terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Governo protocola hoje estudo sobre VLT

 25/01/2016 – A Gazeta – Cuiabá/MT

O governo do Estado deve protocolizar nesta segunda-feira (25), na Justiça Federal, a primeira etapa do relatório sobre o estudo realizado pela empresa de consultoria KPMG sobre a viabilidade financeira do Veiculo Leve sobre Trilhos, obra de mobilidade urbana que estava no “pacote” das obras da Copa do Mundo de 2014 e que já deveria ter sido entregue, mas, sequer 30% foram concluídos e os canteiros abandonados acabaram se tornando um grande contratempo para os empresários das avenidas da Prainha, em Cuiabá e da FEB, em Várzea Grande.

Muitos empresários antigos dessas avenidas acabaram sendo obrigados a fecharem seus negócios por causa da obstrução das vias e a impossibilidade de acesso dos clientes aos diversos serviços ali oferecidos. É comum hoje, no trecho entre a Praça Ipiranga e o início da avenida XV de Novembro, encontrar estabelecimentos fechados.

Durante visita a algumas obras em Poconé, com destaque para nove pontes de concreto, das quais quatro já foram entregues aos usuários da Rodovia Transpantaneira, no sábado (23), o governador Pedro Taques (PSDB) disse que recebeu a primeira parte do relatório na sexta-feira (22) e que estava terminando de ler para que hoje seja encaminhado à Justiça Federal.

De acordo com Taques, o relatório, quando finalizado, dará resposta a três questões importantes sobre o VLT, sendo o primeiro: o que foi gasto, quanto foi gasto e quanto ainda precisa ser gasto para que o modal entre em operação; segundo: qual a melhor forma de operação, se Parceria Público Privada (PPP) ou concessão e, terceiro e o que mais interessa ao usuário, quanto custará a tarifa e se será necessário algum subsídio.

A compra antecipada dos vagões e máquinas do VLT, que consumiram valores em torno de R$ 700 milhões se tornou o grande empecilho para uma eventual mudança de modal (do VLT para o BRT, como foi previsto inicialmente), exatamente pelo dinheiro já consumido até aqui, em torno de R$ 1,2 bilhão.

Pedro Taques disse que após concluir a entrega do relatório da KPMG à Justiça Federal, vai conceder uma coletiva de imprensa para tornar público esses valores para a sociedade mato-grossense, que no final é quem vai pagar a conta.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Campinas volta a planejar o transporte sobre trilhos


21/01/2016 – Correio Popular – Campinas/SP

A Prefeitura de Campinas começa a trabalhar na formatação de um projeto para dotar a cidade de transporte sobre trilhos. Pode ser VLT, trem urbano, monotrilho ou metrô.

O prefeito Jonas Donizette (PSB) acredita que está na hora do município pensar seriamente em inserir os trilhos na mobilidade urbana porque, segundo ele, somente assim os problemas de transporte que a cidade enfrenta serão resolvidos.

Nesta quarta-feira (20), ele se reuniu com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, para convidar o Estado a participar da elaboração do programa. Jonas quer ter um projeto pronto até o fim de 2016, último ano do atual mandato.

Jonas disse que, pelos custos apresentados para os diversos tipos de transporte sob trilhos, o VLT é financeiramente mais viável. O custo do quilômetro de metrô sai por R$ 600 milhões, o do monotrilho R$ 300 milhões e do VLT, R$ 78 milhões.

“Iniciamos a conversa e acho que poderemos contar com o Estado para a elaboração do projeto. O momento econômico não favorece a implantação, mas queremos ter o projeto pronto, com estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental para quando for possível, desencadear a implantação. Sem participação do Estado é impossível bancar o projeto”, afirmou.

Após o Carnaval, haverá encontro das equipes técnicas do Estado e do Município para a sequência das discussões, informou o prefeito. A cidade tem 120 quilômetros de leitos ferroviários dentro do município, com 654 metros quadrados de área útil para oficinas e manobras.

Os leitos conectam o centro aos principais bairros e aos principais municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mas tudo isso é espaço vazio ou invadido. O único trecho ativo é o da Paulista, utilizado atualmente no transporte de cargas. O restante está ocupado, com construções ao redor.

O especialista em mobilidade urbana da organização Cidades Integradas, Jeferson de Oliveira, avalia que, mesmo com o desmonte ocorrido na experiência do VLT, o sistema mostrou ser possível ter soluções mais baratas do que o metrô.

“Uma cidade com tantas áreas de leitos ferroviários desativados não pode deixar de utilizá-los”, afirmou.

