sexta-feira, 26 de junho de 2015

Com obra do VLT de Cuiabá parada, consórcio pede mais prazo à Justiça

23/06/2015 - G1

O consórcio VLT, responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos na Grande Cuiabá, pediu mais 30 dias de prazo para retomar as negociações com o governo do estado a respeito do contrato, cujo prazo de suspensão de 75 dias estipulado pela Justiça Federal expirou no domingo (21). Enquanto isso, a implantação do modal de transporte na capital e em Várzea Grande, na região metropolitana, continua parada. A obra foi licitada por R$ 1,4 bilhão. Projetado para ser entregue a tempo da Copa do Mundo de 2014, o metrô de superfície deverá ficar pronto em 2018, conforme previsão do consórcio.

Por meio de nota, o consórcio informou que apresentou ao governo o cronograma de retomada e conclusão das obras, assim como o cronograma físico-financeiro. A medida atendeu a determinação judicial. Já a assessoria do governo disse que, também atendendo a decisão da Justiça, apresentou diagnóstico dos processos de desapropriações necessárias à implantação do VLT e informações sobre as parcelas dos pagamentos.

A suspensão do contrato foi para tentar esclarecer qual a real situação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos, e as condições de continuidade dos trabalhos, especialmente nas localidades em que será necessário desocupar imóveis. Os 75 dias impostos pela Justiça Federal, entretanto, são uma extensão do que já estava ocorrendo desde o início do ano em relação ao contrato, que foi suspenso para passar por auditorias motivadas por suspeitas de irregularidades.

Com as obras paradas, o local em que deverão passar os trilhos do VLT em Várzea Grande está cheio de mato e pés de feijão, quiabo, melancia e milho. A 'plantação' está no na Avenida da FEB.

O VLT deverá ser implantado em dois eixos. Um ligará o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o CPA (Centro Político Administrativo), na capital; o outro vai fazer o trajeto entre o Coxipó e o Centro, ambos na capital.

Novo cronograma

De acordo com o cronograma apresentado pelo consórcio ao governo do estado, a retomada da construção do modal de transporte será dividida em três fases. A primeira, entre o aeroporto e a região do Porto, em Cuiabá, começaria no próximo dia 1° de julho, com final previsto para 2 de agosto de 2016.
A segunda fase deverá ser entre o Porto e o CPA, ambos na capital, iniciando em 18 de abril de 2016, com duração até 14 de outubro de 2017. A terceira etapa seria no trecho entre o Morro da Luz, no Centro de Cuiabá, e o Coxipó, também na capital, entre 23 de maio de 2016 e 7 de setembro de 2018.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Governo cobra Consórcio para cumprir contrato e concluir obras do VLT

22/06/2015 - Secom
 
THIAGO ANDRADE/LIGIANI SILVEIRA

A retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos depende do cumprimento do contrato por parte do Consórcio responsável pela construção do modal. É este o entendimento do Governo do Estado ao apresentar à Justiça Federal, nesta segunda-feira (22.06), os documentos referentes ao que foi acordado em uma audiência de conciliação sobre a execução das obras do VLT. As obras estão suspensas por decisão judicial e a apresentação dos documentos, que questionam o cronograma apresentado pelo Consórcio e o pedido de reajuste no valor da obra, fazem parte do trâmite necessário para definir os rumos do modal.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

VLT ainda não tem prazo para sair; Rui quer licitação até julho

17/06/2015 - Bahia Notícias

A construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador ainda não tem uma data definida para começar. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), Carlos Martins, só faltam alguns ajustes na discussão com a Caixa Econômica Federal para a liberação da verba – apesar do governador Rui Costa ter dito, em entrevista feita nesta terça-feira (16), que o projeto aguardava retorno do Ministério do Planejamento.

Em entrevista a Mario Kértesz, da Metrópole, Rui explicou que o empreendimento custará, ao todo, R$ 1,2 bilhões, e que o governo federal pediu para a obra ser adiada para conseguir o valor global. Para que começasse imediatamente, o governo estadual aceito bancar metade do custo. "Eu quero soltar a licitação o mais tardar em julho", disse o governador. 

O gestor disse ainda que o VLT integrará uma série de obras, como a construção de avenidas e a expansão do metrô, o que deverá "remodelar a mobilidade" da cidade. "No final de 2017, Salvador terá a melhor mobilidade urbana de todas as capitais", prometeu. 

Além disso, Costa acredita que o VLT será um "vetor de desenvolvimento" para a região do subúrbio, com a criação de oportunidades de serviço e a abertura de hotéis e restaurantes. "Agora a gente vai poder compartilhar aquela beleza com os turistas. Depois que eles visitarem o Comércio e participarem do novo Centro de Convenções, já entram no VLT e saltam lá", disse. 

O chefe da Sedur concorda. Segundo ele, o traçado do veículo passa exatamente na frente do terreno em que o Estado pretende construir o novo Centro de Convenções, e terá total integração com os equipamentos do local. Para ele, as transformações realizadas no local fazem parte de um movimento internacional. "Em todo mundo já está acontecendo essa recuperação dos centros históricos. No Rio de Janeiro, com o Porto Maravilha, em Buenos Aires, Portugal, foi a mesma coisa. Quando você revitaliza essas áreas que estavam degradadas, aplica investimentos, revigora o turismo de toda aquela região", conclui.

