sábado, 16 de julho de 2011

Por que somos VLT em Cuiabá

16/07/2011 - Midia News

Trata-se de um metrô suspenso que ocuparia menos espaço e teria um número bem menor de desapropriações.

Por Oiran Gutuerrez

O sistema de transporte para a Copa em Cuiabá continua gerando polêmica e a Agecopa vem sendo questionada em relação a escolha do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

O modal de transporte do projeto de mobilidade urbana para Cuiabá e Várzea Grande está dando o que falar e ainda promete muita discussão em torno do assunto.

O sistema foi amplamente defendido pelo governo do Estado, Assembleia Legislativa e a Agecopa, que chegaram a um consenso para a sua implantação.

O Ministério das Cidades estranhou a decisão na escolha do modal e quer saber agora o que motivou a decisão do governo em escolher o modelo VLT em detrimento do BRT (Bus Rapid Transit).

Ao mesmo tempo, o Governo Federal deixa claro, através da grande mídia, que os Estados têm autonomia para decidir sobre as obras que serão construídas nas cidades sedes da Copa.

Lembramos que Jean Van Den Haute, do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano, indicou que um projeto VLT foi apresentado em 1997, após estudos de viabilidade. Ele mostrou a necessidade de um transporte coletivo de grande capacidade nos eixos principais da Capital.

A alegação foi de que o sistema BRT é de média capacidade e não atenderia às necessidades da população.

Outro fator é a questão ambiental, pois a meta é combater a poluição urbana já que o VLT é limpo e com acessibilidade universal. Trata-se de um metrô suspenso que ocuparia menos espaço e teria um número bem menor de desapropriações.

Mas, o que importa é que o tipo de modal possa gerar benefícios a toda a população. Os segmentos organizados estão acompanhando desde o início esta discussão.

O trade turístico também concorda com a visão do Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Agecopa sobre o VLT. Não queremos retrocesso, queremos sim um sistema que seja um avanço e que possa revolucionar Mato Grosso.

Oiran Gutuerrez é presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), diretor da Federação Nacional de Turismo e membro da Confederação Nacional de Turismo. 

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