitado pelo Estado, além das planilhas orçamentárias, as empresas também deverão protocolar documentos técnicos que detalhem o modo como trabalho será desenvolvido, assim como a documentação necessária para a futura contratação. Os estudos de consultoria deverão ser realizados pela contratada no prazo de 120 dias, conforme prevê o termo de referência 001/2015.

A empresa vencedora será responsável por apresentar relatório sobre a viabilidade financeira do VLT, análise técnica sobre o cronograma de término de obras, estimativa de demandas de operação nos próximos 20 anos, proposta de integração do modal à matriz de transporte da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, como também cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

A contratação da consultoria foi solicitada pelo governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), e autorizada pela Justiça Federal no dia 25 de agosto. No mesmo parecer, dado pelo juiz da 1ª Vara Federal, Ciro José de Andrade, também foi determinada a suspensão do contrato do VLT enquanto os estudos estiverem sendo realizados.

De acordo com o titular da Secid, Eduardo Chiletto, a contratação de uma consultoria especializada dará segurança ao Estado para que a obra do VLT possa ser encaminhada de forma viável. Ele ainda destaca que o estudo irá apresentar, além dos apontamentos solicitados no termo de referência, a viabilidade econômica, técnica e financeira do modal.

“É importante lembrar que este trabalho é algo que deveria ter sido realizado antes do início de qualquer obra. O que a gestão Pedro Taques está fazendo é investir em planejamento para que o modal seja executado de forma responsável e viável para os municípios de Cuiabá e Várzea Grande”, reforçou Chiletto.

Além da análise documental, que será feita pela comissão técnica, o Estado também dará seguimento a elaboração da minuta de contratação já na próxima semana. Com o anúncio da vencedora, esta terá prazo para apresentar garantia contratual e então ser contratada. A expectativa é que o contrato seja assinado até a primeira quinzena de outubro.

sábado, 29 de agosto de 2015

Governo do MT vai contratar estudo para garantir viabilidade do VLT

27/08/2015 - Governo de Mato Grosso

Estudo tem o aval da Justiça Federal e vai subsidiar a continuidade do projeto. Consórcio VLT terá de renovar as garantias e seguros do modal por mais 12 meses

Obras do VLT em Cuiabá permanecem paradas
Obras do VLT em Cuiabá permanecem paradas
créditos: Mayke Toscano/GCOM-MT

O governo de Mato Grosso anunciou nesta terça-feira (25) que vai contratar uma empresa para realizar estudo especializado que subsidiará a definição de estratégias para retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

O pedido do governo para a contratação da empresa tem o aval da Justiça Federal. O objetivo é permitir a conclusão das obras e verificar se as estimativas de prazo e custos, até a conclusão do modal, estão em conformidade com o que alega o Consórcio VLT.

O juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, autorizou a realização do estudo em um prazo de quatro meses e determinou ainda a suspensão do contrato referente à implantação do VLT. A decisão judicial também obriga o Consórcio VLT a renovar as garantias e seguros do modal por mais 12 meses por considerar plausíveis os motivos apresentados pelo governo do estado.

Na decisão, o juiz ressaltou o argumento do governo de que “sem a realização de tal estudo, qualquer decisão que venha a ser tomada pelo estado de Mato Grosso quanto à continuidade das obras (...) será totalmente ‘às cegas’, sem critério ou embasamento técnico (...). A empresa contratada também vai oferecer informações sobre estudo tarifário, modelo operacional e de viabilidade econômico-financeira e estruturação do projeto do VLT.

Segurança jurídica
Com a consultoria, o governo do MT pretende dar segurança jurídica para a conclusão da obra, orçada inicialmente em R$ 1,4 bilhão, e ver se as estimativas de prazos e custos para o término dos serviços previstos de implantação do VLT nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande são condizentes com as determinações previstas no contrato. Já foram pagos R$ 1,066 bilhão, contudo o consórcio diz que o valor restante não será suficiente e faz novas exigências ao governo em aditivos financeiros e prazo.