Para ele, Campinas deve começar a trabalhar em um sistema sobre trilhos e deixar metrô subterrâneo para um futuro mais distante. “A cidade precisa de metrô de superfície, e isso vai exigir não apenas trilhos e veículos, mas também a reorganização das linhas de ônibus para que elas alimentem os trens e assim não repetir os erros do VLT, que não estava integrado ao sistema de ônibus.”

Para o presidente regional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Alan Cury, não se pode imaginar uma cidade do porte de Campinas, com mais de 1 milhão de habitantes, inserida numa região metropolitana com mais de 3 milhões de habitantes, sem que hajam sistemas efetivamente integrados de mobilidade urbana.

“Transporte público sobre trilhos demanda muito planejamento e grandes investimentos”, afirmou.

Cury citou o exemplo da Região Metropolitana de Porto, em Portugal, que tem quase 3 milhões de habitantes.

“Por lá, há a integração dos Comboios (trens metropolitanos), Metrô do Porto e Bondes (VLTs). Todo este conjunto, um case de sucesso mundial, foi subsidiado pela Comunidade Europeia, e transformou toda aquela região. O Metrô do Porto, cidade com seus 300 mil habitantes, nasceu nos anos 2000 e hoje é completamente funcional e eficiente. Tamanha qualidade fez com que a empresa público-privada, gestora do sistema, passasse a prestar consultorias por todo o mundo, como é o caso do metrô de Dubai, outro case de sucesso mundial”, disse Cury, que integrou, no ano passado, uma comitiva de urbanistas que visitou o Porto e apresentou Campinas e seus números. “A reação dos colegas portugueses foi eufórica.

Nossos números, nossa economia, nossas necessidades são certamente compatíveis com os investimentos necessários para que, em médio prazo, possamos contar com esta modalidade tão eficiente de transporte público de massa”, disse.

‘Trauma’ com VLT não pode contaminar debate, diz Jonas

A experiência de Campinas com o veículo leve sobre trilhos (VLT), que circulou entre 1990 e 1995 e foi o maior fracasso na tentativa de dotar a cidade de um sistema sobre trilhos de transportes, não deve contaminar a discussão sobre a necessidade de implantar transportes sobre trilhos, segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB).

“Temos que discutir o modelo, mas não há dúvida que a solução para a mobilidade urbana de Campinas tem que incluir os trilhos”, disse. O VLT fracassou porque não foi planejado e integrado a outros modais, o que significou um desperdício de US$ 120 milhões, gastos nos trilhos e nas estações, algumas das quais nunca chegaram a funcionar.

Mais conhecido pela denúncia de irregularidades na contratação da obra (superfaturamento e licitação viciada) que pelos benefícios que trouxe à população, o VLT nasceu da tentativa do ex-governador Orestes Quércia de cooptar o prefeito Jacó Bittar, então recém-saído do PT.

O projeto esbarrou em “dificuldades técnicas” que as seguidas liberações de recursos não conseguiram contornar. Em 1993, quando começou a operar comercialmente, o VLT tinha 11 estações, três das quais (Curtume, Joaquim Vilac e Bonfim) jamais foram abertas.

Para ser lucrativo, precisava transportar 100 mil passageiros por dia, mas não chegou a 5 mil, segundo os cálculos feitos à época pela Fepasa. O sistema tinha uma receita de R$ 60 mil e uma despesa de R$ 760 mil mensais para operar em apenas 7,8 quilômetros.

http://anptrilhos.org.br/campinas-volta-a-planejar-o-transporte-sobre-trilhos-2/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Metrô e VLT serão integrados por túnel entre Igreja da Conceição e Museu de Arte Sacra

 20/01/2016 – Bahia Notícias

A prometida integração entre o veículo leve sobre trilhos (VLT) e o metrô de Salvador será feita por um túnel subterrâneo que liga a cidade baixa à estação da Lapa. Em entrevista ao Bahia Notícias, o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Bruno Dauster, explicou como a operação será realizada. “Imagine um ponto qualquer na encosta entre a Igreja da Conceição da Praia e o Convento do Museu de Arte Sacra. Pegue um ponto qualquer e siga em linha reta. Você vai passar pelo final da Av. J. J. Seabra, onde tem a Barroquinha, e vai chegar à estação da Lapa”, detalhou Dauster. Em resumo: um túnel subterrâneo seguirá em linha reta ascendente, com inclinação de 2%, passará pelo prédio do Sulacap, onde terá um acesso para a estação da Barroquinha. De lá, o túnel continua seguindo até chegar ao nível abaixo do subsolo da Estação da Lapa. O túnel será ligado às estações por escadas rolantes. Ainda em entrevista, Dauster acrescentou que os corredores flutuantes que ligam a orla atlântica até a orla da baía vão se articular com o VLT do Lobato, com o metrô em Pirajá e em Pituaçu. O VLT em Paripe será articulado à estação do metrô de Águas Claras e do Bairro da Paz. O edital do VLT será lançado em até 120 dias.


