sexta-feira, 29 de maio de 2015

VLT passa por novos teste em Várzea Grande


Publicado em 8 de out de 2014

Na oportunidade o governador Silval Barbosa confirmou a entrega do trecho até o bairro Porto ainda este ano.

Governo do Estado apresenta plano de desapropriações do VLT

28/05/2015 - Mídia News

A Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT) entregou para o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, na manhã de terça-feira (26), o plano de desapropriações referente à obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O documento é uma das condições determinadas pela Justiça Federal, em audiência de conciliação realizada no dia 7 de abril, para a retomada das obras.

Também foi entregue um relatório técnico com observações sobre algumas inconsistências encontradas pelo Estado no cronograma apresentado pelo Consórcio, que prevê a finalização da obra em 2018.

Segundo a coordenadora de desapropriações da Secid, Geissany Silva, é necessário que se faça o realinhamento entre o cronograma já montado pelo Consórcio e o plano de desapropriações montado pelo Estado.

De acordo com a coordenadora, a redefinição das datas para prosseguimento das obras se deve ao fato do Consórcio solicitar que o Estado realize as desapropriações 120 dias antes do início das construções.

"Com este prazo estipulado e com o cronograma das obras tendo início no dia 01 de julho, o próprio Estado acabaria dando causa ao atraso das obras, o que legalmente é inviável e incorreto", disse.

Devido aos apontamentos feitos pela equipe da Secid, o Consórcio VLT se comprometeu em analisar os documentos e apresentar manifestação no prazo de 10 dias. Após este período, será realizada uma nova reunião entre Estado e as empresas responsáveis pela obra do modal.

De acordo com o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, o governo tem buscado alternativas para que a obra seja viabilizada.

"A expectativa é de que antes de ocorrer uma nova audiência, as partes já estejam conciliadas no que diz respeito às questões técnicas", afirmou.

Conforme cronograma, a próxima audiência de conciliação junto à Justiça Federal deve acontecer nos últimos dias do mês de junho.

Obra

Iniciada em 2012, a obra do VLT tinha conclusão esperada para a Copa do Mundo de 2014 e hoje tem a previsão de finalização apenas em 2018.

Orçada em R$ 1,47 bilhão, a obra não tem nem metade dos serviços concluídos e já consumiu cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

Além disso, o Consórcio VLT cobra pelo menos mais R$ 400 milhões do Governo de Mato Grosso para executar o projeto.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TCE cobra do governo data de conclusão do VLT na Grande Cuiabá

18/05/2015 - G1 MT

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que o governo de Mato Grosso encaminhe informações e documentos sobre o cronograma de todas as obras atrasadas da Copa, com detalhes de previsão de custos, reinício e conclusão de projetos que incluem o Veículo Leve sobre os Trilhos (VLT) e a Arena Pantanal. A Secretaria Estadual de Cidades (Secid) terá o prazo de cinco dias para atender a determinação feita pelo conselheiro e vice-presidente do TCE, José Carlos Novelli. Ao G1, a Secid informou que o TCE vem atuando em conjunto com a pasta e que as informações e andamentos têm sido acompanhados pelo Tribunal.

Ele ressalta, por exemplo, que os vagões do VLT estão desde o último ano no pátio do Centro de Manutenção e Operações, localizado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, cuja conclusão das obras poderá ocorrer somente em 2018, conforme prevê o consórcio responsável pela implantação do metrô de superfície. De acordo com a decisão do conselheiro, de imediato é exigido ao governo um plano de manutenção dos vagões até o início da operação do sistema.

Também o termo inicial do prazo de garantia das unidades veiculares pelo fabricante, além do custo total para o retorno do VLT. Problemas de desapropriação dos imóveis no trajeto do modal são apontados pelo conselheiro que requereu o cronograma físico e financeiro para a implementação.
Orçado em R$ 1,4 bilhões, o VLT deveria ter sido finalizado em março de 2014, com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. Atualmente as obras estão paralisadas. Informações sobre o levantamento logístico para a composição da tarifa a ser paga pelos passageiros foram solicitadas pelo TCE, que citou como base o valor de R$ 3,99 mencionado anteriormente pela extinta Secopa.