Na ação civil pública, o Estado visa à proteção do patrimônio público, evitando a prática de novos atos ilícitos e pretende também reparar os danos já provocados, especialmente no que se refere à apresentação dos projetos executivos e de desapropriação, renovação da garantia contratual e renovação de seguros associados aos riscos de engenharia. Estas faltas são responsáveis pelos prejuízos e danos materializados em obras defeituosas, inexistentes e por pagamentos feitos sem a correspondente entrega de bens em condições e qualidade compatíveis.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Juiz concede prazo para Estado fazer estudo sobre obras do VLT

26/08/2015  - Circuito Mato Grosso - Cuiabá/MT

Nesta terça-feira (25) o juiz da 1ª Vara Federal em Mato Grosso, Ciro José de Andrade Arapiraca, suspendeu o contrato e o aditivo para as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A medida foi tomada para que o Governo de Mato Grosso levante informações, por meio de um estudo, sobre as obras realizadas até agora pelo Consórcio VLT e os prazos contratuais.

Com o novo prazo, estipulado pela justiça, está descartado a possibilidade para a retomada das obras do modal de transporte ainda em 2015. Ciro José decidiu acatar o pedido feito pela Procuradoria-Geral do Estado (CGE) para a realização dos novos estudos para confirmar ou não os dados apresentados pelo consórcio.

Outro Lado

O Jornal Circuito Mato Grosso tentou entrar em contato com o Consórcio VLT (formado pelas empresas Astep Engenharia Ltda., Magna Engenharia Ltda., Santa Barbara Construcões S/A, Caf Brasil Indústria e Comercio S/A, e CR Almeida S/S - Engenharia de Obras), mas não obteve sucesso.

Imbróglio

O modal de transporte que cortaria Várzea Grande e Cuiabá idealizado para ser entregue antes da Copa do Mundo, em 2014, está a 8 meses parada. Governo e as empresas responsáveis não entraram em acordo e desde março. O consórcio foi acionado na justiça pelo Executivo, o Ministério Público Federal e Estadual para que realizasse as devidas medições e retomasse a obra.

Com a obra do VLT interrompida há 8 meses, o governo do estado e o Consórcio não conseguem chegar a um acordo sobre a retomada do projeto. As tentativas se arrastam desde o mês de março, depois que o Executivo, acompanhado dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, acionou a empresa cobrando que alguns pagamentos pela obra foram feitos antes das respectivas medições.

No dia 23 de junho, ao Circuito Mato Grosso, o consorcio afirmou que protocolou, junto à 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, um pedido de prorrogação de 30 dias no prazo concedido pelo Poder Judiciário para que o Consórcio VLT e o Governo do Estado efetuassem as negociações necessárias à retomada das obras. “A solicitação se deu em razão do prazo 75 dias estabelecido pela Justiça não ter sido suficiente para que as partes concluíssem a negociação”.

O Consórcio VLT informou, ainda, que apresentou ao Governo Estadual, nos prazos fixados pela Justiça Federal, o Cronograma de Retomada e Conclusão das Obras e o Cronograma Físico-financeiro, conforme determinação judicial.

No mês de abril, a Justiça suspendeu o contrato por 75 dias úteis, período em que cada parte deveria cumprir com algumas condições necessárias para a celebração de um acordo com o objetivo de promover a retomada da construção.

Contudo, o consórcio solicitou à Justiça a prorrogação do prazo em 30 dias. O pedido foi deferido em 6 de julho pelo juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca.  Depois, o governo solicitou prorrogação de prazo, o que foi concedido pelo magistrado e, em seguida, solicitou a auditoria para embasar o projeto.

Veja decisão na integra:

A DECISÃO FLS 45104521 DISPOSITIVO DIANTE DO EXPOSTO DEFIRO PARCIALMENTE O PEDIDO DE FLS 44514467 AUTORIZANDO A SUSPENSÃO DO CONTRATO Nº 0372012SECOPAMT E DO SEU RESPECTIVO ADITIVO PARA QUE O ESTADO DE MATO GROSSO PROMOVA OS ATOS NECESSÁRIOS A FIM DE GARANTIR A REALIZAÇÃO DO ESTUDO TÉCNICO PRETENDIDO NO PRAZO DE 04 QUATRO MESES RETOMANDOSE CONTUDO DORAVANTE A MARCHA PROCESSUAL AO PASSO EM QUE DETERMINO AINDA QUE OS REQUERIDOS MANTENHAM AS DEVIDAS GARANTIAS E SEGURO PELO PRAZO DE SUSPENSÃO ORA ACOLHIDO INTIMEMSE CUIABÁ 25 DE AGOSTO DE 2015 CIRO JOSÉ DE ANDRADE ARAPIRACA JUIZ FEDERAL DA 1ª VARAMT .

