quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comprovado: VLT é a melhor opção para Cuiabá

06/04/2011 - Jornal Nortão

Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é a melhor opção para a mobilidade urbana de Cuiabá. Estudos feitos pela empresa TTrans comprovam que esse modal é o sistema mais adequado por oferecer uma série de vantagens se comparado ao BRT (Bus Rapid Transit). Além de sr mais seguro, o VLT é um veículo estruturador que permite o transporte de até 300 mil passageiros por dia por uma tarifa acessível ao bolso dos usuários. Outro diferencial, é que ocupa apenas seis metros de largura, fato que diminui, significativamente, as desapropriações de imóveis para a implantação.

Os estudos solicitados pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso-AL/MT, deputado José Riva (PP), foram entregues nesta terça-feira (05), ao governador em exercício, Chico Daltro, no Palácio Paiaguás, pelo diretor-presidente da TTrans, engenheiro Massimo Andrea Giavina-Bianchi, empresa sediada em São Paulo e Rio de Janeiro.

"O custo operacional, a renovação da frota, a infraestrutura e manutenção do BRT é o dobro em relação ao VLT. O BRT também não pode ser ampliado e ainda é menos seguro", garantiu Massimo, que esteve acompanhado do engenheiro Charles Iglesias.

"A apresentação é extremamente importante por oportunizar a população a conhecer os diferentes tipos de modais existentes. Vamos discutir a exaustão a melhor opção para Cuiabá", afirmou Riva, que também já pediu estudos de viabilidade do monotrilho.

Para ele, assim como a classe política tem a obrigação de exaurir as discussões em torno do melhor meio de transporte, é o governador Silval Barbosa quem decidirá o modelo a ser implantado e não a Agecopa, já que alguns diretores têm declarado que o BRT é o mais viável.
"Não podemos permitir que seja implantado o pior sistema. Agora de posse dos comparativos o governador terá que definir. A Agecopa não foi constituída para esse fim", disse Riva, ao afirmar que a Agecopa está equivocada, pois há um lobby muito forte em defesa do BRT. Lembrou ainda que a primeira empresa que faria os estudos do VLT acabou desistindo por receber ameaças.

Riva destacou que há investidores interessados, tanto que os recursos poderão ser oriundos do regime de Parceria Público Privadas (PPP´s). O parlamentar adiantou que Silval já acenou interesse pela melhor opção e que não terá dificuldade para escolher. Também questionou a Agecopa sobre as intervenções necessárias à implantação do BRT. "Até hoje não concluíram quanto demandará para fazer as mil e trezentas desapropriações. Enquanto que para o VLT há trechos da cidade que não precisarão ser desapropriados. Temos que focar num sistema que seja duradouro". 

No comparativo feito entre BRT, VLT e DMU, que é o VLT movido a diesel, Massimo Giavina, como é conhecido, disse que o DMU, é mais barato e segue o nível 3 dos padrões europeus. "É praticamente nula a emissão de gases poluentes, diferente do BRT que poluí muito".
Experiente no assunto, Massimo trabalha há 41 anos nessa área e informou que o DMU demoraria sete meses para ser implantado. O VLT demandaria 24 meses. Para ele, o BRT poderia ser alimentador do VLT, ou seja, transportar os passageiros até a sua estação.

TTRANS - A empresa atua no segmento metroferroviário realizando serviços nas áreas de Energia, Sinalização e Controle, Telecomunicações, Sistemas Auxiliares, Bilhetagem Eletrônica e Material Rodante. Acesse: www.ttrans.com.br

Pesquisa aponta viabilidade - O tempo de parada do VLT é 30% menor que do BRT, que comporta apenas 163 passageiros. O VLT é de fácil acesso e tem sistema automatizado, com a opção de aumento na capacidade de passageiros. É acoplável e 50% mais rápido.

De acordo com Massimo, dados internacionais apontam que o custo em manutenção e operação do BRT é 2,8% mais caro que o VLT. "O BRT já nasce saturado, não permite a expansão e é menos confortável por causa da frenagem e aceleração", alertou, ao acrescentar que o BRT também provoca transtornos pelo barulho e trepidação por onde passa.

Segundo o engenheiro, a frota de ônibus rápido (BRT), que enfrenta problemas como buracos na pista, tem que ser trocada num período de sete anos. Enquanto que o VLT tem a durabilidade de 30 anos. Num comparativo considerando a frota, o número de passageiros, manutenção e operação, em um ano, constatou-se que o VLT gastaria US$ 676 milhões, DMU US$ 513 milhões e BRT US$ 636 milhões.

Para se ter uma ideia, o custo da tarifa do VLT nas cidades americanas, como Dallas e Denver é mais baixo. O VLT custa 0.48 e 1.88, respectivamente. Enquanto que o BRT nas mesmas cidades é de 4.15 e 2,6, respectivamente.

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