O governo deverá também apresentar um plano de correção de falhas na execução das obras, como o viaduto da Sefaz, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), por exemplo, que está interditado desde o ano passado por apresentar problemas estruturais. As demais obras que ainda não foram finalizadas e que integram o pacote de mobilidade urbana na Grande Cuiabá deverão indicar datas de reinício e conclusão dos serviços, além da estimativa final de custo.

Sobre a Arena Pantanal, o conselheiro determina a apresentação de um plano de manutenção permanente e de conservação da parte física, "haja vista que vários setores estão se deteriorando, conforme constatado em vistoria técnica realizada no último dia 11 pela Secretaria de Controle Externo de Obras e Serviços de Engenharia do Tribunal de Contas", informou em trecho do documento enviado ao governo.

Prioridades

A Secretaria Estadual de Cidades havia divulgado o novo cronograma de obras de mobilidade urbana nesta quinta-feira (14), com a previsão de que 10 obras atrasadas deverão ser concluídas até dezembro deste ano e outras quatro, em 2016. Para o retorno dos serviços, o governo prevê inicialmente custo de 50 milhões. Contudo, no pacote não está previsto o término das obras do Veículo Leve Sobre os Trilhos, que ligará Cuiabá a Várzea Grande, e nem da Arena Pantanal.

Outro lado

A Secid informou, por meio de nota, que tem atuado em conjunto com órgãos de fiscalização e controle, como os Tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), Ministério Público (MPE), Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa (ALMT). Conforme a pasta, essas entidades e instituições têm tido acesso total aos contratos e demais documentos referentes às obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014 e ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Informou ainda que, depois que os contratos da extinta Secopa (Secretaria da Copa) foram remanejados para a Secic, profissionais do TCE foram também para a sede da pasta, e que todas as informações e andamentos têm sido acompanhados pelo TCE.

sábado, 16 de maio de 2015

União deve concluir obras do VLT de Cuiabá

15/05/2015 - Diário de Cuiabá

Conclusão das obras ainda depende da definição de onde sairá o dinheiro


União deve concluir obras do VLT de Cuiabá
União deve concluir obras do VLT de Cuiabá
créditos: Diário de Cuiabá
 
A recente sinalização do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, de que a presidente Dilma Rousseff pretende - assim que estiverem aprovadas as regras do ajuste fiscal, - retomar as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo em todo o Brasil, está levando o governador Pedro Taques (PDT) a buscar alternativa para conclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que tinha custo inicialmente estimado em R$ 1,477 bilhão e que poderá chegar a R$ 2 bilhões se a obra só ficar pronta em 2018.
 
Uma das primeiras decisões tomadas pelo governador de MT, após regressar dos Estados Unidos, foi a remessa dos cinco volumes com mais de 2 mil páginas de documentos, tabelas financeiras e mapas, apresentados pelo Consórcio VLT Cuiabá para a retomada e conclusão das obras, ao ministro das Cidades. Kassab que sinalizou pela vontade da presidente Dilma não apenas de retomar as obras, mas também de concluí-las ainda no seu segundo mandato. "Nossa preocupação reside na questão temporal, já que quanto mais tempo demorar a conclusão, maior será a incidência do reajuste da inflação anual, da variação cambial, da atualização financeira e por fim a correção por causa do reequilíbrio econômico e financeiro", disse o secretário do gabinete de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira. 
 
Ele alertou ainda para a real e premente necessidade do governo federal aportar dinheiro novo nas obras, o que poderá ser também através de uma parceria público-privada, já que os atuais recursos previstos são insuficientes para fazer frente às necessidades, disse o secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos, que se reuniu com o governador Pedro Taques (PDT) que ontem retornou dos Estados Unidos onde foi tentar captar recursos para obras. Além de Gustavo Oliveira, participaram da reunião o secretário Eduardo Chilleto que ontem pela manhã se reuniu com os representantes do Consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empreiteiras CR Almeida, Santa Barbara, CAF, Magna e Astep, e o procurador-geral do Estado, Patrick Ayala. 
 
