quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tribunal questiona entrega antecipada de vagões e teme prejuízo

07/08/2014 - Midia News

Secopa diz que risco de armazenamento de carros é do Consórcio VLT

Cuiabá - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) teme que o armazenamento dos carros do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro de Operações e Manutenção do VLT, em Várzea Grande, até que o modal esteja plenamente implantado e pronto para rodar, pode trazer prejuízos ao Governo do Estado.

Durante apresentação do relatório sobre o andamento da obra, no dia 1º de julho, o conselheiro João Batista de Camargo afirmou que o fornecimento precoce dos vagões compromete a qualidade do material a ser utilizado, uma vez que estão expostos às intempéries do tempo.

“Os vagões contratados foram entregues e estão no pátio, ao relento, e podem estar obsoletos no momento do uso. As composições estão paradas no Centro de Manutenção e Operação, ao lado do Aeroporto [Marechal Rondon], e o Estado poderia ter comprado esse material com tecnologia mais avançada no final da obra”, disse Batista.

Em entrevista ao MidiaNews, o secretário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães, afirmou que nenhuma etapa da obra – sejam os carros entregues ou os viadutos já liberados para o tráfego – foi recebida formalmente pelo Estado, o que eximiria o Governo de arcar com possíveis prejuízos apresentados no momento de funcionamento do modal.

“A obra é uma contratação integrada. Eu não recebi todos os vagões. Os viadutos, por exemplo, foram liberados para uso, mas eu não os recebi. Os riscos de os vagões estarem parados e sem uso é da construtora, do Consórcio VLT, não do Estado”, disse

Segundo Guimarães, todos os 40 vagões já foram entregues pelo Consórcio VLT e se encontram armazenados no Centro de Manutenção, cabendo à contratada arcar com qualquer problema apresentado por eles no momento do uso.

“Só vou receber a obra quando ela estiver completa, com os trens andando e tudo operando. Enquanto eles [carros] estão lá [no Centro de Operações], a responsabilidade de manutenção é do Consórcio VLT”, afirmou.

Guimarães disse que, apesar dos temores apresentados no relatório, não acredita que haja qualquer risco ao material o armazenamento até estarem aptos para uso.

“Acredito que eles não trariam os carros para Cuiabá se houvesse algum risco, uma vez que o prejuízo seria integralmente deles”, disse.

“Jogo de cronograma”

O TCE questiona, no relatório, a razão pela qual o Estado aceitou adquirir os vagões e trilhos no início da obra e sugere que o fornecimento antecipado das composições possam atender a um “jogo de cronograma” por parte da empresa.

Isso porque, apesar de ter apresentado uma proposta global para execução da obra com valor 9% menos do que o estimado pela Secopa quando da época da licitação – que era de R$ 1,6 bilhão –, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande majorou o preço do seu material rodante (um dos itens do contrato) em 21,3% do que aquele previsto pela pasta.

Ou seja, apenas os trilhos e os vagões correspondem a R$ 498 milhões do valor global de R$ 1,477 bilhão do projeto.

O modal, porém, tem expectativa para começar a funcionar apenas em 2015.

Fonte: Midia News

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