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Governo discute implementar VLT nos ramais Vila Inhomirim e Saracuruna

24/08/2015 - Blog Verde

O presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, discute com o governo do estado um projeto ambicioso para os próximos cinco anos: transformar radicalmente os ramais de Vila Inhomirim e Guapimirim - onde ainda rodam antigas locomotivas movidas a diesel - com a implementação de um sistema de VLT (veículo leve sobre trilhos).

- Isso ainda depende ainda de uma nova etapa de investimentos, mas vamos pensr numa modernização daquele sistema. Temos hoje nesses ramais 20 viagens por dia e transportamos aproximadamente 5 mil passageiros - diz o presidente da concessionária.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Cronograma de obras do viaduto da Sefaz é apresentado para Secid

07/08/2015 - Expresso MT

A Secretaria de Estado das Cidades (Secid) recebeu, na tarde desta quarta-feira (05.08), o novo cronograma de reparos do viaduto Jamil Boutros Nadaf, o viaduto da Sefaz. Conforme documento apresentado pelo Consórcio VLT, o prazo para conclusão dos serviços se encerra no dia 21 de agosto. Mesmo com a data limite, o secretário de Estado das Cidades, Eduardo Chiletto, reforça que a liberação do tráfego acontecerá após fiscalização.  

O viaduto, que faz parte da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), foi inaugurado em fevereiro de 2014, porém precisou ser interditado após seis meses, devido a constatação de irregularidades. Tais problemas começaram a ser reparados em fevereiro deste ano. A expectativa era de que o elevado fosse liberado para a população no dia 30 de julho, porém laudo técnico apontou a necessidade de novos reparos. 

A avaliação de segurança, que foi realizada pela empresa LSE Laboratórios de Sistemas Estruturais no dia 23 de julho, demonstrou que o reforço executado nos pilares do viaduto conta com aumento da resistência e bom desempenho para utilização das cargas especificadas no projeto original. Porém defeitos de construção foram verificados durante a análise, o que gerou oito recomendações. 

Devido a listagem de ajustes, o secretário Eduardo Chiletto notificou o Consórcio VLT, na última segunda-feira (03.08), para que, no prazo de 48 horas, os trabalhos começassem a ser realizados. Até o momento, conforme cronograma apresentado pelo consórcio, apenas os defeitos nas juntas de dilatação foram solucionados. Ainda devem ser executados os serviços nas fibras de carbono, e nas fissuras externas e internas do elevado. 

Conforme o secretário Eduardo Chiletto, com a finalização dos trabalhos, uma nova fiscalização será feita na obra. Caso todas as recomendações estejam adequadas, o Estado fará a liberação do tráfego sobre o viaduto. É importante dizer a população, que o governo não irá receber obra que não esteja 100% executada e com a qualidade devida. 

Para manter o bom uso do elevado, a Secretaria de Estado das Cidades também receberá plano de manutenção do viaduto da Sefaz. O documento está sendo elaborado pela empresa LSE, que apresentará um manual para manutenção periódica da obra.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Com prazo no fim, consórcio e estado de MT seguem sem acordo sobre VLT

06/08/2015 - G1

Enquanto a população segue convivendo com as obras paradas do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em avenidas da Grande Cuiabá, o governo do estado e o consórcio responsável continuam sem perspectiva de entrarem em um acordo sobre a retomada dos trabalhos, mesmo ao fim do prazo judicial estipulado pela Justiça Federal em tentativa de conciliação. Nem em relação à data específica do fim deste prazo as partes concordam: de acordo com o governo, os últimos 30 dias concedidos pela Justiça para uma conciliação terminam nesta quarta-feira (5); já para o consórcio, o prazo expira no próximo dia 10.

Contratante das obras do VLT, licitadas por R$ 1,477 bilhão, o governo do estado está em processo de conciliação com o consórcio na 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso. A conciliação foi iniciada depois que o estado, ao lado dos Ministérios Públicos estadual e federal, acionou o Consórcio VLT em março deste ano cobrando que alguns pagamentos pela obra foram feitos antes das respectivas medições.

Já em tentativa de conciliação, em abril a Justiça suspendeu o contrato por 75 dias úteis, período dentro do qual cada parte deveria cumprir com algumas condições necessárias para a celebração de um acordo suficiente para promover a retomada da construção.

