domingo, 18 de janeiro de 2015

Secretário avisa que obras do VLT devem ser retomadas apenas em abril e contratos estão suspensos

18/01/2015 - Olhar Direto



As obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem ser retomadas apenas no fim de março ou começo de abril deste ano. A informação foi repassa pelo secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, na tarde da última quinta-feira (15). Todos os contratos firmados pela Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo) encontram-se suspensos, incluindo o do novo modal.

O secretário afirmou que o pedido de suspensão do contrato partiu do Consórcio VLT, que não recebia os pagamentos há mais de 90 dias: "Eles pediram a suspensão do contrato e a Secopa acatou o pedido. Eles ficaram mais de 90 dias sem receber e está previsto em contrato que neste cenário, as obras podem ser suspensas".

Porém, Gustavo fez questão de reiterar que o contrato com o Consórcio não foi rescindido: "Suspensão não é encerramento de contrato. Tecnicamente neste momento, por conta das chuvas, não é prático retomar estas obras. O desejo do Consórcio é de retomar as obras no fim de março ou abril. Por óbvia responsabilidade da construtora, a única obra em andamento é no viaduto da Sefaz".

A situação do viaduto da UFMT (Jornalista Clóvis Roberto) também foi explicada: "A única solução possível é um projeto de drenagem integrado para toda a região. Aquele volume de água que hoje se acumula no local, se for inteiro jogado para o córrego do Barbado, vai alagar uma área ainda maior. Então, nós precisamos de um novo projeto de drenagem que compreenda toda a região, para que isso possa ser solucionado de maneira definitiva", explicou o secretário.


"O Consórcio irá cooperar conosco na elaboração deste projeto e em até 30 dias devemos ter um projeto definitivo da drenagem de toda a região", acrescentou Gustavo. Ele ainda disse que "nenhuma delas (obras) tem risco iminente de queda ou desastre. O que nos preocupa mais são os alagamentos nos pontos do VLT e as obras de reforço estrutural no viaduto da Sefaz, mas repito, nenhuma tem risco imediato de desabamento".

Por fim, Gustavo ainda explanou sobre a situação da Secopa: "Juridicamente a Secopa não acaba enquanto não se extinguirem suas tarefas, ou outra secretaria as assumir. É isto que estamos fazendo aqui, identificando que secretarias podem assumir cada uma das obras. A Secretaria de Cidades deverá assumir a maior parte delas, preliminarmente, para que a Secopa seja extinta".


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