Estado descarta encurtar VLT e estuda PPP para concluir obra

 20/01/2016 – Folha Max – Cuiabá/MT

Sem condições econômicas e financeiras para assumir a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, que fazia parte da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014, que teve apenas parte das obras executadas, o governo do Estado já sinaliza, após receber a primeira etapa da consultoria realizada pela KPMG de que uma Parceira Público Privada – PPP, deve ser a solução para a retomada e conclusão dos dois ramais que somam 23 km. Mesmo sem admitir, durante a suspensão das obras e a posse do governo Pedro Taques, foi articulada a possibilidade do próprio Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, que é responsável pela obra e é composto pelas empreiteiras lideradas pela CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna e Astep, assumir não apenas a conclusão como também a exploração do modal.

Mesmo que as obras sejam concluídas via PPP, ainda restaria ao governo do Estado e às prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande o custo para subsidiar a tarifa que somente será conhecida com a terceira etapa da consultoria da KPMG, que tem previsão de ser encerrada no final do mês de março próximo. Alegando respeitar a demanda da Justiça Federal, o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, sinalizou que a primeira etapa da consultoria mostrou qual o valor necessário para o Consórcio VLT concluir as obras dos 23 km mais as estações, mas somente o próprio governador Pedro Taques deverá divulgar todas as três etapas da consultoria da KPMG contratada por R$ 3,8 milhões.

A segunda etapa da consultoria trará o custo para operacionalização do VLT que, por estar entre os mais modernos do mundo, demandará treinamento específico além da questão de manutenção e conservação de trilhos, fibras óticas, vagões e material rodante. Eduardo Chilleto descartou, por exemplo, a possibilidade de redução de um dos dois trechos do VLT que é dividido entre o CPA e o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, no primeiro trecho, e do Tijucal até a Avenida da Prainha, no segundo trecho.

Segundo o titular da Secid, a retirada de um dos trechos tornaria mais onerosa a operação do outro trecho, citando que o trecho entre o Tijucal no Grande Coxipó até o centro de Cuiabá é o mais importante por causa do volume de pessoas que se utilizam do sistema público de transporte de massa. Prazos para conclusão das obras e custo em definitivo ainda dependerão de outros estudos, pois o próprio contrato estabelece as correções de valores de ano para ano com a incidência da inflação que disparou em 2015 superando os 10,6%, cálculos que estão sendo projetados, mas que precisarão de novas correções diante da necessidade de mais de dois anos para retomada e conclusão das obras.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Governo do Estado apresenta projeto do VLT de Salvador a grupo de empresários

15/01/2016 - Bahia Toda Hora

Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) de Salvador foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários.

Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado, compreendendo 21 paradas, entre a Avenida São Luís, em Paripe, e o Comércio. A segunda etapa, entretanto, depende ainda de estudos entre duas possibilidades: ligar Paripe à estação do metrô no Retiro, passando pelo Largo do Tanque, ou ir do Comércio até a Lapa.

“Este é mais um passo para a concretização deste projeto. Estamos apresentando para a sociedade a primeira modelagem do VLT do Comércio até São Tomé de Paripe, através de uma estrutura de Parceria Público-Privado, e que, em uma segunda etapa, poderá fazer uma articulação direta com o metrô, seja no Retiro, com uma ligação Santa Luzia-Retiro, seja na Lapa, com uma ligação Comércio-Lapa”, informou o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.

Dauster disse ainda que o projeto entra em uma fase de diálogos constantes com todos os interessados, para que eles conheçam o projeto e o governo saiba quais são as intenções e demandas dos investidores.

Segundo ele, participaram da apresentação fornecedores de equipamentos, projetistas, consultores e empresas de construção civil, convocados por meio de anúncio público feito em jornais de grande circulação em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, para garantir a maior participação possível.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Primeira etapa do VLT nem saiu do papel e Governo já pensa na segunda

15/01/2016 - Bahia Prime

O otimismo se mostrou após a apresentação do projeto a um grupo de empresários interessados

por Tiago Di Araujo

A primeira etapa do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador ainda nem saiu do papel, mas estudos para uma possível segunda etapa do novo modal de transporte já começa a ser pensada pelo Governo do Estado. 