Em seguida, o consórcio solicitou à Justiça a prorrogação do prazo em 30 dias. O pedido foi deferido em 6 de julho pelo juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca. No texto, o juiz determinou a contagem do prazo a partir da decisão. Para o estado, esta contagem termina nesta quarta-feira, mas o consórcio afirma que a contagem se encerra no dia 10.

Dentro desse prazo as partes deveriam cumprir medidas para possibilitar um acordo. Da parte do estado, seria necessário apresentar um cronograma de desapropriações das áreas no trajeto das obras e um cronograma de pagamento pelos avanços na construção. Já o consórcio teria de apresentar documentos como os projetos executivos da implantação do modal de transporte e um cronograma de retomada dos trabalhos de execução.

Para ambas as partes, um ainda não cumpriu com sua contrapartida em relação ao outro. A Secretaria de estado de Cidades (Secid), responsável pelos projetos pendentes da Copa do Mundo de 2014 no estado, afirmou por meio de assessoria de imprensa que, até hoje, o estado não recebeu os projetos executivos do VLT, tendo recebido apenas um cronograma de retomada de obras já defasado, prevendo o reinício dos trabalhos no dia 1º de julho. A Secid também assegurou que enviou ao consórcio um cronograma de pagamento dos cerca de R$ 400 milhões pendentes para completar o valor total do contrato.

Por outro lado, a assessoria de imprensa do Consórcio VLT informou que entregou todos os documentos solicitados, mas que ainda espera – sem resposta do estado – uma proposta de "equilíbrio econômico-financeiro" do contrato de R$ 1,477 bilhão, a qual deverá elevar o valor final do modal de transporte. O consórcio também reclamou de não ter recebido até hoje os valores referentes às medições de obras nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2014.

Agora, governo e consórcio esperam que, ao fim do prazo judicial, sejam convocadas pela Justiça para uma audiência de conciliação. Nesta oportunidade, ou as partes deverão encontrar um consenso ou ter o assunto decidido pelo juiz da 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Secretário quer lojas em estações do VLT: “O empresário terá lucro e ajudará o novo modal”

01/08/2015 - Agro Olhar

Cuiabá

O Governo do Estado tem a intenção de transformar as estações do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em pontos comerciais importantes para Cuiabá e Várzea Grande. A ideia é colocar lojas em estações do novo modal, fomentando assim a economia dos dois municípios: "O empresário terá lucro e ajudará o VLT", explicou, em entrevista exclusiva ao Agro Olhar, o titular da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), Eduardo Chiletto. O gestor da pasta ainda sugeriu a mudança de pontos políticos importantes que estão na capital mato-grossense. 

"No porto, teremos uma grande estação, mas só uma estação. Não queremos isso, nosso governo quer algo integrado com o bairro do Porto. Pensamos grande, é como se tivéssemos no aeroporto de Brasília, lá você anda no meio da loja. Pensamos neste modelo, com várias lojas nestes pontos onde o empresário terá lucro e ajudará o VLT", explica Chiletto. 

O secretário ainda sugeriu mudanças: "Se a prefeitura saísse de onde está e mudasse para o Centro de Eventos da Acrimat, que é utilizado apenas uma vez por ano, traria um crescimento muito grande para a população. Integraria com o terminal do VLT, o empresário pegaria o trem no aeroporto, ia até a prefeitura, depois aos hotéis. O cara andaria de VLT o dia inteiro". 

"Podíamos fazer uma PPP (Parceria Público Privada), criar um novo Centro Político Administrativo, e daria esta área existente para empresários, com a condição de que eles construíssem este novo local para os serviços públicos, onde o servidor teria condições de trabalhar de forma digna, com área de lazer, praça de alimentação. A maioria das secretarias está em péssimo estado", acrescentou o titular da pasta. 

Chiletto também comentou que o projeto do VLT precisa ser revisto: "Hoje, não sabemos se o tamanho das estações está de acordo com a quantidade de público que irá passar ali. Não temos uma matriz de origem e destino atualizada para 2015. Além disto, precisamos de um estudo para saber como este trem será gerenciado. Precisamos formatar ele para 2016, integrar o novo modal com a cidade, já que ele traz incentivos para a região em que está".

