terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ficou para o ano que vem a ferrovia DF-GO

25/09/2012 - Jornal Alô Brasília

As obras para a revitalização das linhas ferroviárias no Distrito Federal devem começar depois de julho de 2013. Isso porque haverá ainda, um estudo de viabilidade econômica, técnica e ambiental, o Evetea, que deve durar de oito a dez meses. Na próxima semana, um edital deve ser lançado para contratar a empresa que fará um dos dois estudos a serem realizados. Apenas depois disso, será possível precisar o valor das obras, mas cada quilômetro deve custar R$ 1 milhão.

Enquanto o projeto não sai do papel, as estações são ocupadas indiscriminadamente. Até um lava-jato foi montado em uma das estações. Em outro ponto, na estação Bernado Sayão, famílias dividem um dos cômodos do local. O Alô Brasília flagrou um carro semi novo, provavelmente de alguma família.

Para os moradores que residem às margens das linhas férreas, a revitalização traria benefícios, como segurança. "Quanto mais pessoas (circularem), melhor. Assim, os 'malas' deixam de usar drogas por aqui", conta o consultor financeiro Everton Castro. Espera-se também valorização de terrenos. "Até o momento é calmo. Mas com a movimentação, de repente, ficará mais cobiçado", acredita a dona de casa Virgínia das Graças Silva.

Dois trechos são importantes para a população brasiliense. Um é o que vai do DF à Goiânia. Neste caso, o trem chegará a uma velocidade de 180 km e vai transportar passageiros e carga. De acordo com o superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Marcelo Dourado, a linha ligando as capitais dos dois estados deve se transformar no "segundo eixo econômico" do Brasil, que já produz 9% do PIB brasileiro. Perde apenas para o eixo Rio-São Paulo.

Outra via férrea representativa para o centro-oeste vai ligar Luziânia à Brasília. Este trecho trará um alívio importante ao trânsito na região sul. Espera que pelo menos 50 mil carros sejam tirados da rua. Segundo Dourado, num primeiro plano, o objetivo é adaptar as linhas férreas para receber o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). "O que vai salvar o Brasil são os trilhos", profetisa.


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