O aporte de recursos federais para conclusão das obras é bem visto pelo governador Pedro Taques (PDT) que se manifesta favorável à conclusão das obras, mas contrário ao Estado colocar mais recursos diante da falta dos mesmos para áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e social, além de obras estruturantes que são fundamentais para o crescimento de Mato Grosso e sua consolidação como fronteira produtora advinda do agronegócio. 
 
Gustavo Oliveira reafirmou que é necessário se reduzir os prazos para conclusão das obras, o aporte de mais recursos e principalmente uma reanalise dos estudos e dos cálculos para se assegurar uma tarifa para os usuários compatível com o cobrado pelos ônibus. "Existe uma série de contestações quanto aos estudos que definiram a possível tarifa do VLT que pelo fato de não estar concluído e não ter ainda definido o volume total dos recursos previstos para sua conclusão, torna improvável a definição dos valores, ainda mais se falarmos em operação do modal a partir de 2018", explicou o secretário. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Técnicos inspecionam vagões do VLT; estrutura revela desgaste

24/04/2015 - Mídia News

Parados há mais de um ano, os 40 vagões do Veículo Leve sobre Trilhos, que estão estacionados no Centro de Manutenção e Controle Operacional (CMCO), próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, passaram por uma inspeção na tarde de quarta-feira (22).

Durante a vistoria, que contou com a presença dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), foi possível observar certa deterioração na estrutura das composições.

Os trilhos, por exemplo, acumulam água e os sistemas de rolagem estão todos enferrujados.

Entretanto, conforme o diretor executivo da CAF Brasil, uma das empresas que compõe o Consórcio VLT, Agenor Marinho, os vagões estão em perfeitas condições de funcionamento.

Ele disse que os trens foram construídos para suportar o sol e a chuva, já que, quando estiverem operando, vão enfrentar as mudanças do clima da Capital.

Os vagões estão funcionando normalmente. As manutenções estão sendo realizadas conforme o cronograma do contrato, para que até a conclusão das obras elesestejam operando sem nenhum problema", disse.

Ainda conforme o diretor, os vagões recebem manutenções desde que chegaram em Cuiabá, em 2014.

O contrato, no entanto, vai vencer no ano que vem, antes do novo modal entrar em funcionamento.

Para que os trens não sofram mais com os degastes do tempo, um aditivo deve ser realizado, mas o valor não foi informado.

A previsão da conclusão das obras do VLT é apenas em 2018.

A vistoria, realizada ontem, faz parte de um acordo feito entre o Governo e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, no dia 7 de abril.

Na audiência de conciliação, na 1ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá, além das inspeções, ficou determinada a apresentação de um estudo de viabilidade e detalhes de como será executada a obra do novo modal, em um prazo de 75 dias.

O secretário de Serviços e Engenharia do TCE, André Luis Souza Ramos, disse que órgão ainda vai analisar com mais detalhes o projeto de manutenção feito pela empresa nos vagões.
 

Não podemos avaliar como essas manutenções são feitas ou se estão em conformidade sem um estudo prévio. Por isso, o Tribunal vai analisar e depois emitir um laudo a respeito", afirmou.

Quanto às desapropriações que devem ser feitas para a construção do VLT, o secretário adjunto de Programas Especiais e Assuntos Institucionais da Secid, Paulo Sardinha, disse que uma equipe da secretaria já está estudando o caso para que elas ocorram o mais rápido possível.

O prazo, conforme a audiência de conciliação para a entrega de um cronograma a respeito das desapropriações, é de 45 dias.

"Uma equipe técnica do Governo está analisando quantas desapropriações precisam ser feitas e em que pé se encontra os casos para que possam ser resolvidos um por um", garantiu.

A obra

Orçada em R$ 1,477 bilhão, a construção do VLT deve ser concluída apenas em 2018.

A obra foi iniciada em agosto de 2012 e está com o contrato suspenso desde o fim de 2014.


