sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bonde parado há 42 anos é restaurado e vai ser exposto no ES

24/04/2015 - G1

Um bonde usado até a década de 1970 em Vila Velha, região Metropolitana de Vitória, está sendo restaurado e será exibido na Casa da Memória do município. A exposição que conta a história do bondinho será inaugurada na quarta-feira (29).

O restaurador Patrick Oliveira Bonde 42 conta que a equipe trabalha há 3 meses para manter o veículo semelhante a como era em há 50 anos. A gente tentou manter o máximo possível de originalidade, então foi 100% de restauração. O teto foi todo restaurado na parte interior e todas as madeiras dos bancos e dos assentos estão sendo envernizadas, disse.

O bonde elétrico chegou em Vila Velha em 1912 e funcionaram até a década de 1970. Eles rodavam por vários bairros a 30 km por hora e levava 50 passageiros sentados, além de muitos em pé.

O aposentado Coriolano Delfino Mota, de 79 anos, conta que andava de bondinho na época em que passou no município. É uma lembrança muito agradável, muito emocionante, porque eu vim a Vila Velha em 1954 justamente para servir ao exército e o bonde era o único meio de transporte que a gente tinha. Cada seção do bonde tinha uma cortina, que a gente fechava quando chovia, lembra.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Andinho Almeida, a prefeitura busca resgatar uma parte da história do município. A proposta em si é valorizar o sítio histórico de Vila Velha. Fazer com que as crianças possam participar, possam conhecer um pouco da nossa história, explica.

A visitação ao bonde 42 acontecerá de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e nos fins de semana e feriados, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Mark mostra que 82% dos cuiabanos querem VLT e renegam BRT

14/04/2015 - Folha Max

A continuidade das obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) é defendida por 81,8% da população cuiabana. É o que revela pesquisa do Instituto Mark feita em Cuiabá no período de 11 a 13 de abril com base na entrevista de 606 pessoas. 

A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos. São contrários a continuidade das obras do VLT somente 14,9% e outros 3,3% não souberam ou não responderam.

Questionados a respeito da possibilidade de troca do VLT para o BRT, 64% da população cuiabana discorda e outros 7,8% concordam. São indiferentes 14,9% e não souberam ou não responderam 13,4%. 

Atualmente, as obras do VLT estão paralisadas. Com investimento de R$ 1,477 bilhão, o Estado já pagou R$ 1,066 bilhão ao Consórcio VLT, conjunto de empreiteiras responsáveis pelas obras. 

O modal de transporte está programado para percorrer dois trajetos que são CPA/Aeroporto e Coxipó/Centro. Desde que assumiu o governo do Estado, Taques encomendou auditorias para apurar suspeitas de irregularidades no contrato. Por intermédio da Justiça Federal, houve uma audiência de conciliação do governo do Estado com as empreiteiras no dia 7 de abril. A expectativa é que as obras sejam retomadas após a entrega dos projetos executivos pelas empreiteiras e garantias de pagamento pelo governo do Estado. O contrato permanece suspenso pelo período de 75 dias. 

Fonte: Folha Max
Publicada em:: 14/04/2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Justiça quer conciliação em VLT de Cuiabá

02/04/2015 - Diário de Cuiabá

Audiência de conciliação das empreiteiras responsáveis pelas obras do Veículo Leve Sobre Trilhos com o governo do Estado foi marcada para 7 de abril

Rafael Costa

Projeto de 2011 é um dos mais polêmicos
Projeto de 2011 é um dos mais polêmicos
créditos: Secopa/MT
 
Uma audiência de conciliação das empreiteiras responsáveis pelas obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) com o governo do Estado foi marcada pela juíza da 5ª Vara Federal, Vanessa Perenha Gasques, para o dia 7 de abril, a partir das 14h.
 
Essa será uma tentativa de firmar consenso de ambas as partes para retomar as obras paralisadas nos últimos meses, embora já tenha consumido R$ 1,066 bilhão dos R$ 1,477 bilhão previstos na execução do projeto. Conforme levantamento da Controladoria-Geral do Estado (CGE), menos de 50% da obra está concluída.
 
As partes que moveram a ação civil pública contra o consórcio VLT que são Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE), ingressaram com embargos de declaração para reivindicar o bloqueio de ativos financeiros das empreiteiras na ordem de R$ 165,8 milhões.
 
A quantia seria o excedente pago pela gestão anterior de forma adiantada, sem a devida execução das obras. No entanto, a magistrada ressaltou que o pedido deveria recair sobre bens pertencentes às empreiteiras e não em ativos financeiros que correspondem a dinheiro movimentando em conta bancária.
 