Edital do VLT de Salvador será lançado em agosto

31/07/2015 -  Governo da Bahia

O edital de licitação para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai ligar o Subúrbio Ferroviário de Salvador ao bairro do Comércio, será publicado no mês de agosto e beneficiará mais de 1,5 milhão de pessoas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (31) pelo secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, durante evento, em que foram apresentados os detalhes do projeto de construção do equipamento a representantes das empresas, realizado no Hotel São Salvador. 

O presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, também participou do encontro, acompanhado de equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur) e da CTB. O encontro permitiu ao empresariado tirar dúvidas sobre o projeto. O VLT, que vai substituir o atual Trem do Subúrbio, terá 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações. A licitação prevê intervenções em duas fases - a primeira, entre o Comércio e Plataforma, com 9,4 quilômetros, e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com nove quilômetros. O investimento está orçado em R$ 1,1 bilhão. 

Conforto e segurança 

Bruno Dauster destacou que o VLT faz parte do conjunto de intervenções que o governo estadual vem realizando pela melhoria da mobilidade urbana de Salvador. "Estamos investindo pesado na construção de transportes públicos de massa sobre trilhos, como o metrô e o VLT, que se conectam em alguns pontos. A ideia é prever ainda a integração tarifária com metrô e ônibus. Nosso compromisso é dar aos soteropolitanos a mobilidade urbana que merecem, com celeridade, conforto e segurança. Futuramente vamos expandir o projeto e implantar o VLT metropolitano, integrado a cidades do entorno, como Simões Filho e Candeias". 

As atuais estações serão demolidas para dar lugar a novas estruturas mais simples, modernas e dentro das normas internacionais de acessibilidade. "Esse VLT vai trazer uma grande melhoria na estrutura de transporte do Subúrbio, Cidade Baixa e região do Comércio. Será um sistema que dará conforto e segurança, além de reduzir o tempo de viagem dos usuários", disse Eduardo Copello.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Em Cuiabá, contrato do VLT é suspenso pela segunda vez

A Justiça Federal estabeleceu um novo prazo (5 de agosto) para que o Consórcio VLT e o governo do Estado possam chegar a um entendimento
 
08/07/2015 - Diário de Cuiabá

Rafael Costa 

Polêmica continua em Cuiabá
Polêmica continua em Cuiabá
créditos: André Romeu/DC
 
O juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Ciro Arapiraca, suspendeu por mais 30 dias o contrato do Consórcio VLT com o governo do Estado. A decisão atendeu pedido das empreiteiras que buscam atender as exigências do governo Pedro Taques. Conforme a decisão do magistrado dada na segunda-feira (6), durante este período, as partes (Consórcio VLT, Estado e Ministério Público Estadual e Federal) deverão entrar em consenso até o dia 5 de agosto a respeito do contrato das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
 
"Em face da concordância expressa dos autores (MPF - fl. 3703, MPE – fl. 3705 e Estado de Mato Grosso – fl. 3706), defiro o pedido formulado pelo Consórcio VLT Cuiabá, à fl. 3269, para prorrogação do Contrato n. 037/2012/Secopa/MT e respectivo aditivo, pelo prazo improrrogável de 30 (trinta) dias, a contar desta decisão, permanecendo também suspensos os prazos processuais", diz trecho da decisão do juiz federal.
 
A primeira suspensão contratual foi homologada no final de fevereiro e foi interrompida no dia 21 de junho. As obras do VLT já estão prestes de completar um ano de paralisação. O projeto está estimado em R$ 1,477 bilhão com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que deverá ser pago no período de 30 anos. Mesmo sem a conclusão do projeto, mais de R$ 1 bilhão já foi pago às empreiteiras.A ação civil pública em andamento na Justiça Federal foi proposta em conjunto pela Procuradoria-Geral do Estado, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.
 
Trata-se de uma medida que visou à suspensão de pagamentos aditivos e de exigir a entrega de projetos básicos e executivos que atestem a segurança da obra. O VLT está programado para percorrer dois trajetos que são CPA/Aeroporto e Coxipó/Centro. Em locais estratégicos como a Avenida Fernando Corrêa da Costa, não houve a desapropriação de imóveis para circulação do trem, em que pese haver trilhos instalados no Viaduto da UFMT.
 
O local mais adiantado é a Avenida da FEB, em Várzea Grande, na qual já foram instaladas até mesmo as estações de trem, embora não se tenha nenhuma perspectiva de quando os veículos estarão em plena circulação. Inicialmente, a obra do VLT estava programada para ser entregue em dezembro de 2013 e servir como opção de transporte para a Copa do Mundo que ocorreu em junho de 2014, com jogos em Cuiabá.
 