Consórcio quer mais R$ 400 milhões para concluir obra do VLT

14/05/2015 - Mídia News

O Consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande entregou à Justiça, na semana passada, cinco volumes contendo mais de 2 mil páginas com todo o histórico, memorial e o planejamento para a execução e conclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

De acordo com a documentação, a obra inicialmente orçada em R$ 1,477 bilhão - dos quais R$ 1,066 bilhão já foram pagos -, terá que receber mais R$ 400 milhões para ficar pronta.

A documentação foi solicitada durante a última audiência de conciliação, na 1ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá, no início deste mês. O Governo do Estado ainda estudar os valores apresentados pela empresa ainda vão ser estudados.

Segundo a Secretaria de Cidades, o consórcio entregou o estudo de acordo com a necessidade dele, mas o Estado ainda vai solicitar as medições das partes das obras que constam com o pagamento atrasado, além de um estudo do que falta ser feito para a finalização da obra.

A Procuradoria Geral do Estado informou que os dados devem ser apresentados formalmente na próxima audiência de conciliação, marcada para daqui a dois meses.

Para chegar ao montante de R$ 400 milhões, o consórcio informou que foram utilizados mecanismos previstos no contrato entre as empresas e o Governo do Estado, aplicando critérios de reajuste pela inflação do período anual; a variação cambial e atualização financeira, além do Reequilíbrio Econômico Financeiro dos custos da empresa, o que representaria um montante de R$ 1,879 bilhão para a conclusão da obra, contando com o já devido pelo Executivo Estadual.

Esta não é a primeira vez que o valor de R$ 1,8 bilhão é citado como o que possivelmente será necessário empregar para concluir o modal de transporte urbano.

Em fevereiro deste ano, uma auditoria realizada pelo Governo do Estado concluiu que a obra poderia chegar a esse valor. Desta vez, porém, quem aponta o número é o consórcio construtor.

Entre os documentos que estão na Secretaria de Cidades e na Justiça Federal, há o planejamento da obra com os devidos projetos executivos e o cronograma das obras que não podem ser retomadas pelo fato de o Governo não apresentado o Plano de Pagamento das Dívidas e o Plano de Desapropriações.

Esse planos são de 358 ações que exigem do Estado que apresente as áreas desimpedidas para se realizar as medições, os testes e, inclusive, os projetos das obras específicas dessas áreas que precisam sem desapropriadas.

O secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, informou, por meio de sua assessoria, que a Procuradoria-Geral do Estado já concluiu o Programa de Desembolso Financeiro, que será colocado à disposição do Consórcio VLT Cuiabá e da Justiça Federal.

A partir do planejamento apresentado pelas empreiteiras, a Secretaria de Cidades vai adequar à questão das desapropriações que serão apresentadas em Audiência Pública, a ser realizada no mês de junho.

Segundo a Secid, o prazo para o Governo do Estado apresentar a relação do Programa das 358 desapropriações é de 45 dias.

Nas considerações do consórcio VLT Cuiabá, quanto mais se protela a retomada das obras, pior fica a situação, pelo desgaste das obras não concluídas como pavimentos asfálticos.

Também considera o fato de isto ocasionar prejuízos para as próprias empreiteiras, que passam a ter seus custos alterados. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Consórcio propõe terminar obras do VLT de Cuiabá no ano de 2018

12/05/2015 - G1 MT

Iniciadas em 2012, as obras de implantação do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá deverão extrapolar em mais de quatro anos o prazo inicial de conclusão, sendo finalmente entregues à população da região metropolitana em setembro de 2018. A previsão consta de cronograma de finalização das obras entregue ao governo do estado na última quinta-feira (7) pelo consórcio de empresas responsáveis pela execução do projeto, licitado por R$ 1,477 bilhão e atualmente com trabalhos paralisados entre Cuiabá e Várzea Grande.

