terça-feira, 15 de novembro de 2011

VLT de Cuiabá-VG terá 30 estações de embarque e 23 quilômetros

20/10/2011 - O Documento

O traçado do modal e as principais interferências no tráfego da região metropolitana foram apresentados na sede da Secopa

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créditos: O Documento

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará uma nova dinâmica na segurança de pedestres em travessias nas áreas de grande circulação nas duas maiores cidades mato-grossenses.

O projeto está na fase de ajustes finais das intervenções nas vias públicas e virou tema de reunião entre a equipe técnica da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo FIFA 2014 e os secretários municipais de Trânsito, Josemar de Araújo Sobrinho (Cuiabá) e Anderson Vieira (VG) nesta quarta-feira (18.10). O traçado do modal e as principais interferências no tráfego da região metropolitana foram apresentados na sede da Secopa.

As duas linhas que se estenderão por 23 quilômetros trazem no projeto conceitos modernos de interação entre o modal e o espaço urbano, e estimulam a priorização do transporte público coletivo nas vias e a necessidade da adoção de novos hábitos no trânsito.

“Há uma série de iniciativas que todos os condutores terão que adotar. Os motoristas terão que ser conscientes e não poderão, por exemplo, parar na pista para o passageiro descer ou caminhões para entregar mercadorias em horários restritos, porque prejudicarão a todos”, exemplificou o secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa, Marcelo de Oliveira.

Para evitar desapropriações, o VLT será implantado no espaço de canteiro central nos itinerários CPA- Aeroporto e Coxipó- Centro. As intervenções exigirão a adequação no tamanho de calçadas, que terão largura máxima de cinco metros e mínima de três.

“Em alguns trechos do percurso do VLT encontramos calçadas de até 10 metros de largura e em outros elas praticamente inexistem. São padronizações que com o decorrer dos anos propiciarão a uniformização dos espaços públicos”, apontou o assessor da Secopa e engenheiro especialista em Mobilidade Urbana, Rafael Detoni.

Enquanto será permitido estacionar em alguns trechos da avenida do CPA, na avenida Fernando Corrêa todas as vagas públicas para estacionamento ao lado da pista deixarão de existir para conversão do espaço em via de tráfego. “A avenida terá três faixas em cada mão e isso permitirá uma grande fluidez no tráfego. Para essa melhoria que leva em conta o bem coletivo, teremos que abrir mão da comodidade de estacionar carros privados na rua naquela área, o que já é um padrão em grandes cidades onde há corredores de transporte”, apontou Detoni.

O volume de ônibus que circulam pelas avenidas será reduzido quando o novo modal entrar em operação, prevista para o início de 2014. Os veículos alimentarão o sistema de VLT, trazendo os passageiros dos bairros até uma das 30 estações do metrô de superfície, que ficarão ao lado dos trilhos no canteiro central.

“A estação padrão terá 82 metros de comprimento. A plataforma terá 45 metros de extensão e cinco de largura, com área de bilhetagem e capacidade de atender 450 pessoas hora/pico, comportando até seis pessoas por metro quadrado. Como os trens passarão em média a cada três ou quatro minutos, não haverá superlotação”, explicou o secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa.

Marcelo de Oliveira destacou que as estações da Praça Bispo Dom José e a do Morro da Luz terão capacidade superior as demais, devido a demanda de passageiros, com capacidade para receber até 800 passageiros sem ocasionar superlotação.

Ao desembarcar nas estações, os passageiros realizarão as travessias em áreas de acomodação de pedestres sinalizadas com semáforos. “A sustentabilidade ambiental, a acessibilidade e a segurança dos que utilizarão o sistema são diretrizes dos nossos trabalhos de desenvolvimento do projeto do VLT”, falou Oliveira.

Já nos quatro terminais de integração, que serão implantados em Várzea Grande, CPA, Coxipó e Centro, os engenheiros da Secopa estudam com as prefeituras a possibilidade de implantar túneis para que as saídas sejam subterrâneas e permitam o acesso as calçadas por meio de elevadores ou escadas. Nas próximas semanas serão realizadas novas reuniões para fechamento do projeto.
 
 
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