Fonte: Bahia Notícias
Publicada em:: 17/06/2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Obras do VLT de Cuiabá só devem ser retomadas após decisão judicial

03/06/2015 - Cenário MT

As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) devem ser retomadas após uma definição da Justiça Federal. A expectativa do Governo do Estado é de que na última semana de junho seja realizada uma audiência de conciliação entre a Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT) e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande (formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara e CAF), responsável pela construção do modal.

Ao custo total de R$ 1,47 bilhão, dos quais já foram gastos mais de 70% numa obra que tinha previsão de estar pronta no dia 13 de março de 2014, o VLT teve suas obras paralisadas desde dezembro do ano passado, em face das irregularidades apontadas por técnicos – que denunciavam a falta de projeto executivo da iniciativa, confirmada pelo governo do Estado – e por membros do Ministério Público Estadual e Federal, que chegaram a afirmar que "os políticos fizeram uma bandeira e o povo comprou". Diante dessa realidade, o governador Pedro Taque (PDT) se viu obrigado a realizar estudos técnicos para entender o problema.

Como já informado pelo Circuito Mato Grosso, no último dia 07 de abril, a Justiça Federal promoveu uma audiência de conciliação entre as partes com a participação de representantes das empresas, do governo do Estado e de membros do Ministério Público Estadual e Federal. Durante sessão realizada pela juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, titular da 1ª Vara Federal, ficou acordada a suspensão do contrato por 75 dias, que se encerrou em 31 de março desse ano. O consórcio responsável pela construção do modal cobra uma dívida de R$ 160 milhões referentes a medições realizadas nos meses de agosto, setembro e outubro de 2014.

Durante este período, o governo realizou inspeção junto aos vagões, que atualmente estão dispostos no Centro de Comando de Manutenção (CCM), em Várzea Grande. Já o Consórcio VLT apresentou cronograma de execução das obras. O documento destaca a conclusão do modal para 2018.

Em maio, a Secid-MT entregou um plano de desapropriações aos representantes do consórcio construtor, além de relatório com observações sobre o cronograma de execução das obras. Os materiais foram repassados aos empreiteiros no dia 26. No prazo de 10 dias, o Consórcio deve apresentar novas manifestações em relação ao plano de desapropriações.

Além da entrega dos documentos, a Secretaria de Estado das Cidades, juntamente com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Controladoria Geral do Estado (CGE), tem se reunido frequentemente com os representantes do Consórcio VLT. As reuniões são para uma tentativa de conciliação no que se refere às questões técnicas relacionadas à obra.

"O governo tem buscado alternativas para viabilizar a retomada das obras do VLT e as reuniões com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande têm ocorrido para que, na próxima audiência com a Justiça Federal, as partes estejam conciliadas em relação às demandas técnicas da construção. O que o governo quer é buscar alternativas para que a obra possa ser viabilizada e finalmente entregue para a população", reforçou Chiletto.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bondinho está de volta aos trilhos em Campos do Jordão

31/05/2015 - O Vale - S. J. dos Campos

O turista que visitar Campos do Jordão durante o feriado prolongado de Corpus Christi e a temporada de inverno vai reencontrar um velho conhecido.

Depois de dois anos e sete meses, a Estrada de Ferro Campos do Jordão vai voltar a operar o tradicional Trem de Serra, que realiza viagens entre as cidades de Pindamonhangaba e de Campos.

O passeio deixou de ser feito no feriado de Finados de 2012, quando um bondinho descarrilou, matando 3 pessoas e ferindo mais de 40.

Nesse intervalo, segundo a EFCJ, tanto a automotriz A1, que é o veículo utilizado no serviço, quanto a linha férrea passaram por uma série de intervenções de modernização para dar mais segurança aos turistas.

A partir de agora, o bondinho será equipado com caixa preta, limitador de velocidade e um dispositivo que exige a presença de operador no comando do veículo. A carroceria, a parte interna e os sistemas mecânico e elétrico também foram modernizados.

Já a via recebeu, desde 2012, a troca de 14.800 unidades de dormentes e 20.156 metros de trilho, implantação de 4.889 metros de canaletas de drenagem e a construção de 2.347 metros quadrados de contenção de encostas.

Passeio. Na semana passada, o serviço foi retomado de forma experimental. Em junho, o trem irá operar nos dias 2, 9, 16, 17, 23 e 24. A partida é sempre às 9h, da Estação de Pindamonhangaba, e o retorno às 16h30, da Estação Emílio Ribas, em Campos do Jordão.

Durante o trajeto, o bondinho passa por edificações históricas da ferrovia, como a Estação Eugênio Lefèvre, em Santo Antônio do Pinhal, onde é realizada uma pausa de trinta minutos para que os turistas possam conhecer o Mirante da Santa Expedicionária.

Os horários da alta temporada não foram definidos.

Trem da serra

Dias de operação

2, 9, 16, 17, 23, 24 de junho

Horário

Saída às 9h da Estação Pindamonhangaba da Estrada de Ferro Campos do Jordão e retorno às 16h30, partindo da Estação Emílio Ribas, no bairro do Capivari

Tarifa

R$ 59 ida e volta ou R$ 43 apenas ida ou volta

Capacidade