Conforme o cronograma, a população da região metropolitana ainda teria de conviver com obras nas principais avenidas ao longo de três novas fases de trabalho. Cada uma abrangeria diferentes trechos de instalação dos trilhos (nas duas linhas projetadas) e de construção das futuras estações. A entrega deste cronograma foi confirmada pelo consórcio e pela Secretaria de estado de Cidades (Secid), órgão do governo responsável, entre outros, por gerenciar as obras atrasadas que haviam sido prometidas para a Copa do Mundo de 2014.

Cronograma

Segundo a Secid, a primeira etapa proposta de trabalhos – que abrangeria o trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a região do Porto, em Cuiabá - teria início no dia 1° de julho e final previsto para o dia 2 de agosto de 2016.

A segunda etapa – obras entre a região do Porto e a região do Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá – teria início no dia 18 de abril (antes mesmo de a primeira etapa ser concluída) e finalização até 14 de outubro de 2017.

Já a terceira etapa funcionaria de forma parecida com a segunda, começando antes de a etapa anterior ser concluída, e abrangeria a linha entre o Morro da Luz (centro da capital) e a região do Coxipó, entre os dias 23 de maio de 2016 e 7 de setembro de 2018.

Segundo este esquema, a população de Várzea Grande já deixaria de conviver com as obras em 2016, pois já estariam prontas as intervenções que afetam as avenidas da FEB e João Ponce de Arruda. Por sua vez, o trânsito de uma das principais avenidas de Cuiabá, a Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA) ainda seria afetado até 2017.

Já o trecho da linha do VLT entre o centro da capital e a região do Coxipó seria o que passaria mais tempo em obras, comprometendo o trânsito de vias como a Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), a Avenida Coronel Escolástico e a Avenida Fernando Corrêa da Costa entre maio de 2016 e setembro de 2018.

O detalhamento das etapas foi divulgado pela Secid, mas a secretaria ainda deverá avaliar a proposta de conclusão das obras e se manifestar a respeito na próxima audiência de conciliação entre o estado e o Consórcio VLT. As partes procuraram a Justiça para tentar entrar em acordo a respeito das obras paradas do modal de transporte.

O plano de trabalho foi entregue em atendimento a uma exigência da Justiça no processo de conciliação, que determinou ao Consórcio a elaboração de um cronograma detalhado e com projetos executivos para a conclusão das obras do VLT.

Consórcio

De acordo com a assessoria de imprensa do Consórcio, foram protocolados 18 volumes de projetos executivos à Secid na última quinta-feira, último dia do prazo concedido pela Justiça para o Consórcio apresentar a documentação.

Ainda segundo o consórcio, o plano de trabalho com conclusão prevista para 2018 foi elaborado com base na vontade manifestada pelo próprio governo durante audiências de conciliação de que as obras fossem finalizadas até aquele ano - último ano do mandato do atual governador, Pedro Taques (PDT).

À reportagem, o consórcio reafirmou o "interesse pleno na retomada das obras", mas informou que as empresas integrantes têm dificuldades em voltar aos trabalhos porque o governo ainda não efetuou o pagamento atrasado referente às medições dos meses de agosto, setembro e outubro de 2014. Financiadora do projeto, a própria Caixa Econômica Federal já teria liberado o valor das medições, mas este até hoje não chegou às empreiteiras, segundo o consórcio.

Outra dificuldade relatada pelo consórcio é a ausência de um cronograma de desapropriações dos imóveis no trajeto do VLT. De 360 imóveis, até hoje o governo não teria entregado o cronograma de desapropriação de 160 (entre eles, casas históricas e postos de gasolina, segundo o consórcio).

Além disso, as empresas reclamam que até o momento o estado não se pronunciou a respeito do pedido de revisão do contrato, o que, na prática, deve resultar em aumento do valor total dos trabalhos. O pedido foi feito em outubro ao então governador Silval Barbosa (PMDB) e segue sem resposta, critica o consórcio.

Governo

Procurada, a Secid fez questão de esclarecer que o que recebeu do consórcio não são projetos executivos do VLT, mas projetos básicos "muito bem elaborados", nas palavras do secretário Eduardo Chiletto.