O maior avanço até o momento foi a apresentação do projeto a um grupo de 40 empresários, interessados em financiar o sistema. A apresentação aconteceu nesta sexta-feira (15), na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), em Salvador. 

Caso o projeto não pare na promessa ou em qualquer outro impedimento, a primeira etapa deverá substituir os trens do Subúrbio Ferroviário, tendo o trajeto de Paripe até o Comério ampliado, partindo da avenida São Luís, no Subúrbio, contendo ao todo 21 paradas. 

Mas, mesmo antes das obras serem iniciadas, o Governo já pensa na etapa seguinte, mas admite que depende de estudos. A dúvida está em relação qual será o segundo trajeto, de Paripe à estação de Metrô do Retiro, passando pelo Largo do Tanque, ou do Comércio até à Lapa. 

Apesar de não ter tudo definido, a ideia foi comemorada pelo  secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.  “Este é mais um passo para a concretização deste projeto. Estamos apresentando para a sociedade a primeira modelagem do VLT do Comércio até São Luís de Paripe, através de uma estrutura de Parceria Público-Privado (PPP), e que, em uma segunda etapa, poderá fazer uma articulação direta com o metrô, seja no Retiro, com uma ligação Santa Luzia-Retiro, seja na Lapa, com uma ligação Comércio-Lapa”.

Segundo ele, participaram da apresentação fornecedores de equipamentos, projetistas, consultores e empresas de construção civil, convocados por meio de anúncio público feito em jornais de grande circulação em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, para garantir a maior participação possível. 

Pelo menos o projeto está andando, mesmo que em pequenos passos. Já o BRT, projeto da Prefeitura de Salvador, que depende da liberação de recursos do Governo Federal está completamente parado. O prefeito ACM Neto chegou a afirmar que se o dinheiro não for liberado é porque trata-se de perseguição política. Já o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, garantiu que a verba será disponibilizada, mas até agora nada. 

http://bahiaprime.com.br/bahia/primeira-etapa-do-vlt-nem-saiu-do-papel-e-governo-ja-pensa-na-segunda.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Bonde elétrico do século 19 voltará a circular pelo Centro de Manaus até 2017, diz secretário


12/01/2015 – A Crítica

O bonde elétrico, utilizado como transporte público em Manaus, no século 19, pode voltar a funcionar no Centro até a metade do ano que vem. Essa é a previsão do titular da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), Robério Braga. De acordo com ele, a pasta está esperando a prefeitura acabar as obras do piso e da calçada da avenida Eduardo Ribeiro para iniciar a implantação do sistema.

Robério disse ao ACRÍTICA que toda a licitação do projeto, que vai revitalizar o bonde e sua antiga linha, já foi feita, assim como, o pagamento da obra também. “Ao longo da Eduardo Ribeiro ainda vai ser encontrado trilhos do antigo bonde. Vamos esperar as obras serem concluídas para sabermos a quantidade de trilho que vai dá para ser reaproveitado e onde teremos que fazer os novos”, afirmou.

O secretário se referiu aos trilhos do antigo bonde elétrico encontrado intactos na última semana, no cruzamento da avenida Eduardo Ribeiro com a rua 10 de Julho, no Centro. O achado, apresentado ontem a imprensa, foi feito durante as obras de revitalização da avenida Eduardo Ribeiro, que estão sendo feitas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

Robério destacou que em 2004, trilhos originais do sistema de bonde elétrico foram encontrados nas ruas 10 de julho e Costa Azevedo, os quais ficaram evidentes para a população. Agora, o objetivo é fazer o bonde funcionar novamente naquela área central. “A linha vai sair da lanchonete African House, no largo São Sebastião, passa pela Costa Azevedo, 10 de Julho, Eduardo Ribeiro, Praça do Relógio até o Porto. Vamos pegar os turistas no Porto de Manaus (Roadway) para levá-los ao Teatro Amazonas e vice versa”, revelou o secretário.

Ele contou que o sistema de bonde elétrico começou a funcionar em Manaus em 1893, onde havia várias linhas, entre as quais, para os bairros Aparecida, Cachoeirinha e Flores. Além das linhas “Saudade”, “Circular”, que dava volta por toda a cidade, e “Inclinada”, sendo que, uma linha se conectava com a outra. “Havia alguns acidentes, mas a maior reclamação era se o bonde atrasasse um minuto. Era muita reclamação e o povo fazia até manifestação quando eles não passavam na hora certa”, comentou.

