terça-feira, 29 de novembro de 2011

Denúncias contra o VLT podem ter partido de empresários de ônibus

29/11/2011 - O Documento

A mesma denuncia foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD)

A Coluna do jornalista Cláudio Humberto, um dos mais conceituados e respeitados de Brasília apontou em seu site www.claudiohumberto.com.br, que: "há quem diga em Brasília que vêm dos donos de empresas de ônibus as denúncias contra o ministro Mário Negromonte (Cidades). As máfias que controlam o setor não aceitariam o avanço dos Veículos Leve sobre Trilhos - VLT em capitais do país, como transportes mais econômicos e menos poluente".
 
A mesma denuncia foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD) na semana passada assim que foi divulgada uma suposta fraude em processos para que o sistema de trânsito de Cuiabá fosse alterado de BRT - Bus Rapid Transit, ou ônibus de Trânsito Rápido para o VLT que é hoje o sistema mais adotado em todos os países do Mundo.
 
Num rápido comparativo, o parlamentar lembrou que de cada 10 sistemas instalados no mundo, nove são VLT e um BRT e na maioria das vezes o BRT é instalado em países ainda em desenvolvimento, o que não seria o caso do Brasil onde nas principais cidades já existiria o Metrô. "O ideal é que fosse instalado em Cuiabá o Metrô, um sistema mais moderno, eficiente, limpo e duradouro do que o próprio VLT, mas por questões de custos não foi possível adotar este sistema que acabou substituído por um similar o VLT que indiscutivelmente é melhor e mais eficiente que qualquer ônibus", disse José Riva.
 
O governador Silval Barbosa (PMDB), tem reafirmado inclusive em Brasília para os técnicos do Governo Federal de que não recuará na opção do VLT e frisou que o custo maior representa muito pouco em relação ao benefício de atender a população com um sistema de primeiro mundo e que terá uma duração mínima de 30 anos contra cinco anos de duração de ônibus.
 
O Estado de Mato Grosso publicou recentemente a lei que autoriza a contratação de empréstimos da ordem de R$ 740 milhões para o VLT junto a Caixa Econômica Federal, sendo que neste montante estariam incluídos obras de mobilidade urbana para atender os principais corredores de avenidas de Cuiabá e Várzea Grande.

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