"O pedido de constrição judicial de bens foi definido como pedido subsidiário formulado deferido em menor proporção ao quanto postulado. Assim, a indicação de bens deveria ter sido feita pela parte requerente no montante encontrado R$ 165.815.857,04 milhões, não em ativos financeiros no Bancejud, posto que já indeferido, ou ter sido justificada o porquê da não indicação de bens para a constrição judicial", diz trecho da decisão.
 
Nos embargos de declaração, a magistrada também negou pedido do governo do Estado em suspender o contrato mantido com o consórcio VLT pelo período de seis meses. O Estado sustentou a necessidade de análise e aprovação dos projetos apresentados que integram o pacote de obras do VLT.
 
Porém, a magistrada destacou que já houve suspensão do contrato e, no período de três meses, não foi registrado nenhum avanço nos projetos. Conforme a decisão judicial, em 90 dias o Estado se limitou a iniciar uma auditoria unilateral e notificar o consórcio em data próxima ao momento em que ingressou com a ação.
 
No dia 26 de março, houve uma liminar da magistrada determinando a suspensão dos prazos do contrato que o Estado mantém com o Consórcio VLT Cuiabá, que se encerraria no dia 30 deste mês. Ainda foi estipulado o prazo de 15 dias para as empreiteiras apresentarem os projetos executivos e de desapropriação das obras de implantação do VLT e corrigir falhas ou faltas nas conexões do material rodante.
 
Também deverão providenciar medidas que preservem os vagões do VLT por meio de manutenção, substituição e reparação sobre peças, unidades, composições e seus sistemas tecnológicos, além de renovar a garantia em cada ato de intervenção no material rodante. Em caso de descumprimento, foi estipulado pagamento de multa diária de R$ 100 mil.

Juíza federal suspende bloqueio de bens do Consórcio VLT Cuiabá

02/04/2015 - G1 MT

A juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, em substituição na 1ª Vara Federal, suspendeu a decisão que bloqueava os bens do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no valor de R$ 165,8 milhões. O montante havia sido depositado pelo estado, mas ainda não foi executado na obra, conforme os autos. A magistrada marcou também uma audiência de conciliação entre o consórcio e os ministérios públicos federal e estadual, além do estado, para o dia 07 de abril, às 14h. O governo informou ao G1 que deve se manifestar sobre a determinação ainda na tarde desta quarta-feira (1º). O Consórcio VLT informou que vai se manifestar somente em juízo.

A suspensão será válida até que o MPE, o MPF e o estado indiquem os bens que devem ser bloqueados.

Após a decisão que determinou o bloqueio de bens, no dia 26 de março, o MPF, o MPE e o governo do estado haviam entrado com recurso para pedir que o prazo do contrato com o VLT Cuiabá-Várzea Grande fosse suspenso por seis meses, espaço de tempo considerado excessivo pela juíza. "Destaco que o contrato já foi suspenso por outros três meses, não tendo a Administração tomado outras providências a não ser a auditoria e as notificações expedidas ao Consórcio em data próxima ao ajuizamento da ação", argumenta em trecho da decisão.

Após ter os bens bloqueados, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande também se manifestou, alegando atraso de pagamentos, o caráter unilaterial dos relatórios que embasam a ação, e ainda a falta de desapropriação de imóveis para a continuidade da obra. O consórcio alega que apresentou plano em 2012 para desapropriar 358 imóveis, mas só 123 foram desapropriados.

O estado já pagou R$ 1 bilhão do R$ 1,4 bilhão do valor da obra do VLT, mesmo faltando 50% para a obra ficar pronta, conforme apontado por relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE) divulgado em março.

A construção do metrô de superfície na capital e em Várzea Grande, na região metropolitana, estão paradas desde dezembro de 2014. O projeto prevê dois eixos - um ligando o aeoporto ao bairro CPA e o outro entre o Coxipó e o Centro de Cuiabá. O modal de transporte deveria ter ficado pronto antes da Copa do Mundo de 2014.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Governo vai licitar o VLT até o fim de abril

31/03/2015 - Coluna Tempo Presente - A Tarde

Prometida para o primeiro semestre do ano passado, a licitação do VLT, a versão moderna dos trens do subúrbio de Salvador, agora (parece que) vai. 

O chefe da Casa Civil do governo, Bruno Dauster, anunciou ontem que até o fim de abril lança o edital de licitação da primeira etapa, que vai do Comércio à Av São Luiz, em São Tomé de Paripe (13,5 km de extensão). 

A obra vai custar R$ 550 milhões, e, segundo Dauster, o dinheiro já está assegurado no bojo do PAC da Mobilidade. 

A segunda etapa, que implica a extensão do VLT até o Terminal da França, ainda não tem prazo. Aí vai depender da contrapartida do governo estadual, e a ordem é manter cautela por uma razão elementar: não se sabe se haverá dinheiro.