A ação civil pública encaminhada à Justiça Federal se amparou em relatório produzido pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelas vistorias feitas pelo consórcio Planserv-Sondotécnica, responsável pela fiscalização das obras do VLT. A ação foi assinada por um promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, um procurador do MP Federal e por três procuradores do Estado, entre eles o procurador-geral Patrick Ayala.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Governo de MT deverá gastar R$ 20 milhões em desapropriações do VLT

07/07/2015 - G1

O governo de Mato Grosso deverá gastar em torno de R$ 20 milhões em desapropriações para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana. O metrô de superfície deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, mas atualmente o contrato do estado com o Consórcio VLT, responsável pela obra. Não há cronograma válido para a retomada do modal de transporte, licitado em R$ 1,4 bilhão, que segue sem prazo para ser finalizado.

"Já começamos a fazer os pagamentos da desapropriação. Estamos conseguindo fazer as liberações [de dinheiro], mas isso vai demorar um ou dois anos, porque vamos fazer a liberação à medida que a obra for realizada. Como o cronograma inicia pelo Aeroporto-Porto, estamos dando prioridade para essa área. Depois, faremos a Avenida do CPA e a terceira será do Morro da Luz com o Coxipó", disse o secretário de estado de Cidades (Secid), Eduardo Chiletto.

Em relação aos gastos com o metrô de superfície, Chiletto disse que o estado não deverá pagar o valor adicional pedido pelo Consórcio VLT e que está tentando parceria para conseguir recursos.

"Se for somar mais o reajuste que querem, a obra ficaria em até R$ 2,2 bilhões. O estado não tem esse dinheiro e entendemos ilegal esse pedido. Estamos trabalhando paralelamente uma parceria público-privada para viabilizar a parte financeira, porque o que está pegando mais não é o cronograma de obras, é o financeiro", disse Chiletto.

O contrato foi suspenso no começo do ano pelo governo para que pudesse passar por auditorias motivadas por suspeitas de irregularidades. E, em abril, também foi suspenso, mas por 75 dias, pela Justiça Federal após conciliação entre consórcio e estado. O prazo terminou no dia 21 de junho. Em tese, o contrato deveria ter sido retomado nessa data, mas o Consórcio VLT pediu mais 30 dias de suspensão à Justiça. A solicitação ainda não foi julgada.

O VLT deverá ser implantado em dois eixos. Um do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o CPA (Centro Político Administrativo), na capital; o outro entre o Coxipó e o Centro, ambos na capital. Enquanto as obras do VLT não são retomadas, o governo deverá fazer a readequação viária de trechos em que serão instalados os trilhos do modal de transporte. Deverão ser gastos R$ 2,7 milhões.

Transforma Mato Grosso

As declarações de Chiletto foram dadas durante lançamento do programa Transforma Mato Grosso, nesta segunda-feira (6), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, que prevê realizar mais de três mil ações em diversas áreas até o final deste ano. O investimento deverá ser de R$ 3 bilhões.

Os eixos do programa são Viver Bem, Educar para Transformar e Emancipar, Cidades para Viver - Municípios Sustentáveis, Estado Participativo e Empreendedor, e Gestão Eficiente, Transparente e Integrada.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Com obra do VLT de Cuiabá parada, consórcio pede mais prazo à Justiça

23/06/2015 - G1

O consórcio VLT, responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos na Grande Cuiabá, pediu mais 30 dias de prazo para retomar as negociações com o governo do estado a respeito do contrato, cujo prazo de suspensão de 75 dias estipulado pela Justiça Federal expirou no domingo (21). Enquanto isso, a implantação do modal de transporte na capital e em Várzea Grande, na região metropolitana, continua parada. A obra foi licitada por R$ 1,4 bilhão. Projetado para ser entregue a tempo da Copa do Mundo de 2014, o metrô de superfície deverá ficar pronto em 2018, conforme previsão do consórcio.

Por meio de nota, o consórcio informou que apresentou ao governo o cronograma de retomada e conclusão das obras, assim como o cronograma físico-financeiro. A medida atendeu a determinação judicial. Já a assessoria do governo disse que, também atendendo a decisão da Justiça, apresentou diagnóstico dos processos de desapropriações necessárias à implantação do VLT e informações sobre as parcelas dos pagamentos.