A Secid informou também que deverá analisar a proposta de cronograma recebida e se manifestar a respeito dela oficialmente durante a próxima audiência de conciliação, em junho, mas Chiletto adiantou que a documentação enviada pelo consórcio não possui detalhes técnicos e especificações necessárias para que as obras sejam executadas.

A secretaria também esclareceu que ainda está dentro do prazo determinado pela Justiça (45 dias) para entregar o cronograma de desapropriações cobrado pelo consórcio.

Por último, a Secid também explicou que todas as questões referentes ao aspecto econômico-financeiro das obras do VLT estão sendo tratadas em conjunto pela Procuradoria (PGE) e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), as quais deverão propor um encontro de contas na próxima audiência de conciliação com o consórcio.

domingo, 10 de maio de 2015

Ministro sinaliza continuidade do VLT de Cuiabá

08/05/2015 - Diário de Cuiabá

Em audiência ontem (7) no Ministério das Cidades, governador Pedro Taques foi informado do interesse do governo federal em concluir a obra

Marcos Lemos

VLT de Cuiabá pode receber recursos federais para
VLT de Cuiabá poderá receber recursos federais
créditos: Divulgação
 
O governo federal assegurou ao governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), o interesse na retomada das obras de mobilidade urbana, incluindo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), orçada inicialmente em R$ 1,477 bilhão. 
 
Em reunião ontem (7) em Brasília, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pediu ao chefe do executivo mato-grossense tempo para que a situação do ajuste fiscal seja consolidada e os levantamentos realizados cheguem ao fim. 
 
Segundo o governador, o ministro sinalizou com o interesse do governo federal em concluir estas obras de mobilidade que estão paradas, e com qualidade. No caso do VLT, trata-se de uma obra que envolve os governos federal e municipal. 
 
Taques reafirmou sua posição favorável à conclusão das obras de mobilidade, entre elas do VLT, mas disse ser contra colocar mais recursos públicos num sistema de transporte de qualidade superior, em detrimento de outros INVESTIMENTOS importantes em saúde, segurança e áreas sociais, onde, segundo ele, estão as principais aspirações populares e as maiores deficiências do poder público. 
 
O governador de MT fez ponderações ao ministro Gilberto Kassab, da existência de uma decisão judicial federal da magistrada Vanessa Gasques Perenha em audiência de conciliação entre o governo do estado, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual contra o consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empreiteiras, CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna e Astep, concedendo 75 dias para que ambas as partes construíssem um entendimento que resultasse na retomada da obra e na sua conclusão. 
 
Taques disse que pretende terminar os levantamentos e argumentos do governo estadual antes do prazo, para que os mesmos sejam repassados para conhecimento do ministro das Cidades e da Justiça Federal. 

Conclusão de VLT de Cuiabá precisa de mais R$ 1 bi, diz professor da UFMT

04/05/2015 - Mato Grosso Notícias

Incerta, a conclusão do Veículo Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande tem gerado polêmica. Em depoimento na CPI que apura irregularidade nas obras da Copa, o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Miguel de Miranda, revelou que cada quilômetro do modal está saindo ao custo de R$ 67 milhões.

O professor, que apresentou uma tese de mestrado que analisa a necessidade do VLT, disse não acreditar na conclusão do modal com o valor total já empregado, defendendo que seria necessário empregar um total de R$2,5 bilhões, ou seja, R$1 bi a mais do que já foi contratado.

Com os dados, o professor demonstrou que o modal que melhor atenderia os municípios seria o Bus Rapid Transit (BRT), a um custo muito inferior do VLT.

Para Miranda, o governo agiu com soberba com a população sobre o VLT e que faltou interesse na gestão em realizar as obras, e esconder da sociedade a realidade sobre o transporte público e a necessidade das mudanças na mobilidade urbana das cidades.

Na mesma sessão foi ouvido o gerente executivo do setor de Governo da Caixa Econômica Federal, Manoel Tereza Pereira dos Santos e houve divergências de informações quanto ao depoimento anterior do Superintendente da instituição em Mato Grosso, Carlos Roberto Pereira.

Entre elas, destaca-se que a Caixa Econômica já liberou praticamente todo o FINANCIAMENTO para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no valor total de R$1,150 bi, sendo que já foram liberados R$1,066 bi.