A dona de casa Milkah Valois, 55, relatou que cresceu ouvido de sua mãe, a história do seu avô materno Severino Inácio Valois, que trabalhou dirigindo bonde em Manaus. “Minha mãe sempre contava que o meu avô e a minha avó vieram de Recife para Belém e depois para Manaus, onde ele trabalhou dirigindo os bondes que naquela época existiam na capital. Tempos depois ele passou a ser funcionários dos Correios”, disse.

Museu

O cruzamento da avenida Eduardo Ribeiro com a rua 10 de Julho, no Centro, onde foram encontrados os trilhos do antigo bonde elétrico, pode se tornar um museu a céu aberto, chamado de “Bloco Testemunho”. A ideia ainda será definida entre a Prefeitura, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-AM).

A informação foi confirmada ontem pelo subsecretário de Obras Públicas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Antônio Nelson, durante a apresentação das medidas adotadas para a conservação e exposição do achado arqueológico naquela região. De acordo com ele, o objetivo é permitir que os trilhos fiquem expostos como forma de preservar a história e contá-la de forma viva à população.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Questionada na Justiça, obra do VLT em Cuiabá passou 2015 sem avanços

03/01/2016 - O Globo

Para quem esperava ver algum avanço na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá, o ano de 2015 foi um ano perdido. Paralisada no final de 2014, quando já se encontrava atrasada, a obra bilionária do metrô de superfície não contou com a instalação de um metro de trilho sequer no ano passado, uma vez que se tornou objeto de uma disputa judicial entre o estado e o consórcio responsável. E, por determinação da Justiça Federal, agora um estudo deverá avaliar a viabilidade de conclusão das obras na região metropolitana da capital.

Contratadas inicialmente para melhorar o sistema de transporte metropolitano durante a Copa do Mundo de 2014, as obras do VLT, licitadas por R$ 1,477 bilhão, tiveram andamento em ritmo lento desde o início. Desde então, o governo estadual vinha atribuindo os atrasos à dificuldade com as interferências – como as estruturas de telefonia, água e esgoto ao longo do trajeto de instalação dos trilhos – e as desapropriações de imóveis necessárias.

Os atrasos fizeram com que o prazo original do contrato assinado com o Consórcio VLT, março de 2014, fosse descumprido. Em seguida, o estado anunciou a conclusão dos trabalhos até dezembro daquele ano, o que foi novamente descumprido. À época, o consórcio alegou que o estado não havia realizado o repasse referente a três meses de medições de obras. Do outro lado, o estado apontou inadequações nos trabalhos de engenharia e atrasos.

Foi com este panorama que as obras encerraram o ano de 2014, o último do mandato do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que transmitiu o cargo para Pedro Taques (PSDB). No cargo, Taques suspendeu os pagamentos ao consórcio – que já recebeu mais de R$ 1 bilhão pelas obras – e passou a condicionar a retomada do projeto a resultados de auditorias na execução do contrato e a um parecer técnico de consultoria sobre a viabilidade do modal de transporte em Cuiabá.

'Ano perdido' O impasse entre estado e consórcio tomou todo o primeiro semestre de 2015 e, no segundo, repercutiu na Justiça Federal, que tentou, sem sucesso, intermediar acordos entre as partes. Diante da indefinição, a Justiça determinou que o estado contratasse uma empresa de consultoria para realizar um estudo apontando se a implantação do VLT é financeiramente viável, a estimativa de demanda nos próximos 20 anos, qual o cronograma viável para o término das obras, o cronograma de desembolso do valor necessário e uma proposta de integração com as linhas de transporte público já existentes na região metropolitana.

O estado assinou em novembro contrato com a empresa de consultoria KPMG e, devido ao prazo de 120 dias para a confecção dos estudos, somente em fevereiro deverá ser entregue ao estado um relatório final abrangente sobre o estado das obras, o qual deverá nortear as próximas decisões da Justiça Federal no processo. Enquanto isso, permanecem proibidas quaisquer intervenções nas obras, devido à suspensão decretada pela Justiça.

Chacotas O ano perdido para as obras do VLT acabou motivando protestos inusitados na Grande Cuiabá. Em 2014, as chacotas já haviam começando, como a de operários que foram filmados empurrando um dos vagões do trem, ironizando a situação do projeto.

Em setembro de 2015, um boneco com um ar desolado foi posto sobre a estrutura de uma das estações com obras paralisadas na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Antes disso, uma turma de pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou uma festa sobre um trecho das obras na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá; já em dezembro, manifestantes fizeram um churrasco em outro trecho de obras paradas, na Avenida Tenente Coronel Duarte (Avenida da Prainha).