A suspensão do contrato foi para tentar esclarecer qual a real situação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos, e as condições de continuidade dos trabalhos, especialmente nas localidades em que será necessário desocupar imóveis. Os 75 dias impostos pela Justiça Federal, entretanto, são uma extensão do que já estava ocorrendo desde o início do ano em relação ao contrato, que foi suspenso para passar por auditorias motivadas por suspeitas de irregularidades.

Com as obras paradas, o local em que deverão passar os trilhos do VLT em Várzea Grande está cheio de mato e pés de feijão, quiabo, melancia e milho. A 'plantação' está no na Avenida da FEB.

O VLT deverá ser implantado em dois eixos. Um ligará o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o CPA (Centro Político Administrativo), na capital; o outro vai fazer o trajeto entre o Coxipó e o Centro, ambos na capital.

Novo cronograma

De acordo com o cronograma apresentado pelo consórcio ao governo do estado, a retomada da construção do modal de transporte será dividida em três fases. A primeira, entre o aeroporto e a região do Porto, em Cuiabá, começaria no próximo dia 1° de julho, com final previsto para 2 de agosto de 2016.
A segunda fase deverá ser entre o Porto e o CPA, ambos na capital, iniciando em 18 de abril de 2016, com duração até 14 de outubro de 2017. A terceira etapa seria no trecho entre o Morro da Luz, no Centro de Cuiabá, e o Coxipó, também na capital, entre 23 de maio de 2016 e 7 de setembro de 2018.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Governo cobra Consórcio para cumprir contrato e concluir obras do VLT

22/06/2015 - Secom
 
THIAGO ANDRADE/LIGIANI SILVEIRA

A retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos depende do cumprimento do contrato por parte do Consórcio responsável pela construção do modal. É este o entendimento do Governo do Estado ao apresentar à Justiça Federal, nesta segunda-feira (22.06), os documentos referentes ao que foi acordado em uma audiência de conciliação sobre a execução das obras do VLT. As obras estão suspensas por decisão judicial e a apresentação dos documentos, que questionam o cronograma apresentado pelo Consórcio e o pedido de reajuste no valor da obra, fazem parte do trâmite necessário para definir os rumos do modal.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

VLT ainda não tem prazo para sair; Rui quer licitação até julho

17/06/2015 - Bahia Notícias

A construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador ainda não tem uma data definida para começar. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), Carlos Martins, só faltam alguns ajustes na discussão com a Caixa Econômica Federal para a liberação da verba – apesar do governador Rui Costa ter dito, em entrevista feita nesta terça-feira (16), que o projeto aguardava retorno do Ministério do Planejamento.

Em entrevista a Mario Kértesz, da Metrópole, Rui explicou que o empreendimento custará, ao todo, R$ 1,2 bilhões, e que o governo federal pediu para a obra ser adiada para conseguir o valor global. Para que começasse imediatamente, o governo estadual aceito bancar metade do custo. "Eu quero soltar a licitação o mais tardar em julho", disse o governador. 

O gestor disse ainda que o VLT integrará uma série de obras, como a construção de avenidas e a expansão do metrô, o que deverá "remodelar a mobilidade" da cidade. "No final de 2017, Salvador terá a melhor mobilidade urbana de todas as capitais", prometeu. 

Além disso, Costa acredita que o VLT será um "vetor de desenvolvimento" para a região do subúrbio, com a criação de oportunidades de serviço e a abertura de hotéis e restaurantes. "Agora a gente vai poder compartilhar aquela beleza com os turistas. Depois que eles visitarem o Comércio e participarem do novo Centro de Convenções, já entram no VLT e saltam lá", disse. 

O chefe da Sedur concorda. Segundo ele, o traçado do veículo passa exatamente na frente do terreno em que o Estado pretende construir o novo Centro de Convenções, e terá total integração com os equipamentos do local. Para ele, as transformações realizadas no local fazem parte de um movimento internacional. "Em todo mundo já está acontecendo essa recuperação dos centros históricos. No Rio de Janeiro, com o Porto Maravilha, em Buenos Aires, Portugal, foi a mesma coisa. Quando você revitaliza essas áreas que estavam degradadas, aplica investimentos, revigora o turismo de toda aquela região", conclui.

Fonte: Bahia Notícias
Publicada em:: 17/06/2015