Com 73% das obras do VLT concluídas, há 71% do pagamento total realizado, sendo que deste valor, a Caixa Econômica praticamente liquidou o FINANCIAMENTO, e o restante corresponderia ao valor de desoneração tributária do Estado em torno de e a contrapartida de R$ 68 milhões.

O gerente destacou que o governo não cumpriu a contento com as suas obrigações de pagamento, o que causou um descasamento entre o FINANCIAMENTO da Caixa e a contrapartida do Estado para totalizar o valor do empreendimento orçado em R$ 1,477 bi.

Conforme Manoel Tereza, as medições eram recebidas pela Caixa enviadas pela extinta Secretaria da Copa (Secopa), e para a liberação do pagamento, os engenheiros realizavam a aferição em campo. Contudo, destacou que a inspeção é visual e que a instituição não conta com quadro especializado das diversas áreas da engenharia necessárias para a implantação da obra.

Sobre diversos erros em obra, como os viadutos da UFMT e da Sefaz, o gerente da Caixa destacou novamente a inspeção visual, e que do ponto de vista visual este último viaduto estava pronto. "A inspeção ocorreu dentro dos critérios da Caixa, que é a aferição visual com as medições atestadas pelo governo do Estado e o Consórcio contratado para a obra. O que ocorreu em algumas obras pontuais, foi de não concordarmos com o material utilizado e pedirmos a sua substituição", explicou.

Com relação a possíveis superfaturamentos nos preços praticados para a implantação do VLT, Manoel Tereza destacou que a Caixa não constatou sobre preço, que constavam nos parâmetros de análise, mas destacou que a Caixa não teria como aferir todos os valores contratados. Já sobre os atrasos nas obras, o gerente observou que não foi cumprido o cronograma apresentado pela Secopa.

"As obras não evoluíram conforme o cronograma e achávamos o ritmo não compatível e questionamos o governo, chegamos a propor um plano de arranque, e informaram que seria realizado, com a vinda de outros trabalhadores até de outros Estados, para compor a equipe do VLT e acelerar o andamento com uma grande frente de trabalho e reafirmaram a conclusão no prazo de 12 de junho de 2014", informou Manoel.

Ao ser questionado sobre possível pressão do governo federal para a liberação do FINANCIAMENTO devido a contratação ser para obras da Copa, Manoel Tereza negou e declarou que havia naturalmente, a consciência da urgência devido ao cronograma.

Ministério das Cidades contribuirá com estudos sobre VLT

09/05/2015 - Mato Grosso Notícias

Leia: Conclusão de VLT de Cuiabá precisa de mais R$ 1 bi, diz professor da UFMT - Mato Grosso Notícias

A Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, vinculada ao Ministério das Cidades, estuda modos para solucionar o problema do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), obra mato-grossense orçada em R$ 1,4 bilhão, paralisada por entraves que vão desde a falta de cronograma de execução até a ausência de estudo tarifário. O acordo de cooperação entre os governos do Estado e Federal foi firmado durante reunião realizada nesta quarta-feira (06.05), em Brasília, entre o governador Pedro Taques e o ministro Gilberto Kassab.

De acordo com o secretário nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, Dario Lopes, o Ministério das Cidades precisará de tempo para avaliar todos os assuntos relativos ao modal de transportes de Cuiabá. Entre os problemas identificados está o alto montante já destinado para a execução da obra – cerca de R$ 1 bilhão – e o atraso nas frentes de trabalho, além da inexistência de recursos para que ela seja concluída.

O governador Pedro Taques avaliou positivamente a iniciativa do Ministério das Cidades de contribuir com Mato Grosso no sentido de resolver a situação do VLT, especialmente porque o órgão também deu parecer favorável à implantação do trem de superfície na capital mato-grossense. "Queremos e vamos solucionar essa questão do VLT e por isso precisamos de toda a ajuda possível. Os mato-grossenses precisam de resposta quanto à essa obra, que é uma das mais caras já contratadas no Estado", afirmou o governador.

