segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Governo volta atrás e reabre negociações com consórcio para retomar obras do VLT de Cuiabá

05/12/2016 - Site Olhar Direto

“Minha missão não é concluir o VLT, é destravar, concluir as estações para fazer com que ele funcione. Por isso, não quero gerar nenhuma expectativa irreal. Há quatro ações judiciais movidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e também pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Isso é grave, o aspecto judicial tem que ser resolvido e rápido. Não construo um centímetro sem segurança jurídica”, disse o secretário.

Por conta disto, ficou decidido que as conversas seriam retomadas, com o objetivo de destravar as obras: “O Consórcio fala que precisa de mais R$ 1,2 bilhão para finalizar as obras. Precisamos encontrar um denominador comum nisto. O nosso governo tomou a decisão de renegociar com as empresas. Estou pilotando este processo junto com o Ciro Gonçalves (Controladoria Geral do Estado - CGE), Gustavo de Oliveira (Secretaria de Planejamento – Seplan) e o gabinete do governador”, argumenta Wilson.

“Ontem sentamos longamente com os representantes do consórcio. Espero, no mais tarde até o dia 20 de dezembro, fechar o entendimento financeiro com a empresa. Esta decisão foi tomada porque o juiz federal determinou que as partes se entendam em até 30 dias úteis (prazo termina em 29 de dezembro). Caos isto não aconteça, o contrato será rescindido”, revelou o novo comandante da pasta.

Na primeira conversa com o secretário, o Consórcio VLT se mostrou disposto a conversar e finalizar as obras. Nos próximos dias são esperadas novas reuniões para tentar chegar a um acordo. Nesta tarde, Wilson Santos visita o Centro de Manutenções, localizado em Várzea Grande, para ver a situação dos trens na garagem.

VLT

A obra do modal de transporte está paralisada desde o final de 2014 e, devido à divergência entre os valores solicitados pelo consórcio para concluir o VLT e o valor que a atual gestão está disposta a pagar, o governador judicializaou a questão.

O governo passado já pagou R$ 1,066 bilhão ao consórcio VLT Cuiabá, do total de R$ 1,477 bilhão pelo qual a obra foi contratada. Com base no relatório da consultoria KPMG, o governo estadual ofereceu ao consórcio R$ 191 milhões a mais que o contrato assinado em 2012, que foi de R$ 1,477 bilhão. Ou seja, no total, o VLT sairia por R$ 1,668 bilhão. Para concluir a obra, o consórcio havia solicitado o total de R$ 2,2 bilhões.

Entre os valores cobrados pelo consórcio construtor, R$ 423 milhões são referentes ao reajuste e reequilíbrio financeiro e R$ 446 milhões de saldo (corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – INCC). No entanto, de acordo com assessoria do Governo de Mato Grosso, o estudo da KPMG aponta que o valor do reajuste e reequilíbrio financeiro é de R$ 176 milhões e o saldo é de R$ 426 milhões, já com a devida correção.

Projeto

O modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.

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