Após audiência de conciliação na primeira vara da Justiça Federal em Cuiabá, realizada há exatos 30 dias, o Governo de Mato Grosso e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande decidiram que vão apresentar, até o fim do mês de junho, estudos de viabilidade e detalhes de como será executada a obra do modal.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE), de posse dos relatórios realizados pela empresa gerenciadora e Controladoria Geral do Estado, aponta um conjunto extenso de problemas e falhas técnicas nas obras já executadas. Por outro lado, o consórcio argumenta que houve atrasos nos pagamentos e desapropriações.

 "Acreditamos que há falhas na execução da obra e correções que devem ser feitas. O Consórcio precisa mostrar se há ou não falhas e quando serão corrigidas. Este prazo é para dar clareza do que realmente aconteceu. Entretanto, entendemos que haviam frentes de trabalho abertas que poderiam ser desenvolvidas", afirmou o procurador-geral do Estado, Patryck Ayala.

Participaram da reunião em Brasília, além do governador, do ministro e o do secretário nacional de Transportes, os secretários de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, de Comunicação, Jean Campos, e os secretários nacionais de Acessibilidade e Programas Urbanos, Luis Oliveira Ramos, e de Saneamento, Paulo Ferreira.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Metrô do DF garante recursos para comprar 10 trens do VLT

07/05/2015 - Fato Online

Uma linha do VLT atenderá a população do Sol Nascente, de Taguatinga, Ceilândia e do Riacho Fundo. Outra linha cobrirá W3 Sul e Norte e a outra o Eixo Monumental

Beatriz Ferrari  

Empréstimo aguarda sanção do governador
Empréstimo aguarda sanção do governador
créditos: EBC
 
O Metrô-DF garantiu os recursos para a compra de dez trens do veículo leve sobre trilhos (VLT). Uma linha atenderá Sol Nascente, Taguatinga, Ceilândia e Riacho Fundo. Outra linha cobrirá W3 Sul e Norte e a outra o Eixo Monumental. A previsão para o início das obras é em 2016. O Metrô havia informado, anteriormente, que a licitação para os estudos e projetos do VLT sairia em 60 dias, mas corrigiu a informação às 16h35.
 
A compra dos trens do VLT será possível graças à aprovação, na noite desta terça-feira (5), do empréstimo de R$ 737 milhões com a Caixa Econômica Federal por parte do governo. Desse total, R$ 435 milhões serão destinados ao Metrô e servirão para a aquisição de 10 trens do Metrô, término das estações nas quadras 104, 106 e 110 da Asa Sul, além dos trens do VLT. O término das obras nas estações da Asa Sul deve começar em setembro. A licitação deve ser publicada em dois meses.
 
O GDF usará parte dos recursos para a implantação das obras viárias do Corredor Norte do BRT, ligando Planaltina ao Plano Piloto. O dinheiro também será aplicado na construção de dois trechos de via urbana. O primeiro ligará o Balão do Torto ao Colorado, em Sobradinho. O segundo fará conexão também do Balão do Torto ao Eixão Norte. Os dois pontos vão ganhar novas faixas que servirão para desafogar o trânsito. O empréstimo aprovado pela Câmara Legislativa do DF ainda precisa ser sancionado pelo governador Rodrigo Rollemberg.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Trem atrasado em Cuiabá

03/05/2015 -  Mídia News - MT

Autor de um estudo sobre modal de transporte coletivo urbano, o professor Luiz Miguel de Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), concluiu que ainda serão necessários R$ 1 bilhão para que as obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) sejam finalizadas, em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, não há possibilidade de se concluir o modal com o valor já gasto até agora, pois a construção por quilômetro custa R$ 63 milhões.

A tese de Miranda, defendida em um mestrado, analisa a necessidade de implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande e revela que o modal que melhor atenderia os municípios seria o Bus Rapid Transit (BRT), a um custo muito inferior ao do VLT.  O professor depôs, na semana passada, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa e disse que a gestão anterior do Estado "agiu com soberba" e não teve interesse em realizar as obras.